quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Em Viana há um novo corredor na Urgência
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Improvements no Serviço de Urgência
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Gincana no Corredor do Serviço de Urgência
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Urgência implementa mudanças importantes
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Um dia no Serviço de Urgência, visto por uma acompanhante.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Querido mudei a entrada do Serviço de Urgência!
Olá amigos!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Ruptura explosiva
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Mesmo com a mais que conhecida falta de enfermeiros, eles estão a ser mandados para casa.

Este facto está mais que comprovado, basta ver o instrumento que foi criado para a classificação de doentes, que nos demonstrava, clara e inequivocamente, que eram necessárias muitas mais horas para que os doentes tivessem cuidados de qualidade. Essas muitas mais horas só poderiam ser atingidas com mais enfermeiros, como é óbvio.
Não conheço a realidade nas outras Unidades de saúde, mas pelo menos na nossa (ULSAM), tenho alguma percepção do que é que se está a passar. E o que está a passar cá para fora é que o "factor C" continua a ser determinante. Vêem-se coisas incríveis, do género: ser renovado rapidamente o contrato de um assistente operacional, que por acaso é filho de uma funcionária do hospital, enquanto que vários enfermeiros encontram-se numa situação extremamente delicada e problemática. Alguns já foram mandados para casa e continuam com a incerteza do regresso, outros em actividade, estão em ameaça de não renovação de contratos.
Um destes exemplos encontra-se no meu serviço (SU), onde o gestor do serviço precisa de muito jogo de cintura para fazer os horários, isto devido à falta de pessoal de enfermagem. Havendo falta de pessoal, há um elevado acréscimo de horas para a equipa, com a agravante do possível não pagamento de horas extraordinárias. (isso é outro grave problema)
Mesmo assim, com a falta de pessoal no meu serviço, um casal de enfermeiros encontra-se actualmente em risco de não renovação de contrato. Estes dois elementos, que constituem uma mais valia para o serviço, correm o risco de perder o emprego, isto após há cerca de um ano, terem decidido sair de um outro hospital, onde tinham um contrato sem termo.
Chegámos ao absurdo de frequentemente ter que andar a ligar para casa de enfermeiros a pedir para virem trabalhar, porque não há pessoal suficiente para os turnos. Chegámos ao absurdo do enfermeiro chefe sistematicamente ter que integrar as equipas de prestação, porque não há pessoal suficiente para os turnos e... na fase em que aguardávamos a chegada de novos enfermeiros, eis que surge a notícia de que dois poderão sair. Como é isso possível, perguntarão, não sei meus amigos, não sei onde é que isto vai parar.
Nota: quando falei do contrato renovado do assistente operacional, devo referir que existe igualmente uma elevada falta de assistentes. Não ponho em causa esta renovação específica, ponho sim a não renovação de contratos de enfermeiros.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Desabafo urgente
Outra questão que me coloco é até quando isto irá continuar?
Obviamente que não consigo responder. Todos os meus anteriores prognósticos foram totalmente erróneos.
A equipa de enfermagem está totalmente fraccionada e desgastada, que nem para lutar consegue arranjar forças, torna-se facilmente manipulável. A maior parte dos colegas perdeu o respeito por si próprios.
Reconheço que mesmo nestas condições parte significativas dos colegas conseguem manter um nível de qualidade e profissionalismo magnificos. Agora peço-vos um esforço mental para imaginar enfermagem de urgencia/emergência se se cumprissem algumas metas fundamenais:
- racios seguros;
- horários normais (35h/semana);
- formação em serviço;
- supervisão clinica em enfermagem;
- organização dos medicamentos e material de consumo clinico;
- integração e acompanhamento dos elementos recém-chegados;
- equipa de transferência de doente crítico;
- reuniões de serviço para aferir formas de actuação, resolver confiltos e estabelecer objectivos alcansáveis;
- manutenção adequados dos equipamentos;
- dotação de Assistentes Operacionais adequadas;
- orientação desses mesmos Assistentes Operacionais sobre estratégias de trabalho e objectivos a atingir;
- Reuniões multiprofissionais para construir objectivos e estratégias comuns (respeito efectivos pelas várias classes profissionais, nomeadamente os menos diferenciados, porque como seres humanos são iguais ao director de serviço ou ao primeiro ministro)
...
.....
Ops, desculpem estava a sonhar!
Voltando à realidade.
Este comentário serve apenas para desabafar. Não vai trazer qualquer mais-valia. Tem o valor que lhe os leitores lhe queiram dar. Para mim ajudou a fazer um pouco se psicoterapia.
Não me identifico por razões óbvias.
Perguntarão vocês porquê? E eu repondo... Já vi coisas que pensei não serem possiveis.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Serviço de urgência com falta de soluções
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Quem são os responsáveis?
- Uma sala de emergência onde chegam os doentes efectivamente emergentes que como calculam exigem muito tempo cuidado e atenção dos enfermeiros,
- Uma sala de "agudos" onde são observados doentes em estado crítico e onde se prestam os mais variados cuidados a doentes do foro cirúrgico, médico, ortotraumatológico e outros.
- Uma sala de Pequena Cirurgia que recebe diariamente várias dezenas doentes com feridas, escaras, abcessos, queimaduras, etc
- Uma "sala de espera de ortopedia" onde aguardam medicação e outros procedimentos vários doentes observados por Ortopedia, acabando muitos destes por ter que ser preparados para o Bloco Operatório e por fim,
- Um corredor com vários doentes em maca encostados à parede ("OBS" Macas), necessitados dos mais variados cuidados como medicação, vigilância de Sinais Vitais, alimentação, higiene, posicionamentos, etc etc etc…
sábado, 19 de março de 2011
Alta e andor!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Enfermeiros fogem da Urgência
sábado, 20 de novembro de 2010
Reclamações
Cada qual retira as ilações que entender
Recebemos então o seguinte pedido via email:
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O pingue-pongue de doentes
terça-feira, 18 de maio de 2010
Des(arranjos) no SU
Quem quiser que continue...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Guerra entre aliados

O ambiente da nossa equipa está a deteriorar-se. Tal como se previa num anterior post, a equipa está mesmo a ruir. Já não se nota o espírito de entreajuda, que nos caracterizava, agora é mais o espírito de "cada um que se amanhe".
Em OBS, com o serviço continuamente carregado, com doentes ventilados a olho, cada um se defende com as armas que tem, do ataque do invasor. O invasor é a urgência geral, por sua vez bombardeada ininterruptamente por doenças ou pseudo-doenças. E aqui também, igualmente com as armas e estratégia militar de cada um, procura-se aliviar o campo de batalha, escoando os feridos o mais rapidamente possível, levando ao aperto do hospital de campanha (OBS). É isso mesmo meus amigos, estamos em guerra! Soldados e cabos já começaram a disparar e a guerra promete durar. Que se emita um tratado de paz, tratado este que partirá da boa vontade dos tenentes e generais. Será que estes se entendem? Vamos esperar que sim... caso contrário haverão baixas evitáveis no campo de batalha. Esta das baixas saiu-me bem... estou a ficar perito em trocadilhos
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Aos meus colegas do SU

Em qualquer local de trabalho torna-se essencial um ambiente minimamente saudável. Num serviço de prestação de cuidados ao utente mais ainda se tornará, por razões evidentes. Com um ambiente cordial e harmonioso a eficiência será potencializada, assim como o atendimento e bem-estar do utente.
É sabido que o conflito é comum nas relações inter-pessoais, devido à complexidade das diversas situações com que diariamente nos deparamos, o que não é compreensível é o conflito criado sem sentido.
Enumeras foram as vezes em que os enfermeiros desta equipa relataram no seu seio, como forma de descomprimir, situações lamentáveis e evitáveis, criadas nas tais relações inter-pessoais. Quase nunca estas situações, muitas vezes com graves contornos, são expostas a quem de direito, por receio de que o ambiente de trabalho se deteriore ainda mais, ou até porque as pessoas não se querem incomodar ainda mais.
Os enfermeiros encontram-se no meio de uma cadeia de classes, por conseguinte, estabelecem um maior volume de interacções profissionais. Consequentemente, são os que mais sentem a pressão do possível conflito, são os que mais o vivenciam e são os que mais sentem necessidade de uma intervenção exterior.
No nosso meio, a relação médico enfermeiro será indubitavelmente a mais decisiva, porém, lamentavelmente, é a que mais atritos gera. Não se pretende denunciar esta ou aquela situação lamentável, nem se pretende denunciar este ou aquele médico que tiveram atitudes infelizes. Pretende-se alertar as pessoas que têm a capacidade de mudar o rumo da situação, para evitar que estes episódios sejam frequentes e que evoluam para desfechos ainda mais infelizes, como por exemplo, possíveis agressões físicas, (como já aconteceu).
Sendo assim sugerimos:
Formação obrigatória para todos os profissionais, com o tema (p.e.) – “Saber estar, saber respeitar em trabalho em equipa”, ou consulta de psicologia obrigatória para todos os funcionários de (p.e) 5 em 5 anos, ou sempre que o profissional achasse importante.
Poderia ser uma medida inovadora e quiçá pioneira no nosso sistema nacional de saúde.
Os signatários,
Guilherme de Carmo
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Agora é convosco.. leiam, discutam, sugiram, cá vos espero..
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Um dia na vida de um Enfermeiro da Admissão - Último episódio

Episódio IV
Seguro a gargalhada, a Triagem às vezes também nos proporciona momentos deliciosos. À sexta triagem entra a vmer repentina para a sala de emergência, soa o alarme estridente, dirijo-me à sala e levo já na mão uma pulseira vermelha. Devido a esta hora crítica do jantar, apenas um colega se encontrava na sala, juntamente com a equipa do carro amarelo. Passados segundos tinham chegado os médicos. Senti-me no dever de ficar a ajudar, afinal de contas enfermeiros de urgência são para estas situações. Tratava-se de uma senhora de 80 anos, que de repente, em casa, tinha-se lembrado de deixar de respirar. Durante 20 minutos tentamos reverter o inevitável, o desfecho não tinha sido favorável. Volto à triagem, 20 minutos ausente, 20 utentes em espera.
E.A – Boa noite! Então que se passa?
Utente X – Doí-me a barriga.
E.A – Desde quando?
Utente X – Desde ontem, mas hoje já estou melhor.
ENTÃO QUE RAIO ESTÁ CÁ A FAZER??! Imaginei dizer. Aquele principio de que, quando temos uma dor, tentámos resolver em casa, se melhorarmos, tanto melhor, se as coisas piorarem é que começamos a pensar em ir ao médico, a esta (e a outras) pessoa(s) não se aplicava, ou melhor, aplicava-se ao inverso.
Mais umas queixas e regressa a colega da Triagem, não lhe deixo um panorâma muito agradável, explico que aconteceu algo (im)previsto. Preparo-me para o último sprint, 3 internamentos em espera, 2 folhas de terapêutica de doentes que iam ficar em OBS…Macas, ou seja, um “OBS” onde se encostam os doentes em maca a uma parede, que muitas vezes parecia interminável. A cada um destes é atribuída uma letra, seguindo o abecedário, já ia na H. Era comum a competição para ver quem tinha tido mais macas, havia uns tantos enfermeiros que já se gabavam, por ironia, de ter chegado a ter a Maca B’, ou seja, tinham dado a volta ao alfabeto.
Um dos internamentos tinha ficado esquecido na secretária dos cirurgiões somente há 5 horas. Bem achava estranho aquele doente que se encontrava na Twilight Zone, nem num lado, nem no outro, mas também, mea culpa talvez, não me tinha dado ao trabalho de ir ver o que é que se passava com ele, talvez por permanecer calmo, indiferente à confusão em seu redor, talvez fosse daquele tipo de doentes tão crivado de hospitais, que se tornara imune à impaciência da espera. Tratava-se de um doente reencaminhado do Hospital de S. João, nem se justificava por ali passar, nada foi feito por enfermagem, apenas uma nota de circunstância.
Seria uma sorte, com a quantidade de exames em espera, conseguir um maqueiro para levar pelo menos um internamento antes das 23h, hora de passagem de turno. O meu colega continuava tarefeiro, no trinómio análises/soro/medicação, ao mesmo tempo que barafustava com a lentidão dos computadores. Com a impaciência, clicava sucessivamente até que davam o tilt. Esta Admissão mais parecia uma mini-central de computadores arcaicos que bloqueavam sistematicamente devido ao uso ininterrupto, o ruído que emitiam era oco e desgastante. O sistema Alert (programa criado para coordenar todos os procedimentos num SU) anda a 100 rotações por minutos, os enfermeiros da Admissão andam a 200, claro que dariam o pifo.
E.A – Então leva-me este internamento, se faz favor? Está prontinho!
Maqueiro 2 – Está bem. Onde está o processo?
Uii, estarei a ouvir mal?! Entrego-lhe o processo surpreendido e digo adeus e as melhoras ao senhor que estava esquecido. E assim terminava o tempo dos internamentos, senão ouvíamos das boas dos colegas lá de cima. Pego numa das folhas de terapêutica, escolho a de baixo, provavelmente a primeira a ser deixada na banca. Um senhor que tinha tido um pós-operatório complicado, tinha estado nos Intensivos e depois terá tido uma alta precoce. Continuava a perder sangue sabe-se lá por onde. Onde iria ficar? “OBS” Macas.
Tentámos numa última arfada, deixar o painel menos cintilante. Conseguimos finalmente atingir a meta, desta feita seria um atraso de 20 minutos. Nada mau…
Chega o colega da noite para receber o turno.
E a história termina da mesma forma que tinha começado,
E.A – Como é tão bom ver-te! Deixa-me passar o turno que já estou saturado.
Casa, banho, cama… para a minha princesa.
Princesa - Então amor trabalhaste muito?!
E.A - Trabalhei…
Princesa - Também respondes sempre o mesmo, e adormece no meu peito.
FIM
domingo, 17 de maio de 2009
Um dia na vida de um Enfermeiro da Admissão - Episódio II

Médico 1 – ENTÃO O DOENTE AINDA NÃO ESTÁ EM OBS ???!!!
Final do Episódio I
Episódio II (O post anterior é o 1º episódio)
Médico 1 – Não quero saber, quero o doente em OBS já!
Ouvindo a gritaria, lá aparece outro maqueiro para levar o senhor. E assim se ocupa a única vaga em OBS, com mais 2 ou 3 candidatos.
Colega de turno – São 18 horas, convém lanchar, já tou a desfalecer.
E.A – Vai lá, rápido, e pede pra me reservarem 2 croissants e uma empada de marisco.
Colega de turno – A sério?!
E.A – Não! Tou a brincar! Duas empadas antes.
Familiar 1 – Sr. Enfermeiro, já chegaram as análises do meu pai?
E.A – Vá ao gabinete do médico e pergunte, as análises são com ele.
Neurologista – Sr Enfermeiro preciso fazer não uma, mas duas P.L’s.
E.A – Doutor, estou sozinho aqui, quando puder…
Neurologista – Eu fico à espera na sala do chefe de equipa.
Vai ser bonito… Vou adiantando o painel, atraso passa uma hora.
Avio 5 utentes, lombalgias, cólicas abdominais, dor de garganta, etc.. poderei dizer aviar, porque actuo em série, como nas fábricas, mal dá pra falar com as pessoas. Chega a senhora da Gastro, não tenho lugar para ela em OBS, não está muito estável, e agora?! Tenho que passá-la para a frente, os colegas vão me comer vivo. Vejo uns sinais vitais, confirma-se. Faço uma nota à pressa, ponho o soro mais pingado, inicio uma transfusão de sangue e levo eu mesmo a senhora para a frente, pois tinha conseguido finalmente o maqueiro para me fazer o internamento que agora já deveria estar pronto há 4 horas, o da peixeira terá que esperar. Rezo para que o doente não leve nenhuma surpresa desagradável para os colegas lá de cima, senão serei trucidado.
E Rezo, Avé Maria, cheia de graça, livrai-nos dos nossos pecados e fazei com que as onze horas cheguem depressa, obrigado e Amén!
Durante a reza, chega mais um internamento, este de cirurgia, tratava-se de uma senhora que estava apenas há 9 horas na admissão, vestida de negro, lenço à cabeça, permanecia sentada, imóvel, num cadeirão. Tinha pedra na vesícula.
Neurologista – Então enfermeiro! As minhas PL’s?! Não posso esperar mais!
E.A – Olhe vamos lá… Seja o que Deus quiser, Ele Olhará por os doentes que cá ficam!
Começamos a P.L, não era fácil. Estávamos na Sala de Agudos (fora da Admissão), até que alguém interrompe,
Médico 2 – Onde está o enfermeiro da Admissão?
E.A – Está a olhar para ele.
Médico 2 – Preciso de um enfermeiro na Admissão!! O seu colega?
E.A – Foi lanchar.
Médico 2 – Então vocês entram às 16h e vão lanchar!?
Pensei em fazer ao senhor um ensino sobre a necessidade de uma alimentação saudável e intervalada, a importância do lanche na dieta do indivíduo, designadamente naqueles que trabalham a sério, mas apenas respondi,
E.A – Não Doutor, entrámos às 15:30. O meu colega já deve estar na Admissão.
Lá se conseguiu a P.L, corro pró lanche, já estou atrasado, engulo as empadas em dois minutos e sigo para cima. Ao contrário da fama conhecida, os enfermeiros da urgência também comem em dois minutos.
Regresso, tenho que ir prá Manchester, apenas 1 utente para triar. A colega que lá estava ainda não tinha parado de atender pessoas, foge num ápice e em silêncio, talvez tivesse em transe.
Trio dois, trio três, tiro liro, ló. Aproveito e levo um doente para Ortopedia, o maqueiro das fichas estava a fazer outro serviço, ou não. Passo pela Admissão, o colega continuava na correria, o atraso surpreendentemente era de 30 minutos. Vou picar um jovem, tinha dores de cabeça. Plano tipo: Análises, paracetamol na veia e soro. Dilema: perco o meu precioso tempo a questionar o médico sobre a necessidade das análises, paracetamol na veia e soro, ou seja, todo o plano?! Para isso teria que questioná-lo 40 vezes, não podia ser… Se calhar tem tido vómitos, será esse o motivo.
E.A – Vou-lhe dar uma pica, tiro um pouco de sangue para análises e ao mesmo tempo deixo um soro, pode ser?
Jovem – Sim, responde franzindo o sobrolho, como que a estranhar a necessidade.
E.A – Então também tem vómitos?
Jovem – Eu não… Só me dói a cabeça… há dois dias.
Questiono-me, revoltado, se este e outros médicos saberão da existência da “circular” que diz que neste tipo de situações, sem que o doente tenha tido vómitos, é preconizado dar paracetamol comprimidos. Abro a gaveta, já não há sistemas de soro, vejo o maqueiro, peço delicadamente para me ir buscar. Espero 10, 20, 30 segundos, como diria a minha mãe, “manda e faz serás servido”, lá vou eu então procurá-los. Volto a Manchester, mais valia Londres, cinco doentes em espera. Ao terceiro regressa a colega, volto para a frente da batalha. Vejo o meu colega da admissão com cara de pouco amigos,
E.A – Então que se passa?
Final do episódio II









