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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Mais um post sobre exaustão nos prof. de saúde


Tem a sua piada este cartoon, mas quando os erros acontecem por causa da mensagem que ele pretende passar, a piada perde-se toda.
É o meu maior "medo" enquanto profissional - a probabilidade de errar e comprometer a saúde de alguém.
Com horas nocturnas, turnos sucessivos, com fracos e curtos períodos de descanso, a mente desleixa-se e torna-se errante. Os erros estão ao nosso lado, no dia a dia, uns mais ligeiros, por vezes mais graves.
A responsabilidade é de cada um de nós, que presta cuidados, mas também é de quem impõe 40 horas de trabalho semanal, de quem faz horários com pouco critério e de quem decidiu por turnos de 24h de trabalho. (*)

(*) turnos de 24 h afecta a classe médica. Esperemos que nunca chegue à enfermagem, julgo que nunca acontecerá... mas é algo que eu considero completamente incompreensível, quer pela saúde dos profissionais, quer pela segurança dos utentes.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Exaustão profissional! Eu avisei!



Burnout, distress, são alguns dos temas que dou mais relevo no PDDSE. Talvez porque sejam temas que me assustam... Vejam as etiquetas na barra lateral e confirmem.
Pois... tanto tenho falado, tanto tenho avisado, na esperança de que haja forte discussão, visibilidade, impacto, para que, quiçá, os responsáveis tomem medidas e... está aqui a prova: "Enfermeiros de Ponte de Lima acusam sintomas de exaustão"
Estes foram os que tiveram alguma iniciativa e expuseram o problema (neste caso ao SEP), mas o problema não fica só por Ponte de Lima, é demasiadamente amplo.
Quem trabalha em saúde sabe, que se contam pelos dedos da mão, as instituições a nível nacional, que têm nos seus serviços, profissionais em número capaz de responder às necessidades.
Com a sobrecarga para os que lá estão, vem isto e pior que isso, vem a diminuição da qualidade dos cuidados prestados



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Problemas psiquiátricos aumentam nos enfermeiros


Tenho reparado num fenómeno muito preocupante para a enfermagem e por inerência, para a população em geral. Nos últimos anos aumentaram significativamente os "casos psiquiátricos" nos enfermeiros. Não é preciso muitas investigações e estatísticas para chegar a esta conclusão, está aos nossos olhos.
Vemos enfermeiros em estados de depressão, cabisbaixos e deprimidos, outros em estados de "negação crónica", onde tudo está sempre mal, onde um simples diálogo com quem quer que seja, será uma discussão, um conflito, outros em estados de loucura... loucura mesmo (*); vemos baixas prolongadas e recorrentes e eu questiono-me, quando é que chegará a minha vez?? Sim!... Não tenham dúvidas que há uma grande probabilidade de chegar a nossa vez, não tenham dúvidas que com o aumento dos anos de serviço, aumentam as probabilidades de enlouquecer-mos. Até aqueles que nós vemos como exemplo da pureza e integridade mental não escapam.
Temos uma profissão de desgaste rápido, de risco e absentismo elevados e todas estas más notícias para a profissão (desde há uns anos a esta parte), não ajudam em nada para a harmonia, paz de espírito, qualidade de trabalho, satisfação e motivação profissional que tanto se deseja e necessita, em enfermagem... e não só.
Fico preocupado porque penso demasiadas vezes que a minha sanidade mental enquanto profissional de saúde, não vai ser eterna. Fico preocupado porque custa-me ver estes enfermeiros doentes a "cuidarem" de outros doentes.

Vocês já pensaram por que é que rapidamente esgotam os stocks de comprimidos de diazepan no Serviço de Urgência??? Ok, o povo também anda a enlouquecer e muitos são prescritos, mas muitos outros vão para consumo da casa, para consumo próprio de enfermeiros e médicos. 
Posto isto, deixo-vos uma questão, 
Como anda a vossa sanidade mental? 


(*) loucura mesmo é quando não se bate mesmo nada bem da cabeça, com aqueles comportamentos a razar o  obsessivo-compulsivos e/ou paranóico, para ser mais científico.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Serviço de urgência com falta de soluções

Ano após ano, com início da época de férias sente-se a angústia da equipa de enfermagem pelo excesso de carga de trabalho.
Para aqueles que desconhecem como as coisas funcionam, numa empresa normal os rácios podem ficar diminuídos durante as férias, porque o trabalho de X pode esperar, ou até pode ser substituído pelo de Y, ou a produção pode até passar a ser menor, mas numa empresa de saúde, isso não pode acontecer. Os rácios têm que ser mantidos e assim, com as férias, surgem os problemas que tardam a ser solucionados. Os que lá estão, quer queiram quer não, têm que dar resposta e fazer bastantes mais horas do que aquelas estipuladas.
Na minha opinião, quando há problemas deste género num hospital o serviço de urgência deveria ser o primeiro a ser resguardado com um reforço de recursos humanos, nem que fosse temporário. Mas ano após ano a história repete-se e a indignação da equipa pela inércia sucessiva dos responsáveis aumenta.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

As aventuras de um grevista


Em pleno dia de greve...
Na sala de espera de Ortopedia, de um Serviço de Urgência que não o nosso, aguardavam há já horas mais que suficientes, várias pessoas com problemas do foro ortopédico.
- Srª Enfermeira, tem aqui um miúdo com fractura do punho, que é preciso pôr um gesso! Diz o Ortopedista.
- Estou de greve. Responde secamente a enfermeira
- É sempre a mesma história!! Maldita greve! Para quê enfermeiros licenciados?! Berra, para toda a gente ouvir o seu desagrado.
- Ao menos a enfermeira licenciada e que por acaso está de greve, está aqui desde as 8h da manha, hora que o senhor também deveria cumprir, mas não!! Chegou às 11:30! E além de mais, não sei se sabe, mas pôr um gesso, não é da minha competência, é da sua!
- Mais valia trabalhar com auxiliares, que não precisam de ser licenciados! Olhe, minha senhora - dirigindo-se para a mãe do miúdo - Se o seu filho tiver alguma deficiência, a culpa é da enfermeira!

Mais uma triste história verídica...
Quem quiser acrescentar mais histórias lamentáveis, como esta, faça o favor!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nervos à flor da pele


Passou há dias uma reportagem na RTP 2 sobre um tema que eu acho que devemos estar atentos e que já por algumas vezes se falou no pddse - Burnout ou sindrome exaustão. Vejam a reportagem, está muito interessante, na minha opinião. Cliquem no seguinte link - Nervos à flor da pele

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

(Dis)Stress em Enfermagem



Nota prévia: CAROS COLEGAS INTERVENIENTES! Gostaria de apelar à vossa imaginação! Se não se quiserem identificar, encontrem uma personagem como o Melga, CSI Viana, Guilherme, Soldado raso, Glosa, Shadow chronicle, etc.. torna tudo muito mais aliciante, curioso e organizado, como calculam.


Há dias, num jantar de amigos, estivemos a ver umas fotos dos tempos do curso. Reparei que uma razoável parte dos colegas estavam hoje mais magros, retirei-me e anotei a constatação no meu bloco virtual:"Enfermagem emagrece... exemplo: fotos do curso", já a pensar num futuro post. Magiquei sobre o assunto e associei este emagrecimento com o stress do dia a dia de trabalho.
Após discussão com a minha colaboradora especial, depressa exclui esta associação, ou seja, não posso generalizar. Todos temos as mais variadíssimas respostas fisiológicas ao impacto do stress, uns perdem o apetite, consequentemente o peso; outros comem desalmadamente logo dão trabalho à balança.
Poderíamos enumerar uma lista infindável das nossas formas de reagir ao stress. Pode ser um desafio interessante, enfrentem os vossos medos e confidenciem-se, (não! não sou pároco, condutor espiritual ou um ávido curioso, apenas alguém que às vezes tem ideias que podem ajudar). Eu começo: O (dis)stress provoca-me perda de apetite, torna-me menos paciente, por vezes áspero; o (dis)stress limita os meus movimentos, os meus pensamentos, aumenta negativamente a minha carga emocional. E a vós?

A expressão ajuda à emancipação!

Para complementar e finalizar deixo-vos com um interessantíssimo trabalho de investigação da Psicóloga Susana Cabanelas, cliquem aqui e garanto-vos que não vão perder o vosso tempo. Trata-se de uma síntese em power point, de rápida leitura, mas suficientemente esclarecedora. Apresento-vos apenas algumas conclusões do seu estudo: Stress ocupacional em profissionais de saúde: Um estudo com enfermeiros portugueses

"Elevada experiência de mal-estar e pressão profissional afectam percentagem significativa de trabalhadores"
Factores negativos:
  • Níveis elevados de stress e exaustão emocional.
  • Tomar decisões onde os erros podem ter consequências graves e a incompetência e/ou inflexibilidade dos superiores hierárquicos são os problemas que mais geram stress.

Factores positivos:

  • Baixos níveis de despersonalização
  • Elevado sentimento de competência e realização profissional
    Baixo desejo de abandonarem a profissão
  • A maioria dos enfermeiros voltaria a optar pelo mesmo curso

Como muito se tem discutido por cá, está provada então a nociva pressão que os nossos "chefes", sejam eles enfermeiros ou não, podem exercer. Portanto encaminhem este estudo para a caixa correio dos vossos chefes, pode ser que se mudem atitudes...

....para fugir um pouco ao stress recomendo este magnífico video, deixem passar cerca de 1 minuto e meio e disfrutem, clicando aqui


Cá estarei...Abraço!!