
Nota prévia: CAROS COLEGAS INTERVENIENTES! Gostaria de apelar à vossa imaginação! Se não se quiserem identificar, encontrem uma personagem como o Melga, CSI Viana, Guilherme, Soldado raso, Glosa, Shadow chronicle, etc.. torna tudo muito mais aliciante, curioso e organizado, como calculam.
Há dias, num jantar de amigos, estivemos a ver umas fotos dos tempos do curso. Reparei que uma razoável parte dos colegas estavam hoje mais magros, retirei-me e anotei a constatação no meu bloco virtual:"Enfermagem emagrece... exemplo: fotos do curso", já a pensar num futuro post. Magiquei sobre o assunto e associei este emagrecimento com o stress do dia a dia de trabalho.
Após discussão com a minha colaboradora especial, depressa exclui esta associação, ou seja, não posso generalizar. Todos temos as mais variadíssimas respostas fisiológicas ao impacto do stress, uns perdem o apetite, consequentemente o peso; outros comem desalmadamente logo dão trabalho à balança.
Poderíamos enumerar uma lista infindável das nossas formas de reagir ao stress. Pode ser um desafio interessante, enfrentem os vossos medos e confidenciem-se, (não! não sou pároco, condutor espiritual ou um ávido curioso, apenas alguém que às vezes tem ideias que podem ajudar). Eu começo: O (dis)stress provoca-me perda de apetite, torna-me menos paciente, por vezes áspero; o (dis)stress limita os meus movimentos, os meus pensamentos, aumenta negativamente a minha carga emocional. E a vós?
A expressão ajuda à emancipação!
Para complementar e finalizar deixo-vos com um interessantíssimo trabalho de investigação da Psicóloga Susana Cabanelas, cliquem
aqui e garanto-vos que não vão perder o vosso tempo. Trata-se de uma
síntese em
power point, de rápida leitura, mas suficientemente esclarecedora. Apresento-vos apenas algumas conclusões do seu estudo:
Stress ocupacional em profissionais de saúde: Um estudo com enfermeiros portugueses
"Elevada experiência de mal-estar e pressão profissional afectam percentagem significativa de trabalhadores"
Factores negativos:Níveis elevados de stress e exaustão emocional.
Tomar decisões onde os erros podem ter consequências graves e a incompetência e/ou inflexibilidade dos superiores hierárquicos são os problemas que mais geram stress.
Factores positivos:
Baixos níveis de despersonalização
Elevado sentimento de competência e realização profissional
Baixo desejo de abandonarem a profissão
A maioria dos enfermeiros voltaria a optar pelo mesmo curso
Como muito se tem discutido por cá, está provada então a nociva pressão que os nossos "chefes", sejam eles enfermeiros ou não, podem exercer. Portanto encaminhem este estudo para a caixa correio dos vossos chefes, pode ser que se mudem atitudes...
....para fugir um pouco ao stress recomendo este magnífico video, deixem passar cerca de 1 minuto e meio e disfrutem, clicando aqui
Cá estarei...Abraço!!