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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Subcontratação, favorecimento, precariedade


Subcontratação, favorecimento, precariedade são conceitos cada vez mais em voga no nosso meio.

Empresas de subcontratação nascem como cogumelos, com lucros incríveis à custa da exploração e precariedade de contratos dos seus trabalhadores. O desespero e a esperança de que melhores dias virão, leva a que estas pessoas aceitem o chulanço. Mais revoltante ainda se torna este jogo de interesses, quando os gestores destas empresas desempenham cargos de destaque nas empresas requisitantes. Que vómito é este? Enoja-me este sistema, revolta-me este governo, indigna-me esta conivência e passividade. Somos o país do favorecimento, do facilitismo, da corrupção! Vergonha!

Primeiro foram os assistentes operacionais, com histórias de favores pelo meio dos contratos, contratos estes, execráveis.
Depois foram os médicos, aqui já do conhecimento público, com as notícias de lucros milionários por parte das empresas de subcontratação, com a colocação de médicos à tarefa, devido à paranóia do surto da gripe.
Agora são os enfermeiros com contratos de 2 meses pela mesma paranóia. Como é possível? Onde anda a Ordem dos enfermeiros? Enfermagem era o exemplo do profissionalismo e responsabilidade, com processos de integração planificados, rigorosos e dentro de um período de tempo razoável. Agora a integração nos serviços deve demorar talvez um turno... se tanto. Os erros são inevitáveis, quem são os responsáveis? 

São necessários mais enfermeiros? Evidentemente que sim. Não é pela paranóia das gripes que o são, são necessários mais enfermeiros desde há anos! Não é de agora. Agora vê-se até nas redes sociais anúncios "urgentes!" de contratação de enfermeiros...
O Ministério não constata a realidade, não prevê, não planifica, depois cede a alarmismos.
São necessárias empresas para contratar profissionais?! Não há gestores suficientes num hospital para assumir a contratação? É assim tão complicado lançar um concurso e seleccionar candidatos? Bom é pagar milhões a oportunistas!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Só mais uma coisinha Sr Bastonário...


Depois de rever o último post, um dos mais visualizados desde sempre no PDDSE (agradeço à página "Enfermeiros" do Facebook), chego a conclusão que ainda ficou algo por dizer ao Sr Bastonário.
Além disso, parece que esta discussão sobre a Triagem de Manchester (TM), vai continuar.
No programa da manhã da TVI, ouvimos mais um médico a criticar a TM.
Pareceu-me não ser tão ignorante como o Sr Bastonário da Ordem dos médicos (OM), mas mesmo assim deixou claro que a TM seria melhor, se fosse feita por médicos. Seria uma TM onde, de uma forma muito rápida (!!!) o doutor conseguia perceber a história clínica e fazer uma avaliação geral do doente, para assim decidir para onde deveria encaminhá-lo! Fantástico! Apenas se esqueceu, o coitado, que tem 1 ou 2 minutos para triar e que tem 15 ou 20 pessoas lá fora à espera. Ia ser bonito. 
A resposta surgiu por parte de uma enfermeira convidada (peço desculpa, mas não anotei nomes de ninguém) e, apesar de não ter tido possibilidade de ouvir tudo o que disse, pelo menos achei que tinha mais argumentos do que o nosso Bastonário da OE. Só torci o nariz quando a senhora disse que as pessoas vão à Urgência para serem atendidas por médicos e não por enfermeiros. O que seria dos doentes se nós não os atendêssemos?... bom saiu-lhe mal, talvez fosse a pressão da situação.
A questão do desemprego dos médicos, como justificação para o ataque do Bastonário da OM, veio à baila e, de facto dou razão a um anónimo que dizia que, tal como os enfermeiros, os médicos estão a começar a sobrar em Portugal e agora procuram desesperadamente agarrar funções, que no passado não lhes interessavam para nada.

Finalizando então o Memorando, para o sr Bastonário e seus colegas,

O que o Sr. Bastonário da OM se esqueceu de referir é que há colegas seus que medicam e pedem exames sem ver o doente! Que medicam e pedem exames, apenas com a descrição da queixa efectuada pelo enfermeiro da TM! 
Questiono então, se a TM é mal feita pelos enfermeiros, como é que alguns dos seus colegas a valorizam de tal forma, ao ponto de nem olharem para o doente para decidir o que é que lhe vai ser feito!!??
Fazendo um pequeno desvio, o Sr Bastonário que me explique também, o que dizer a um doente que nos diz: "Vai-me dar uma medicação, Sr enfermeiro? Mas eu ainda não fui visto pelo medico! Só passei pelo enfermeiro da triagem!! Hilariante não? Mais uma vez, quem dá a cara a situações embaraçosas, são os enfermeiros

Sr Bastonário, Sr Ministro lanço-lhes um desafio: meio ano de TM feita por enfermeiros e outro meio ano feita por médicos.
No final vamos analisar detalhadamente os resultados, reclamações, intercorrências, tempos de espera, erros forçados e erros não forçados (como no ténis) e depois falámos.
Mais uma vez e para que fique claro, os enfermeiros não se opõem que os médicos façam TM, opõem-se é que a façam, enxovalhando e tentando correr com os enfermeiros.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

40 horas?! N Ã O! - Pela tua segurança, pela segurança dos doentes!



Tenho assistido a vários lamentos e preocupações sobre a questão das 40 horas de trabalho semanais. Ou melhor... tenho assistido a vários lamentos e preocupações dos enfermeiros por uma série de ofensas e abusos à nossa profissão, mas recentemente o que mais se tem falado é mesmo das 40 horas.

Afinal em que ficámos? Vamos permitir mais este roubo?

Temos estudos e mais estudos que comprovam que um numero superior a 35 horas de trabalho semanal é prejudicial para a qualidade de vida de profissionais de saúde, neste caso, enfermeiros.

Fala-se também que a eventual passagem para as 40 horas, não traz nenhum acréscimo salarial.
E estão já a ver onde isto vai levar... mais desemprego, menos admissões de novos enfermeiros.

Temos um vencimento que em vez de subir, desce.

Trabalhamos por turnos, 24 horas/dia, 365 dias/ano e sofremos corte brutal nessas horas suplementares (noites, fins de semana, feriados, natais e afins)

Temos uma carreira que se eclipsou.

Vemos os professores que tudo conseguem, porque lutam e provocam mudança. Ainda hoje o líder da Fenprof dizia em jeito de conclusão de mais uma vitória dos professores: "Se lutarmos, por vezes podemos perder, mas se baixarmos os braços, perdemos sempre" Subscrevo!

Vamos permitir mais esta exploração? Vamos ficar calados? Vamos dizer não à greve e dar razão ao governo?

Vamos permitir que interfiram ainda mais na nossa qualidade de vida, que já não é de todo saudável??

Por estas e por outras mexe-te! Greve a 27 de Junho! Paralização nacional!! Mobilização nacional!!

Acorda!!


terça-feira, 18 de junho de 2013

Mais tristes notícias...


Dezenas de enfermeiros e assistentes operacionais despedidos do Curry Cabral em Lisboa (ver notícia aqui)



Tentativas de suicídios disparam 50% no Alto-Minho entre 2011 e 2012, onde a Unidade de referência é a ULSAM (reportagem SIC)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Enfermagem intercontinental II


Olá enfermeiro Guilherme, nesta tarde de quinta-feira, me vi em reflexão sobre meu papel quanto enfermeiro e inevitavelmente lembrei-me do nosso contato anterior. Em saudosismos fui ao teu blog e li o primeiro post presente: "ALERTO PARA O CONTEÚDO DA MENSAGEM DO BASTONÁRIO A PROPÓSITO DO 10 DE JUNHO". Triste esta situação putefra ao qual a enfermagem está. Me entristece saber que esta é uma dura realidade não apenas nas Terras Lusitanas, mas também nas latino-americanas. Sou graduado há mais de ano e até o momento não consegui um emprego, ou pior um subemprego. Vivo de aulas esporádicas para enfermeiros em cursos de atualização e preparatórios para concursos e processos seletivos. O Brasil não está a passar a mesma crise financeira que se alastra pela Europa, mas estamos em forte crise de desemprego, principalmente para a saúde.
As vezes me sinto envergonhado por dizer que sou enfermeiro, afinal nada consegui e tão pouco conseguirei por um bom tempo. Tenho a cada dia tentado acreditar e ter esperanças que na luta sindical, na luta trabalhista e formação de profissionais críticos esta dura realidade irá mudar, mas as esperanças estão por fim. O Estado Brasileiro humilha seus professores, devasta suas universidades, escolas e colégios.
A nossa educação acadêmica já passou por momentos gloriosos, nossos serviços de saúde, sejam eles públicos ou particulares também. Enxergamos emergências lotadas, falta de verbas, materiais, altos índices de mortalidade materna, mortalidade infantil e não por falta de recursos, mas pela má administração e corrupção dos nossos governantes.
A promiscuidade política está a destruir um país, uma nação...
Queria saber de ti amigo de longas léguas além mar, ainda tens esperança na enfermagem? Acredita que um dia teremos um lugar ao sol?

Abraços fraternos,

Enf. Thiago Fiel

Olá Thiago, é com emoção que leio as tuas palavras. Partilho e tua tristeza e revolta e lamento do fundo do coração. 
É tal e qual como dizes, a responsabilidade é dos nossos governantes incompetentes. Cá em Portugal vivemos uma crise na enfermagem (e geral) muito por culpa do excesso de vagas para estudantes de enfermagem, para as escolas encherem os bolsos e só agora, passados 10 anos, é que se lembraram que talvez fosse melhor diminuir em 10% as vagas para admissão para estudantes de enfermagem... enfim.
Não tens que te sentir envergonhado, porque tens uma profissão das mais dignas que existe, uma profissão de excelência, pena é toda essa situação que vives, mas como se diz por ai, vamos torcer para que as coisas dêem uma volta! E vamos ter esperança que sim, caso contrário vens para Europa e cá encontras trabalho (mas não em Portugal :( ).
Esperança na enfermagem??! É uma boa questão... um lugar ao sol, nem num futuro muito longínquo imagino, nem para os enfermeiros, nem para muitas outras classes, talvez só para os gestores e administradores... mas acredito que vamos melhorar, porque piorar mais que isto, acho que é difícil, pois neste momento parece que estamos no fundo, mas como diriam muitos pessimistas, "isto ainda não é nada e ainda vai piorar..." a ver vamos.

Um grande abraço e que tudo corra pelo melhor!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mesmo com a mais que conhecida falta de enfermeiros, eles estão a ser mandados para casa.



Nesses "tantos outros" que este documento refere, inclui-se a ULSAM.
Por todo o país, em vários serviços de saúde, cada vez se fala mais em enfermeiros despedidos ou em risco eminente de despedimento, isto quando a Ordem, sindicatos e o próprio Ministério da saúde, assumem desde há muito tempo, que há uma considerável falta de enfermeiros no SNS.
Este facto está mais que comprovado, basta ver o instrumento que foi criado para a classificação de doentes, que nos demonstrava, clara e inequivocamente, que eram necessárias muitas mais horas para que os doentes tivessem cuidados de qualidade. Essas muitas mais horas só poderiam ser atingidas com mais enfermeiros, como é óbvio.
Não conheço a realidade nas outras Unidades de saúde, mas pelo menos na nossa (ULSAM), tenho alguma percepção do que é que se está a passar. E o que está a passar cá para fora é que o "factor C" continua a ser determinante. Vêem-se coisas incríveis, do género: ser renovado rapidamente o contrato de um assistente operacional, que por acaso é filho de uma funcionária do hospital, enquanto que vários enfermeiros encontram-se numa situação extremamente delicada e problemática. Alguns já foram mandados para casa e continuam com a incerteza do regresso, outros em actividade, estão em ameaça de não renovação de contratos.
Um destes exemplos encontra-se no meu serviço (SU), onde o gestor do serviço precisa de muito jogo de cintura para fazer os horários, isto devido à falta de pessoal de enfermagem. Havendo falta de pessoal, há um elevado acréscimo de horas para a equipa, com a agravante do possível não pagamento de horas extraordinárias. (isso é outro grave problema)
Mesmo assim, com a falta de pessoal no meu serviço, um casal de enfermeiros encontra-se actualmente em risco de não renovação de contrato. Estes dois elementos, que constituem uma mais valia para o serviço, correm o risco de perder o emprego, isto após há cerca de um ano, terem decidido sair de um outro hospital, onde tinham um contrato sem termo.
Chegámos ao absurdo de frequentemente ter que andar a ligar para casa de enfermeiros a pedir para virem trabalhar, porque não há pessoal suficiente para os turnos. Chegámos ao absurdo do enfermeiro chefe sistematicamente ter que integrar as equipas de prestação, porque não há pessoal suficiente para os turnos e... na fase em que aguardávamos a chegada de novos enfermeiros, eis que surge a notícia de que dois poderão sair. Como é isso possível, perguntarão, não sei meus amigos, não sei onde é que isto vai parar.

Nota: quando falei do contrato renovado do assistente operacional, devo referir que existe igualmente uma elevada falta de assistentes. Não ponho em causa esta renovação específica, ponho sim a não renovação de contratos de enfermeiros.