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terça-feira, 11 de junho de 2013

Unidade Polivalente da ULSAM - no rumo certo


Como em tudo na vida, temos que saber reconhecer quando não temos razão. Em tempos escrevi aqui que não concordava com a divisão da equipa de enfermagem do Serviço de Urgência. Foram tempos conturbados, onde muitos partilhavam a mesma opinião, desagradados com a divisão e consequente restruturação de serviços em Unidade Polivalente e Urgência Geral.
Hoje, passados alguns anos, reconheço que foi o melhor, a Unidade Polivalente tornou-se um serviço mais organizado a vários níveis, com benefícios para o doente. Apesar da clivagem entre equipas, apesar das relações se terem tornado mais distantes entre elementos, apesar de ser mais complicado gerir vagas na Unidade Polivalente, quem mais interessa, sai beneficiado.
Parabéns a quem fez esforços para a formação da Unidade Polivalente

quarta-feira, 2 de maio de 2012

CIPE na Unidade Polivalente? Bom ou mau?

Apartir do momento em que a Unidade Polivalente se tornou um serviço autónomo, várias foram as mudanças. A que mais impacto teve para os enfermeiros foi a implementação da CIPE. Ouvem-se muitas críticas, na sua totalidade negativas, por isso achei importante levantar a discussão.

  • Será que a implementação da CIPE veio melhorar a qualidade de cuidados prestados ao doente?
  • Será que a implementação da CIPE veio retirar tempo ao enfermeiro? Tempo este fundamental para a vigilância do doente, permissa primordial num serviço de observação ao doente crítico.
  • Será que se justifica a implementação da CIPE, num serviço onde os doentes permanecem em média 24h?


Gostava de saber a opinião daqueles que trabalham na área, mas também de todos os outros, deste ou de outros contextos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ruptura explosiva


Em Março de 2009 desabafava convosco sobre o facto de discordar com a divisão da equipa de enfermagem em 2 equipas distintas, SU e UP (ex-OBS). Já nessa altura previa-se certas situações que hoje se confirmam. Em Janeiro de 2010, confirmava-se a mau ambiente instalado.

Passados 3 anos, mantenho a minha opinião, a divisão da ex-super equipa do Serviço de Urgência, trouxe mais problemas do que soluções.
Analisemos...
Para começar o ambiente entre enfermeiros das duas equipas não é de todo saudável, para não dizer mau. Grande parte dos que estão lá dentro (UP) critica pesado o trabalho que é feito pelos colegas de cá de fora (SU), esquecendo-se rapidamente que há uns anos atrás estavam nesse mesmo lado, fazendo as mesmas coisas, com as mesmas dificuldades, com os mesmos problemas de sempre.  
A maior parte parte dos que estão cá fora critica duramente a postura dos que estão lá dentro, pelo elitismo, por se mostrarem fechados e críticos na admissão dos doentes, que todos sabemos o motivo de, ocasionalmente, não chegarem à UP nas condições ideais.
Alguns de fora já dizem que só falta pôr muros na UP. Outros revoltam-se e emocionam-se pelo mau ambiente que se criou e principalmente pela mudança radical de mentalidades de alguns que estão lá dentro, completamente indiferente ao que se passa cá fora.
Com a divisão dos enfermeiros, dividiram-se também os Assistentes operacionais e hoje ainda não se sabe bem quem vai fazer um internamento da UP durante a noite. Será o maqueiro? Será a auxiliar? Cada qual tem a sua ideia e informação. E é mesmo durante a noite, quando os chefes não estão, que os conflitos acontecem. Os poderosos decidem, as consequências são para os que estão abaixo.
A UP pode estar com um turno tranquilo e cá fora o SU estar ao rubro, que a assistente operacional de dentro, tem ordens para lá permanecer, porque estamos a falar de um serviço autónomo. Resultado: uma única auxiliar para as limpezas ao chão, tratamento de lixos e para todos os cuidados aos vários doentes do SU. Ou seja, uma pode estar a descansar e outra a fazer o trabalho de duas ou mais... o espírito de equipa entre Assistentes Op. parece que também está a ir pelo mesmo caminho do dos enfermeiros.

Depois temos o grande problema que surgiu recente, o enfermeiro de fora (SU) perdeu quase por completo a autonomia de gestão de doentes candidatos à UP. Era algo que fazíamos na perfeição, seleccionando os doentes mais críticos e dependentes. Agora quase que é preciso pedir um requerimento para um doente ser admitido na UP... o médico tem praticamente a totalidade do "poder" nesta matéria. Os problemas devido a este facto já começam a chover, notando-se que, quem chega primeiro é que tem a vaga, ou seja, podemos ter um doente independente a ser admitido para a única vaga, quando temos uma lista de dependentes e críticos ainda em espera. Depois acontecem situações como uma doente sub-85, acamada, há 3 dias no corredor, só foi admitida porque o enfermeiro de cá de fora reparou no quadro das datas de admissões de OBS MACAS e teve a sorte de ter uma vaga após um óbito na UP, pedindo à médica para internar o doente. Sim!! ouviram bem, agora a UP é um internamento, com toda aquela burocracia inerente a um internamento... só em folhas de papel Deus me livre...
Por falar em gastos, questiono quais os ganhos em termos de dinheiro após a criação da UP?? A meu ver o saldo é negativo.
Claro que alguns departamentos melhoraram na UP, há almofadas topo de gama, parece mais asseado e organizado, mas não seria de esperar coisa diferente, tendo em conta que há uma pessoa responsável pela gestão do Serviço, mas também poderia estar assim com uma única equipa... bastava querer. 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quem são os responsáveis?

Gostava de saber a vossa opinião.
Imaginem o seguinte cenário de um qualquer hospital.

Um sector do Serviço de Urgência que engloba:

  • Uma sala de emergência onde chegam os doentes efectivamente emergentes que como calculam exigem muito tempo cuidado e atenção dos enfermeiros,
  • Uma sala de "agudos" onde são observados doentes em estado crítico e onde se prestam os mais variados cuidados a doentes do foro cirúrgico, médico, ortotraumatológico e outros.
  • Uma sala de Pequena Cirurgia que recebe diariamente várias dezenas doentes com feridas, escaras, abcessos, queimaduras, etc 
  • Uma "sala de espera de ortopedia" onde aguardam medicação e outros procedimentos vários doentes observados por Ortopedia, acabando muitos destes por ter que ser preparados para o Bloco Operatório e por fim,
  • Um corredor com vários doentes em maca encostados à parede ("OBS" Macas), necessitados dos mais variados cuidados como medicação, vigilância de Sinais Vitais, alimentação, higiene, posicionamentos, etc etc etc…
Há vários turnos onde se verifica nenhum doente neste corredor o que quer dizer bom trabalho da equipa médica e de enfermagem ou pouca afluência, mas há também muitos turnos em que estão dezenas de doentes neste mesmo corredor, o que quer dizer, das duas uma, trabalho ineficaz da equipa médica ou internamentos e OBS lotados.

Estão a imaginar? Isto é só uma panorâmica geral...

Para este sector descrito estão 2 enfermeiros que tem que se coordenar e saber trabalhar em equipa.
Um mais “responsável” pelo tal corredor e ortopedia e o outro mais “responsável” por todas as outras áreas descritas. Importante realçar que quando entra um doente para a Sala de Emergência ou Sala de Agudos deverão estar presentes os 2 enfermeiros durante o tempo que for necessário (que poderá ser bastante), o que faz com que todas as outras áreas fiquem desfalcadas da vigilância de enfermagem. Importante também acrescentar que frequentemente há transferências de doentes para outros hospitais, com acompanhamento por um destes enfermeiros.

Agora imaginem que um dos doentes que está em "OBS Macas", numa maca há 2 ou 3 dias, desenvolve escaras (úlcera ou ferida em doentes acamados) devido à sua débil condição física e/ou incapacidade de se virar na maca.

Lanço a seguinte questão,
Na vossa opinião quem são os responsáveis em ordem decrescente?


terça-feira, 24 de março de 2009

A nossa equipa ruiu


Tenho pena a nossa equipa desmoronou... Ruiu.
A vontade ou o jeito de uns prevalece em detrimento ao desejo, à razão de 50, ou seja toda a equipa de enfermagem. É tudo uma questão de dinheiro, diz-se por ai! Outros dizem que é tudo uma questão de "poleiro". (engraçado dinheiro rima com poleiro... )bom, adiante..
Meus amigos, isto vai acabar por dar tudo ao mesmo! E quem vai pagar?! Quem lá está... ou seja nós. Quero ver quando chegarem as transferências, dois enfermeiros a ir para Braga e para o Porto ao mesmo tempo, expliquem-me senhores do piso 8, como vai ser depois! Acho que vamos ficar pelo apelo... Da Urgência vocês só sabem que fica no piso 2 e pouco mais. Que experiência, que contacto é que têm com a Urgência para tomar uma decisão tão complexa (mas sem sentido neste contexto) como esta?
O espírito de cooperação entre os colegas de OBS e Urg. Geral vai afrouxar, se não extinguir. Acho que já não vai haver aquele: "Vou-te mandar um doente com tudo por fazer!!" "Como!? Também não mandas um doente com tudo por fazer para o Bloco, pois não?! Serviços distintos meu amigo! Desimerda-te! Tu és um dos escolhidos, preferidos do chefe… as rivalidades que se podem formar… a inveja. E quem permitiu tudo isto?
Vai ser bonito... tenho pena... a minha equipa, a minha super-equipa ruiu
Agora dividiram-se, giro não é?... Salve-se quem puder, o barco está a afundar! Uns com receio da esfrega constante, do espaço restrito, escolhem Urg. Geral, outros preferindo a estabilidade escolhem OBS, outros ganham coragem e escolhem chefes, outros gostam de emergência e fogem a sete pés de um OBS que se assemelha a um internamento (rotina), outros nem se pronunciam, indignados, com a (des)esperança que notem nas suas revoltas, no seu descontentamento, outros tentam comprar os chefes, neste caso o chefe, a fugir do que se sabe. Outros dizem que é indiferente, já resignados, vencidos.
Depois há aqueles que escolhem uma coisa, mas calha na rifa a outra, os chefes assim o entenderam... será que o vão justificar?! Agora venham as baixas e mais baixas, já são poucas! Ahhh ! Mas há mais dinheiro, assim paga-se melhor as horas extraordinárias. Venham os pedidos de transferência também, já agora!
Mas o Robin anda por aí a roubar aos ricos para salvar os pobres! Ajuda-me Frade Tuck, João Pequeno... sniff, tou deprimido, sinto-me impotente, estou preso pelas garras do maquiavélico Príncipe João! Será que vem o Rei Ricardo, coração de leão em nossa defesa?!
Por Robin dos Hospitais

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A estrutura dos Serviços de Urgência


Este post vai de encontro à sondagem lançada aqui mesmo ao lado. Consta que hoje aconteceu algo de extraordinário para a equipa de enfermagem do serviço de Urgência. As enumeras lamentações dos elementos da equipa foram finalmente ouvidas por quem tem o poder de decisão – a direcção de enfermagem. Esta, ao que parece, apresentou-se com um estilo inovador, baseado no diálogo, na cooperação e com uma ideia fundamental: MUDANÇA. Parece que todos estavam de acordo que a mudança na urgência é urgente, mas que não depende exclusivamente dos enfermeiros. Ideias interessantes foram debatidas, notou-se optimismo, pelo interesse dos órgãos de gestão de incluir a equipa na tomada de decisões, mas receio pela ideia chave que foi proposta: A equipa de enfermagem ser dividida em duas, OBS /Urgência geral. Este é o espaço para se reflectir sobre os prós e os contras dessa proposta. Pelo que percebi, o objectivo será potencializar cada unidade funcional, tornando OBS e Urgência Geral dois serviços distintos e independentes. Mas será esta uma das soluções?! Não será possível atingir os mesmos objectivos de outra forma?!
Não acredito que metade da equipa deseje ficar única e exclusivamente em OBS e outra metade na Urgência Geral. A equipa ficou de se pronunciar e apresentar projectos. Podem aqui começar a reflexão.
Ate já!
G.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Crónicas estapafúrdias vol. IV - Ruídos


Um Serviço de Urgência é um sítio cheio de vida, de movimento, de riso, de choro, de choque, de gestos e por tudo isto, de barulho excessivo. Existe um médico de alta patente, alérgico ao ruído. Quase sempre acorda mal-disposto. Quando é confrontado com mais que um assunto ao mesmo tempo, ou quando começa a ouvir barulho a mais então essa má disposição triplica. Consta que durante a azáfama que é um turno da manhã em OBS terá dito, após o telefone tocar continuamente, Ao 3º toque do telefone, é para atender!!. A Enf. P. respondeu, enquanto se ocupava com a higiene da D. Fátima, com ajuda da Auxiliar D. R., Não vamos parar o que estamos a fazer! E o telefone tocou e tocou...
Outra Doutora, igualmente de alta patente, incomodou-se também com a gargalhada de uma enfermeira. Terá pedido: Srª Enfermeira, não se importa de se rir atrás do armário.
Confesso que também me incomoda um pouco o barulho excessivo, às vezes nem nos apercebemos do ruído que fazemos, principalmente no turno da noite. O bom silêncio, aquele que provoca tranquilidade, é importante para o processo de cura e para o nosso bem-estar. Agora garanto-vos, não vou deixar de fazer o que estava a fazer, para atender um telefone e de certeza que não me vou rir atrás de um armário, até porque já não os há.
G.

sábado, 22 de novembro de 2008

Crónicas estapafúrdias vol. I - "Mais eu durmo.."


Amigos blogistas,
Quantas vezes não ouviram ou participaram até, em episódios cómicos, hilariantes, incríveis, surreais, anormais, tristes, deprimentes, no fundo estapafúrdios, em contexto de trabalho??! Não tenho dúvidas que sim.. Eu já assisti, já ouvi, e se calhar até já fui protagonista..
Este não é o meu espaço, é o nosso! A partir deste momento estão abertas as "Crónicas estapafúrdias". Relatem, através dos "Comentários", tudo o que achem que vale a pena outros conhecerem, para assim rirem, ou chorarem convosco..
Este é o primeiro volume e de seguida apresento-vos as primeiras crónicas. As seguintes vão sendo expostas por mim e por vós. Lembrem-se! Por nós! Eu apenas faço o papel de gerir, de compilar e espero eu "publicar" os próximos volumes.
Involuntariamente estas crónicas já começaram com o post "As Setas", quem ainda não o conhece, recomendo.
Nota: As Crónicas reflectem interacções entre todas as classes profissionais e/ou utentes: enfermeiros-médicos; médicos-AAM; utentes-AAM;Técnicos RX-enfermeiros; fisioterapeutas-médicos; Técnicos laboratório-farmacêuticos, etc, etc, etc.. todos os cruzamentos possíveis!
Todos os nomes nelas contidos são pura ficção. Baseado em factos verídicos.
Vol. I
Pouco passava da 1h da madrugada quando a Dr. L entra em OBS, dirigindo-se à cama 6. Sr. António, você tem que ser operado! atira fulminante. Após 4 segundos de um longo silêncio, responde ainda atónito, operado??! eu? Sim! o Senhor precisa de ser operado, repete. O Sr. António era uma homem da lavoura, que com os seus 82 anos ainda semeava batatas, braços carregados de veias do trabalho duro, pele um pouco estragada pelos anos e pelo sol. Suspeitavam de uma peritonite, sabiam o risco, sabiam que muitos como o Sr. António, apavoravam-se com a mesa de operações, preferiam morrer em sofrimento mas em casa, do que no escuro, na solidão, num bloco operatório.

Os verdadeiros cirurgiões fecham a cortina da cama 6 de OBS e sentam-se na cama, junto ao Sr António. Está melhor? ainda são muito fortes as dores de barriga? Já aliviaram um pouco Srº Doutor, obrigado, Deus o abençoe. Srº António o senhor está com um grave problema na barriga e se nós não o operarmos o senhor vai continuar a ter muitas dores e muito possivelmente não vai resistir. Mas eu tenho 82 anos doutor, já não tenho idade pra operações..
Tem razão, já não tem idade pra estas andanças, mas nós também não o operaríamos se não achássemos que era o correcto. E acredite em nós, o mais correcto é percebermos a causa da sua dor, que agora aliviou mas durante a noite pode ser insuportável, e amanha e depois de amanha piorar ainda mais.. pois doutor o que eu quero é que este sofrimento passe, completa o doente. Hoje em dia tudo é muito mais seguro, nada é como antigamente, no tempo em que muitas coisas ainda se estavam a experimentar, a estudar. Não lhe digo com toda a certeza que tudo vai correr bem, mas posso assegurar-lhe que temos muitas hipóteses para que não corra mal. Pronto Drº vamos a isso então, termina menos assustado.

Na verdade, como a Dr. L não era uma verdadeira cirurgiã, esperou que o Sr António dissesse que não queria ser operado e então, desta vez, termina ela "Olhe, mais eu durmo.." E será que dorme bem?! pergunto eu...FIM
Depois de uma primeira crónica um pouco extensa, finalizo com outra mais curta e com pouco enredo..
Doutor! chama ao longe, no corredor, o enfermeiro T. O que é que o doente da maca C vai fazer ao Porto? Não sei o que é que isso lhe pode interessar, responde o médico. Incrédulo, não ouvi como acabou esta crónica estapafúrdia, mas com tempo, sendo comigo, talvez lhe tivesse respondido que provavelmente interessaria, para puder explicar ao doente o que de facto vai fazer ao Porto.. por muitos defeitos que tenhamos acho que os enfermeiros evitam dizer: "Olhe Sr. Araújo, você tem uma PCR elevada, as enzimas estão normais, vamos ver...." é preciso ver, ver.. logo... E assim sem querer passou a 3ª crónica estapafúrdia... é a vossa vez!!