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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os enfermeiros são os que mais levam nos dentes

Insegurança, agressões, insultos, ameaças, etc etc, são temas que me preocupam seriamente.
Já há uns anitos, nos primeiros posts do Blog, levantava (aqui) estes violentos temas.

Os anos passam e continuamos a levar nos dentes, a ser ameaçados, insultados, etc etc, mas o pior é que as incidências aumentam e soluções não as vejo.
Recebi um email de uma colega sobre os dados estatísticos (da DGS), relativos às agressões físicas e verbais a profissionais de saúde e fiquei assustado.
Acho que devemo-nos preocupar e acima de tudo mexer, pois é a nossa segurança que está em causa.
Como podem ver nos gráficos, as incidências não são ocasionais, são frequentes, estão a aumentar e isto sem contabilizar as incidências não denunciadas.
Os enfermeiros, naturalmente, são os que mais apanham, seguidos dos médicos. Confiram isso e muito mais no documento integral
Caso leves nos dentes (a ver se não...), tem em conta estas importantes recomendações . Para terminar, vejam que, ainda por cima, as mulheres são as mais atingidas.. A desviar qualquer ideia sexista, a apanhar, que apanhem os homens...


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ganhem juízo!!


Consta para os lados do Hospital de Viana que por lá há enfermeiros de 1ª e de 2ª categoria... (Será uma nova carreira??)
Constou-se também que enfermeiros de um determinado serviço estavam a "anos luz" dos de outro serviço??!! Sim!! Não estou a brincar... Podia ser um exagero de um ou de outro... mas não, foi mesmo verdade, pois a novidade foi noticiada por vários e difundiu-se à mesma velocidade que o H1N1 se propaga! (por falar de h1n1.. onde é que ele anda esse malandro?!).
E depois também se falou que o facto de alguns colegas saírem tarde e a más horas do serviço, deve-se unicamente à sua própria desorganização de trabalho... a enfermeiros desorganizados... Ufff.. já estou com opressão torácica, a minha angina de peito já está a disparar... é que injustiças e "machadadas" nas costas é coisa que o Robin não tolera... Mas que merda é esta??!! Andamos a trabalhar que nem bestas e depois cospem-nos na cara??! Pedem-nos para falarmos na essência dos cuidados de enfermagem e depois quando se diz que não há almofadas para pôr aos doentes, já não estamos a falar em cuidados de enfermagem??! Então estamos a falar de quê porraaaaa??!!
Zelamos pelo bem-estar do doente, temos mais doentes sob a nossa responsabilidade do que aqueles que devíamos, temos "papelada e mais papelada" para tratar, andamos a 200 à hora, saímos tarde e mal para tentar passar um turno decente ao colega e depois dizem-nos que só saímos tarde porque fomos desorganizados??!! Por favor... tenham respeito... o mínimo de respeito... para não dizer mesmo, não me f...dam! Um enfermeiro poderá ser desorganizado, mas serão todos??!! Não será o próprio serviço que estará desorganizado?? E quem são os responsáveis máximos de enfermagem pela desorganização dos serviços??! Sim, porque quando um enfermeiro sai meia hora mais tarde é porque perdeu uma hora a fazer algo que não será da sua competência... poderia deixar aqui uma lista dessas acções, mas deixava isso para um colega aventureiro que me acompanhasse neste meu desafogo... Mas afinal o que se passa nestas mentes captas? Será do H1N1?! É o flagelo na enfermagem atacam-se uns aos outros quando devíamos era atacar os que estão no topo, exigindo melhores condições de trabalho...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nervos à flor da pele


Passou há dias uma reportagem na RTP 2 sobre um tema que eu acho que devemos estar atentos e que já por algumas vezes se falou no pddse - Burnout ou sindrome exaustão. Vejam a reportagem, está muito interessante, na minha opinião. Cliquem no seguinte link - Nervos à flor da pele

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aos meus colegas do SU


Esta é uma carta destinada para a caixa de reclamações/sugestões do SU. Gostava que os enfermeiros do SU a lessem e manifestassem aqui neste blog a sua aprovação ou reprovação. Caso aprovem, refiram se, tal como eu, a assinam. Caso assinem, ela há-de chegar às vossas mãos. (ainda não sei é como, porque eu não vos a posso entregar)

Em qualquer local de trabalho torna-se essencial um ambiente minimamente saudável. Num serviço de prestação de cuidados ao utente mais ainda se tornará, por razões evidentes. Com um ambiente cordial e harmonioso a eficiência será potencializada, assim como o atendimento e bem-estar do utente.
É sabido que o conflito é comum nas relações inter-pessoais, devido à complexidade das diversas situações com que diariamente nos deparamos, o que não é compreensível é o conflito criado sem sentido.
Enumeras foram as vezes em que os enfermeiros desta equipa relataram no seu seio, como forma de descomprimir, situações lamentáveis e evitáveis, criadas nas tais relações inter-pessoais. Quase nunca estas situações, muitas vezes com graves contornos, são expostas a quem de direito, por receio de que o ambiente de trabalho se deteriore ainda mais, ou até porque as pessoas não se querem incomodar ainda mais.
Os enfermeiros encontram-se no meio de uma cadeia de classes, por conseguinte, estabelecem um maior volume de interacções profissionais. Consequentemente, são os que mais sentem a pressão do possível conflito, são os que mais o vivenciam e são os que mais sentem necessidade de uma intervenção exterior.
No nosso meio, a relação médico enfermeiro será indubitavelmente a mais decisiva, porém, lamentavelmente, é a que mais atritos gera. Não se pretende denunciar esta ou aquela situação lamentável, nem se pretende denunciar este ou aquele médico que tiveram atitudes infelizes. Pretende-se alertar as pessoas que têm a capacidade de mudar o rumo da situação, para evitar que estes episódios sejam frequentes e que evoluam para desfechos ainda mais infelizes, como por exemplo, possíveis agressões físicas, (como já aconteceu).
Sendo assim sugerimos:
Formação obrigatória para todos os profissionais, com o tema (p.e.) – “Saber estar, saber respeitar em trabalho em equipa”, ou consulta de psicologia obrigatória para todos os funcionários de (p.e) 5 em 5 anos, ou sempre que o profissional achasse importante.
Poderia ser uma medida inovadora e quiçá pioneira no nosso sistema nacional de saúde.

Os signatários,

Guilherme de Carmo

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Agora é convosco.. leiam, discutam, sugiram, cá vos espero..

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O inquérito obrigatório

Depois de uns dias de ausência, onde ocupei o meu tempo livre a tentar perceber (com ajuda), as potencialidades de um blog e funcionalidades até aqui desconhecidas, com o intuito de o tornar mais dinâmico (ainda não está como quero!), regresso com a promessa de abordar temas escaldantes!
Devo agradecer à colega Helena Neves que autorizou a publicação do seu inquérito sobre "Assédio Moral" aqui no nosso blog, pois foi assim que finalmente percebi como colocar um documento numa pagina web.. de facto a internet é uma coisa maravilhosa, é um dos acontecimentos do século.
Num dos posts anteriores foram abordados os temas "Agressão/Assédio Moral", nessa altura o Assédio moral ficou em 2º plano (para perceberem o porquê, leiam-no).

Tudo começou quando chega à minha caixa de correio um pedido para responder ao tal inquérito, de imediato o fiz, aproveitando claro para guardar o email desta colega, para ser mais um na minha ainda curta lista de destinatários para divulgação do blog.
Assim mantivemos um contacto, através do qual faz o seguinte comentário:

"Caro colega,efectivamente o assedio moral é uma praga que assola a enfermagem e que tem consequências devastadoras para quem é assediado. Interessante verificar que quem assedia mais os enfermeiros são os seus chefes, também enfermeiros. Despotismo destes e falta de consciência de quem é assediado nos seus mais básicos direitos humanos,leva a que se torne urgente DENUNCIAR, DENUNCIAR, DENUNCIAR todas as situações para acabar com a praga do século XXI.Helena Neves"

esta conclusão interessante e polémica, advém do seu trabalho de investigação.
Neste âmbito, podemos subdividir a AGRESSÃO em duas: a física e a moral. Agressão moral ou Assédio moral é uma forma de condicionamento, de repressão, de opressão, de discriminação em ambiente de trabalho.
Para a percebermos melhor, convido-vos, finalmente, a visitar:
este link
Além de ser oportuno e cativante, deu-me uma trabalheira criá-lo, por isso leiam e vejam se são vítimas de assédio moral.

Recentemente caracterizei o perfil do Guilherme de Carmo, referindo ser "ouvido atento". Principalmente agora, nada me escapa, por isso constato que enumeros são os colegas que por isso ou por aquilo, se queixam dos seus chefes.
O problema começa com o próprio conceito. Consultei o dicionário e reparei na definição de chefe: "o principal entre outros; o encarregado de dirigir um serviço; comandante; cabecilha; capitão; caudilho"
Sempre tive a conotação de que chefe é alguém que pode, quer e manda e que a sua ideia prevaleçe sempre.
De facto alguns levam à risca esta definição e conotoção, impondo as suas "políticas" sem diálogo, criando desagrado com o autoritarismo e arrogância.
Agora nesta nova reformulação da carreira deveriamos apelar à Ordem para mudar o "chefe" para Enf. coordenador ou Enf. motivador, sei lá.. sugiram!!
Temos bons e maus chefes assim com temos bons e maus enfermeiros.
É difícil, de facto, agradar a todos..
Agora ser justo e agir de igual forma com todos os elementos da equipa é fundamental, mas grande parte não o faz, na minha opinião.
Decididamente, não é surpresa a conclusão do trabalho de investigação da colega Helena...

Como nota final devo realçar a honra que foi receber um comentário do famoso administrador do blog "doutor enfermeiro". É gratificante perceber que o blog está a ser divulgado não apenas por mim. Não percebi foi o que ele quis dizer: "Ex.mo colega,a liberdade do outro acaba onde a deixar-mos acabar." Porém vou finalmente visitar o seu blog e ter a oportunidade de lhe perguntar.
Assim me despeço, com o desejo de vos ver por cá

sábado, 1 de novembro de 2008

Sala de pânico



Assim como nós somos vítimas, os utentes também o são.. e em maior número.
Não posso abordar a questão apenas num sentido.
Não tenho conhecimento de casos em que foram vítimas de agressão física, haverá decerto.. agora de agressão verbal.. todos temos conhecimento. Mais uma vez tenho que exemplificar com casos do meu dia a dia..

No meu serviço existem várias áreas/salas/gabinetes de trabalho, uma delas, a que eu vou retratar, vou denominá-la de "sala de pânico". Não vos vou dizer qual.. mas vão chegar lá. Quantas vezes, na triagem de Manchester, os utentes perguntam: "Sr. Enfermeiro, quem é o médico de serviço, não me diga que é o Dr. Q?!" eu respondo, fingindo-me de ingénuo: "por acaso não" ao que ele comenta: "ui que alívio!". Ou então respondo: "por acaso é.." e aí é fácil perceber o seu pensamento "já fui.." e algumas vezes vão mesmo.. vão pra casa. Outros arriscam a sua sorte e esperam não calhar nas mãos do Dr. Q.

Mas quem é o Dr. Q?! O Dr. Q é alguém que foi para medicina, mas detesta pessoas.
É alguém que trata as pessoas com desprezo.
É alguém que já classificou uma pessoa de animal (pelo menos que eu tivesse ouvido)
É alguém que não sabe o que é dor, nem sabe o que é aliviá-la ou pelo menos tentar (mas aqui não é o único)
É alguém que gosta de zombar com as pessoas, principalmente os indefesos.. porque com os outros pensa duas vezes.. às vezes!!
É alguém que se acha com piada..
É alguém que (naturalmente) já foi agredido.. portanto algumas das agressões têm um pontinho de justificáveis.. e eu sou anti-violência..
É alguém que frequentemente berra: "Esteja quieta c...lho..!!! f....da-se.."
É alguém que age como que se o utente fosse o culpado da situação, por vezes trágica, que o levou ao hospital...
Já chegaram lá?! Apesar de haver alguns que se assemelham nalguns pontos... este é caso único de brutalidade..
Felizmente a reforma avizinha-se.. felizmente, pra todos nós..... e para ele.. pois não deve ser de 200 euros.. tem mais uns zeros à direita.. deveriam ser à esquerda

Para descongestionar um pouco, recomendo-lhe, Dr. Q, o seguinte vídeo:

a mim tocou-me, a ver se a si lhe toca.. vai de encontro ao tema já falado, relações entre as pessoas e a distância, frieza, desprezo entre elas..
Continuando na sala de pânico.. havia também o Dr. Z que também era hábil no relacionamento e tratamento do utente..
Gostava de chamar os enfermeiros e pedir: "quero 2 ligaduras de 5, 3 de 10 e 2 de 15... e retire os invólucros" inteligente era o colega que enquanto o Dr. Z pedia as de 10cm já tinha abandonado a sala.. grande Filipe! (já agora obrigado pelo comentário.. as setas esquece-as, que não vale a pena).
Reconheço que não tive essa acertada atitude.. hoje já a teria, porque, sendo confrontado, era muito fácil argumentar o porquê da saída da sala.. os anos não nos trazem apenas cabelos brancos.. também trazem integridade
Outro colega igualmente inteligente, acrescentava: "desta vez retiro eu, mas na próxima retira o senhor"
Agora que o homem era poupado ai isso era... guardava sempre as luvas de doente pra doente, não vá o hospital ter despesas excessivas...

Por fim me despeço apenas salvaguardando que isto das agressões verbais não toca exclusivamente aos médicos... todos os outros, voluntária ou involuntariamente agridem verbalmente o utente.. conversas pra outros posts..
Até breve!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

i have a dream!

Viram a reportagem da SIC sobre assédio moral/agressões? (ler o post anterior p.f)
eu vi.. grande parte..
Porém, pela parte que nos toca, fiquei desiludido.
Apenas no fim da reportagem quando um jornalista lê vários testemunhos, (apenas)um deles é de um enfermeiro. Queixava-se de já varias vezes ter sido agredido e que ainda por cima ganhava mal (era mais ou menos isto). Agora levanto varias questões:
Será que a comunicação social dá pouca relevância aos enfermeiros?
Será que nós (mais uma vez) ficamos indiferentes à problemática e não denunciámos?
Será que esta reportagem foi pouco divulgada?
Pode ser tudo verdade..
Ainda por cima o testemunho, a meu ver, foi infeliz.. pois, não se pode relacionar o facto de qualquer profissional (mais os enfermeiros) estar sujeito a levar um murro, com o facto de ganharmos mal!! que não haja confusões! Como diz um grande amigo meu "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa" palavras sábias...
O que depreendo e o que muito provavelmente o cidadão comum depreende das palavras do colega, é que: "ora já que levamos na trombeta, ao menos que nos paguem melhor" foi triste...
Mas ao menos denunciou e só por isso merece toda a minha consideração, apesar de ter confundido as coisas..
E o que é que se vai conseguir com um único testemunho, que foi misturado com outros N casos de assédio moral e violência das outras profissões??? NADA..
O poder politico, as administrações, talvez abrissem os olhos se houvesse um debate público ou uma grande reportagem sobre esta "epidemia" direccionada SÓ para as instituições de saúde, talvez voltassem a pôr um policiazinho no hospital.. se calhar é muito caro.. os polícias ganham muito dinheiro..

O meu sonho, desejaria que também vosso sonho, é que este blog funcione como um meio de transmissão, exposição de casos, discussão de ideias.. e quem sabe, quando ele tiver bem recheado, (o que por um lado seria mau sinal.. sinal que as agressões continuam) não chegará aos ouvidos de um repórter qualquer, de uma ministra qualquer, de uma bastonária qualquer!
Por isso, mais uma vez apelo à vossa intervenção: passem informação, exponham casos, deixem contactos, forneçam-me emails.. lutem pela mudança.. temos um grande aliado que é a Internet

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Agressões / assédio moral... uma nova epidemia

Sinto-me feliz.. começo a receber uns "feed-backs" que me dão ânimo pra continuar a reflectir, a levantar questões, a abrir polémicas sobre os "prós e contras" de enfermagem.. e é mesmo por estas que continuarei sempre no anonimato... como compreendem, se desejo um blog polémico, com total liberdade de expressão, nunca revelarei a identidade.. porque ainda não vivemos num mundo completamente livre..

Agora era meu desejo, que aqueles que pudessem, se identificassem, pra eu perceber a abrangência.. aqueles que não puderem.. não crise.. desde que participem, já é óptimo !

Relativamente fácil será perceber o meu local de trabalho.. a isso é impossível fugir.. pra meu regozijo, tem havido neste, reacções positivas e há até já quem arrisque a adivinhar o respectivo autor, mas continuam muito longe de o conseguir..

Bem há pouco tempo, via email, fui confrontado com dois temas críticos: "agressões físicas/assédio moral". Num dos emails perguntam se conheço alguém que tenha sido vitima de violência em contexto trabalho, para possíveis entrevistas numa reportagem da SIC. De imediato respondi, ainda revoltado com os recentes acontecimentos: " esta semana foi mordido e arranhado um colega de um serviço de Medicina, por um doente com alucinações/paranóia e com hepatite B. Há já algum tempo, alguém que não terá ficado satisfeito com a cor da pulseira atribuída na Triagem de Manchester do Serviço de Urgência, parte os óculos a um colega. Numa noite entram 3 indivíduos pelo S.U, amigos de um utente, partindo tudo à sua frente. São comuns as agressões no nosso hospital, mais frequentes, por razões evidentes, no S.U. Alguns são os colegas que levaram ou um murro, ou um estalo, ou uma patada, de de utente desorientado/com alterações de comportamento, ou não." E reparem, sem querer dar a imagem de vitima, são quase sempre os enfermeiros os alvos, pois são eles que estão nas enfermarias, nos corredores, junto dos doentes, não outros (alguns!) que estão sentados nos gabinetes, porque acreditem meus amigos (e aqui dou-lhes valor) se o problemas os abrangesse da forma que nos abrange eles teriam conseguido soluções.

Muitos destes episódios passaram-se após a nossa luminosa administração achar que estava a gastar muito dinheiro com UM policia permanente num posto, no SU. Seria melhor continuar a pagar balurdios a médicos que às vezes nem presentes em serviço estão" mas isso são outras conversas..
Na minha resposta não incluí as já conhecidas agressões morais, que passam despercebidas no âmbito de violência, mas não deixam de o ser. Estas ainda mais frequentes são.. quem não foi o colega que de uma forma ou de outra foi caluniado, insultado, ameaçado?!..
Não podemos andar sistematicamente a lamentar, é necessário denunciar! Desde já faço o apelo! Se foste, ou tens conhecimento de quem tenha sido, alvo de violência, relata aqui mesmo essa experiência, deixando nomes... contactos... emails... para assim reencaminhar à colega que fala da reportagem que uma jornalista da SIC quer fazer
Aproveito também para pedir aos leitores que divulguem o link deste blog a todos os colegas do CHAM, excluindo os da urgência, ou melhor ainda que enviem esses emails para guilhermedecarmo@iol.pt, prometo que apenas os utilizarei para divulgar assuntos relacionados com o blog.. pois o meu desejo era proporcionar uma discussão a todos os enfermeiros e não apenas alguns..

O outro email que recebi aborda o tema " assédio moral" que é uma forma de agressão moral.. um tema que finalmente começa a ser trabalhado e estudado no nosso meio. Parece coincidência mas não é.. pode ser um sinal.. esta poderia ser a "semana da agressão"
As agressões vão continuar, porque apesar de não ser considerada ou tida como, somos uma profissão de risco.. várias o são.. e no mundo em que vivemos cada vez mais o serão..
Mas temos o dever de as diminuir..enfrentando e combatendo este problema.. o dever de alertar o poder politico, alertar a população, exigir segurança, exigir meios..
Este blog poderá ser um pequeníssimo passo,o meu papel é de incitar ao movimento.. o resto é contigo.. convosco.. connosco. Não caminhem cada um para o seu lado, caminhemos no mesmo sentido
beijos e abraços