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segunda-feira, 18 de abril de 2011

O livro das (s)ocorrências

Leio o livro de “ocorrências” de enfermagem e entre os vários problemas eternamente insolúveis e as várias lamentações esquecidas o que salta mais a vista são as infindáveis transferências efectuadas por enfermagem.
Enfº X efectuou a transferência do doente Z para hospital S. Marcos, saiu às 20h chegou às 23h, enfº P efectuou transferência de um doente para hospital S. João, saiu às 12 regressou as 14:30…
Tenho a sensação que se escreve apenas pelo acto descritivo, como se fosse um diário de bordo. Qual o sentido? Justificar a necessidade de mais um enfermeiro por turno? Justificar a necessidade de uma equipa de transferência? Dizem que sim... Mas não estamos a conseguir... E já lá vão anos, anos, anos e mais anos e o problema persiste.
Ainda num post recente falou-se deste problema das transferências, seria bom que os nossos superiores lá do piso 8 percebessem de uma vez por todas que se trabalhar com 7 enfermeiros na urgência já é por si só problemático para não dizer caótico, imaginem o que será com 6.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Transferência de doentes - o eterno problema do serviço de urgência

Algumas sugestões a administrações hospitalares já foram feitas neste blog, no sentido de cortar na despesa.
Como vêem na barra Palavras-Chave à direita, administrador hospitalar é uma das mais frequentes. É sinal que nos vamos preocupando com a gestão hospitalar, apesar de sabermos que os nossos gestores nem sequer devem conhecer o PDDSE… pode ser que um dia conheçam. Contudo posso garantir-lhes que, tanto eu como muitos outros, terão ideias inteligentes para reduzir custos.
Uma das características que reconheço na enfermagem é a capacidade de gerir... Talvez por sermos uma classe maioritariamente feminina, talvez por termos muita formação a esse nível... Não sei. Só sei que alguns por vezes têm ideias inteligentes e desde já, tal como noutros posts, convido-vos a partilharem.

Sendo assim, na minha realidade (Serviço de Urgência) constato que muito dinheiro é deitado ao lixo com as transferências de doentes.
Quantas vezes foram enfermeiros transferir doentes para Braga, sabendo a partida que o doente poderia regressar?! Nesses casos vamos servir de estafetas, levando a película do TAC ao neurocirurgião, para ele avaliar e decidir se o doente fica ou não.
Porque não investir em teleconferência ou outra coisa do género?
Além do dinheiro gasto em sucessivas transferências (há turnos em que há duas) Imaginam as complicações que isto traz para o serviço devido a ausência do enfermeiro??
Outro gasto inusitado ainda relacionado com as transferências, tem a ver com falta de critério médico a pedir ambulâncias medicalizadas. Para quem não sabe uma ambulância medicalizada tem um custo acrescido, porque basicamente vem com um monitor (dos anos 60). Quantas vez se pede ambulância medicalizada quando não é necessário e não se pede quando é (mas isto são outras questões que envolve outros assuntos).
Na minha opinião o hospital assumiria a monitorização e os preços seriam renegociados. Além de dever ser exigido ao médico o preenchimento de uma folha de transferência de doentes, onde constasse explicitamente quais os cuidados durante o transporte.