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quarta-feira, 12 de abril de 2017

A melhor forma de combater o stress é fazer obras no parque


A melhor medida para reduzir o stress nos funcionários de um hospital é ter um parque de estacionamento adequado às necessidades!
Não sei como funciona no vosso hospital, mas no meu, só no turno da noite é que conseguimos estacionar com tranquilidade. De manhã e à tarde, é uma aventura.. desagradável.
O número de funcionários no hospital tem (e bem) crescido, mas o parque não. É verdade também que não tenha muito mais por onde crescer. Aceitam-se sugestões para resolução do problema! Parque subterrâneo?!
Quantos de nós não entra logo em stress, mal entra em território hospitalar?!

"Acho que não vale a pena entrar no parque.. já não vou ter lugar.. vou arriscar! Cheio, cheio, cheio, ocupado, olha carros em segunda fila... que falta de educação, cheio e mais cheio.. eu bem disse que não devia entrar... bem vou dar mais uma volta rápido, já tou a ficar atrasado... pra quê fui eu feito parvo dar mais uma volta?! Agora tou mesmo atrasado, já vou ouvir"

Há quem deixe em segunda fila, eu não consigo. Quando me fazem isso e deixam o contacto no tablier, dá-me vontade partir pro insulto, pra agressão e levar o carro de arrasto. Imaginem a lata do infrator: "olha vou deixar aqui o meu carro a bloquear-te, tens aqui o meu número de telemóvel, agora se quiseres gasta dinheiro numa chamada ou mensagem, pode ser que tenhas sorte em eu atender.. se não quiseres, espera.. que com um bocado de sorte eu esqueço-me que tenho o carro mal estacionado."

Sei que há parques como o nosso, sei que há parques onde os funcionários têm que pagar para estacionar, o que também é fantástico. Afinal, como é o teu parque?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Exaustão profissional! Eu avisei!



Burnout, distress, são alguns dos temas que dou mais relevo no PDDSE. Talvez porque sejam temas que me assustam... Vejam as etiquetas na barra lateral e confirmem.
Pois... tanto tenho falado, tanto tenho avisado, na esperança de que haja forte discussão, visibilidade, impacto, para que, quiçá, os responsáveis tomem medidas e... está aqui a prova: "Enfermeiros de Ponte de Lima acusam sintomas de exaustão"
Estes foram os que tiveram alguma iniciativa e expuseram o problema (neste caso ao SEP), mas o problema não fica só por Ponte de Lima, é demasiadamente amplo.
Quem trabalha em saúde sabe, que se contam pelos dedos da mão, as instituições a nível nacional, que têm nos seus serviços, profissionais em número capaz de responder às necessidades.
Com a sobrecarga para os que lá estão, vem isto e pior que isso, vem a diminuição da qualidade dos cuidados prestados



quarta-feira, 26 de junho de 2013

40 horas?! N Ã O! - Pela tua segurança, pela segurança dos doentes!



Tenho assistido a vários lamentos e preocupações sobre a questão das 40 horas de trabalho semanais. Ou melhor... tenho assistido a vários lamentos e preocupações dos enfermeiros por uma série de ofensas e abusos à nossa profissão, mas recentemente o que mais se tem falado é mesmo das 40 horas.

Afinal em que ficámos? Vamos permitir mais este roubo?

Temos estudos e mais estudos que comprovam que um numero superior a 35 horas de trabalho semanal é prejudicial para a qualidade de vida de profissionais de saúde, neste caso, enfermeiros.

Fala-se também que a eventual passagem para as 40 horas, não traz nenhum acréscimo salarial.
E estão já a ver onde isto vai levar... mais desemprego, menos admissões de novos enfermeiros.

Temos um vencimento que em vez de subir, desce.

Trabalhamos por turnos, 24 horas/dia, 365 dias/ano e sofremos corte brutal nessas horas suplementares (noites, fins de semana, feriados, natais e afins)

Temos uma carreira que se eclipsou.

Vemos os professores que tudo conseguem, porque lutam e provocam mudança. Ainda hoje o líder da Fenprof dizia em jeito de conclusão de mais uma vitória dos professores: "Se lutarmos, por vezes podemos perder, mas se baixarmos os braços, perdemos sempre" Subscrevo!

Vamos permitir mais esta exploração? Vamos ficar calados? Vamos dizer não à greve e dar razão ao governo?

Vamos permitir que interfiram ainda mais na nossa qualidade de vida, que já não é de todo saudável??

Por estas e por outras mexe-te! Greve a 27 de Junho! Paralização nacional!! Mobilização nacional!!

Acorda!!


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Enfermeiros fogem da Urgência

Já por algumas vezes AQUI no PDDSE falei de stress e burnout. É um tema que me preocupa particularmente, pela saúde mental de todos nós.
A Urgência caracteriza-se por ser um dos serviços que mais problemas cria a esse nível. Não é novidade para ninguém, toda a gente o sabe. Devia haver um exame tipo psicotécnico para saber se uma pessoa teria ou não o perfil ou capacidade para trabalhar na Urgência. Aqueles que tivessem seriam de seguida encaminhados para um psiquiatra (esta era a brincar).
Bom isto é o exagero, mas qualquer um de nós deve ter um bocado de louco ou masoquista, para suportar vários anos seguidos de trabalho na Urgência.
O problema não está em trabalhar na Urgência, antecipando o que alguns de vos poderão comentar, o problema está em trabalhar na Urgência sem condições, sem motivação e sem recursos, principalmente humanos.
Por isto e por muitos outros motivos já discutidos neste blog, enfermeiros com largos anos de experiência em Urgência, disseram "basta" e apresentaram pedido de transferência.
O mais preocupante no meio disto tudo é que estes que fogem e outros tantos que têm ideias de fugir são profissionais competentes e reconhecidos como bons colegas.
Pergunto onde é que isto vai parar, se mesmo aqueles amantes e peritos em emergência estão saturados e com ideias de partir?

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um dia na vida de um Enfermeiro da Admissão - Último episódio


Cenas do último capítulo,
(...) Tenho que render novamente a colega da Triagem que fica radiante por me ver. Começo a triar,
Episódio IV
Utente ySr Enfermeiro, desde a semana passada, enquanto estava a ver o festival Eurovisão da canção, que tenho um formigueiro neste braço e uma pontada nas costas…
Seguro a gargalhada, a Triagem às vezes também nos proporciona momentos deliciosos. À sexta triagem entra a vmer repentina para a sala de emergência, soa o alarme estridente, dirijo-me à sala e levo já na mão uma pulseira vermelha. Devido a esta hora crítica do jantar, apenas um colega se encontrava na sala, juntamente com a equipa do carro amarelo. Passados segundos tinham chegado os médicos. Senti-me no dever de ficar a ajudar, afinal de contas enfermeiros de urgência são para estas situações. Tratava-se de uma senhora de 80 anos, que de repente, em casa, tinha-se lembrado de deixar de respirar. Durante 20 minutos tentamos reverter o inevitável, o desfecho não tinha sido favorável. Volto à triagem, 20 minutos ausente, 20 utentes em espera.
E.ABoa noite! Então que se passa?
Utente XDoí-me a barriga.
E.ADesde quando?
Utente XDesde ontem, mas hoje já estou melhor.
ENTÃO QUE RAIO ESTÁ CÁ A FAZER??! Imaginei dizer. Aquele principio de que, quando temos uma dor, tentámos resolver em casa, se melhorarmos, tanto melhor, se as coisas piorarem é que começamos a pensar em ir ao médico, a esta (e a outras) pessoa(s) não se aplicava, ou melhor, aplicava-se ao inverso.
Mais umas queixas e regressa a colega da Triagem, não lhe deixo um panorâma muito agradável, explico que aconteceu algo (im)previsto. Preparo-me para o último sprint, 3 internamentos em espera, 2 folhas de terapêutica de doentes que iam ficar em OBS…Macas, ou seja, um “OBS” onde se encostam os doentes em maca a uma parede, que muitas vezes parecia interminável. A cada um destes é atribuída uma letra, seguindo o abecedário, já ia na H. Era comum a competição para ver quem tinha tido mais macas, havia uns tantos enfermeiros que já se gabavam, por ironia, de ter chegado a ter a Maca B’, ou seja, tinham dado a volta ao alfabeto.
Um dos internamentos tinha ficado esquecido na secretária dos cirurgiões somente há 5 horas. Bem achava estranho aquele doente que se encontrava na Twilight Zone, nem num lado, nem no outro, mas também, mea culpa talvez, não me tinha dado ao trabalho de ir ver o que é que se passava com ele, talvez por permanecer calmo, indiferente à confusão em seu redor, talvez fosse daquele tipo de doentes tão crivado de hospitais, que se tornara imune à impaciência da espera. Tratava-se de um doente reencaminhado do Hospital de S. João, nem se justificava por ali passar, nada foi feito por enfermagem, apenas uma nota de circunstância.
Seria uma sorte, com a quantidade de exames em espera, conseguir um maqueiro para levar pelo menos um internamento antes das 23h, hora de passagem de turno. O meu colega continuava tarefeiro, no trinómio análises/soro/medicação, ao mesmo tempo que barafustava com a lentidão dos computadores. Com a impaciência, clicava sucessivamente até que davam o tilt. Esta Admissão mais parecia uma mini-central de computadores arcaicos que bloqueavam sistematicamente devido ao uso ininterrupto, o ruído que emitiam era oco e desgastante. O sistema Alert (programa criado para coordenar todos os procedimentos num SU) anda a 100 rotações por minutos, os enfermeiros da Admissão andam a 200, claro que dariam o pifo.
E.AEntão leva-me este internamento, se faz favor? Está prontinho!
Maqueiro 2Está bem. Onde está o processo?
Uii, estarei a ouvir mal?! Entrego-lhe o processo surpreendido e digo adeus e as melhoras ao senhor que estava esquecido. E assim terminava o tempo dos internamentos, senão ouvíamos das boas dos colegas lá de cima. Pego numa das folhas de terapêutica, escolho a de baixo, provavelmente a primeira a ser deixada na banca. Um senhor que tinha tido um pós-operatório complicado, tinha estado nos Intensivos e depois terá tido uma alta precoce. Continuava a perder sangue sabe-se lá por onde. Onde iria ficar? “OBS” Macas.
Tentámos numa última arfada, deixar o painel menos cintilante. Conseguimos finalmente atingir a meta, desta feita seria um atraso de 20 minutos. Nada mau…
Chega o colega da noite para receber o turno.
E a história termina da mesma forma que tinha começado,
E.AComo é tão bom ver-te! Deixa-me passar o turno que já estou saturado.
Casa, banho, cama… para a minha princesa.
Princesa - Então amor trabalhaste muito?!
E.A - Trabalhei…
Princesa - Também respondes sempre o mesmo, e adormece no meu peito.
FIM
Retiro-me com a escolha do Dj, espero que gostem,

domingo, 17 de maio de 2009

Um dia na vida de um Enfermeiro da Admissão - Episódio II


Cenas do último capítulo,
Médico 1 – ENTÃO O DOENTE AINDA NÃO ESTÁ EM OBS ???!!!
Final do Episódio I

Episódio II (O post anterior é o 1º episódio)

E.AJá comuniquei ao maqueiro, mas está ocupado.
Médico 1Não quero saber, quero o doente em OBS já!
Ouvindo a gritaria, lá aparece outro maqueiro para levar o senhor. E assim se ocupa a única vaga em OBS, com mais 2 ou 3 candidatos.
Colega de turnoSão 18 horas, convém lanchar, já tou a desfalecer.
E.AVai lá, rápido, e pede pra me reservarem 2 croissants e uma empada de marisco.
Colega de turnoA sério?!
E.ANão! Tou a brincar! Duas empadas antes.
Familiar 1Sr. Enfermeiro, já chegaram as análises do meu pai?
E.AVá ao gabinete do médico e pergunte, as análises são com ele.
NeurologistaSr Enfermeiro preciso fazer não uma, mas duas P.L’s.
E.ADoutor, estou sozinho aqui, quando puder…
NeurologistaEu fico à espera na sala do chefe de equipa.
Vai ser bonito… Vou adiantando o painel, atraso passa uma hora.
Avio 5 utentes, lombalgias, cólicas abdominais, dor de garganta, etc.. poderei dizer aviar, porque actuo em série, como nas fábricas, mal dá pra falar com as pessoas. Chega a senhora da Gastro, não tenho lugar para ela em OBS, não está muito estável, e agora?! Tenho que passá-la para a frente, os colegas vão me comer vivo. Vejo uns sinais vitais, confirma-se. Faço uma nota à pressa, ponho o soro mais pingado, inicio uma transfusão de sangue e levo eu mesmo a senhora para a frente, pois tinha conseguido finalmente o maqueiro para me fazer o internamento que agora já deveria estar pronto há 4 horas, o da peixeira terá que esperar. Rezo para que o doente não leve nenhuma surpresa desagradável para os colegas lá de cima, senão serei trucidado.
E Rezo, Avé Maria, cheia de graça, livrai-nos dos nossos pecados e fazei com que as onze horas cheguem depressa, obrigado e Amén!
Durante a reza, chega mais um internamento, este de cirurgia, tratava-se de uma senhora que estava apenas há 9 horas na admissão, vestida de negro, lenço à cabeça, permanecia sentada, imóvel, num cadeirão. Tinha pedra na vesícula.
NeurologistaEntão enfermeiro! As minhas PL’s?! Não posso esperar mais!
E.AOlhe vamos lá… Seja o que Deus quiser, Ele Olhará por os doentes que cá ficam!
Começamos a P.L, não era fácil. Estávamos na Sala de Agudos (fora da Admissão), até que alguém interrompe,
Médico 2Onde está o enfermeiro da Admissão?
E.A Está a olhar para ele.
Médico 2Preciso de um enfermeiro na Admissão!! O seu colega?
E.AFoi lanchar.
Médico 2Então vocês entram às 16h e vão lanchar!?
Pensei em fazer ao senhor um ensino sobre a necessidade de uma alimentação saudável e intervalada, a importância do lanche na dieta do indivíduo, designadamente naqueles que trabalham a sério, mas apenas respondi,
E.ANão Doutor, entrámos às 15:30. O meu colega já deve estar na Admissão.
Lá se conseguiu a P.L, corro pró lanche, já estou atrasado, engulo as empadas em dois minutos e sigo para cima. Ao contrário da fama conhecida, os enfermeiros da urgência também comem em dois minutos.
Regresso, tenho que ir prá Manchester, apenas 1 utente para triar. A colega que lá estava ainda não tinha parado de atender pessoas, foge num ápice e em silêncio, talvez tivesse em transe.
Trio dois, trio três, tiro liro, . Aproveito e levo um doente para Ortopedia, o maqueiro das fichas estava a fazer outro serviço, ou não. Passo pela Admissão, o colega continuava na correria, o atraso surpreendentemente era de 30 minutos. Vou picar um jovem, tinha dores de cabeça. Plano tipo: Análises, paracetamol na veia e soro. Dilema: perco o meu precioso tempo a questionar o médico sobre a necessidade das análises, paracetamol na veia e soro, ou seja, todo o plano?! Para isso teria que questioná-lo 40 vezes, não podia ser… Se calhar tem tido vómitos, será esse o motivo.
E.AVou-lhe dar uma pica, tiro um pouco de sangue para análises e ao mesmo tempo deixo um soro, pode ser?
JovemSim, responde franzindo o sobrolho, como que a estranhar a necessidade.
E.AEntão também tem vómitos?
JovemEu não… Só me dói a cabeça… há dois dias.
Questiono-me, revoltado, se este e outros médicos saberão da existência da “circular” que diz que neste tipo de situações, sem que o doente tenha tido vómitos, é preconizado dar paracetamol comprimidos. Abro a gaveta, já não há sistemas de soro, vejo o maqueiro, peço delicadamente para me ir buscar. Espero 10, 20, 30 segundos, como diria a minha mãe, “manda e faz serás servido”, lá vou eu então procurá-los. Volto a Manchester, mais valia Londres, cinco doentes em espera. Ao terceiro regressa a colega, volto para a frente da batalha. Vejo o meu colega da admissão com cara de pouco amigos,
E.AEntão que se passa?
Final do episódio II

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Alcoolismo em profissionais de saúde


Há uns tempos atrás, nos meus apontamentos, tinha anotado um tema que cada vez mais me parece tabu. Escândalos e notícias tristes depressa se propagam neste hospital e, vendo bem, em qualquer local de trabalho no nosso país. As boas notícias, excluindo o aumento de vencimentos, demoram mais um pouco a alcançar um destino, nesta corrente de propagação de informação.
Depois foi lançada a já tão badalada bomba pelo Sr. Tasqueiro (quem desconhece, recomendo consultar os comentários ao post “Crónicas estapafúrdias vol. IV – Ruídos”).
Pensei que seria o momento oportuno para abordar o tal tema tabu, o alcoolismo em profissionais de saúde.
Para ter um suporte científico, comecei por pesquisar no Google académico, trabalhos sobre o tema. Surpreendentemente encontrei zero. Inseri “alcoolismo em profissionais de saúde” no motor de busca e as centenas de trabalhos de investigação/artigos que surgiram, incidiam sobre alcoolismo numa amostra aleatória de pessoas e enfatizavam o papel dos profissionais de saúde, nomeadamente enfermeiros, no combate ao problema.
Outros trabalhos direccionavam-se para burnout. Duas premissas importantes: o burnout pode conduzir ao alcoolismo; Os profissionais de saúde são das classes mais propícias a desenvolver burnout. Associando-as, facilmente concluímos que os profissionais de saúde correm algum risco de consumir álcool em excesso. Porque é que não encontro então, estudos sobre isso??! Se calhar sou um nabo a pesquisar.
Ser profissional de saúde, tem as suas recompensas, as suas amarguras. Há um vasto leque de vantagens e inconvenientes, já por demais conhecidos. Lidar com o insucesso, fadiga, stress, sofrimento dos outros, problemas familiares associados à ausência ou não, etc, pode levar a angústia, depressão e por possível sucessão, a vícios, onde o álcool assume posições de liderança.
É problemático ser alcoólico, é ainda mais problemático ser um profissional de saúde alcoólico. Porém, na minha opinião, é muito mais que problemático, é gravíssimo, é ultra-condenável, permitir que estes profissionais estejam em trabalho, sem que haja vigilância, acompanhamento e tratamento.
Em grandes locais de trabalho como Portucel e Estaleiros Navais, onde os trabalhadores desempenham cargos de alta responsabilidade, há vigilância rigorosa dos níveis de alcoolemia nos trabalhadores. No nosso hospital, onde evidentemente os trabalhadores desempenham cargos de ainda maior responsabilidade, já vi testes de alcoolemia, mas foram aqueles que a GNR vem fazer aos traumatizados em acidentes de viação. Agora em funcionários??! Nunca vi, nem nunca ouvi falar. Posso estar enganado, mesmo que esteja, é impossível que este controle seja eficaz. O Sr. Tasqueiro lançou a bomba que toda a gente tem conhecimento, mas que finge não ter. É um problema de saúde pública, é um problema nosso, dos nossos gestores e responsáveis pelos departamentos de medicina no trabalho. Acordem senhores, qualquer dia pode ser tarde. Enfrentem o problema, não discriminem, encontrem saídas.
G.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

(Dis)Stress em Enfermagem



Nota prévia: CAROS COLEGAS INTERVENIENTES! Gostaria de apelar à vossa imaginação! Se não se quiserem identificar, encontrem uma personagem como o Melga, CSI Viana, Guilherme, Soldado raso, Glosa, Shadow chronicle, etc.. torna tudo muito mais aliciante, curioso e organizado, como calculam.


Há dias, num jantar de amigos, estivemos a ver umas fotos dos tempos do curso. Reparei que uma razoável parte dos colegas estavam hoje mais magros, retirei-me e anotei a constatação no meu bloco virtual:"Enfermagem emagrece... exemplo: fotos do curso", já a pensar num futuro post. Magiquei sobre o assunto e associei este emagrecimento com o stress do dia a dia de trabalho.
Após discussão com a minha colaboradora especial, depressa exclui esta associação, ou seja, não posso generalizar. Todos temos as mais variadíssimas respostas fisiológicas ao impacto do stress, uns perdem o apetite, consequentemente o peso; outros comem desalmadamente logo dão trabalho à balança.
Poderíamos enumerar uma lista infindável das nossas formas de reagir ao stress. Pode ser um desafio interessante, enfrentem os vossos medos e confidenciem-se, (não! não sou pároco, condutor espiritual ou um ávido curioso, apenas alguém que às vezes tem ideias que podem ajudar). Eu começo: O (dis)stress provoca-me perda de apetite, torna-me menos paciente, por vezes áspero; o (dis)stress limita os meus movimentos, os meus pensamentos, aumenta negativamente a minha carga emocional. E a vós?

A expressão ajuda à emancipação!

Para complementar e finalizar deixo-vos com um interessantíssimo trabalho de investigação da Psicóloga Susana Cabanelas, cliquem aqui e garanto-vos que não vão perder o vosso tempo. Trata-se de uma síntese em power point, de rápida leitura, mas suficientemente esclarecedora. Apresento-vos apenas algumas conclusões do seu estudo: Stress ocupacional em profissionais de saúde: Um estudo com enfermeiros portugueses

"Elevada experiência de mal-estar e pressão profissional afectam percentagem significativa de trabalhadores"
Factores negativos:
  • Níveis elevados de stress e exaustão emocional.
  • Tomar decisões onde os erros podem ter consequências graves e a incompetência e/ou inflexibilidade dos superiores hierárquicos são os problemas que mais geram stress.

Factores positivos:

  • Baixos níveis de despersonalização
  • Elevado sentimento de competência e realização profissional
    Baixo desejo de abandonarem a profissão
  • A maioria dos enfermeiros voltaria a optar pelo mesmo curso

Como muito se tem discutido por cá, está provada então a nociva pressão que os nossos "chefes", sejam eles enfermeiros ou não, podem exercer. Portanto encaminhem este estudo para a caixa correio dos vossos chefes, pode ser que se mudem atitudes...

....para fugir um pouco ao stress recomendo este magnífico video, deixem passar cerca de 1 minuto e meio e disfrutem, clicando aqui


Cá estarei...Abraço!!