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sábado, 23 de setembro de 2017

É para apanhar a onda ou morrer na praia?


A enfermagem está ao rubro. Este é definitivamente  o momento mais complexo, mais conturbado, mais decisivo para os enfermeiros, nestes últimos 40 anos. Pelo menos desde 1976... (esta era uma piada, para quem anda atento).

A minha cabeça está uma mixórdia. Já mal consigo ir ao Facebook para ver como andam as reacções. Estou saturado, mas não desisto...

É a FENSE, é a CNESE, é o MS, o MF, a ACSS, é o SEP, a SIPE, a OE, é SE! São os EESMOS, o ACT, a ADSE, é o MDP, SIADAP, os CIT, CTFP! É a ARC, JA, o JCM e GS! São os 1600€, 2020€, 150€! São as greves ilegais, faltas injustificadas, é a carreira, grelhas, o instrumento normativo, são horas extraordinárias, e horas suplementares, são as progressões, 35h! É a Manif, o Basta, o Respeito, o #Juntos somos mais fortes!#  São os Especialistas, Generalistas, Principais, Chefes, Gestores, Directores! É o Adalberto, o Costa e o Centeno, o Marques Mendes e o JN! É o acordo, desacordo, convergência, divergência, reunião deste com aquele, aquele afinal não reúne com o outro, reunião com o Adalberto, reunião com a Ordem, é a desordem! É o diz que disse, a perseguição, é o carrasco, é a mentira, é a contra-informação, é a greve! É o descrédito, é o roubo de sócios, é a representatividade! Abandona, não abandona, é o impasse! É pra agora, é para 2018, é o orçamento, é o cabimento! É a esquerda, é a direita, é a política!

Dia 15 Setembro tivemos o momento alto, provavelmente a maior manifestação de enfermagem de sempre. Foi colossal! Tivemos os 5 dias de greve que apesar de ilegal, abanou o sistema. 
Agora o tempo continua a correr contra nós. 

Era o momento de manter a pressão, aplicar na prática o lema #Juntossomosmaisfortes#, mas os mesmos colegas que o apregoam, recusam-se a fazer a próxima greve. Recusam-se porque é decretada pelo SEP. Afinal não vamos #Juntos#. Compreendo-os em parte...

O SEP sim, cometeu um erro. Não aderiu à manifestação. Terão tido os seus motivos, mas perderam uma oportunidade de ouro para reaproximar os colegas, para travar a dessindicalização.
Vai ser por essa tomada de posição que vamos afrouxar a luta da classe?? 
Qual é o bem maior afinal? A enfermagem ou os amores ou ódios sindicais??

Em 2009 tivemos uma onda semelhante, com grandes greves e manifs, depois afrouxamos e aparece uma carreira que ninguém queria, que é o que se vê.
Vamos continuar a perder a onda, apenas porque os sindicatos não se dão? Ou vamos dar-lhes o exemplo e demonstrar que independentemente de quem decreta, se a greve é de enfermagem, é para fazê-la!!!
Mas não, o ódio está instalado.
Queria estar optimista, mas eis o que vai acontecer:

A greve é suspensa, porque há conquistas, ou
A greve é reformulada após entendimento sindical, mediante articulação de formas de luta, ou 
A greve sai um fracasso, a rondar os 30-40% e damos muitos passos atrás. O Adalberto suspira de alívio - os enfermeiros são pouco inteligentes, continuam divididos. 

Para a comunicação social passam os números de adesão, é o que interessa. O porquê desse facto é completamente irrelevante. Passa a mensagem de que os enfermeiros estão a ceder, é muito gente a reclamar, agora são os médicos também, não dá para todos e mais uma vez perdemos a carruagem... 
Fica para 2018, 2019...
Visto desta forma,
Vais desistir?
Eu não.

Pela enfermagem,
Pela valorização,
Pela dignidade da carreira!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Enfermeiro Graduado vs especializado (*)


Desde que a carreira de enfermeiro-chefe se eclipsou, surgiu um novo cargo - enfermeiro coordenador.
Alguns apressaram-se a tirar a especialidade, com o objectivo de ter mais "créditos" para assumir este novo cargo nos serviços. Apesar de um enfermeiro com especialidade poder ser um bom gestor, uma especialidade não confere capacidade de gestão, nem pretende conferir.
Os enfermeiros com especialidade, apesar de, actualmente, não verem reconhecimento, quer remuneratório quer estatutário, pretendem acrescentar mais-valias para a prática. O que vemos hoje em dia são enfermeiros a investir em especialidades médico-cirúrgicas ou de reabilitação por exemplo, mas a intenção é a coordenação e não a aplicação dessas aprendizagens para a melhoria dos cuidados ao doente.
Defendo que um enfermeiro que pretenda coordenar uma equipa deva ter formação para o efeito.
Defendo que entre um enfermeiro mais graduado e um enfermeiro com especialidade, seja o primeiro o escolhido para assumir funções de chefia.
O mesmo se aplica para seleccionar responsáveis de turno.
Caímos no ridículo de ver jovens enfermeiros com especialidade, com poucos anos de experiência, a assumir lideranças quando na mesma equipa há enfermeiros com vasta experiência e capacidade de liderança.
Não digo que os novos não sejam capazes de tal exigência, mas prefiro os velhos.
Não digo que todos os mais graduados terão perfil de líder, mas com os perfis certos e semelhantes, entre um e outro, seria o mais graduado que eu colocaria a liderar.

(*) entende-se por enfermeiro especializado, aquele que detém a especialidade numa determinada área, mas que apesar de desempenhar funções (ou não) nessa área, não é remunerado nem reconhecido como enfermeiro especialista.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Greve de enfermagem na ULSAM - O que achas?



Que eu tenha memória, penso que será algo inédito.
Dia 28 e 29 deste mês, todos os enfermeiros de toda a Unidade Local de Saúde do Alto-Minho (ULSAM), terão oportunidade de se fazerem ouvir, terão oportunidade de manifestar toda a sua indignação e sentimento de injustiça e desconsideração.

Achei oportuno abrir este espaço para discussão.
Concordas com o formato desta greve? Quais as expectativas?
O que estás disposto a fazer?
Aderes à greve?

Quantio a mim, concordo plenamente com o formato desta greve, as expectativas não são altas, mas esta greves que se têm vindo a fazer de norte a sul, já estão a ter grande eco na opinião pública.
Eu estou disposto, como sempre, a lutar pela dignidade da nossa profissão, pela justiça relativamente a questões monetárias e acima de tudo pela segurança e qualidade de cuidados.
Aderir à greve? Sempre! Enquanto não achar que estejamos onde deveríamos estar, ou seja, enquanto não nos reconhecerem como licenciados.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Avança a greve dos CITs


Após a reunião entre SEP e Administração da ULSAM no passado dia 8, não se chegou à conclusão pretendida pelos enfermeiros a CIT, ou seja, o reposicionamento para os 1200 eur. (ver post anterior
Importante realçar que este já foi o valor acordado após as sucessivas reuniões entre Sindicatos e MS, nos anos anteriores.
Igualmente importante realçar que, mesmo estes 1200 eur, nunca foi o valor pretendido pelos enfermeiros, tendo em conta o valor de referência para inicio de carreira de um licenciado na FP - 1400 eur. Portanto, os enfermeiros são licenciados, mas não são remunerados como tal. 
Por um lado diz-se que os Hospitais têm autonomia de gestão, mas por outro, este e outros hospitais aguardam ordens superiores. Em que se fica então? Têm ou não autonomia de gestão? 
Alguns Hospitais como o de Coimbra, já deram razão aos enfermeiros e os enfermeiros a CIT já foram reposicionados. No sentido oposto, em Viana e em muitos outros locais espalhados pelo país, os enfermeiros organizam-se para formas de luta que ai se avizinham. 
Na TV já vimos recentemente os colegas do Alentejo em greve e manifestação, para a semana iremos ver certamente os do Alto-Minho, Alto-Ave, entre outros.
Será uma greve inédita onde se apela à união de todos os enfermeiros a CIT e CTFP.
É bom que todos tenham presente que uma vitória dos CITs é um avanço para os CTFP, por isso apelo à compreensão e união. Que pelo menos agora os enfermeiros se unam!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Greve dos CITs na ULSAM


Aproxima-se nova luta dos enfermeiros a contrato individual de trabalho (CIT), na ULSAM. Já há meses foi decretado pelo Ministério Saúde que a posição remuneratória inicial para os enfermeiros, independentemente do vínculo, seria, a partir de Janeiro de 2013, de 1200 eur.

Estamos em finais de Março e os enfermeiros a CIT continuam com os 1020 eur de rendimento base.
Há colegas recém contratados que já auferem (e muito bem) o estabelecido, enquanto que aqueles que já têm 10 anos de serviço continuam nos 1020. Caso para dizer que a discriminação impera!

Já é frustrante para os colegas com 10 anos de serviço, continuarem na "base" ou seja, em 10 anos não progrediram, como qualquer trabalhador, em qualquer sector espera, agora imaginem mais esta desigualdade.

Vários hospitais já actualizaram os vencimentos, cá pelo Alto-Minho, parece que há esquecidos. Pelas notícias que rapidamente circulam, haverá uma reunião do SEP com o Conselho de administração da ULSAM, no dia 8 de Abril.  Mediante as conclusões, avança-se (ou não) para a greve já marcada.

Esperemos que agora o bom senso impere e que tudo corra pelo melhor!
Luta pela justiça! Luta pelos teus direitos! Luta pela enfermagem!
Boa sorte!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Reconhecimento

Há dias no programa 30 minutos da RTP, fizeram uma reportagem sobre as visitas domiciliárias de uma equipa de enfermagem às diferentes famílias de uma comunidade. Mostraram o quão é importante o apoio, a ajuda do enfermeiro para aquelas pessoas. Mostraram os laços que se criam nas duras realidades que se encontram. Qualquer um de nós certamente sentiu orgulho por estarem a reconhecer aquela que é a nossa profissão.
Também nesse mesmo programa, mas já há mais tempo, relevaram o dia a dia de uma enfermeira que acompanha mães adolescentes. Mais uma vez senti orgulho pelo justo reconhecimento que fizeram à colega. Senti orgulho, porque mais uma vez estavam a elogiar o nosso trabalho.
Mas querem que vos diga uma coisa e os mais sensíveis que me perdoem a frontalidade, quero que se foda este reconhecimento, já estou farto que me digam que enfermagem é uma profissão bela e digna!
Quero é que esses bandalhos que estão no governo nos reconheçam como licenciados, quer a nível de carreira, quer a nível monetário! Quero é que esses bandalhos nos reconheçam como profissão de risco, com alta penosidade! Quero é que esses bandalhos respeitem os meus colegas que estão no desemprego e criem soluções, porque efectivamente há trabalho para grande parte deles! Quero é que esses bandalhos resolvam de uma vez por todas o excessivo número de vagas abertas para o curso de enfermagem! Quero é que esses bandalhos fechem escolas de enfermagem que abriram, como cogumelos!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A década da decadência - Vol I


Há uns tempos li um post dos colegas do Cogitare forumenfermagem, sobre alguns dos problemas que enfermagem atravessa e atravessou, ao longo destes últimos 10 anos. Esse título fez-me ver que, de facto, esta foi a... DÉCADA DA DECADÊNCIA PARA ENFERMAGEM.
E então lembrei-me de iniciar aqui uma colectânea de posts sobre este assunto. Vamos ver se não tem muitos volumes... A tua colaboração será sempre bem-vinda, caso esqueça algum ponto relevante, relembrem-me.
                                              .....

Após uma época de orgulho e sentimento de dever cumprido, com a conquista da legítima licenciatura para os enfermeiros, inicia-se inesperadamente a época negra para enfermagem.
Por pouco ou nada que ela viesse acrescentar (outros assuntos...), os enfermeiros eram definitiva e justamente licenciados.
O compromisso tinha sido estabelecido, os enfermeiros passariam brevemente a ser pagos e reconhecidos como licenciados.
Passados todos estes anos... nem uma coisa, nem outra.
A situação manteve-se e, para alguns, até se agravou.
A frustração, desmotivação e sentimento de injustiça e desconsideração são por demais evidentes nos discursos dos enfermeiros.
Continuamos uns simples técnicos bacharéis...

CONTINUA...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A última e derradeira petiçao de enfermagem

Como já vos tinha dito, enfermagem é certamente a profissão que mais petições cria.
Entendo por petição, um último recurso, uma tentativa desesperada de tentar expressar algo tremendamente injusto a altas instâncias. Terá algum efeito?! Não sei... Mas nada custa tentar.
Assina e divulga. Entra em:

PETIÇÃO PELA CARREIRA DE ENFERMAGEM

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O (des)acordo do Ministério da Saúde com os enfermeiros

Acabo de ler um email do José Carlos Martins, sobre a novela das negociações...
Definitivamente parece-me que não vamos chegar a lado nenhum. A carreira de enfermagem vai continuar desvalorizada e os enfermeiros a serem licenciados de 2ª... os licenciados pior pagos no país! É para vermos o valor que os nossos governantes dão à enfermagem e saúde portuguesa.
A batalha foi ganha pelo MS, mas parece que já estava ganha desde o início, pois por mais reivindicações, manifestações, greves massivas, protestos e esforços dos enfermeiros e sindicatos, que se fizessem e tivessem, eles (MS) nunca iriam ceder em quase nada, isto porque têm a faca e o queijo na mão.
Têm o poder de fechar unilateralmente as negociações, têm o poder de chantagear, têm a defesa da crise (construída por eles próprios). Têm o poder de nos desunir, têm o poder de mentir, têm o poder de fazer aquilo que bem entendem, porque mandam e quem manda pode.
Temos colegas que sempre fizeram greve e lutaram por aquilo que acham justo, mas que agora ameaçam desistir, pondo em causa o trabalho dos sindicatos.
Temos colegas que continuam indiferentes a tudo isto, que criticam tudo e todos, mas nem greve fazem.
E teremos alguns resistentes que continuam a lutar em todos os sentidos.
Mas todos pensarão, será que vale a pena?
Os enfermeiros revoltam-se, culpam os sindicatos, desgastam-se, dispersam... e a greve ameaça ser um fiasco... e mais uma batalha ganha pelo MS.
O momento em que deveriamos demonstrar o nosso repúdio pelo fecho unilateral de negociações, pelo (des)acordo que o MS diz ter feito,  que pelos vistos não é acordo nenhum, porque simplesmente não houve acordo. O momento onde deveriamos mostrar ainda mais força, é o momento em que definitivamente fracassámos, prova disso é a adesão à manifestação de hoje... pouco mais de 100 enfermeiros estarão em Lisboa, quando as anteriores manifestações foram em número bem superior.... é outro sinal de saturação, desanimo, descrédito nos sindicatos. E mais uma batalha ganha pelo MS
O JCM do SEP bem tenta animar e revoltar as hostes, explicar os factos, o porquê da desconvocação de grande parte da greve, motivar para a importância da manifestação e deste dia de greve, mas não sei...
Eu cá continuarei a fazer o que posso e a lutar por aquilo que é justo!
E vocês?

sábado, 6 de março de 2010

O chat do SEP


Abro aqui este espaço para todos os visitantes que queiram fazer questões aos responsáveis máximos do SEP.
O assunto obviamente será a nossa carreira e tudo o que com ela posso estar interligado.
Se a coisa correr bem, as questões serão enviadas para José Carlos Martins ou Guadalupe Simões, duas das caras do SEP. Depois eles responderão, ou não... Mas acredito que sim.
Tens aqui a oportunidade de esclarecer dúvidas, lançar sugestões, etc, etc.
Eu lanço já duas questões... já ia pra terceira, mas deixo para vós
1º O facto de nesta última greve da administração pública, se ter tomado a decisão de nos unirmos com a administração pública em geral, não irá atenuar as energias dos enfermeiros para futuras lutas que se avizinham?
2º Qual o próximo passo dos sindicatos de enfermagem? A já falada "radicalização" vai consistir em quê?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Enfermeiros, classe profissional ostracizada in Jornal "O Público"


Finalmente uma boa defesa de alguém que não é enfermeiro. É triste no dia da manifestação ouvir num programa de antena aberta na TVI 24, pessoas a falarem de enfermagem sem o mínimo de conhecimento de causa. É o reflexo do povo que somos. Deixo-vos com este artigo do Jornal "O Público", é um pouco extenso, mas ao menos serve para nos sentirmos um pouco mais entendidos.
Não sou enfermeiro. Sou jurista. Enfermeiros, classe ignorada De há uns tempos a esta parte temos vindo a assistir ao envolvimento quase messiânico da imprensa e, naturalmente, dos visados, na questão do estatuto dos docentes e, ultimamente, da sua avaliação, com evidentes consequências nas respectivas carreiras. Não se questiona a legitimidade nem a oportunidade de tais empenhos, muito menos o relevo social de tal classe profissional que, de resto, alcançou recentemente os seus objectivos. O que curamos aqui de advogar é evidenciar uma classe profissional esquecida e, ultimamente, explorada sob vários prismas, a qual, pelos vistos, e como a mais recente imprensa reconheceu, corre o risco de ser prejudicada com aquele sucesso. Referimo-nos aos enfermeiros. Constatamos, antes de mais, uma aparente contradição: tratar-se de classe profissional reconhecida e acarinhada casuisticamente quando confrontada em ambiente hospitalar ou similar e à qual se reconhece a dedicação, o carinho, a entrega até à exaustão e com forte componente emotiva, percebendo-se o desgaste profissional, com cargas horárias exageradas e, na maioria das vezes, com horários descontinuados, com noites sofridas. Em contraponto constatar-se que é uma classe profissional a que não é conferida uma digna contrapartida estatutária. Estes profissionais são licenciados, alguns com mestrado, academicamente ao nível de todos os outros profissionais licenciados (docentes, licenciados em história, psicologia, biologia, filologias, etc… etc…). Porém, o Estado, na perspectiva dos diversos serviços, ainda não interiorizou que os enfermeiros têm de ter idêntico tratamento aos demais licenciados, desde logo ao nível remuneratório e evolução de carreira. Não se compreende como o Ministério da Saúde e outras entidades continuem a equiparar, na prática, os enfermeiros a meros bacharéis e não licenciados que são e a permitir que estes profissionais, trabalhando 40 horas semanalmente, a que acrescem sempre turnos diferenciados onde se incluem os nocturnos, aufiram salários singelos, sem acréscimos dignos e, pior, sem um horizonte de evolução de carreira, particularmente quanto aos jovens enfermeiros, curiosamente, os academicamente mais habilitados. Bastará atentar mensalmente na listagem dos aposentados do Estado e comparar as pensões dos enfermeiros (em fim de carreira, note-se!) com os demais licenciados, particularmente com os docentes (educadores de infância e professores do ensino secundário), para se concluir quão injustiçados aqueles têm estado. Não se trata de censurar o que se atribui aos demais profissionais referidos, longe disso, mas tão somente usá-los como termo de comparação próximo para alicerçar a afirmaçãode que os enfermeiros têm sido efectivamente o parente mais pobre dos licenciados, e, na prática, não reconhecidos como tal, sobretudo, há que dizê-lo sem constrangimentos, quando são os que têm uma função física e psicológica mais desgastante comparativamente com os demais, à excepção dos médicos. Só quem não conhece o meio hospitalar pode não estar de acordo. Veja-se o tratamento do Estado a estes profissionais neste simples exemplo que me foi transmitido: consta que nas forças armadas os enfermeiros licenciados são os únicos licenciados que enquadram a classe dos sargentos enquanto todos os demais (seja qual for a licenciatura) enquadram a classe dos oficiais. Porquê? Pergunto: a licenciatura em enfermagem, com forte componente científica, merece menor qualificação que outra qualquer licenciatura (história, psicologia, filologia, etc… etc…?). Porque não se lhe atribui, como aos demais licenciados, idêntica qualificação? Estamos, sem dúvida, num Estado/sociedade onde complexos socioprofissionais se mantêm como há 40 anos, com uma agravante: Há 40 anos ao enfermeiro bastava a formação pouco mais do que básica. Hoje, além do 12º ano da área de ciências, como para qualquer licenciatura em ciências, exige-se uma licenciatura técnico/científica. Exige-se dedicação plena e exige-se elevada responsabilidade profissional. Em contrapartida uma mão cheia de muito pouco e infelizmente cheia de desilusão. Esta intervenção é apenas um contributo para que uma classe profissional (dos enfermeiros) obtenha a mesma atenção e reconhecimento atribuídos a outras classes profissionais que têm dominado o espectro político e jornalístico. Especialmente neste momento em que os responsáveis políticos não só não efectivam uma justa revisão da respectiva carreira, no mínimo equiparando-a às carreiras de técnicos licenciados e docentes, como, pasme-se, apresenta uma nova proposta que mais não é senão uma diminuição daquilo que se apresenta actualmente injusto e indigno para estes profissionais LICENCIADOS. Isto deve-se, quiçá, ao facto desta classe profissional não ter elementos seus ocupando lugares no poder político ou dele próximos e influentes nem servir de objecto jornalístico apetecível(?). Mas é também por estes motivos que o dever de cidadania efectiva numa democracia também efectiva e não meramente formal me impõe este dever de intervir por esta via, além de outras que assumi.
Por Jjunior

domingo, 24 de janeiro de 2010

Voltamos à carga...


Há mais de uma semana atrás, tinha escrito o seguinte nos meus rascunhos, "Aproxima-se nova greve. Costumamos dizer novo ano, espírito renovado, porém pressinto que os espíritos andam saturados."
Hoje, para meu regozijo, tenho que alterar este "rascunho". Assiste-se a um novo movimento, muitos de nós parece que finalmente acordaram e decidiram mexer-se contra este insulto à classe de enfermagem. Será que já foi tarde?? Tenho finalmente a impressão que a greve e a manifestação de dia 29 vão causar mossa no Ministério. É já noticia que largas centenas de enfermeiros se dirigem para Lisboa e a adesão à greve promete ser bastante significativa. Será que o pessoal vai aguentar o barco? Que é que vocês acham? Sentem-se capazes?? É que isto vai começar a apertar!! Já não andamos a brincar às greves... o caminho aponta para medidas radicais?? Estão prontos?? Eu apesar de estar saturado com tudo isto, tal como o colega que de seguida escreve (post abaixo), estou pronto e irei até às últimas consequências, porque não gosto que me ofendam. E tu? Vais até às últimas consequências? Ou vais querer continuar a ser explorado? Vê lá se acordas!! (esta última é só para alguns)

Opiniões IV - A realidade aos olhos da experiência



Recebi em comentários, o seguinte testemunho, que achei ser do vosso interesse.
"Há 30 anos que sou enfermeiro. Ao longo destes muitas foram as vezes em que me apeteceu deixar de o ser. Com a Carreira Especial de Enfermagem, mais uma vez me apetece deixar de o ser.
Gosto do que faço. Sei fazê-lo bem. Profissionalmente, sou reconhecido pelos meus pares (e não só) como responsável, competente, autónomo e idóneo. O meu 2º emprego é a nível domiciliário, como profissional liberal e dou-me muito bem (quantidade de trabalho e remuneração do mesmo). Por isso, o meu ego está bem em cima. Por isso vou continuar a ser Enfermeiro.
Mas .... de modo algum me revejo nesta Carreira. Acho-a desmotivadora. Ignora todo um passado. Favorece o apadrinhamento. Retira o mérito.
Sempre me mantive nas lutas sindicais, quer aderindo às greves quer participando nas manifestações (ajuntamentos) frente ao MS, embora não seja sindicalizado (mas isso é outra história). Greves que muitas das vezes nada tinham a ver com os meus interesses, mas que visavam defender os mais novos.
Sinto-me defraudado pelos sindicatos. Não conseguiram transmitir para o exterior as reais dificuldades negociais e não souberam (ou não quiseram) envolver os pares.
A minha preocupação não é com os vencimentos (que não acautelaram). É com o reconhecimento que a nível do governo é dado à formação pós base. Como querem obter o reconhecimento da população ? Os enfermeiros continuam a vender-se barato (alguns até trabalham de borla).
Os (novos) enfermeiros não participam na vida sindical. Mas como os motivaram para essa vertente? Como se identificam eles com os sindicatos? Numa reunião havida recentemente na instituição onde trabalho, barraram a entrada aos mais novos porque "não tens as cotas em dia"; "ainda não és sindicalizado". Suou um pouco a reunião maçónica. Felizmente que os conteúdos foram iguais ao do comunicado que tinham distribuído 15 dias antes. Assim todos ficamos informados.
Ordem, Sindicatos, Escolas; Públicos e Privados. Cada um preocupa-se com os seus interesses particulares. Nunca houve tanta ignorância, (digo falta de informação), desmotivação e divisão como agora. Falta um elemento aglutinador que não se vislumbra no horizonte.
O desemprego na enfermagem é uma realidade cruel que pelos vistos há interesse em manter - pelo menos para os privados é maravilhosa esta situação. A migração é uma realidade. Do Norte para o Sul e para essa Europa fora. Uns são enfermeiros, outros "servents" mas ambos ganham honestamente o seu ordenado.
Qualquer dia, já que tenho que trabalhar até andar de bengala, também emigro - só pelo gozo de conhecer outras gentes.
Desculpem se alguém se sentiu "atacado" ou ofendido. São desabafos de um cota cada vez mais desiludido com o rumo da profissão e com os novos profissionais (são bons, esforçam-se, chegam mal preparados, mas procuram aprender e evoluir)."

14 de Janeiro de 2010 00:12
Anónimo por obrigação, cadaverisquisito@hotmail.com por opção

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Carta ao Presidente da República


Mais uma forma de protesto que me chegou por email:

"Será que o Presidente da República sabe? Será que ele tem noção do que se passa com a nossa profissão, com a nossa Carreira e como estamos a ser humilhados pelo Governo ???
Podemos e devemos questionar isso directamente. É para isso que ele está lá. Para escutar TODOS os Portugueses.E nós somos Portugueses.
Por isso proponho, que cada um de nós, em nome individual mostre a sua indignação, raiva, revolta ou outro estado de alma que atravesse neste momento face ao que os enfermeiros estão a passar.
É fácil. Basta clicar aqui


Eu cliquei e enviei a seguinte carta,

Ex.mo Sr. Presidente da República

Venho por este meio comunicar-lhe a minha extrema indignação com a forma como o governo português lida com o processo negocial da carreira dos enfermeiros portugueses. A situação está a deteriorar-se gradualmente, na proxima semana haverá muito provavelmente uma greve de 3 dias e futuramente, caso não haja avanços nas negociações, os processos de luta irão continuar e radicalizar. Falo em meu nome pessoal e em nome de todos os meus colegas que se sentem frustrados por a sua licenciatura não ser considerada como tal. Falo como enfermeiro na verdadeira essencia, que apenas quer contribuir para o bem estar da comunidade e que quer a todo o custo evitar as consequências negativas para as pessoas, de todos os processos de luta, que já há demasiado tempo têm vindo a acontecer. Com o poder que lhe é conferido, peço-lhe para intervir e pedir esclarecimento da situação vergonhosa que se passa nas dezenas de reuniões negociais. Não permita que haja enfermeiros portugueses a serem remunerados a 3 euros por hora, não permita o descalabro de desemprego que se tem vindo a verificar, quando o nosso país carece em demasia de cuidados de enfermagem em pleno. Não permita a descriminação que os enfermeiros estão a ser sujeitos em relação a outras classes de funcionários públicos.
Atenciosamente
Guilherme de Carmo


Agora, se não quiseres ter muito trabalho e concordares com o que foi dito, copia e cola. Ou então faz a tua própria carta. Mas faz!... nada perdes. E já agora não te esqueças também de fazer greve

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Carta à ministra


Aproxima-se nova greve, as formas de luta intensificam-se e diversificam-se. Uma que achei interessante chegou à minha cx de correio. Trata-se de uma carta de indignação endereçada à ministra. Vamos lá entupir a correio electronico do MS!

"Colegas, face aos recentes eventos que envolvem Ministério da Saúde e Enfermeiros, o MS INSULTA a classe de Enfermagem com propostas salariais VERGONHOSAS!!"

"Estão já agendados 3 dias de greve (algo que não acontece no nosso país há cerca de 20 anos!), nos dias 27, 28, e 29 deste mês.
Como o tempo é de luta, solicito aos colegas que ENTUPAM o Ministério com as nossas palavras de revolta. Imprimam a carta que reenvio em baixo, e enviem-na ao Ministério da Saúde. Perderem uns 40 cêntimos e 5 minutos, não será pedir muito..?!
Todos sabemos que, esta situação de não sermos pagos como licenciados, perdura há mais de 10 anos!!
Uma década de contratempos e malabarismos do Governo, creio que já chegam para encher a cabeça de qualquer um!

Defendam a vossa profissão. Lutem pelo que merecem!
Não percam esta oportunidade de se manifestarem!!
Só nós podemos reivindicar o que merecemos!
"

CARTA À MINISTRA DA SAÚDE ANA JORGE (redigida pelo SE):
Ministra: Ana Jorge
Morada: Av. João Crisóstomo, 9, 6º -1049-062 Lisboa

Exma. Sra. Ministra da Saúde
Dra. Ana Jorge

Assunto: Enquadramento dos Enfermeiros

Senhora Ministra

Não posso deixar de demonstrar a minha INDIGNAÇÃO e REVOLTA perante a proposta de remunerações e transições que o seu Ministério da Saúde (MS) apresentou à FENSE (SIPE – Sindicato Independente Profissionais de Enfermagem e SE – Sindicato dos Enfermeiros) em reunião decorrida no passado dia 11 de Janeiro de 2010.

É INQUALIFICÁVEL QUE O MS, NO DECURSO DE UM PROCESSO NEGOCIAL, APRESENTE AGORA UMA PROPOSTA MAIS RECUADA RELATIVAMENTE À QUE JÁ TINHA ENTREGUE EM SETEMBRO, QUANDO INCLUSIVAMENTE, EM NOVEMBRO, A SENHORA MINISTRA ADMITIU QUE ESTA CONTINHA INJUSTIÇAS QUE TINHAM QUE SER ULTRAPASSADAS. INADMISSIVELMENTE, A SUA FORMA DE ULTRAPASSAR ESTAS INJUSTIÇAS MATERIALIZOU-SE NUMA OUTRA QUE HUMILHA, DESRESPEITA E DESQUALIFICA NÃO SÓ OS ENFERMEIROS COMO A MINHA PROFISSÃO.

É de todo INACEITÁVEL, entre outros aspectos, que o MS:

• Proponha que a remuneração base para os enfermeiros que venham a iniciar funções seja de 995,51€, abaixo do que hoje já auferem -1 020,06€ e do que aufere qualquer licenciado das carreiras gerais (1 201,48€); NÃO ADMITO A DESVALORIZAÇÃO DA MINHA FUNÇÃO SOCIAL, DA ENFERMAGEM, que a Sr.ª está a promover;
• Proponha que na transição para a nova grelha salarial, não tenha ganhos económicos. Ou seja,
estamos a ser penalizados pelo esforço da aquisição de níveis habilitacionais superiores – Grau de Licenciado, com acréscimo de competências que daí lhes adveio e mais responsabilidade, nomeadamente, no levar por diante as reformas no sector que o Ministério da Saúde está a implementar – INQUALIFICÁVEL;
• Não proponha qualquer revalorização económica para os Enfermeiros Especialistas e da área da Gestão, impondo, inclusive, a sua descategorização /mudança de funções (da gestão para a prestação) dos actuais Enfermeiros Chefes e Supervisores – INTOLERÁVEL;
• Proponha um Rácio para Enf.º Principal sem qualquer fundamento e totalmente desenquadrado das necessidades dos Serviços – INADMISSÍVEL;
Como tal, ao subscrever esta missiva, EXIJO TRATAMENTO DIGNO E RESPEITO na defesa do que sei que sou e da minha profissão, demonstrando-me disponível para aderir a todas as formas de luta que venham a ser decretadas pelos Sindicatos que visem o repúdio da inconcebível e humilhante proposta apresentada pelo seu MS.

Janeiro de 2010

Assinatura: Guilherme de Carmo Vasconcelos Tell

Podem enviar para: gms@ms.gov.pt
Eu já enviei a minha

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Petições...


Na sequência do penúltimo post, deixo-vos com a petição que já anda a circular pela Internet. Cliquem aqui e assinem se assim o entenderem. (motivo: imagem enfermeiros denegrida)
Não percam o balanço e vejam também a petição pela progressão na carreira, clicando ali

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ganhem juízo!!


Consta para os lados do Hospital de Viana que por lá há enfermeiros de 1ª e de 2ª categoria... (Será uma nova carreira??)
Constou-se também que enfermeiros de um determinado serviço estavam a "anos luz" dos de outro serviço??!! Sim!! Não estou a brincar... Podia ser um exagero de um ou de outro... mas não, foi mesmo verdade, pois a novidade foi noticiada por vários e difundiu-se à mesma velocidade que o H1N1 se propaga! (por falar de h1n1.. onde é que ele anda esse malandro?!).
E depois também se falou que o facto de alguns colegas saírem tarde e a más horas do serviço, deve-se unicamente à sua própria desorganização de trabalho... a enfermeiros desorganizados... Ufff.. já estou com opressão torácica, a minha angina de peito já está a disparar... é que injustiças e "machadadas" nas costas é coisa que o Robin não tolera... Mas que merda é esta??!! Andamos a trabalhar que nem bestas e depois cospem-nos na cara??! Pedem-nos para falarmos na essência dos cuidados de enfermagem e depois quando se diz que não há almofadas para pôr aos doentes, já não estamos a falar em cuidados de enfermagem??! Então estamos a falar de quê porraaaaa??!!
Zelamos pelo bem-estar do doente, temos mais doentes sob a nossa responsabilidade do que aqueles que devíamos, temos "papelada e mais papelada" para tratar, andamos a 200 à hora, saímos tarde e mal para tentar passar um turno decente ao colega e depois dizem-nos que só saímos tarde porque fomos desorganizados??!! Por favor... tenham respeito... o mínimo de respeito... para não dizer mesmo, não me f...dam! Um enfermeiro poderá ser desorganizado, mas serão todos??!! Não será o próprio serviço que estará desorganizado?? E quem são os responsáveis máximos de enfermagem pela desorganização dos serviços??! Sim, porque quando um enfermeiro sai meia hora mais tarde é porque perdeu uma hora a fazer algo que não será da sua competência... poderia deixar aqui uma lista dessas acções, mas deixava isso para um colega aventureiro que me acompanhasse neste meu desafogo... Mas afinal o que se passa nestas mentes captas? Será do H1N1?! É o flagelo na enfermagem atacam-se uns aos outros quando devíamos era atacar os que estão no topo, exigindo melhores condições de trabalho...

sábado, 26 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Carreira, manifestação e política


... e a história continua, adiamento, reunião, retrocesso, manifestação.... e por aí adiante. Está mais que comprovado que o MS goza com os enfermeiros e trata-os com uma indiferença desmesurada.
Dou uma passagem pelos diversos comentários do blog doutor enfermeiro e desacredito cada vez mais na nossa capacidade em encontrar saída para este buraco, onde enfermagem se está a afundar. Vejo a maioria revoltada, furiosa com sindicatos, contra as formas de luta, (neste caso manifestações) e questiono-me, Porquê? Por que se revoltam contra as formas de luta, contra os sindicatos e não se revoltam contra o governo, mostrando a indignação.

E como se mostra a indignação?! A história prova-nos que é com manifestações, com a revolta na rua, diante do povo. Mas não... os enfermeiros são finos de mais, são chiques de mais para irem a manifestações, fica mal andar a gritar e a levantar bandeiras.
Claro que as greves são fundamentais, mas, lembrem-se disto colegas, para o povo, que é aquele que devemos ter como aliado, a manifestação é o maior sinal de injustiça. Mais uma vez vejam os professores e tantos outros exemplos, neste e noutros países, onde as classes saíram para a rua em massa e os governos tremeram e até ruíram. Imaginem uma manifestação de enfermeiros em larga escala!
Já há semanas, houve uma "campanha" anti PS pela blogsfera: "Enfermeiro não vota PS". Eu não quero acreditar que haja enfermeiros que o façam, que continuem a confiar na política que pisou esta e outras classes de trabalhadores, mais concretamente dentro da FP.
Eu não iniciarei campanha nenhuma, cada qual votará conforme os seus ideais, mas se de alguma forma vos ajudar com a alguma suposta indecisão e se vos interessar, deixo a minha preferência.
Eu cá votarei Bloco de Esquerda, e faço-o porque acredito no seu líder. Claro que os políticos são um pouco como os bancários, aliciar é com eles, mas na hora do aperto são como lobos, é sempre preciso ter o pé atrás. Mesmo assim, vejo o Louça como alguém inteligente, justo e com coragem, o único que, para mim, poderá constituir a solução dentro do vazio que nos apresentam.
O BE será o único partido com referências concretas a enfermagem, nos seus programas: Gestão das unidades do SNS: administradores seleccionados por concurso e directores técnicos por eleição dos respectivos corpos profissionais (médicos, enfermeiros); gestão participada por utentes e autarquias, sujeita a avaliação periódica pág. 22-Um programa de emergência para a formação de profissionais de saúde e para responder ao risco de ruptura de médio prazo com o agravamento da falta de enfermeiros e médicos;(pág. 24)-Integração de todos os técnicos de saúde especializados (médicos, enfermeiros, auxiliares) nos mapas de pessoal em regime de contrato de funções públicas.(pág. 25)-Providenciar formação continuada e ao longo da vida, enquadrada dentro da carreira profissional (carreira médica, carreira de enfermagem), e que não seja dominada pela indústria farmacêutica ou com custos incomportáveis para quem dela pretende usufruir.(pág. 26)-A formação de técnicos tais como médicos do trabalho, enfermeiros do trabalho, psicólogos, técnicos de segurança e outros, de molde a criar um quadro técnico competente e em número suficiente para cobrir as necessidades. (pág. 33)-O Bloco de Esquerda defende o princípio fundamental da separação entre o exercício de actividades privadas e públicas, criando-se uma carreira específica para profissionais de saúde dedicados em exclusivo ao SNS.
Estes são os temas, carreira, manifestação e política, quem quiser mande a sua posta e já agora vote na sondagem