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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Opinião sobre actualidade - O ano começa quente!



Bom dia a todos! Antes de mais gostaria de vos desejar um 2018 repleto de felicidade, saúde e dinheiro, necessariamente por esta ordem.

A Ordem dos Enfermeiros convocou uma AG com 48 horas de antecedência, sendo que um dos dias era feriado. Resultado: num momento importante para a enfermagem, estiveram presentes 0,1% dos enfermeiros.
Considero um erro grave de planificação, agora se foi ou não propositado, fica ao vosso critério, eu guardo para mim a minha opinião sobre isso. (Subscrição do Comunicado)
Os "famosos" especialistas anti-SEP do Facebook, rapidamente foram encontrar outro assunto, que para mim é um não-assunto: o SEP não se pronunciava sobre as fotos e posição dos colegas de Faro, que revelavam as degradáveis condições nos serviços.
Não aprecio exercer papel de advogado, mas não lido bem perante discurso incendiário e injusto.

Vi na TV e internet, intervenções e movimentos sindicais (do SEP para ser mais específico) sobre esta grave temática. Vi na Guarda, vi em Guimarães e vi em Faro.
Ao longo dos anos tenho visto os avisos constantes à tutela por parte deste sindicato sobre a elevada falta de enfermeiros por este país fora, quer em cuidados saúde primários, quer em secundários. Todos sabemos que mais enfermeiros não vão apagar estas lamentáveis imagens, mas iriam minimizar e muito.
Que me recorde, desde há uns anos a esta parte, estas imagens repetem-se, não é de agora, não é só em Faro! É um pouco por todo o país. Deixemos de nos virar uns contra os outros e concentremo-nos na: denúncia e solução. 
Mas atenção à forma como a denúncia é feita. Se por um lado é importante haver impacto, por outro a legalidade deve ser uma das nossas prioridades. Com as imagens trazidas a público, houve de facto um bom impacto porque o assunto está a ser debatido, mas também houve o mau impacto com muitos a condenarem o facto de enfermeiros fotografarem doentes naquelas deploráveis condições. Algumas reacções foram exageradas, outras foram legitimas. A denúncia deverá ser feita pela via legal. Temos a Ordem, temos o Marcelo, temos a comunicação social. Não devemos assumir um papel que compete aos media. Quem é que não se recorda, ainda a bem pouco tempo, de uma câmara oculta ter entrado num hospital e filmado condições semelhantes? Eles que façam este trabalho "sujo", caso contrário o cidadão condena e não apoia a enfermagem.
Os sindicatos têm que se focar na falta de enfermeiros nos serviços, que consequentemente conduz à degradação das condições para os doentes. E é o que acho que têm feito. 
A Ordem, por sua vez tem nas suas prioridades a defesa das melhores condições para o utente, que podem (em grande parte) ser alcançadas com mais profissionais. O assunto é o mesmo, a abordagem é que é diferente. A Bastonária já se pronunciou sobre esta matéria e tocou num ponto importante, que se prende com o facto dos hospitais "esconderem" doentes e "limparem" serviços, quando alguém importante passa.

Continuemos a fazer o que nos compete! Na saúde só vejo os enfermeiros a tomarem atitudes sobre isto. Nem tudo está mal na enfermagem!



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Em Viana há um novo corredor na Urgência

(ATENÇÃO: ESTA FOTO É RETIRADA DA NET, NÃO SE TRATA DA UNIDADE MENCIONADA NESTE POST)

Em Viana já se pode correr livremente pelo corredor do Serviço de Urgência e as macas já circulam sem que sejam como um carrinho de choque.
Um mês após a publicação do post "Ainda se morre nos corredores das Urgências", onde procurei alertar entidades e acima de tudo cidadãos, sobre a decadência desta realidade que se vive um pouco por todo o país, é com dever de consciência e sentimento de felicidade que noticio que agora, pelo menos no nosso Hospital em Viana do Castelo, o risco de se morrer num corredor de Urgência é diminuto ou provavelmente nulo. 
Recentemente foi aberta, para os utentes do Serviço de Urgência deste Hospital, a Unidade de Decisão Clínica (UDC), que recebe os utentes que anteriormente aguardavam no corredor. Esperada e desenhada já há vários anos, esta é uma mudança que procura minimizar ou eliminar as precárias condições de conforto e vigilância dos utentes que esperavam, várias horas, até mesmo dias, por uma decisão clínica.
As condições não são como as noticiadas na SAPO, onde os utentes têm direito a uma cama, continua a ser uma maca, mas se a estadia do doente for curta, aceita-se. O problema está quando não o é, o que acontece com frequência.
Além da melhoria no que diz respeito à privacidade do utente, com a criação desta UDC realço outros improvements como a presença de luz natural e a sua forma estrutural em U deitado, o que possibilita para os enfermeiros, visão com campo aberto para todos, ou quase todos os utentes.
Relativamente ao número de vagas já ouvi versões diferentes, na mesma página da SAPO são 25, na Rádio Alto-Minho, já são 20, outros até falam à volta de 30. Lamento mas não disponho do número certo, o que disponho é da imagem da Unidade de Decisão Clínica de Braga e outros hospitais quando estão a abarrotar, por isso em alturas criticas, ou há a capacidade de drenar eficazmente os utentes, ou voltamos ao mesmo e acabamos a dar razão aos mais cépticos que mesmo com a criação da UDC não acreditam que a médio, longo prazo, deixarão de haver doentes nos corredores da Urgência em Viana. Eu sou mais optimista, daqui a meio ano falamos.

sábado, 30 de agosto de 2014

Greve em Viana - uma (metade) vergonha...


Os números da greve (85%) até que foram bons, mas a manifestação foi uma vergonha.
Por motivos pessoais, desta vez não consegui estar presente, mas pelo que vi e pelo que soube, apenas meia dúzia de colegas deram a cara, sem receios de aparecer na tv. Grande parte dos colegas eram do CS e P. Lima, do hospital, que representa a maioria, estavam pouquíssimos... vergonhoso!
É por estas e por outras que somos uma classe que não vamos a lado nenhum!
Era uma oportunidade única de aparecer, de mostrar ao país a nossa indignação!
Era uma oportunidade única de aparecer nos canais de TV e dizer aos portugueses os motivos da nossa insatisfação e dos atropelos na saúde.

domingo, 29 de setembro de 2013

Se eu mandasse no hospital.


Se eu mandasse, não permitia que houvessem funcionários que passassem mais tempo em conversa e passeio pelos serviços, corredores e bar, do que propriamente a trabalhar.

Se eu mandasse, não permitia que houvessem serviços com o dobro ou triplo de funcionários do que aqueles que efectivamente são necessários. Pelo menos recolocaria esses funcionários (a mais) em locais onde seriam úteis, desviando-os de um serviço onde se atropelam uns aos outros.

Se eu mandasse não permitia que novos assistentes operacionais (novos também em experiência e idade) fossem admitidos e colocados a fazer tarefas consideradas leves, enquanto que outros com problemas de saúde incapacitantes e com atestados para trabalhos moderados, permanecessem, desde há vários anos, em locais onde o trabalho "mais pesado" é exigido e constante. Um exemplo gritante passa-se no Serviço de Urgência, onde permanecem várias assist. operacionais com os tais atestados para trabalhos moderados, que se recusam (e bem provavelmente) a fazer qualquer tipo de trabalho "mais pesado" e como decerto compreendem, num serviço de urgência, o trabalho é maioritariamente pesado.

Se eu mandasse eliminava com os atrasos sistemáticos (em 30 - 60 minutos) de entrada em serviço de determinadas especialidades médicas. Diga-se em abono da verdade, Medicina Interna cumpre horários, por que razão pediatria e ortopedia, não cumpre?

Se eu mandasse eliminava com as saídas de serviço antes do estipulado, por grande parte dos clínicos gerais. O turno acaba efectivamente às 20h, mas para alguns, acaba sistematicamente às 19:30.

Se eu mandasse estabelecia regras rígidas nos tempos para refeição de todos os funcionários. Não se admite ver enfermeiros, médicos e assistentes operacionais abusarem sistematicamente no tempo que têm para a pausa de refeição.

Falo como contribuinte, para contribuintes. É isto que vejo, uma fraca gestão de recursos humanos, uma passividade com certos hábitos enraizados, uma permissividade à calaceirice. 
Depois não se admirem com os cortes de pessoal... é que depois paga o justo pelo pecador. Os cortes que muito são falados no panorama nacional, são indiscriminados, não distinguem o trabalhador do calaceiro, o corte é radical.
Por hoje fico por aqui...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

RE...CI...CLA...GEM

Eu digo devagar pois há muita gente que parece que desconhece esta palavra... para estas, o lixo é todo no mesmo saco. Ou são daltónicas ou então ignorantes, porque até os miúdos da 2ª classe sabem quais as cores para reciclar.
Nos hospitais há formações para a separação de lixo, mas mesmo assim há muitos enfermeiros, médicos e assistentes operacionais que não separam lixo nenhum, é tudo pro mesmo saco, ou então nem para um saco vai, fica mesmo ali na banca (esta é mais para os médicos que fazem gasimetrias e deixam o invólucro em cima da banca de trabalho do enfermeiro), mas isso é outro assunto que diz respeito ao respeito, à educação e higiene.
O assunto de hoje é mesmo reciclagem e o apelo que faço para que se mude de atitude. É um pouco incomodativo, tanto para o emissor como para o receptor, ter que dizer,  "Olha que essa caixa do medicamento é para o saco azul, Olhe que essas luvas usadas são pró saco branco, Olha que esses toalhetes de limpar as mãos são pró saco preto", etc etc, porque somos todos adultos com formação. Por isso por favor, aqueles que não reciclam, mudem de atitude, pensem no futuro dos vossos filhos. Sejam o exemplo para todos os outros que não a fazem.