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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Polémica & Crise na Ordem dos Enfermeiros

Passados alguns dias da polémica reportagem da TVI sobre a Ordem dos Enfermeiros (OE) e após ter colocado um pouco de água na fervura que sentia, com uma vontade imensa de insultar e partir tudo no que diz respeito à OE, é o momento mais adequado para reflectir.
Nunca fui grande admirador da OE, muito pelo contrário, como se comprova aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui, mas também não poderemos ser assim tão negativos, alguma competência deve por lá haver... digo eu. Não parece, mas acredito que haja.
O meu problema com a OE tem e sempre teve, essencialmente, a ver com dinheiro. Sempre achei um absurdo o dinheiro que lá entra. São cerca de 7 milhões de euros por ano, mais de meio milhão por mês..., por isso todos estes desvios de que se fala são expectáveis, o que é que eles haveriam de fazer a tanto dinheiro??! Tinha que se dar um rumo aquela fortuna mensal e assim lá se ia tirando mais um vencimento em despesas de deslocação fictícias aqui e ali, apartamentos e estadias de luxo, roupas, cabeleireiros etc etc.
Isto já estava tão entranhado no sistema, que até pareceria natural e por sempre ter sido assim, assim continuou e numa coisa a senhora Bastonária tem razão, ela tem de facto vários inimigos, porque o escândalo já poderia ter vindo cá para fora há mais tempo, mas veio agora, por essa mesma razão.
Infelizmente já há muito tempo que ouço falar em esbanjamentos e desvios na Ordem, já desde o tempo do outro senhor. Alguém notou na sua cara de anjo inocente na reportagem? Então agora com a noticia do CM sobre uns largos milhares de bónus a que ele teve direito ao sair, bónus esse criado por ele mesmo, então aí é que confirmamos a sua inocência. Apesar da pouca credibilidade que o CM tem, já não é de agora que ouço falar nos luxos e abusos do Sr Ex-Bastonário, por pessoas com credibilidade e conhecimento de causa.
Voltando à Ana Rita Cavaco, até pode ser legal que ela vá comprar roupa de gala e vá ao cabeleiro porque tem um qualquer evento intitucional, mas é uma vergonha fazê-lo, sejamos honestos é um insulto a todos nós que pagamos quotas e bem que nos custa fazê-lo, porque somos mal pagos. Que arranje o cabelo em casa e que leve um vestido de um casamento qualquer, se quer ir de gala, que dê o exemplo, deixe-se de luxos e privilégios parvos. 
O absurdo e a falta de respeito ganham proporções maiores, quando a vice-presidente encostada afirma que a OE tinha decidido pagar os vencimentos dos enfermeiros requisitados para trabalho nas sedes, não seria necessário que o Ministério da Saúde ou das Finanças fizesse esse esforço, coitados, estávamos em crise e assim como assim há tanto dinheiro para gastar na OE. Apenas se esqueceram que esse dinheirito que foram poupar ao Estado é o dinheirito pago do bolso dos enfermeiros, membros da OE, esses mesmos enfermeiros que desde há mais de 10 anos têm sido colocados de parte por esses mesmos Ministérios, Ministérios esses que têm contribuído para a exportação de enfermeiros desempregados. Ou seja, estamos a pagar a quem nos pisa.
E por falar na vice-presidente e para responder aos defensores da OE e da Bastonária, já pensaram que tanto ela como o director financeiro sabiam dos riscos que corriam e mesmo assim assumiram com coragem e deram a cara? Ela assumiu e sabia que iria assumir que comia do mesmo prato e ele assumiu e sabia que iria assumir a sua conivência com tanto trapalhada, ou seja, eles já sabiam que também não iriam sair muito bem na fotografia, mas mesmo assim arriscaram em jeito de vingança, porque ao que parece o ambiente por aquele palacete é nauseabundo.
Vejamos no que isto vai dar, que se investigue, mas que se investigue a fundo, mas não sejamos ingénuos ao ponto de proteger a todo o custo a OE. Apesar da reportagem pouco cuidadosa, de mau gosto até, com o modelo da enfermeirinha a mostrar o soutien e a olhar feita parva pro tubo de colheita, muito lodo veio à tona e muito ainda há-de vir.
E enquanto isso, a Ana Rita continua a enviar-me pedidos para o Candy Crush Saga

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Ainda se morre nos corredores das Urgências


Em pleno séc. 21, quando pensamos e quando se diz que temos um país avançado em cuidados de saúde, continuam a morrer doentes encostados nos corredores dos Serviços de Urgência dos hospitais portugueses.
Somos capazes de ser reconhecidos internacionalmente em sexologia clínica e cirurgia laparoscópica e ter as melhores Unidades de intervenção de cirurgia cardíaca e gastroenterologia, mas somos os piores no básico e fácil, que é proporcionar dignidade a doentes idosos numa fase final de vida, deixando-os morrer isolados, num corredor, sem que ninguém consiga dar por isso.
E de quem é a responsabilidade?
É dos profissionais de saúde? Não. Com os serviços caóticos ninguém lhes pode apontar o dedo, apesar de correrem sérios riscos de que o façam.
Dos hospitais? Podem eventualmente ter alguma responsabilidade, mas na minha optica não se pode atribuí-la a 100% quando não se oferecem condições a nível de recursos humanos e de infraestruturas.
Do cidadão? Também é, ainda não percebeu que não pode ir à Urgência por qualquer motivo.
Do Estado? Sim. A responsabilidade destas mortes é do Estado que ainda não consegui encontrar alternativas para os serviços de Urgência, não aumenta os recursos humanos e não renova as infraestruturas, preferindo canalizar o dinheiro para, por exemplo, salvar bancos

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Crise de merda



Sr. António tem cirurgia agendada para o dia 16.
Olhe não pode ser depois do dia 20, que até lá eu não tenho dinheiro para ir aí para Viana.

É triste ouvir isto, é triste ver receitas "esquecidas" e outras deitadas ao lixo à saída do Serviço de Urgência. É triste sabermos que, cada vez mais, os doentes abandonam medicação devido a problemas financeiros.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Coisas que imbecis dizem


"Qualquer dia querem que o líder parlamentar do PS ande de Clio."

Francisco Assis, ex-líder parlamentar do PS, 2013.


Ainda pesquisei pelo facebook deste senhor, mas não tive sorte. Gostaria de ter a oportunidade de lhe dizer:

Analisando (ou não) a situação grave em que se encontram milhares de famílias portuguesas, apraz-me dizer-lhe que, qualquer dia vão é querer que o senhor ande mas é a rasto, sua cavalgadura, seu imbecil.

Pronto, estou mais aliviado.

São estes os políticos que temos, que só se preocupam com as aparências. Se pensassem em andar de Clio, ou mesmo de transportes públicos, a aprovação e o respeito que não teriam de todos os portugueses.
Consultem a página criada no Facebook, para outros pormenores e para consulta dos soberbos comentários que por lá se escreve em Francisco Assis de Clio

terça-feira, 12 de março de 2013

Bora lá pessoal, despertar!!



Para mim os fenómenos não são os Justins Biebers, o Tony Carreira ou o CR7!
São sim, estes senhores, que ganharam um festival da canção pela originalidade, irreverência e inconformismo.
São estes senhores, porque representam o povo, lutam pelo povo e essencialmente trabalham para unir o povo!!
A estes sim, eu faço uma vénia, estes sim, são o verdadeiro fenómeno da nossa sociedade!
Continuem a luta pa! Não nos abandonem!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A "C R I S E" afecta os cuidados de saúde


Ao contrário do que o Ministro assegurava, a "Crise" afecta mesmo os cuidados de saúde, não tenham dúvidas disso. Ainda recentemente alertei para esta mesma situação (aqui), mas agora ainda estou mais convencido disso.
Há várias questões que se colocam, a principal é que a "Crise" nunca afectaria os cuidados de saúde se a gestão nos hospitais fosse adequada. Já por várias vezes temos falado disso no PDDSE, não fosse "administrador hospitalar" a etiqueta mais frequente no Blog. Resume-se ao simples facto de se gastar muito dinheiro no acessório e pouco no essencial e não se investir para acabar com aquilo que faz aumentar o gasto.
Deixemo-nos de economia e falemos de realidade...
A realidade é que com a "Crise", aparecem pela primeira vez as situações confrangedoras de processos super-lentos para renovação de contratos (que ainda não se sabe bem se vão ser renovados).
A realidade é que com a "Crise" o material de consumo clínico no hospital escasseia cada vez mais.
É lamentável ter vários doentes que necessitam de oxigenoterapia e ter que seleccionar alguns em detrimento de outros, porque as balas ou "botijas" de oxigénio esgotaram. 
É lamentável não ter um cobertor para um doente, porque (das duas uma) ou o serviço de distribuição é péssimo ou não há mesmo roupa.
É lamentável não ter uma seringa de 5cc
É lamentável não ter um plano duro
É lamentável...