quinta-feira, 22 de março de 2018

Greve 22 e 23 de Março - Para os que exigem União

Hoje é o primeiro dia de Greve de Enfermagem, deste ano de 2018.
Para memória futura, dia 22 e 23 de Março, greve decretada pelo SEP.
Acompanho pouco as páginas de Facebook de Enfermeiros, mas dá para perceber que há várias reacções a esta greve.

Há os que efectivamente vão fazer, porque não querem saber quem a decreta, estão sim é conectados às justificações de greve (que na parte final colarei) e revoltados pela passividade e desrespeito do governo. Felizmente esta será a grande maioria.
Há os que são anti-SEP e qualquer que seja a iniciativa, desde que seja do SEP, eles não estarão lá.
E há os que não fazem greve porque estão à espera que os sindicatos se unam. A minha reflexão vai para estes.

Compreendo perfeitamente o desejo, eu também gostava que houvesse união. Acredito que com união sindical talvez tenhamos uma força maior, mas já vimos que isso a curto/médio prazo não irá acontecer.
Já tivemos provas e mais provas que isso é inviável, eles não se entendem, eles desprezam-se. Como te podes unir a alguém que te ofende e que acima de tudo tem perspectivas dispares para a profissão?

Talvez quando as lideranças mudarem, talvez (e é um talvez muito remoto) haja união.

E vamos estar à espera (sentados) que isso aconteça ou vamos agir agora da mesma forma que se agiu nos últimos meses de 2017 ??
Ok, pedem união, mas se já com 2 sindicatos a união era difícil, o que será agora com 4 ??!! Vamos estar à espera que os 4 se unam??!!
Eu sou sócio do SEP, mas farei sempre uma greve de outro sindicato, desde que seja legal e desde que considere legítimas as reivindicações.

Por isso, ou continuamos em força, ou dispersámos... É esta a minha visão.



Pelo descongelamento das progressões com a contagem dos pontos justamente devidos, a todos os enfermeiros independentemente do tipo de contrato de trabalho.

Pela publicação imediata do IRCT aplicável aos CIT, no BTE, até à 1ª semana de março.

Pela contratação imediata, até 20 de março, de 500 enfermeiros.

Pela contratação de mais 1.000 enfermeiros entre abril e maio.

Pela ocupação integral dos 774 postos de trabalho colocados a concurso para as ARS.

Pela publicação dos avisos de abertura de concursos para a admissão pelas Instituições do Setor Público Administrativo até à 1ª quinzena de março, com o número de postos de trabalho acordados em 2017.

Pelo pagamento do suplemento remuneratório para enfermeiros especialistas em março, com efeitos a janeiro/2018.

Pela fixação do protocolo negocial relativo à revisão da Carreira de Enfermagem.

Pelo efetivo pagamento do trabalho extra/”horas a mais” em março e abril.

Pela obrigatoriedade do cumprimento da legislação sobre horários de trabalho, em todas as instituições.

Pela manutenção da missão das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) colocada em causa através da proposta de reconfiguração das URAP.

Pelo reforço dos meios das UCC e a concretização do compromisso para a discussão do plano de abertura de novas.

Pela harmonização das condições de trabalho e remuneratórias, entre os enfermeiros de todas as Unidades Funcionais, pelo pagamento regular dos incentivos financeiros nas USF modelo B e pela transição de maior número de USF modelo A a B.

Pela alteração da orientação do Ministério da Saúde relativa ao registo biométrico na consideração da organização, funcionamento e aspectos legais relativos às equipas de enfermagem.


Pela retoma do funcionamento da Comissão de Reforma da Saúde Pública, parada desde dezembro/2017, e da consequente continuidade do trabalho que estava em curso. 

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