terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Não gastes o nome da Assistente Operacional!




Todos nós enfermeiros deveríamos fazer um teste e contar quantas vezes ao longo de um turno, solicitamos algo à Assistente operacional (AO). Porventura será difícil contabilizar porque são imensas.. Depois disso fazer uma análise de quantas solicitações poderiam ou deveriam ter sido evitadas.
Não sou nenhum advogado das AOs, mas por vezes incomoda-me o abuso por parte de alguns colegas que são capazes de estar sentados, ver a AO ocupada com algo, mas mesmo assim sobrecarregá-la com mais uma tarefa, quando poderiam levantar o quadril e fazê-la. Há duas hipóteses, ou julgam (mal) que com essa atitude alguém que tenha o poder de mudança, repare e constate que de facto são necessárias mais AOs e concretiza a mudança, ou então nasceram em berço de ouro e julgam que há criadas.
Qual a dificuldade ou o problema de ir buscar um suporte de soros, de ir buscar um cobertor, uma almofada, ou um copo de água para o doente? Qual a dificuldade de colocar um urinol ou uma arrastadeira, quando a AO está indisponível no momento? De ajudar na alimentação, um doente com limitações físicas? Qual a dificuldade de ir buscar algo que nós próprios vamos utilizar?
Por vezes tenho a noção que há colegas que gastam o nome da AO.
Sei perfeitamente que somos enfermeiros e devemos fazer única e exclusivamente aquilo que à enfermagem diz respeito, mas há limites e há o bom senso. Sei que devemos  defender a admissão de mais AOs, mas não é desta forma que haveremos de o conseguir. As Aos podem-se queixar do excesso de trabalho, que não me parecem que tenham poder, por si só, de mudar os rácios. Começa pelos enfermeiros e médicos exigirem mais profissionais AOs. Compete aos gestores comprovar por A+B que é fundamental admitir mais AOs para o harmonioso funcionamento dos serviços e para evitar, acima de tudo, os tempos mortos à espera de uma AO ocupada. 
Miguel Sousa Tavares dizia e muito bem que os doentes não podiam exigir muito dos enfermeiros tendo em conta o que ganham, eu acrescento que nós também não podemos exigir muito de uma AO, tendo em conta o que ela ganha.
Estamos a falar de alguém que ganha pouco mais que o ordenado mínimo nacional, isto se trabalhar muitas horas nocturnas e executa um trabalho de elevada responsabilidade que requer formação específica, estamos a falar de alguém que num período de 8 horas tem que: lavar chão, desinfectar aparelhos, monitores, cadeiras, cadeirões, ajudar na alimentação de doentes, ajudar na higiene de doentes, servir de estafeta, limpar camas, fazer camas, levar arrastadeiras e urinóis, ajudar os doentes com a difícil tarefa de colocar arrastadeiras e urinóis, pô-los a lavar, ajudar na deslocação de doentes, limpar mesas, limpar bancas, limpar WCs, repor material, arrumar material, tratar dos lixos, preparar carros de higiene, limpar vómitos, preparar sistemas de aspiração, preparar tabuleiros de material, colaborar em técnicas de enfermagem, colaborar em situações de emergência, ajudar no posicionamento de doentes e de tempos a tempos efectuar as limpezas mais profundas, porque como sabemos, não pode estar limpo apenas o que está à vista, etc, etc..
Estamos a falar de alguém que não tem sob a sua responsabilidade 1 ou 2 doentes, tem 10, 20 ou 30. Sou da opinião que em determinados serviços e unidades, o triângulo de rácios de classes profissionais está invertido. Vejo AOs no vértice do triângulo quando deveriam estar na base.
Justo será dizer que também assisto ao oposto, serviços e unidades com AOs na base do triângulo, quando deveriam estar no vértice, mas isso já é assunto para outras dissertações.


(nota: referir o termo AO no masculino seria o mais correcto, mas não é o mais adaptado, porque apesar de desde há uns tempos a esta parte, começarem a aparecer AOs homens, esta classe profissional é maioritariamente feminina. Pelo menos na minha realidade deve rondar aí os 99%. De referir também que neste meu post excluo os maqueiros, porque apesar de serem AOs, são maqueiros.)

50 comentários:

  1. Na minha modesta opinião Portugal não necessita de mais médicos porque já apresenta um rácio acima da média, sendo que na enfermagem os valores usados para comparar rácios de enfermagem estão adulterados. Na grande parte dos países existe a figura do auxiliar de enfermagem que como se sabe não é enfermeiro nem AO, fica entre estes dois profissionais e tem algumas tarefas que em Portugal é o enfermeiro que executa, por exemplo fornecer medicação oral ao doente após o enfermeiro confirmar, alimentação por sonda, posicionamentos, higienes, etc. O que quero dizer com isto é que a pirâmide que fala além de se refletir no número de profissionais, também tem de se refletir no que cada profissional faz. Estudos apontam que em Portugal os enfermeiros poderiam assumir algumas "tarefas" médicas, visto que além de estarem preparados para isso e estar ao seu alcance nem que seja com alteração dos planos de formação ou formação extra, do mesmo modo também deveria ser fornecida mais competência aos AO ou implementar novamente os auxiliares de enfermagem em Portugal como anteriormente existiram. Isto libertaria os médicos para o que só eles exclusivamente podem fazer, assim como libertaria os enfermeiros para o que eles exclusivamente podem fazer e que realmente requer a sua formação superior, deixando as "tarefas" menos diferencias para os auxiliares de enfermagem (que em alguns países têm 1 ou 2 anos de formação). A questão é que a enfermagem aceitaria receber algumas "tarefas" médicas mas não vê com bons olhos deixar algumas "tarefas" para os AO ou auxiliares de enfermagem. Além disso, tem de pensar que o exposto também acontece com os enfermeiros, muitas vezes ocupados e mesmo assim continuam a ser solicitados pelos médicos, onde os médicos seguramente não o vão fazer. Pessoalmente sou defensor de um sistema deste género, onde os profissionais até auferem melhores vencimentos porque a base é feita de profissionais menos diferenciados mas mesmo assim com formação para as tarefas que lhes competem. Cumprimentos

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    1. Em parte até concordo com algumas ideias que aqui colocou,contudo,deixe-me lhe dizer que actualmente já algumas tarefas são efectuadas por AO's,tais como,fornecer medicação oral a doentes,regra geral os que têm mais dificuldade em a tomar por demora de mais tempo do que o normal,higienes e posicionamentos,assim como mudança de fraldas ou roupa das camas quando sujas,assim como as alimentações,porque nalguns casos até parece que alimentar o doente não faz parte da tarefa da enfermagem,e,como sabe nem o ordenado é superior por isso.
      Quero ressalvar aqui que não são todos que o fazem,mas uma maioria,e,actualmente mais,devido às novas tecnologias e redes sociais. Cumprimentos.

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    2. E os enfermeiros assumindo algumas "tarefas" médicas acabam por sobcarregar mais as AO certo!!!!

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    3. É de louvar este reconhecimento pelo trabalho das AO,em 24 anos de auxiliar é a 1ª vez que eu vejo tal reconhecimento,os meus agradecimentos e um bem haja para si.

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    4. Tenho 26 anos de serviço e meu ordenado são 518€ base.Deveriamos receber o mesmo. Porque trabalhamos pelo mesmo,para o utente...Grande bem haja às Assistentes Operacionais.

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    5. Concordo consigo na generalidade. No concreto defendo uma carreira de (Operacional Acção Clinica) ministrada em escolas de formação profissional com a duração de 12meses...abomino a destruição das carreiras a que fomos sujeitos...as empresas dependem da qualidade da competência e da formação dos seus quadros...claro que o salário inicial teria de ser superior ao SMN...

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    6. Estimada GMR, eu sou enfermeira; não é bem assim essa afirmação de que "na maior parte dos países" há auxiliares de enfermagem, nem se pode colocar a questão de forma tão simplista porque as realidades são muito dispares. Mas posso antever - e todos os que têm os olhos abertos também - o que se passaria em Portugal. Tal como no passado os auxiliares passariam a fazer o mesmo que os enfermeiros e a receber salário como auxiliares, depois os serviços PÚBLICOS deixavam de contratar enfermeiros no número devido para contratar auxiliares, para nem falar dos PRIVADOS que correriam para essa mina. Como a formação destes seria mais curta e barata - antes do 25 de Abril era de 18 meses, 3 anos para os enfermeiros - implicaria uma carreira NÃO SUPERIOR - a enfermagem andaria de cavalo para burro e o atendimento aos doentes também, convém recordar que todos somos usuários do SNS. E, para finalizar, os governos e os patrões ficariam deliciados com a divisão na área da enfermagem; pôr os funcionários uns contra os outros era o que fazia o fascismo com as carreiras: funcionário de 3º, de 2ª, de 1º, sub-chefe, chefe, auxiliar do chefe... deixemos os lirismos. Uma carreira única onde se vá progredindo conforme se queira ou possa - tive colegas que preferiram ficar como graduadas do que fazer concurso para chefes... faziam turnos e tinham menos chatices, ganhavam mais que a chefe - e em cada categoria da carreira um salário diferenciado e UMA CARGA FUNCIONAL também diferenciada. Um especialista é um especialista dentro da sua especialidade. MAS SÃO TODOS ENFERMEIROS. Auxiliares de enfermagem?? Isso é o sonho dourado dos patrões e dos governos que nem as leis actuais cumprem: dotações seguras, pagamento de horas, falsos recibos verdes, etc, etc Abre os olhos. Damiana

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  2. Sendo eu uma AO, agradeço-lhe desde já esta sua dissertação... porque tudo o que aqui disse é a realidade que conheço. Obrigada.

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  3. Sendo eu uma Ao não posso deixar passar em branco está verdade descrita em poucas palavras a realidade da minha profissão. Gostava de voltar as 35h podem não me dar mais ordenado isso não é o mais importante, mas a minha vida familiar notaria a diferença,contudo e porém quero salientar que já fui aux de acção médica tirei formação de 2 anos mas que na realidade só me serve pra ser Ao

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  4. Foi a mais pura verdade que pude ouvir nestes últimos tempos...toda a gente deveria pensar assim. Bem aja.

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  5. Fico feliz por alguém dar valor a essa tão importante carreira, que infelizmente tem sido esquecida....Bem haja.

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  6. Pois eu sou AO num Hospital Público e não ajudo na alimentação mas sim nós AO damos toda a alimentação aos doentes incluindo os que são alimentados por Sonda Naso gástrica ou PEG, também damos a terapêutica oral fornecida pelo enfermeiro, clisteres etc, colhemos produtos biológicos incluindo colheitas urinárias asséticas e registamo-las no sistema informático e fazemo-las chegar ao laboratório, prepara-mos todo material e colaboramos nas algaliações, vestimos e despimos muitas vezes sem superv. de enfermeiro doentes que ficam internados e quando têem alta médica,transportamos os doentes quase sempre sozinhos em macas sem ajuda ou supervisão do enfermeiro, ajuda-mos doentes a ir ao duche doentes que nem sequem deambulam, fazemos posisionamos de conforto e evitar ulceras de pressão aos doentes e fazemos glicémias capilares ou acetonúria, Fazemos as múmias algumas vezes sozinhos e transportamos os respetivos cadáveres á morgue sem que sejamos remunerados para tal. e muito mais. Pois somos mais que um AO= Cantoneiro , coveiro,varredor de ruas/lixo,barbeiro,pedreiro,calceteiro,etc Pois nós somos muito do que isso,queremos uma carreira própria que nos dignifique .

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    1. Obrigado a este Senhor Enfermeiro deviamos ter mais pessoas a defender esta categoria

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  7. Também sou Assistente Operacional na área da saúde. Senhor Guilherme do Carmo, como bom observador e bom profissional que é, a sua mensagem merece ser lida e devia ser enviada a alguns senhores gestores hospitalares.
    A certa altura, GMR ao comentar refere a necessidade de voltar a existir os "auxiliares de enfermagem". Então e os Técnicos Auxiliares de Saúde( Curso criado e aprovado pelo Ministério da Educação ) a quem se promete como saída profissional, trabalhar em estabelecimentos de saúde, que andam três anos a estudar. a estagiar em contexto de trabalho, após 3.100 horas de estudo e desejo de trabalhar, enrolam o diploma e continuam à espera que o Ministério da Saúde regulamente a sua profissão, a aprove e a implemente onde necessita!
    Basta de nos tratar, a todos os AO, como gente menor e sem preparação!

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    1. Julgo que os meus colegas enfermeiros estão a abusar e a arriscar serem despedidos com justa causa..

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  8. Como é bom ouvir falar da nossa categoria profissional. Com tanta afirmação. Bem haja.

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  9. Palavras sábias de quem vive e assiste a está pura realidade

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  10. Parabéns ao enfermeiro que teve grande humildade em relatar a realidade dos AOs!... Foi uma atitude muito nobre!... Que existem injustiças em relação aos enfermeiros, existem!... Mas o tema eram AOs!.. Obrigada SR.ENFERMEIRO!

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    1. Muito obrigado a este grande senhor enfermeiro pois eu também sou Ao mas poucas pessoas nos valorizam o nosso trabalho é muito exausto quando se chega no fim de um turno estamos tão cansadas que chegamos as nossas casas não conseguimos cuidar da nossa familia havia de haver alguém que defendesse a nossa classe.....

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  11. Parabéns ao enfermeiro que teve grande humildade em relatar a realidade dos AOs!... Foi uma atitude muito nobre!... Que existem injustiças em relação aos enfermeiros, existem!... Mas o tema eram AOs!.. Obrigada SR.ENFERMEIRO!

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  12. Parabéns ao enfermeiro que teve grande humildade em relatar a realidade dos AOs!... Foi uma atitude muito nobre!... Que existem injustiças em relação aos enfermeiros, existem!... Mas o tema eram AOs!.. Obrigada SR.ENFERMEIRO!

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  13. Ainda bem que reconhece o nosso trabalho e o nosso esforço físico e psicológico.Pois o que é relatado por si é a pura realidade das AO e nós temos um salário muito baixo para o trabalho que oferecemos e sempre com uma palavra de conforto ao utente em causa. Devemos de mudar estas atitudes e descriminações sobre as AO, porque tanto o trabalho de enfermagem como das AO são trabalhos que devem de ser feitos em equipa porque são ambos importantes para um bom atendimento e funcionamento ao utente. Muito obrigada por reconhecer o nosso esforço profissional.

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  14. Não me aprás dizer mais nada... Apenas um enorme Obrigado a este Grande Enermeiro que, com as suas palavras não só reconhece o nosso trabalho como dignifica o seu.
    Também eu sou AO num hpspital publico e vivo esta realidade diáriamente. Um bem haja a todos.

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  15. Enquanto os AO trabalham como uns desgraçado(a)s, existe serviços nomeadamente os de cirurgia e medicina onde os cus gordos passam o dia a comer e a beber na copa....

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    1. Esta dos c#$ gordos a comer e a beber na copa foi um excesso....pela boca morre o peixe!

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  16. Obrigada a kem escreveu este post!!! Realmente vendo estes comentários sinto me bem!!! Sou AO num hospital público na UCI e realmente ainda se encontram alguns enfermeiros assim, mas a maioria deles não!!! Já ajudam muito nas nossas tarefas e são compreensíveis quando estamos ocupados e não podemos nos deslocar ao doente com eles!!! Quanto aos rácios esta mais k correcto cá também se mota muita mas muita falta de AO!!! obrigada

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  17. Grande realidade!!!grande este senhor enfermeiro pelo valor que nos dá e que sabe realmente o que passamos diariamente e que por vezes na boca de muitos outros profissionais ainda nos dizem que não fazemos nada,mal pagos e mal agradecidos.em Inglaterra fazemos exatamente o que o Sr.enfermeiro falou,medicação oral,posicionamento,banhos etc.bem haja às pessoas que sabem o que somos e o que fazemos,trabalho árduo mas gratificante quando feito com amor.

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  18. Grata pelas suas palavras !!! cada vez estamos mais esqueçidos.... desvalorizados.........e desrepeitados nao falando no nosso vençimento............enfim .

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  19. Oh sr. enfermeiro, não quer pegar na esfregona e ajudar-me a lavar o chão? Não percebo quel é o problema e a dificuldade, não custa nada!
    Enquanto vai buscar o suporte de soros quem faz o seu trabalho que eventualmente surja? A AO? Enquanto vai lá quem vigia os seus doentes? Quem vê passar aquele doente que devia estar em repouso e que se estivesse sentado tinha visto passar? Ou aquela pieira que iniciou subitamente? A AO? Ou eu?
    Ao contrário do que disse, a AO não tem sob a sua responsabilidade doente algum. Como pode alguém sem formação nenhuma ser responsável por um doente? As AOs simplesmente não deveriam existir; eu para limpar o chão, tenho de ter formação especifica, o jardineiro tem de ter formação especifica, e as AOs, que lidam com pessoas, doentes não têm qualquer formação.
    A imagem do enfermeiro-bombeiro, do faz-tudo também não tem cabimento nenhum, o profissional que está ali a fazer algo tão indiferenciado como mudar uma fralda porque não há mais ninguém para o fazer para imediatamente a seguir, se não até concomitantemente identificar em edema agudo, ou uma qualquer outra situação emergente, ou outra das muitas actividades diferenciadas que os enfermeiros fazem, simplesmente não cabe nos tempos actuais. Não pomos o trolha a fazer projectos nem o engenheiro a acarretar cimento, não é que não o saiba fazer, o problema e as dificuldades não são esses.

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    1. Terias de ter era mais educação e não formação. A sua formação deve ser muito brilhante. " Queimei pestanas logo sou o maior da minha aldeia". Eu sou engenheiro de maquinas marítimas e tenho as pestanas todas. Tenha vergonha do que escreve e já que não dá valor aos outros dê a si mesmo.

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    2. Zero a esquerda. E se queres falar de habilitações literárias, sou Engenheiro de Maquinas Marítimas antes que comece com o " queimei as pestanas logo sou a maior la da aldeia".Deve ser a vergonha da enfermagem

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    3. A senhora que se identifica como sra. da limpeza deveria ter vergonha em proferir tal discurso!!! Sou AO e em termos de habilitações literárias e formação profissional terei mais que muito boa gente que está a ocupar postos de trabalho sem competência para tal.... muitas das quais através da famosa cunha!!! Posso assegurar que presentemente devido ao elevado nº desemprego encontram-se a desempenhar a função de AO muitos profissionais com cursos superiores.É de lamentar que sujam comentários como o de esta senhora que só denota uma profunda ignorância relativamente à profissão.

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    4. Tenho duas palavras para a descrever: Ignorante
      e mal Formada!!

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    5. Enfermeiros? Isso devia ser um curso profissiinal, desculpem lá!

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    6. A Sehora ou o senhor enfermeiro é sem dúvida um profissional frustrado que acha que por ter um curso que é superior a todos.

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    7. "Algo tão indiferenciado como por uma fralda." Por essa ordem de ideias, colocar um urinol, uma arrastadeira ou dar de comer a um doente são coisas "indiferenciadas" e não passiveis de ser efectuadas por um enfermeiro. Então quando a senhora da limpeza cair no chão que acabou de limpar e fraturar a anca, não se incomoda que o Assistente Operacional lhe coloque a arrastadeira ou lhe mude a fralda, correcto?Esse mesmo assistente que diz a senhora, não tem formação nenhuma. Não se vai a senhora incomodar, quando não conseguir comer por si, que o assistente faça algo tão indiferenciado como lhe dar de comer, e quando se engasgar, não se incomoda que o assistente continue a empurrar comida para a boca, pois não? A sua ignorância (e possivelmente irresponsabilidade) é dramaticamente assustadora. É por causa de pessoas como você, que há a guerrinha que há. E a falta de trabalho de equipa. Enquanto continuar a ver enfermeiros sentados 6 horas num turno de 8, com doentes quase a cair da maca, mas que só sabem carregar na campainha para chamar o assistente, continuarei a desprezar essas pessoas, desejando que tenham de dar entrada num hospital...Num outro que não o local onde trabalham, para que sintam no corpo o que é ser tratado por pessoas assim.

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  20. Não sei como ainda há alguns comentários tão reles.
    Afirmar que a assistente operacional não tem qualquer tipo de formação é não estar neste planeta.
    Não compreendo o porquê de as assistentes operacionais terem que ter formação, entre as quais,o suporte básico de vida.
    Sabem mais, em tempos que já lá vão, procurem saber quem mais "chumbava" nesta formação. Eram aqueles que dizem que têm a tal formação que a assistente operacional não tem.
    Não sei o por quê de tanta exigência no número de assistentes operacionais por turno? será para fazerem chã para os profissionais?
    Questionem os doentes que passam alguns dias na cama de uma enfermaria sobre o valor da assistente operacional.
    Sei que as assistentes operacionais nunca são referenciadas como elemento de uma equipa multidisciplinar, mas, quando não estão presentes logo se nota a sua falta, penso que não será só para pôr a arrastadeira, pois então os doentes não fariam outra coisa senão defecar.
    Assumam, seus ignorantes, de uma vez por todas que nenhum serviço do hospital funcionaria sem a assistente operacional.
    Tenho reparado que muitas vezes a palavra amiga para com o doente é da assistente operacional.
    A palavra de outros profissionais de saúde, felizmente não todos, é o computador, que mais não seja para verem as notícias.

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  21. Sou A.A.M.numa UCCI,somos nós q fazemos a higiéne,damos a alimentação e fazemos os posicionamentos de conforto sem a ajuda dos enfermeiros. Muitos de les nem os conhecem porque só lá vão pra lhes dar a medicação,por isso somos nós as auxiliares que estamos atentas a uma qualquer alteração do utente.Somos parte da equipa multidisciplinar,mas o nosso trabalho nunca é valorizado. Somos "pau para toda a obra" e ainda temos q levar com o mau humor dos enfermeiros porque já vêem cansados para o trabalho(muitos deles têm 2 e 3 trabalhos) e o q nós temos com isso?

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  22. Vocês não vêem que essa senhora da limpeza é mais um enfermeiro frustrado que se esconde atras desse nome!! Reparem que uma pessoa de limpeza não fala com aqueles termos...a não ser que seja enfermeira.

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  23. Essa senhora da limpeza é mais um enf frustrado...

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  24. Bem aja à pessoa que escreveu este texto!... Sabe bem o que se passa dentro dum hospital. Onde as AUX.agora AO são pau para toda a obra e de algo não funcionou bem a culpa foi da AO.

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  25. Sei bem o que é isso, e se nós Aos respondermos, ainda nos dizem que somos mal educados, por isso adoptei um sistema entro mudo e sai calado e digo-vos colegas os senhores enfermeiros não me chateiam metade.

    Trabalho numa Urgência caótica onde há falta de tudo e a maior parte dos recursos são gastos em doentes internados na Urgencia onde tem a lata de dizer que não existe.

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  26. Em primeiro de tudo,é de louvar este reconhecimento por parte de um profissional de enfermagem, referente ao AO. Começo por por em questão o próprio termo AO, visto que eu tenho o curso de técnico Auxiliar de Saúde, que tive de andar 13 meses a estudar para isso, sendo o próprio estado a patrocinar o dito curso, e depois nos remete para uma carreira de ASSISTENTE OPERACIONAL PAU PARA TODA A COLHER, que deste modo dá asas às chefias de fazer de nós os criados e escravos do século XXI. Na realidade não basta já termos de prover o bem estar do doente, sim porque é nós que de certo modo é exigido o acompanhamento mais humanizado para com o doente, pois somos nós que passamos 80% do tempo com ele, que escutamos as duas dores, os seus desabafos, por vezes as suas manias, e os seus azedumes, como também por falta dos tais colegas que deveriam ser admitidos, temos de fazer turnos duplos de 14 horas e não raramente em dias seguidos, algo só admissível, no tempo da outra senhora ou seja antes do 25 de Abril, retrocedemos umas 5 décadas, Portugal em vez de andar para a frente é como o caranguejo, anda para trás. Infelizmente nas profissões acima das nossas existe muito profissional que se julga por ter tirado um curso superior, que é superior como o próprio termo indica superior a nós, e imensas vezes, desculpando os de bom profissionalismo os vemos entretidos no facebook nos seus telemóveis, e quando solicitados, fazem esperar os doentes, desculpando a posterior, que o AO não o chamou atempadamente, ou então chama o mesmo para levar algo, que ele próprio o podia fazer, estando muitas das vezes a milímetros do artigo em causa, que por exemplo um urinol, não sou adepto de trocas dos papeis como por vezes alguns AO também o fazem, mas a esses os tais superiores os remetem logo para a sua categoria, ao contrário, ai de nós por em causa o trabalho de um enfermeiro, que muitas das vezes presenciamos, muitas más práticas, enfim, sem querer entrar numa guerra aberta com estas classes, direi que urge uma real união de todos este profissionais, para por os gestores em sentido, de forma a que os orçamentos de cada unidade se reflicta nas reais condições que são necessárias, para uma boa saúde para os profissionais que trabalham nela, e por certo a tal humanização dos cuidados de saúde para com o doente será uma realidade evidente, sem precisarem de gastar dinheiro em campanhas de markting irrealista, quando fazem que estes profissionais trabalhem o dobro das horas, e com pagamentos direi quase ultrajantes para a condição humana que todos nós temos, sendo que o AO aufere mesmo o ordenado mínimo, nem mais nem menos, o mesmo que qualquer profissão, que não tem a responsabilidade de cuidar de pessoas, por vezes da vida dessas mesmas, com a agravante de nem ser considerado uma profissão de risco, pois lidamos todos os dias com doentes, que só ao fim de muitos dias é que ficamos a saber, muitas das vezes, em conversas paralelas, que doente x ou y tem uma doença altamente contagiosa, claro que dirão aqui, que os cuidados a ter serão devem ser idênticos para todos, é verdade isso, mas a diferença é que se fossemos ao rigor desse tema, teria-mos as chefias e os gestores à perna, pelo gasto exagerado de material, como se diz na gíria Portuguesa "preso por ter cão e preso por não o ter", na realidade comprovar uma doença, que possa apanhar nestes serviços é bem mais complicado, e mais fácil de lidar, por isso deixem lá o material em paz!!.

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  27. E depois de ler tudo o que foi aqui escrito,tenho a dizer que sim, é verdade que muitos enfermeiros/as se põem a jeito por delegarem as suas funções em AO's e que muitos/as AO's deviam ser despedidos/as por passarem o tempo a dar à língua e os enfermeiros/as terem que executar funções dos/as AO's porque evapora em horas cruciais... e acrescento que não nasci em berço de ouro e não tenho comichões por ter que pôr uma arrastadeira ou fazer outra coisa que não seja minha função.

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  28. Nem a enfermagem é considerada profissão de risco!!!

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    1. No que toca a profissão de risco, é claro e subentendido, que todos estamos no mesmo barco, até no dito valor monetário que os enfermeiros recebem, pois em comparação com outros da mesma categoria em outros Países, considero que existem diferenças discrepantes, até porque os cursos de enfermagem feitos em portugal, estão considerados dos melhores, e isso reflecte-se na ótima aceitação dos mesmos no estrangeiro, mas é necessário afirmar que, os Técnicos Auxiliares de Saúde, vulgo AO, é também bem recompensado nesses ditos Países mais evoluídos, pois lhes reconhecem um valor acrescido, e sendo bem orientados, com uma real entre-ajuda do resto da equipa multidisciplinar de saúde, as vantagens para todos são enormes, e de certo modo até retira determinadas sobrecargas que são impostas aos enfermeiros, dando-lhes tempo e qualidade, para que possam desenvolver aquilo para que foram contratados. Mas isso só seria possível se estes profissionais deixassem de ser Assistente Operacionais e sim os verdadeiros Técnicos Auxiliares de Saúde, em que a sua principal função, seria como a sua base formativa bem indica Auxiliares dos enfermeiros e ai sim teríamos uma verdadeira equipa centrada nas necessidades do Utente/Doente/Cliente. deixando todo o resto, dos serviços extras que estes profissionais também tem de executar para uma outra categoria de não menos importantes profissionais, mas que pela inerência de formação ou de oportunidades, estão nessas funções.

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    2. Estimado Adão, deixe-me acrescentar: todos os trabalhadores e os da Saúde mais, deveriam ser pagos dentro do princípio da justiça social; o que se passa, em Portugal, que é o que nos interessa, é que tanto o Estado como os Privados pagam o menos possível com um mínimo possível de condições de trabalho a começar pelo número de profissionais por turno - tanto a Enfermeiros como aos AO.
      Qual a questão fundamental ? Os AO, ou Auxiliares de Ação Médica, ou Técnicos Auxiliares, ou o nome que lhes ponham têm que ter UMA CARGA FUNCIONAL DEFINIDA tal como os Enfermeiros, ora eles nem CARREIRA têm, que eu saiba, como podem ter CARGA FUNCIONAL ? E, por isso, andamos aqui com a discussão bizantina de quem faz o quê numa enfermaria e, de vez em quando, aparece uma alma iluminada, que não sabe o que diz, a defender que devia haver, outra vez, Auxiliares de Enfermagem!
      É delirante ler aqui alguns comentários sobre o tema "eu faço isto, eu faço aquilo", nem me vou meter nisso; só uma história para refletirem: num serviço de Medicina Interna uma AO deu de comer a um doente consciente mas velhote e já com limitações cognitivas - todos lá chegaremos - um copinho de leite e uma torradinha, embora tivesse um cartão na cabeceira a dizer que estava em jejum, mas o dito cartão tinha caído e a AO não o viu. Resultado: não aconteceu nada porque o jejum era para endoscopia alta, teve que ser adiada para a tarde, mas a Enfermeira, não a AO, levou uma desanda monumental. Moral da história: a Enfermeira tinha que atender a 50 coisas ao mesmo tempo, como em todas as Medicinas, e a AO estava "habituada" a dar alimentação. Com DOTAÇÕES SEGURAS em termos de Enfermeiros e CARGA FUNCIONAL DEFINIDA para os AO nada disto se teria passado. Damiana.

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