segunda-feira, 14 de abril de 2014

Fico alarmado com o poder das chefias...


Olá amigos! Voltei! É que com esta história das 40 horas não tenho tempo para nada... e o Blog fica para 4º ou 5º plano infelizmente.

Outro dia ao vestir a farda reparei na verdade desta etiqueta, se por um lado tem a sua piada, tem o seu "quê" de alarmante também. 
Não sei porque razão mas veio-me logo à cabeça o colega que contra sua vontade, foi empurrado do seu serviço, a Unidade de Cuidados Intensivos, para o Serviço de Urgência.
Consta que a chefia o apontava como um elemento "destabilizador" da equipa, alguém inconveniente para o harmonioso funcionamento da UCI. 
O mais curioso é que toda a equipa gostava deste elemento, tanto gostava que vários foram defendê-lo, procurando dessa forma dissuadir a decisão da enfermeira-chefe. 
Esta estaria irredutível, era irreversível! 
Nem o "diálogo", aquele que deveria ser o pressuposto básico de uma chefia, foi considerado. Nem a "nova oportunidade", mesmo que não tivesse qualquer sentido ou justificação, foi considerada.
Era e é um colega conhecido por ser defensor dos direitos laborais dos enfermeiros, reivindicativo quando tal o exigia e talvez por isso, inconveniente.
Fico alarmado com o poder das chefias... e chego à conclusão que o autor da etiqueta é que deve ter razão
Ponham-se finos ou qualquer dia estão na Esterilização!

35 comentários:

  1. E que tal mandar a Sra. Enf. Chefe recambiada para outro serviço por criara verdadeiro mau ambiente? Ah, esperem, isso já não é exequível. Infelizmente temos de lidar com este tipo de gente. Só sinto um bocado de vergonha por nem para nós sermos bons.

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    1. Esta Senhora enfermeira chefe agora com à nova Direção já se vai por na linha. A UCI e a UP tem é que ficar certificadas e só á dois enfermeiros(as) capazes!

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  2. Se isso so acontece-se nos intensivos seria uma festa, olhem em volta e vejam o que se esta a passar

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  3. É de lamentar que isto aconteça, por isso que os chefes tb deviam ser avaliados pelos pelos enfermeiros que chefiam e a equipa ter o poder de os recambiar se não fossem competentes em vez de os ter que " aturar" ate se reformarem....ate parece que nao são enfermeiros!!

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  4. A realidade de muitos serviços... E quem abre a boca é que se lixa...

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  5. Sou chefe mas tenho muito receio da grandeza do poder imenso dos Enfermeiros chefes...
    O poder do Enfermeiro chefe não passa só pelas decisões acima descritas. O Enfermeiro chefe controla, tem nas suas mãos e influencia algumas decisões terapêuticas para os utentes; a vida social, familiar e económica (através das escalas horárias) dos enfermeiros e das Assistentes Operacionais... é muita responsabilidade mas sobretudo é muito PODER!!!

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    1. Completamente de acordo!..Pena que nem todas as chefias tenham essa visão!...E de forma inata o PODER sobe à cabeça e muitas vezes os mais prejudicados são aqueles que mais dão ao serviço e nem a boca podem abrir senão saem "lixados"!...Muitas vezes também nõ sabem lidar com esse "PODER" nem para se chatear!....Amigos, favores e os outros que se lixem!...Parabéns por ter a noção da responsabilidade que tem de do "mal" que pode causar!Nunca perca isso de vista!...

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    2. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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    3. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  6. Olá a todos,
    Pela minha parte fico cada vez mais admirado e impressionado com os blogueiros visionários que por aqui passam. Mas vamos por partes:
    Há aproximadamente ano e meio, julgo eu, mas o Guilherme poderá confirmar, alguém por estas bandas rematava certeiramente que o Serviço de Obstetrícia ia fechar. Apenas pecou por defeito porque com a publicação da Portaria da semana passada, não vai, seguramente apenas este. Há outros onde também já podem pegar nas trouxas e ir dormir com a família.
    Bem o merecem ao fim de todos estes anos a ganhar dinheiro a roncar.
    O mesmo ou então outro “residente”, será resistente? Por estas bandas, alertava para aquele celebre estudo com o apelativo e sugestivo lema “Vamos ser todos ULSAM”. Lembram-se?! Resultados espantosos seguramente nos custos para a ULSAM.
    Ah se não me lembro daquela célebre empresa apresentada com pompa e circunstância (dizem que só faltou o Ministro por uma questão de agenda) com a patente de “in saias clínicas”!!

    Chefias! É de loucos.
    Mais uma vez vamos por partes. Lembram-se daquele Departamento que apenas tinha uma gestora?! Julgo que todos tem presente que foi atribuído a uma outra que já tinha dois! Certo? Resumidamente ficou com três. Já agora, alguém andava no faz de conta, ou não?

    Entretanto, de empurrão em empurrão, lá vai uma da Urgência para a Consulta e desta arreou bagagens no ponto mais esquinado do hospital.

    Para o lugar dela na Consulta Externa foram nomeados não um mas dois, e ao que por aí se diz o ambiente é de guerrilha. Juravam há dias na varanda do três que já iam fazer um romeiro à Senhora do Minho. Sinceramente, não sei se me inscreva. Mas se as rezas forem extensíveis ao enfermeiro que foi para a urgência, vou fazê-lo certamente.

    Lesto e manhoso lá anda o gestor da urgência mas agora a dizer por aí que já foi convidado para adjunto do novo enfermeiro diretor. Certamente, para dar uma mãozinha à tal enfermeira chefe, seguramente de etiqueta ao peito “Somos, realmente uma ........... Que raio, será que se dá com todos!

    Será que alguém tem dúvidas de tão eficiente gestão! Vá lá durmam descansados podem mudar a etiqueta mas o cheiro será o mesmo!

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    1. A tal gestora que não queria e que não ia continuar. O exponente da incompetência! Deus queira que todos os erros sejam achados, nomeadamente no que à Farmácia se refere.

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  7. Concordo que o poder das chefias é por vezes muito mal usado (infelizmente)...

    Contudo a sua frase de abertura do artigo também ela é deveras infeliz:

    "Olá amigos! Voltei! É que com esta história das 40 horas não tenho tempo para nada... e o Blog fica para 4º ou 5º plano infelizmente."

    Coitadinhos...
    Então e os restantes Portugueses do sector privado que trabalham, e desde sempre trabalharam, 40 horas?
    Esses então nunca tiveram tempo para nada, será???
    Acabou-se essa palhaçada das 35h e bem!
    É uma entre muitas outras idiotices do sector público que não têm nem nunca tiveram nexo nenhum (tal como as ADSE's e etc, etc, etc).
    Lá porque trabalham para o estado são mais (ou menos) que os outros, é?
    Mais uma das parvoíces de um país onde prevalecem Portugueses de primeira e de segunda.

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    1. Achei que não devia responder, mas é mais forte que eu.
      Será que se pode poder fazer um desabafo relativamente às 40h? Da minha vida sei eu, e sei que com as 40h tenho que triar as prioridades que tenho na minha vida. Eu não estou a falar dos restantes portugueses, nem a discutir se as 40h é justo ou injusto pra quem quer que seja. Mas desde já lhe digo, que não concordo com as 40h para ninguem, quem quer que seja, do sector publico ou privado e muito menos para profissionais de saude, como os enfermeiros, profissao de desgaste rápido, tem conhecimento disso pelo menos? Também não é nada de bom tom, apreciar o facto de os outros terem passado a gramar algo que já gramavamos há muito e que é indesejado. É tipo: "olha eu estou na merda, mas tu também vais estar" é por essa filosofia que não andamos pra frente

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    2. Não se trata de uns estarem na merda e outros deixarem de estar porque na merda estamos todos, salvo raras excepções.
      Claro que pode desabafar! Não me viu certamente referir que concordo com uma jornada laboral de 40h, contudo concordo que devemos todos trabalhar mediante a mesma batuta.
      Durante anos vi a função pública gozar de privilégios e regalias sendo que seria mais que previsível que mais ano, menos ano, essas acabariam por se extinguir.
      Vejo manifestações e protestos de certos sectores a reclamar direitos adquiridos, muitos deles logo após o 25 de Abril, que muito simplesmente não se encaixam mais nos dias que correm e quando tantos esforços se pedem aos portugueses, vêm meia-dúzia reclamar mimos…
      E a culpa da crise é da função pública? Não. Contudo possamos entender que é tempo de terminar com certas benesses dado os dias de dificuldade que atravessamos.
      Concordo que precise triar as suas prioridades e é lógico que o faça porque todos nós o fazemos. Tal como concordo que, a ser aumentada a carga horária de 35 para 40h, deveriam vós receber as 5h adicionais uma vez que o vosso vencimento era calculado com base numa jornada de 35h e assim sendo estão neste momento a trabalhar mais 5h gratuitamente.
      Refere ainda que ser enfermeiro é uma profissão desgastante.
      Pois bem, não discordando, certamente concordará comigo que não será a única.
      Por mera informação, eu sou Gestor de Tráfego numa empresa de transportes rodoviários (TIR) e tenho a meu cargo um considerável número de viaturas que me requerem atenção e monitorização constantes. Enquanto muitos chegam a casa ao final do dia e pressionam o botão do trabalho para off, o meu continua sempre em standby e não são raras as vezes que me ligam (porque o telemóvel está ligado 24h/7), e algumas delas estou já a dormir, para resolver isto ou aquilo porque alguém precisa de assistência ou ajuda. Se somar todos esses minutinhos facilmente extrapulo as 50h semanais de trabalho, e não me pagam mais por isso porque faz parte do ofício.
      Tenho perfeita noção do desgaste a que a vossa profissão é sujeita dado a minha companheira ser também enfermeira e estou perfeitamente a par de todos os estudos que o Sr. possa ter conhecimento.
      Não me regozijo com o facto de ninguém gramar seja com o que for, simplesmente que sejamos todos iguais pois assim andaremos todos para a frente.

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    3. Meu caro acho que a ULSAM o deve contratar pois precisa de um verdadeiro gestor de frota, porque o que por lá anda é um verdadeiro gestor de fretes!.....

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    4. Verdade companheiro bloguista. Como pode haver no Hospital de Viana um serviço que se chama Neonatologia com dias sem um único utente e todo o pessoal ali a mamar!

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    5. então agora já estaremos de acordo! Apesar de achar incorrecta a forma como abordou a questão inicialmente... no 1º comentário.
      Muitos já trabalhavam de facto as 40h ou mais, há muito tempo, mas eram pagos em conformidade! Agora os enfermeiros e poucos mais, passaram a trabalhar mais 5h de forma gratuita como muito bem, diz. Pior ainda! Passaram a trabalhar mais horas e a receber bem menos! Muitos conseguiram contornar essa questão das 40h, mas nós os enfermeiros somos os verdadeiros tansos!

      O serviço de Neonatologia, Pediatria e Obstetricia correm de facto riscos de fechar! Será um tema de discussão futuramente. A situação é mais grave no primeiro serviço referido, quando tem 0 ou pouco mais que isso crianças/bebés internados e dão-se ao luxo de recusar internamentos de crianças que necessitariam de cuidados intensivos

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    6. Concordo que posso não ter tido a melhor abordagem, contudo como vê não sou cego ao ponto de não querer ver.
      Sei e compreendo que é injusta muita coisa que se vai passando, e vejo na folha de pagamento (cada vez mais curta) da minha companheira muitas coisas que realmente só podem revoltar a classe.
      Pelos vistos, e pelas palavras do Sr. Passos, a coisa ainda está para durar...
      Resta ter mais daquilo sobre o que versa a música de Lenine:

      https://www.youtube.com/watch?v=9X-hhzu0riw

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    7. trabalho nesse hospital e quem me dera fazer as 40 horas!
      quando tinha horário de 35 já as fazia, com o de 40, faço 50!

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  8. O problema não está seguramente nas chefias de forma exclusiva...o que se passa na enfermagem passa-se em muitas outras àreas são os sinais de um país que temos e que por responsabilidade do nosso voto acabamos por pagar esta fatura. Casa onde não há pão todos ralham e ninguem tem razão. Lembram-se se tiverem idade para isso do que foram as chefias de enfermagem ao longo dos anos em que a Enfermagem foi crescendo? Hoje faltam ideais e sobejam oportunistas e afins. Bom trabalho Srs Enfermeiros em qual quer sitio que se encontrem, na UCI, no SU, na Vmer......

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  9. Excelências,

    Ditou-me a sorte e o infortúnio que nascesse nos contrafortes da Serra da Peneda, mais precisamente no lugar da Seara da Freguesia de Castro Laboreiro.

    A sorte permitiu-me que cedo abalasse encostas abaixo e “a salto” descesse a Entrimo, por carreiros que anos de pastorícia me tinham ensinado, subisse as encostas de Bande até criar raízes em terras Galegas, onde, desde há anos sou benificiário do “SERGAS”, que em nada enferma das maleitas do SNS, das bandas de lá do Lima.

    O infortúnio, de ter deixado a minha querida mãe, que já conta mais de oitenta e cinco Primaveras, nas varandas da Corga dos Enforcados a 150 quilómetros da capital do Distrito.

    Mas nem a sorte de poder respirar os ares da serra, o cheiro das urzes e das carrascas, preveniram as cicatrizes que as amarguras da vida e os anos de solidão deixaram na minha mãe. A dor de ter de ver partir os seus oito filhos, a solidão e a incerteza de poder ver regressar os netos a este País que teima em cavar sepulturas em vez de alicerçar Maternidades, quase a mataram.

    O infortúnio de ter que suportar as mazelas que os anos trazem aos seios que deram de mamar aos oito filhos que a custo criou, e que agora os Médicos lhas palpam com a força, que nenhum dos mais esfomeados e irrequietos dos seus pupilos o tinha feito.

    Foi então num vaivém entre Castro e “Biana”, que lhe disseram, lá no hospital, que tinha uns “caroços” nos seios, que a obrigavam a ir fazer uns exames ao Porto.

    Ao Porto senhor doutor, perguntava a minha pobre mãe, com tanto de assustada quanto de incrédula. Sim minha senhora respondia educadamente o médico. Mas vocês aqui não fazem senhor doutor? É que eu nunca fui ao Porto. Retorquia a minha mãe.

    Com paciência pouco habitual lá foi dizendo o médico. Só no Porto minha Senhora; tem que ser no Porto.

    Excelências;

    Castro Laboreiro fica a 250 quilómetros do Porto, sendo que a viagem mais próxima é com parte do percurso em estradas Galegas! Na melhor das hipóteses a viagem, ida e volta, demora cinco horas. A idade da minha mãe e de outras mães do Distrito de Viana do Castelo, já não suportam os abalos que as centenas de curvas e de euros que nos separam do Porto.

    Senhoras e Senhores Deputados da Nação;

    Rogo-vos em nome da minha mãe e de outras mães do Distrito de Viana do Castelo, pois julgo que tal nobre apelo, por tão nobre causa, me perdoam deste altivo impulso, que perguntem a quem, o direito de o fazer Vos assiste:

    Qual a razão dos habitantes de Viana do Castelo, Mulheres e Homens se de deslocarem ao Porto para fazer exames radiológicos?

    Existem ou não meios técnicos no Distrito para dar uma resposta a esta situação?

    Que fundamentos justificam tão violentos sacrifícios e avultados custos?

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    1. Boa noite, o seu comentário deixou-me sem palavras... irei divulgar como post principal, obrigado. Quanto às suas perguntas, gostaria de ter respostas, mas infelizmente não as tenho

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    2. Eu pessoalmente quero aqui lançar um desafio, particular, a todos os residentes do Distrito de Viana do Castelo que tenham acesso a este post, Homens e Mulheres; Pais e Filhos, a coragem de o divulgar nas redes sociais. Copiem e coloquem no mural da Vossa página contra uma moral que não existe.

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  10. boa noite
    Trabalho num serviço central de esterilização. E ofende-me a sugestão (ou afirmação) de que a esterilização é um castigo. Estou lá por opção. Porque quero que os utentes da minha instituição tenham os melhores cuidados e disso faz parte a atenção com os dispositivos médicos que são usados na prestação de cuidados. É certo que antigamente a esterilização foi serviço para os "coxos", "analfabetos" o ainda para os "coitadinhos". Não sei quando foi a última vez que verificaram mas já não é assim... Falo pelo meu serviço do qual me orgulho e claro que não posso falar pelas cabeças de quem continua a pensar nos serviços de esterilização como eram há 50 anos!!
    Experimentem a passar umas horas a ver como lá se trabalha! Lá por ser um trabalho de "bastidores" não é menos importante... Pensem como funcionariam se o Serviço de esterilização do vosso Hospital fechasse!
    E, por favor, não falem mal. Tem demorado tempo demais a haver reconhecimento pelos profissionais dos serviços de esterilização. Em todo o lado Há bons e maus profissionais e não adianta denegrir serviços inteiros só porque sim.
    É a primeira vez que participo num blog deste tema. Nunca o fiz porque sempre senti que estamos demasiado ocupados em guerrinhas a maior parte das vezes sem grande sentido. O comentário que li (veio-me parar à mão por acaso) obrigou-me a participar pela injustiça que senti ao ler a referência à esterilização como castigo. Mais do que injustiça, sinto uma grande tristeza pela ignorância instalada (que não tem motivo de existir além da pequenez de raciocínio) sobre um serviço sem o qual os hospitais paravam...

    Fiquem bem!

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    1. Não foi minha intenção denegrir a imagem de quem trabalha na esterelização. Sei perfeitamente que quem desempenha lá funções, terá que ser extremamente competente e responsável, pois trata-se de um serviço fulcral sem dúvida alguma. Isto trata-se de um artigo de opinião de uma pessoa e a minha opinião, por muito que lhe possa custar, é que, se eu fosse alguma vez trabalhar para a esterilização, seria efectivamente por castigo, ou então é porque estava desesperado por ganhar mais dinheiro, pois como soube, um enfermeiro pode ganhar bem mais na esterelização do que num outro qualquer serviço (Sigics). Compreendo perfeitamente que possa ser desconfortavel, para quem lá trabalha, ler o que escrevi, mas decerto compreenderá que para aqueles enfermeiros que gostam de estar junto do doente, ir para a esterelização, seria um castigo.

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    2. Não sei o que se passa noutros hospitais, mas tanto quanto sei, o pagamento dos SIGICS só é feito ao pessoal que trabalha nos blocos...
      Por mim, nunca recebi nada referente a esse tipo de situações, nem tenho conhecimento que recebam qualquer coisa a mais nos serviços de internamento.
      E aceite a sugestão: visite uma Central de Esterilização... é uma outra forma de se estar perto dos Doentes!

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  11. Toda a gente fala dos problemas dos enfermeiros em relação ás chefias,a ser uma profissão de desgaste, etc...não deixo de lhes dar razão,a meu ver não são valorizados tanto quanto merecem ! Mas gostava de ver aqui também mencionado qualquer coisa que dignificasse os assistentes operacionais , mas isso não acontece porque coitados deles são submissos a todas as classes acima...será que não é desgastante pra eles também ?

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    1. ola
      este blog aborda frequentemente assuntos relacionados com os assistentes operacionais. Convido a consultar as etiquetas na barra lateral direita e clicar na etiqueta "assistentes operacionais" e "auxiliares"

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    2. Tenho sido uma de muitas a falar sobre os assistentes operacionais. Se não tem visto é porque não quer ou não lhe interessa. Reconheço que há excelentes assistentes operacionais na nossa instituição, não exclusivamente nesse serviço. Mas deixem-me dizer, já passei por vários hospitais, no nosso hospital há tão fracos assistentes operacionais, tudo isto no que se refere a produtividade sem falar na assiduidade. São baixas atrás de baixas. Agora chegou a paranóia dos serviços moderados. Ninguém tem pulso nesta epidemia, ao menos fossem todas com justa causa. É só lembrar-me que dei um mau jeito a pegar num doente e lá vou eu meses para casa encantada da vida e as minhas colegas que aguentem. Por favor, vejam o que se está a passar. Não imagino as dificuldades que um chefe terá em fazer um horário. Até uma chefa está há meses em casa de baixa por ter feito umas cócegas a uma maca, mas segundo me disseram o relatório relatado por ela do acidente nem o médico que a assistiu o fez tão completo. O mais grave é que no hospital anda tudo a morrer, fora do hospital dão saltos e pinotes, mas quando passam na rua por alguém do hospital andam todos tortos. Mérito seja dado aos que trabalham com dignidade, por vezes com prejuízo familiar, agora a esses corram com eles.

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  12. Quem fala do serviço central de esterilização como castigo de certo que tem uma grande iliteracia nesta matéria. Lamentavelmente ainda há CA, enfermeiros diretores e muitos muitos chefes ainda a menosprezar os profissionais deste serviço. O conhecimento dos AO deste serviço quer no conhecimento técnico como teórico é muito superior á maioria dos enfermeiros ,médicos e técnicos e de certo do colega também que se calhar nunca entrou num serviço central de esterilização o possivelmente desconhece o que se faz neste serviço. Respeite este serviço que é o coração do hospital, sem DM esterilizados as cirurgias não se fazem mas se o hospital não tiver roupa pode-se pedir aos familiares assim como a alimentação e a medicação agora experimente pedir aos familiares dispositivos esterilizados para operar...pense no assunto !

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  13. Daqui a algum tempo o colega que foi colocado no SU vai agradecer esta transferencia. Não adianta "os planos que a a enfermeira-chefe tem para a vida pois a Vida já tem os seus planos para esta enfermeira -chefe"

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  14. Pois é! mas essa de a mandar para a extenção de Saúde de Chafé?!. Porra quem foi o mentor da ideia?1

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  15. Ollá, relativamente ao encerramento dos Serviços como está ditado no despacho e já foi garantido por vários deputados, alguém lá do oito já abriu a boca?

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    1. Clarificando: não há despacho a "ditar" qualquer encerramento de serviços, trata-se de uma portaria nº 82/2014 de 10 de Abril. Esta portaria, já era há muito aguardada e reivindicada por todos. não podemos reclamar por ter e por não ter! todos nós profissionais de saúde, reclamamos por melhor planeamento e adequação de recursos, isso só é possível com uma qualificação do parque hospitalar, a qual deve ter em conta as necessidades de saúde das populações, garantir a proximidade, complementaridade e hierarquização da rede hospitalar.
      Tudo ao pé da porta... não dá!
      ass. Alguém do 8 ou do governo, sei lá bem!

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