sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Trabalhar no Novo Hospital de Braga


Acho que seria importante que todos tivessem conhecimento acerca da realidade de um hospital Publico privado, ou melhor Privado (e muito pouco de ) público. Trata-se de um relato de um enfermeiro (anónimo) do hospital Escala-Braga, cujo objectivo será decerto difundir a sua mensagem ao maior número de pessoas possível. O meu comentário segue no final

“Trabalhar no Novo Hospital de Braga

Como Enfermeiro no novo Hospital de Braga, venho manifestar a minha insatisfação e preocupação, pela forma como foram calculados os rácios do número de doentes por Enfermeiro, em quase todos os serviços de internamento.
É humanamente impossível prestar cuidados de saúde de excelência. A Sr.ª Enfermeira Directora, com a conivência das Enfermeiras Chefes dos serviços de internamento, disponibiliza diariamente das 20:30 horas às 09:00 horas apenas dois Enfermeiros e um Técnico Operacional (Auxiliar de Acção Médica) para um total de 30 doentes internados. Durante a tarde, fins de semana e feriados, todo o dia, cada enfermeiro fica responsável por 10 doentes!
Gostaria de lembrar que somos um Hospital Central (do SNS), de doentes agudos e instáveis, que requerem muita vigilância e cuidados diferenciados. Para além de que é referência para toda a região do Minho (mais de um milhão de habitantes).
A agravar as condições de assistência médica tem sido prática recorrente, e por decisão da administração, encerrar alas completas de determinadas especialidades. Obrigando, consequentemente, à passagem dos doentes para outros serviços, muitas vezes, de especialidades totalmente diferentes, e com outras especificidades.
Isto acontece por motivos puramente economicistas, que colocam em causa os interesses primordiais do doente. Mas também os profissionais de Saúde são afectados com estas políticas da administração do Hospital. Muitos têm sido frequentemente mudados de serviço, dispensados, por vezes, acontece a meio de uma jornada de trabalho, etc. Isto traduz-se, obviamente, numa enorme instabilidade profissional e familiar (sim, porque, não se lembram estes senhores, mas também temos famílias, que também sofrem com toda esta situação). Obviamente, com todas estas ocorrências, os enfermeiros, nunca são integrados nos novos serviços (muitas vezes, radicalmente diferentes), e deparam-se com 10 doentes, ou mais, ao seu cuidado, com características e cuidados exigidos, com os quais podem os profissionais não estar tão familiarizados. Sofremos nós, os enfermeiros, mas sofrem ainda mais os doentes.
A agravar este cenário, assistimos mensalmente, a mudanças na organização do tempo de trabalho. Em poucos meses de vida, este novo hospital já nos proporcionou os mais diversos e engenhosos tipos de horários! Tudo para tentar economizar mais alguns trocos! Seja por omissão de passagens de turno ou por redução de elementos em determinadas sobreposições, mais uma vez, as opiniões e interesses dos profissionais, não são tidos em conta. E muito menos pensa o Hospital se estas constantes alterações nas rotinas de trabalho afectam os doentes.
Quase todos os dias confrontamos as nossas Enfermeiras Chefes com as dificuldades que enfrentamos: o número reduzido de profissionais (Enfermeiros e Assistentes Operacionais) nos respectivos turnos de trabalho; a dificuldade de vigilância dos doentes; a impossibilidade de prestar cuidados de saúde de excelência. Para espanto nosso, as nossas chefias (Enfermeiras Chefes) não nos apresentam soluções e “choram como Madalenas arrependidas”!
Custa-nos entender que tenham este tipo de atitudes, quando a maioria delas antes da Parceria Público Privado com o Grupo Mello eram reivindicativas e firmes quanto aos rácios do número de doentes por Enfermeiro. E, algumas delas, ainda têm a “lata” de responder agora que “temos de ajudar o Grupo Mello”.
Nós profissionais, pensava-mos que ia ser um orgulho inaugurar um Hospital novo, com condições de resposta muito boas para todos: profissionais e doentes. Enganámo-nos redondamente! Condições para os doentes e visitas, sim. Melhorou substancialmente. Embora já se comece a notar que a escolha, da generalidade dos materiais, foi de péssima qualidade. Já existem muitas coisas estragadas e partidas, ainda com tão pouco tempo de uso (o ar condicionado continua a não funcionar correctamente, o sinal nas TVs é vergonhoso, inúmeras fechaduras danificadas tal como o porta papel dos WC, etc.)
Quanto às condições de trabalho para nós profissionais, falta quase tudo… Só para dar dois exemplos: os gabinetes de Enfermagem são minúsculos (não cabemos todos, nas passagens de turno, quando transmitimos aos colegas que nos vêm substituir, toda a informação importante dos doentes que estão internados); e é inadmissível não haver uma televisão para que consigamos estar despertos durante a noite (já que passamos 24 horas por dia com o doente); mas em cada enfermaria de duas camas, existem duas televisões LCD).
É também preocupante, que em certos períodos (feriados e fins de semana), exista apenas um maqueiro para dar apoio a todos os serviços de internamento do Hospital. Por norma, e na melhor das hipóteses, um exame “urgente” pedido de manhã é realizado ao final do dia, ou então no dia seguinte. Tem sido, muitas vezes, a boa vontade dos Enfermeiros e dos Assistentes Operacionais a evitar que muitos doentes não agravem o seu estado clínico ou algo mais grave, porque não realizaram um determinado exame atempadamente. Tudo porque o Hospital não quer pagar a mais alguns maqueiros.
A alimentação dos doentes, é também uma situação embaraçosa. É recorrente faltarem dietas, outras vêm incorrectas. Muitas vezes a porção do peixe e /ou da carne, é minúscula, etc. Tudo isto, começou apenas a acontecer, e de forma sistemática, após a privatização da cozinha do hospital.
Não menos frequente, é o facto de muitas vezes, quando se pede medicação à farmácia para os doentes, aparecer uma nota a dizer que o fármaco está esgotado. O que obriga o médico, a prescrever uma alternativa, se existir. Outra solução, que tem acontecido, é pedir à família para ir comprar a uma farmácia do exterior. Só assim o doente que está internado num hospital do SNS, pode fazer convenientemente a sua medicação; para não falar da medicação diária para o doente internado (designada unidose), que chega aos diversos serviços “tarde e a más horas”, mal identificada e com inúmeras faltas, enfim uma “balbúrdia”, o que nos obriga a nós Enfermeiros a uma atenção redobrada, para não haver troca de medicação.
E que dizer do ultraje, que é o parque de estacionamento do novo Hospital para os funcionários?! Ser obrigado a pagar 40,00€, ou mais, por mês, para poder exercer a profissão, é no mínimo um abuso. Para um Assistente Operacional, por exemplo, representa num ano o subsídio de Natal.
Para terminar, quero ainda denunciar o facto de existirem neste Hospital muitas disparidades no que toca à remuneração de profissionais iguais, que desempenham as mesmas funções. Após a privatização, profissionais que já trabalhavam há muitos anos no Hospital de São Marcos, foram “forçados” a mudar o seu contrato e, consequentemente, a trabalhar mais horas (de 35h para 40h semanais). No entanto, passaram a receber menos dinheiro, pois os suplementos nocturnos e de fim-de-semana, foram reduzidos de 50 e 100% para 25% e 0%. Ora, se estes profissionais, continuam a desempenhar as mesmas funções e a trabalhar para o mesmo SNS, não se compreende a sua desvalorização financeira, quando outros colegas mantêm a mesma remuneração.
Com tudo isto, penso que os profissionais de Saúde e a população utente do novo Hospital de Braga, ficou a perder em relação ao “velhinho” Hospital de São Marcos. Os profissionais de Saúde sentem-se desmotivados com todas estas situações. Eu próprio, sinto vergonha de ser Enfermeiro (profissão que sempre adorei e adoro) no novo Hospital de Braga. Aqui não me considero Enfermeiro, mas sim um “Jornaleiro” (sem desprazer pelos jornaleiros), a prestar cuidados a doentes, que necessitam de atenção da nossa parte, e que não a têm, pois já não temos tempo para lha dar.
Este sentimento aqui expresso por mim, é comum a todos os profissionais desta Instituição.
Com tudo isto, eu espero que a nossa Ordem, os Sindicatos, a Entidade Reguladora da Saúde e os Líderes parlamentares dos vários partidos pelo círculo de Braga, tomem uma posição, para que se possa mudar algo no nosso Hospital. Temos de voltar a prestar cuidados de Saúde de excelência, e a ter orgulho de ser Enfermeiro e de trabalhar no Hospital de Braga.

Um Enfermeiro"

Apesar de haver um ou outro pormenor que achei irrelevante que o autor referisse, pois a maioria das pessoas não entenderão (como a TV para os profissionais poderem ver), são gritantes as mudanças para pior no nosso sistema de saúde, tanto para os doentes, como para os profissionais. Algumas delas já aqui no PDDSE têm sido referidas, mas nunca é demais voltar a lembrar. A ver se despertámos para a podridão em que isto se está a tornar. A crise não pode ser a desculpa pelas injustiças que se cometem desde muito tempo antes de se ouvir falar em crise.

22 comentários:

  1. E a ordem não faz nada...grande merda!!!!!!!!!!!!!!!!Abraço guilherme

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    1. E achas mesmo que a OE vai fazer qualquer coisa. Não estão nem para aí virados. Querem é tratar da vidinha deles, encher a pança e os bolsos.

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  2. Preparemo-nos pois vem aí pior... a começar aqui pela ULSAM :(

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  3. Sem dúvida a ULSAM é a próxima....por melhor ninguém espere!!!!!

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  4. Meus amigos de Braga e Norte, peçam ajuda ao J. Azevedo que sempre traiu a s reinvidicações dos enfermeiros: Sindicalizem-se mas com a convicção de que um não vale por todos e só todos em união podem defender aqueles que agora estão a ser vitimas do capitalismo desenfreado. Se não for parado rapidamente vai ser uma ditadura da economia a mandar nas nossas vidas! Os próximos são os de Vila Franca de Xira! Esforcem-se por estarem unidos ou daqui a 3 anos não há enfermagem de referência. A OE é um antro de interesses individuais que muito bem escrevem na sua revista mas nada fazem em defesa dos CE e dos seus associados? É só utopia desfazada da realidade: a grande lei universal e muito antiga mantem-se muito actual: o equilbrio entre a oferta (trabalho) e procura (enfermeiros) é o mais importante para a valorização da enfermagem

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  5. Boa noite,

    Sou também uma profissional de saúde no hospital de braga e exerço a minha profissão há muitos anos.
    Confirmo tudo o que o vosso colega aqui "confidenciou" e partilho a mesma insatisfação.
    Se quisessem averiguar a sério como realmente este hospital funciona, bastava questionar profissionais de outras classes... a voz de descontentamento é a mesma!!
    Transformaram o nosso hospital velhinho numa máquina de fazer dinheiro e apenas actuam com esse fim.
    Tenho conhecimento que por exemplo na área dos meios complementares de diagnóstico, foram criados protocolos completamente absurdos, sobretudo na área de atendimento do SU, em que os doentes são literalmente depositados em salas de observações com a agravante de, inicialmente preparadas para apenas receberem 18 pacientes, sobrelotarem a capacidade para 40!!!! A esta situação assisti eu.
    Se um paciente recorre ao SU, hoje, faz 3 exames à entrada (protocolo criado): análises clínicas, RX tórax e electrocardiograma.
    Se voltar no dia seguinte, volta a fazer os mesmos exames: nem se dão, muitas vezes ao cuidado de verificar os resultados anteriores.
    Grande parte dos médicos triadores contratados por esta administração, não sabendo ler os exames radiológicos (um simples RX), pede uma TAC (porque tem sempre relatório)submetendo os pacientes a doses de radiação brutais, sem necessidade!
    Estas situações são constantemente relatadas com a crescente revolta dos profissionais dessa área.
    Quanto às chefias... estão de acordo com esta política escalabrosa de gestão! Pudera!!!
    Todos eles recebem acréscimos/prémios no seu salário ao fim do mês e têm parque pago.

    Cumprimentos,
    Funcionária pública insatisfeita

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    1. Como utente desses serviços hoje tenho medo de a eles recorrer. Perdi a confiança. Desejo vos coragem e lutem pela vossa dignidade profissional porque dela depende a qualidade da prestação de cuidados.

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    2. Como todos vocês devem perceber bem, o Director Clínico que saiu, Dr. Mário de Carvalho, é o grande responsável pela situação a que chegou esse Hospital. O seu ódio pela classe da Enfermagem vem de longe e daí a considerar-vos lixo, é um passo muito pequeno. Claro está que ele anda com uma(enfermeira).Mas se ela soubesse quem é o cavalheiro que quando está de serviço, está no golfe, ou tem o dom da omni presença, pois consegue administrar 17 (ou mais quem sabe) anestesias num espaço do dia de menos de 5 horas, pensaria duas vezes, pois arrisca-se a ser maltratada. Aliás, disse-me um passarinho que ela de dia caça-lhe as notas e á noite coça as costas a outro. Mas enfim, más línguas...
      Os cidadãos de todo o Mundo e também de Portugal, devem os melhores cuidados de SAÚDE AOS SENHORES ENFERMEIROS, sem eles, podem crer, o sistema cairia de podre. MUITO OBRIGADO PELOS CUIDADOS QUE NOS PRESTAM.

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    3. O problema é haver muita puta na enfermagem

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  6. É a miséria da Cidade que temos. É o espelho do pais que temos.

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    1. a cidade não tem culpa e é bela. culpa é si dos "lambe botas" que pensavam que os Melos iam Melar; assim as Madalenas devem chorar tanto que não terão lençois para limpar as lágrimas pois é isso que merecem.Sou enfer. e dou toda a razão ao colega mas felismente estou livre dos abutres .

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    2. E pelos vistos também livre de escrever correctamente,o ensino superior é tão fácil que só pode dar nisto

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  7. PENA QUE SÓ AFECTE OS ENFERMEIROS, OS PROFESSORES JA VIVEM ESSAS CONDIÇÕES E PIORES À ANOS,É REFLEXO DA POLITICA DESTE PAÍS,MAS COMO SEMPRE FORAM VISTOS COMO UMA CLASSE PREVILIGIADA NINGUEM FALA NADA, ABRAM OS OLHOS!!!

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  8. Trabalham mas é!! Só sabem criticar!!!!!

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  9. Não sejas parvo pá, ó anónimo das 05.02 PM.
    Queria-te ver na mesma situação ... mas se calhar nem de Braga és ó palhaço.

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    1. Luisa Fernandes:- 29 DE JUNHO DE 2012

      O SR. ENFERMEIRO QUE RELATOU O SEU DESCONTENTAMENTO, MERECE TODA A MINHA CONSIDERAÇÃO, PELO FACTO DE TER FEITO A DENÚNCIA COM TODOS OS SEUS REQUINTES. NA VERDADE, ATÉ NÓS OS UTENTES (SIM, DIGO UTENTES, PORQUE POR VEZES SOMOS TRATADOS COMO UMA COISA E NÃO COMO DOENTES), SEM QUALQUER TIPO DE CONSIDERAÇÃO, POR PARTE DE ALGUNS ADMINISTRATIVOS, QUE PENSAM SER MAIS, QUE QUEM QUER QUE SEJA, LIMITANDO-SE NO ATENDIMENTO A SEREM AUTORITÁRIOS E INSENSÍVEIS. DAS POUCAS VEZES QUE LÁ FUI, DEU PARA PERCEBER, QUE ESSES FUNCIONÁRIOS/AS, PENSAM QUE TEM O REI NO SEU VENTRE. ESPERO QUE OS MESMOS SEJAM CHAMADOS SUPERIORMENTE A TEREM MODOS MAIS HUMANOS E COM MAIS SIMPATIA, PARA TODOS OS UTENTES QUE ATENDEM, PORQUE SE NÃO FOSSEM OS DOENTES QUE INFELIZMENTE ALI SE DIRIGEM, NÃO ESTARIAM NO LUGAR QUE OCUPAM (NÃO QUERO QUE PAGUE O JUSTO, PELO PECADOR), MAS AQUELE/A, QUE ASSIM COSTUMA PROCEDER, É BOM E EU GOSTO, QUE MUDE DE ATITUDE, PORQUE UM DIA, VIRA-SE O FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO.
      VOLTANDO UM POUCO ATRÁS, QUERO DIZER AO SR. ENFERMEIRO RECLAMANTE, QUE DE FACTO FAZEM MAIS FALTA AS DUAS TELEVISÕES, UMA VIRADA PARA CADA CAMA DOS DOENTES, DO QUE UMA NO GABINETE DE ENFERMAGEM, PORQUE OS/AS ENFERMEIROS/AS QUE ESTÃO DE SERVIÇO SÃO PARA VIGIAR OS DOENTES E NÃO PARA SE DISTRAÍREM A VER TV. ALIÁS OS VENCIMENTOS GANHAM-SE A TRABALHAR E NÃO COM LASER. DESCULPE-ME SR. ENFERMEIRO POR DIZER ISTO, PORQUE EU ESTOU DE ACORDO COM TODO O RESTO QUE DISSE, MAS DISCORDO CONSIGO NESTE ASPECTO.
      TAMBÉM NÃO ACHO JUSTO QUE UM DOENTE VÁ ÁS URGÊNCIAS, CONSULTA, EXAMES, ETC. E TENHA QUE PAGAR PARQUEAMENTO. ISTO É TUDO UM COMÉRCIO, NÃO ACHA?
      ESTOU DE ACORDO COM OS QUE PENSAM COMO EU...FAZ MUITA FALTA O NOSSO HOSPITAL VELHINHO, MAS TÃO ACOLHEDOR, QUANDO ERA GERIDO PELA MISERICÓRDIA. A ÚNICA COISA QUE PRECISAVA ERA DA ÁREA QUE TEM O NOVO, ASSIM COMO A SUA ESTRUTURA FÍSICA, PORQUE NA VERDADE ESTE NOVO TEM OUTRAS CONDIÇÕES. A ESTRUTURA HUMANA ERA SIMPLESMENTE EXCLUIR ALGUMAS CÉLULAS INDESEJÁVEIS, QUE POR AÍ EXISTEM E TUDO ERA EXCELENTE, EXCEPTO O COMÉRCIO DE RESTAURANTE E CAFÉ, QUE NÃO DEVERIA SER AUTORIZADO DENTRO DO HOSPITAL, MAS SIM FORA DELE, SEM O GRUPO MELLO.
      NO QUE RESPEITA A COMENTÁRIOS DE ALGUNS ANÓNIMOS E DO PEDRO COSTA, ACHO QUE SÃO DEMASIADO EXCESSIVOS E POUCO RECOMENDÁVEIS A PESSOAS COM BOA MORAL.
      SAÚDE, PAZ, ALEGRIA E AMOR FRATERNO É TUDO O QUE DESEJO, MAS TAMBÉM QUE O GRUPO MELLO, TENHA CONSCIÊNCIA QUE NEM OS FUNCIONÁRIOS PODEM FAZER MILAGRES, NEM OS DOENTES PODEM VIVER NA INCERTEZA SE ESTÃO A SER BEM TRATADOS!...HÁ QUE ADMITIR MAIS PESSOAL MÉDICO, ENFERMAGEM, AUXILIARES E MAQUEIROS.
      SAUDAÇÕES PARA TODOS.

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  10. Obrigado Luisa, dou-lhe toda a razão! Principalmente em admitir mais pessoal. Brevemente publicarei um post sobre a simpatia antipatia nos prof de saude

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  11. Já tive oportunidade de ser atendido em vários hospitais diferentes do pais. A experiência que tive no Hospital de Braga foi a pior de todas.

    No Hospital de Braga existe uma grande desorganização bem patente. Falta de sinalização adequada dos diferentes serviços e funcionários antipáticos, desde os que estão ao balcão a receber as pessoas até aos médicos que as tratam.

    Infelizmente tive que recorrer a diferentes serviços e fiquei muito mal impressionado. Vai-se para uma fila antes de ir à consulta e depois da consulta tem que se ir novamente para a mesma fila para validar os papeis ( receitas, próxima consulta, etc.). Por vezes depois das cinco, após a consulta, já não está ninguém ao balcão (apesar de existirem vários médicos a dar consulta), e isso pode significar ter que regressar ao hospital no dia seguinte para validar os papeis ou pedir alguma informação adicional. O telefone não funciona. Ninguém atende o telefone no Hospital de Braga. Já fiquei um dia inteiro a tentar ligar de 10 em 10 minutos sem sucesso. Toca toca e ninguém atende.

    O pessoal que está nos balcões a receber as pessoas no Hospital de Braga por vezes é muito antipático, a um simples pedido de informação por vezes reagem mal, respondendo de uma forma completamente inadequada. O Hospital funciona mal, está mal sinalizado, por vezes é preciso perguntar o que se deve fazer, em que zona de espera esperar, qual foi o nome que foi chamado pelo intercomunicador (o sistema de som funciona mal, muitas vezes não se percebe qual o nome que estão a chamar) etc. Os utentes não sabem estas coisas, principalmente se é a 1ª vez. Da forma como os funcionários respondem parece que os doentes são obrigados a adivinhar.

    Certos profissionais de saúde, em algumas zonas do Hospital, podem ser encontrados na cavaqueira uns com os outros. Aconteceu-me isso quando me mandaram entrar num dos corredores e procurar a enfermeira de serviço. Esta estava numa animada conversa com uma colega do serviço. Quando me apresentei, e disse que ia fazer um exame, levantou-se com um ar muito contrariado e lá foi para o gabinete do médico onde eu ia fazer o exame. Noutra situação foi preciso ir buscar o meu processo pois não estava em poder do médico que fazia a consulta. A auxiliar não estava ocupada mas também foi contra a vontade ao outro piso buscar o processo. Ao regressar ainda desabafou com o médico, dizendo que não devia ter sido ela a ir buscar o processo, porque quando chegou lá abaixo os colegas daquele serviço estavam na conversa e podiam muito bem ser eles a trazerem o processo. Mas que desorganização, inércia, falta de vontade de trabalhar, e tanto costume de passar o tempo a conversar em vez de trabalhar... E os contribuintes a pagar!

    Alguns médicos atendem os pacientes sem o mínimo de consideração nem profissionalismo. Foram contratados médicos da América Latina, que me deixaram muitas dúvidas quanto à sua competência. Porque? Porque não gostam de explicar as suas decisões e conclusões. Ora o doente tem o direito de saber da sua situação, de qual o diagnóstico, dos fundamentos médicos, etc.

    (CONTINUA)


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  12. CONTINUAÇÃO:

    Penso que um dos piores médicos que anda ali é o diretor do serviço de Urologia. Evitem este médico. Parece um animal de tanta insensibilidade. Trata os doentes como coisas. Cuidado, muito cuidado. Este senhor nunca devia ter seguido a carreira de médico. Este apesar de ser português também não gosta de explicar nada aos doentes. Não cumprimenta o doente com um Bom dia ou Boa tarde. Quase que não dirige a palavra ao doente nem gosta que este lhe dirija a palavra. Deve ser bruxo e adivinha o que o paciente tem sem sequer saber muito bem do que ele se queixa. Quem realmente sabe o que está a fazer não tem problemas em responder às dúvidas dos doentes, mas este individuo reage mal a perguntas, parece que se sente questionado... Fujam deste médico, é o meu conselho. No Hospital tratam-no por "professor". Se ensina em alguma universidade isso talvez explique as manias que ele tem, mas sinceramente não é bom ter um "médico" destes a ensinar outras pessoas... Que médicos vamos ter no futuro com professores destes?

    Mas é que se estas pessoas fossem antipáticas mas fossem competentes ainda se admitia... mas parece que nem isso...
    Dos exames que fiz dois deles correram nitidamente mal. Num deles era preciso que o acessório que foi aplicado vedasse em contacto com a pele, o que não aconteceu. Não aconteceu porque tinham falta de alguns tamanhos daquele acessório (mesmo assim a técnica deu o exame por concluido com sucesso e produziu um relatório como se nada fosse). Noutro exame um dos drenos que me foi aplicado acabou por sair numa altura critica em que o equipamento efectuava algumas leituras (apesar de não ter corrido muito bem, o exame não foi repetido e foi produzido um relatório que mais uma vez não referiu que o dreno saiu). Como podem imaginar fiquei com muitas reservas quanto ao resultado daqueles exames... os médicos que mandaram fazer os exames disseram que em face dos resultados estava tudo bem... e eu continuei com os sintomas sem que as causas fossem descobertas, ou fosse feito um diagnóstico para que o problema fosse resolvido. Quem sabe uns exames bem feitos permitissem resolver o meu problema de saúde...

    Agora vivo noutra cidade, já tive que me servir do Hospital daqui e para já não tenho razões de queixa. O Hospital de Braga deixou-me uma péssima impressão, lamento dizer isto mas é a verdade!

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  13. não tem nada que lamentar! o seu comentário está muito interessante! este blog também é para os reparos dos utentes... na expectativa que pelo menos algo mude! Obrigado! Vou passá-lo a post, porque acho que faz todo sentido

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  14. Toda a gente se queixa mas ninguém quer saber da política que gere os impostos e o erário público organizem se depois...

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