Em resposta ao seguinte comentário sobre a eliminação do post anterior:
"Realmente custa-me muito estar a escrever aqui,um comentário desagradável, (...).O meu desagrado tem a ver com a eliminação do post anterior, a que se referiam ao serviço de urgência e UCI, foi retirado por que é que será? já não há democracia aqui no blog?sinceramente que falta de respeito....."
Poderemos dizer que há dois tipos de bloggers, os bloggers temáticos e os bloggers problemáticos.
O primeiro aborda assuntos triviais, como sobremesas ou crochet e aí pode ou não identificar-se. O segundo escreve sobre assuntos delicados e não pode identificar-se.
E porque razão não se pode identificar?
Porque o mundo, por muito que nos custe, não é um lugar perfeito, onde cada um pode escrever ou desenhar o que lhe apetece.
Eu pertenço mais ao segundo tipo.
Sendo assim, um blogger problemático (BP), tem que preservar o seu anonimato se quer uma total liberdade de expressão. Quando o seu anonimato é comprometido, a sua liberdade de expressão fica desde logo condicionada.
Por isso eu sou e serei o Guilherme de Carmo, mais condicionado enfim, isto porque cometi erros e a minha capa foi destapada por alguém, alguém que eu pensei que a resguardasse, mas assim não sucedeu.
Mas um BP não tem capa nem quer ser um herói, quer sim ser um impulsionador de ideias, um gerador de argumentos. É alguém que busca a verdade, verdade essa inconveniente por vezes. É alguém que acredita na justiça e desacredita em tabus.
Um BP não é o senhor da palavra, para isso teria uma página onde escrevia para si próprio. Um BP tem uma opinião e deseja que outras surjam. Espera uma concordância ou uma discordância argumentada.
Tem um ponto de vista, às vezes certo outras vezes errado, e sente-se feliz quando alguém tem a capacidade de o saber mudar.
Um BP corre sempre riscos, corre o risco de ser mal interpretado, corre o risco que leitor conduza o que está escrito, para o lado que lhe convém.
Um BP sabe que não pode ou não deve mencionar instituições e/ou pessoas e respeita essa premissa como sagrada. Sabe que não pode ou não deve publicar imagens e vídeos de pessoas e instituições e respeita essa premissa como sagrada. Orienta-se pelo dito, "enfia a carapuça, quem quer".
Um BP é vertical não muda a sua opinião consoante as circunstâncias, é firme nas suas convicções e é o único responsável por aquilo que escreve.
Um BP sabe em quem pode confiar, sabe quem lhe garante uma verdade incondicional.
Eu sou um BP, tenho um orgulho imenso no que construí.
Mas antes disso sou um profissional que luta para o ser diariamente, sou um profissional que dispensa atritos com quem quer que seja.
E depois disso e acima de tudo,
Sou pai e há riscos que não se correm.















No Hospital de Braga existe uma grande desorganização bem patente. Falta de sinalização adequada dos diferentes serviços e funcionários antipáticos, desde os que estão ao balcão a receber as pessoas até aos médicos que as tratam.
Infelizmente tive que recorrer a diferentes serviços e fiquei muito mal impressionado. Vai-se para uma fila antes de ir à consulta e depois da consulta tem que se ir novamente para a mesma fila para validar os papeis ( receitas, próxima consulta, etc.). Por vezes depois das cinco, após a consulta, já não está ninguém ao balcão (apesar de existirem vários médicos a dar consulta), e isso pode significar ter que regressar ao hospital no dia seguinte para validar os papeis ou pedir alguma informação adicional. O telefone não funciona. Ninguém atende o telefone no Hospital de Braga. Já fiquei um dia inteiro a tentar ligar de 10 em 10 minutos sem sucesso. Toca toca e ninguém atende.
O pessoal que está nos balcões a receber as pessoas no Hospital de Braga por vezes é muito antipático, a um simples pedido de informação por vezes reagem mal, respondendo de uma forma completamente inadequada. O Hospital funciona mal, está mal sinalizado, por vezes é preciso perguntar o que se deve fazer, em que zona de espera esperar, qual foi o nome que foi chamado pelo intercomunicador (o sistema de som funciona mal, muitas vezes não se percebe qual o nome que estão a chamar) etc. Os utentes não sabem estas coisas, principalmente se é a 1ª vez. Da forma como os funcionários respondem parece que os doentes são obrigados a adivinhar.
Certos profissionais de saúde, em algumas zonas do Hospital, podem ser encontrados na cavaqueira uns com os outros. Aconteceu-me isso quando me mandaram entrar num dos corredores e procurar a enfermeira de serviço. Esta estava numa animada conversa com uma colega do serviço. Quando me apresentei, e disse que ia fazer um exame, levantou-se com um ar muito contrariado e lá foi para o gabinete do médico onde eu ia fazer o exame. Noutra situação foi preciso ir buscar o meu processo pois não estava em poder do médico que fazia a consulta. A auxiliar não estava ocupada mas também foi contra a vontade ao outro piso buscar o processo. Ao regressar ainda desabafou com o médico, dizendo que não devia ter sido ela a ir buscar o processo, porque quando chegou lá abaixo os colegas daquele serviço estavam na conversa e podiam muito bem ser eles a trazerem o processo. Mas que desorganização, inércia, falta de vontade de trabalhar, e tanto costume de passar o tempo a conversar em vez de trabalhar... E os contribuintes a pagar!
Alguns médicos atendem os pacientes sem o mínimo de consideração nem profissionalismo. Foram contratados médicos da América Latina, que me deixaram muitas dúvidas quanto à sua competência. Porque? Porque não gostam de explicar as suas decisões e conclusões. Ora o doente tem o direito de saber da sua situação, de qual o diagnóstico, dos fundamentos médicos, etc. Penso que um dos piores médicos que anda ali é o diretor do serviço de Urologia. Evitem este médico. Parece um animal de tanta insensibilidade. Trata os doentes como coisas. Cuidado, muito cuidado. Este senhor nunca devia ter seguido a carreira de médico. Este apesar de ser português também não gosta de explicar nada aos doentes. Não cumprimenta o doente com um Bom dia ou Boa tarde. Quase que não dirige a palavra ao doente nem gosta que este lhe dirija a palavra. Deve ser bruxo e adivinha o que o paciente tem sem sequer saber muito bem do que ele se queixa. Quem realmente sabe o que está a fazer não tem problemas em responder às dúvidas dos doentes, mas este individuo reage mal a perguntas, parece que se sente questionado... Fujam deste médico, é o meu conselho. No Hospital tratam-no por "professor". Se ensina em alguma universidade isso talvez explique as manias que ele tem, mas sinceramente não é bom ter um "médico" destes a ensinar outras pessoas... Que médicos vamos ter no futuro com professores destes?