sábado, 30 de agosto de 2014
Greve em Viana - uma (metade) vergonha...
Publicada por
Guilherme de Carmo
Os números da greve (85%) até que foram bons, mas a manifestação foi uma vergonha.
Por motivos pessoais, desta vez não consegui estar presente, mas pelo que vi e pelo que soube, apenas meia dúzia de colegas deram a cara, sem receios de aparecer na tv. Grande parte dos colegas eram do CS e P. Lima, do hospital, que representa a maioria, estavam pouquíssimos... vergonhoso!
É por estas e por outras que somos uma classe que não vamos a lado nenhum!
Era uma oportunidade única de aparecer, de mostrar ao país a nossa indignação!
Era uma oportunidade única de aparecer nos canais de TV e dizer aos portugueses os motivos da nossa insatisfação e dos atropelos na saúde.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Greve de enfermagem na ULSAM - O que achas?
Publicada por
Guilherme de Carmo
Que eu tenha memória, penso que será algo inédito.
Dia 28 e 29 deste mês, todos os enfermeiros de toda a Unidade Local de Saúde do Alto-Minho (ULSAM), terão oportunidade de se fazerem ouvir, terão oportunidade de manifestar toda a sua indignação e sentimento de injustiça e desconsideração.
Achei oportuno abrir este espaço para discussão.
Concordas com o formato desta greve? Quais as expectativas?
O que estás disposto a fazer?
Aderes à greve?
Quantio a mim, concordo plenamente com o formato desta greve, as expectativas não são altas, mas esta greves que se têm vindo a fazer de norte a sul, já estão a ter grande eco na opinião pública.
Eu estou disposto, como sempre, a lutar pela dignidade da nossa profissão, pela justiça relativamente a questões monetárias e acima de tudo pela segurança e qualidade de cuidados.
Aderir à greve? Sempre! Enquanto não achar que estejamos onde deveríamos estar, ou seja, enquanto não nos reconhecerem como licenciados.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
A minha resposta à ignorância do Ministro sobre a exaustão dos enfermeiros
Publicada por
Guilherme de Carmo
Mesmo sem fazer nada pela enfermagem via o Ministro da saúde como alguém dotado intelectualmente, com um discurso seguro e ponderado. Como prova disso mesmo, o seu nome ja avançou por um par de vezes para outros altos cargos.
Esta imagem desvaneceu a partir do momento em que diz que a "exaustão dos enfermeiros se deve a trabalho no público e privado". A partir deste momento passou a ser alguém precipitado, injusto (já o era) e acima de tudo ignorante, alguém sem capacidade de se informar sobre a verdadeira realidade dos problemas da enfermagem, problemas esses que, por muito que não pareça, são da sua responsabilidade.
Mais uma vez vou tentar entrar em contacto com o senhor pra lhe explicar que:
Se há enfermeiros que acumulam, ou têm mais que um emprego, para ser mais preciso, é porque o Sr Ministro o permite e é porque eles assim o entendem. Cada qual sabe da sua vida. Se quiser evitar este fenómeno coloque contratos de exclusividade. Mas isso iria ser complicado sr ministro, porque depois teria que se mexer nos médicos e não seria muito conveniente, ora não?!
O número de enfermeiros que têm mais que um emprego é insignificante em comparação com a grande maioria que tem um, por isso Sr ministro, ao analisar os problemas da classe não fale em minorias.
Um enfermeiro que acumula empregos fá-lo, não porque tem prazer em trabalhar largas dezenas de horas por semana e estar ausente de casa, fá-lo porque ganha mal com um emprego apenas, fá-lo porque quer outra estabilidade para a sua família.
A maioria dos enfermeiros onde eu me incluo, não tem mais que um emprego, mas acumula funções, (tal como escreveu um colega num interessante texto que circulou e cujo nome não encontro), somos enfermeiros e por diversas vezes somos administrativos, auxiliares e médicos, simplesmente porque há desorganização e falta de pessoal em todos os sectores.
Tenha respeito pelos enfermeiros, pare de dizer asneiras e comece a trabalhar para dar maior segurança e motivação à classe!
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
75% dos enfermeiros à beira da exaustão emocional
Publicada por
Guilherme de Carmo
Mais de dois em cada três enfermeiros estão à beira da exaustão emocional. As condições de trabalho são cada vez piores e muitos, se pudessem, mudariam de profissão. As conclusões são de um estudo realizado em Portugal pela Universidade Católica. (notícia SIC)
Se por um lado fico satisfeito ou aliviado talvez, por investigadores com créditos, exporem aquilo que nós bem sabemos há muito, por outro lado já enerva vermos estudos e mais estudos sempre a falar dos problemas dos enfermeiros e tudo continuar igual.
Se no inicio deste Blog o título causou alguma celeuma, hoje em dia pelo que se confirma pelo estudo, começa a fazer todo sentido.
O PDDSE já fala nisto desde 2008, desde o ano do seu início! Mas parece que ninguém nos ouve...
Aqui ficam alguns posts sobre o assunto:
Agressões/assédio moral - uma nova epidemia (Out 2008)
(Dis)stress em enfermagem (Nov 2008)
Agressões/assédio moral - uma nova epidemia (Out 2008)
(Dis)stress em enfermagem (Nov 2008)
Alcoolismo em profissionais de saúde (Jan 2009)
Um dia na vida de um enfermeiro da Admissão - Episódio I (Maio 2009)
Aos meus colegas do SU (Jul 2009)
Um dia na vida de um enfermeiro da Admissão - Episódio I (Maio 2009)
Aos meus colegas do SU (Jul 2009)
As aventuras de um grevista (Fev 2010)
Os desabafos de um enfermeiro açoriano (Jun 2010)
A erosão nos hospitais (Jul 2010)
Enfermeiros fogem da urgência (Fev 2011)
Serviço de Urgência com falta de soluções (Jun 2011)
Os enfermeiros são os que mais levam nos dentes (Jan 2012)
Problemas psiquiátricos aumentam nos enfermeiros (Jul 2012)
Exaustão profissional! Eu avisei! (Ag 2013)
Os desabafos de um enfermeiro açoriano (Jun 2010)
A erosão nos hospitais (Jul 2010)
Enfermeiros fogem da urgência (Fev 2011)
Serviço de Urgência com falta de soluções (Jun 2011)
Os enfermeiros são os que mais levam nos dentes (Jan 2012)
Problemas psiquiátricos aumentam nos enfermeiros (Jul 2012)
Exaustão profissional! Eu avisei! (Ag 2013)
Bom acho que vou ficar por aqui senão a lista não acaba, vendo bem, mais de metade dos posts deste blog abordam este tema... não fosse este uma das causas do blog..
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Encerramento de valências no Hospital de Viana?
Publicada por
Guilherme de Carmo
O mandato deste ministro da saúde vai ficar marcado pelas abruptas reformas, encerramento de valências, encerramento de SAPs, serviços de urgência, etc e cortes brutais na despesa que trazem graves repercussões em doentes com patologias crónicas.
Todos tivemos efectivamente noção que isto iria acontecer, que a saúde iria sofrer, mas talvez não esperássemos esta intensidade, esta razia.
Mais surpreendidos ficámos com o facto de a saúde ser o sector mais atingido pela crise em Portugal. Alguém percebe porquê? Será que está a ser um exagero desmesurado? Ou será que alguns encerramentos fazem sentido? São estas as minhas duvidas.
Não tenho consciência exacta das estatísticas no nosso hospital, mas tenho a percepção de que (p.e) o Serviço de Obstetrícia faz todo o sentido, mas o mesmo já não poderei dizer em relação ao Serviço de Neonatologia, que anualmente apresenta um número demasiadamente curto de internamentos.
Poderei estar enganado e poderei ferir várias susceptibilidades, mas é esta a minha percepção, é isto que tenho ouvido até por pessoas da área.
Seria viável uma fusão do Serviço de Pediatria com Neonatologia? Não sei... alguém entendido na matéria que se pronuncie.
Mesmo assim eu sou contra o encerramento radical de valências no nosso hospital, apesar de concordar que, aqui, alguns parênteses poderão ser colocados.
sábado, 26 de julho de 2014
IS THIS THE WORLD WE CREATED? - para que ninguém esqueça
Publicada por
Guilherme de Carmo
Dr. Mads Gilbert com uma jovem vítima das Forças de Ataque de Israel que os judeus consideram “o exército mais ético do mundo” durante a operação Protective Edge — Limite Protetor — de Julho de 2014.
A carta abaixo foi escrita de Gaza pelo médico voluntário norueguês Dr. Mads Gilbert, PhD e professor e chefe da Clínica de Emergência do Hospital Universitário no norte da Noruega. O Dr. Mads escreve:.
A carta abaixo foi escrita de Gaza pelo médico voluntário norueguês Dr. Mads Gilbert, PhD e professor e chefe da Clínica de Emergência do Hospital Universitário no norte da Noruega. O Dr. Mads escreve:.
Queridos amigos
A noite passada foi terrível. A invasão por terra da faixa de Gaza pelas forças de Ataque de Israel resultou numa multidão de pessoas aleijadas, arrebentadas, sangrando, tremendo de frio e morrendo — isso inclui todo tipo de palestinos feridos, de todas as idades, todos civis, todos inocentes.
Os heróis que dirigem as ambulâncias e todos os hospitais na faixa de Gaza estão trabalhando em turnos de 12 a 24 horas, e mostram rostos cansados e estão fatigados pela carga desumana de trabalho. Os motoristas de Shifa estão há quatro meses sem receber seus salários, mas mesmo assim cuidam, fazem triagens e tentam entender o caos incompreensível causado pelos corpos, tamanhos, partes de corpos humanos, pessoas capazes de andar ou que não são capazes de andar, pessoas que estão respirando ou que pararam de respirar, pessoas sagrando e pessoas que não estão sangrando. Em uma palavra: HUMANOS! SERES HUMANOS! Mas todos esses seres humanos estão NOVAMENTE sendo tratados como ANIMAIS por um grupo fardado de assassinos que se considera “o exército mais ético do mundo”. Existe mesmo algo muito doentio na mentalidade israelita.
Meu respeito pelos feridos é infinito, por causa da determinação contida que demonstram no meio da dor, da agonia e do choque. Minha admiração pelos auxiliares e voluntários também é infinita. Minha proximidade com os “sumud” palestinos — pessoas que estão arraigadas na terra — me dá forças, apesar de que existem momentos em que eu quero gritar, segurar-me firme em alguém, chorar, cheirar a pele e os cabelos de uma criança “morna” coberta de sangue, e nos proteger a nós mesmos num abraço sem fim — mas nós não podemos nos dar a esse luxo e nem eles também.
Rostos cinzentos — Oh! Não! Não outro grupo de dezenas de aleijados e ensanguentados, que criam um verdadeiro lago de sangue no chão da sala de emergências. Pilhas de bandagens encharcadas de sangue pingando que precisam ser removidas e trocadas — Oh! — o pessoal da limpeza, por todos os lados, limpando o sangue e recolhendo bandagens, pele humana, cabelos, roupas e cânulas — as sobras da morte — tudo levado embora para que possam estar prontos novamente para repetir, outra vez, todo o processo.
Mais de 100 casos chegaram em Shifa nas últimas 24 horas que é uma quantidade de vítimas que deveriam ser atendidas em um grande hospital bem equipado, mas aqui, — não temos quase nada: falta electricidade, água, materiais descartáveis, remédios, mesas para cirurgias, instrumentos cirúrgicos, monitores — tudo está enferrujado e parecem objetos de algum museu hospitalar de dias passados. Mas as pessoas aqui não reclamam, esses heróis. Ele seguem adiante, como guerreiros, indo ao encontro do problema com uma resolução enorme.
E enquanto escrevo essas palavras para vocês, sozinho em uma cama, minhas lágrimas correm, lágrimas mornas, mas inúteis de dor e tristeza e medo. Digo a mim mesmo: isso não está acontecendo!
E então, agora mesmo, a orquestra da máquina de guerra de Israel dá início a sua nefasta sintonia, outra vez: tiros de artilharia pesada vindos do mar dos barcos de guerra israelenses, o barulho ensurdecedor dos caças F-16, o barulho doentio dos drones — são chamados pelo árabes de “Zenanis” os murmuradores — além do inúmeros helicópteros apaches. A vasta maioria desse material foi fabricado e servido pelos Estados Unidos da América para Israel.
Sr. Obama — você tem um coração?
Eu te convido — venha passar uma noite — apenas uma noite connosco aqui em Shafir. O senhor poderia vir disfarçado com alguém da limpeza, talvez.
Eu tenho plena convicção que sua atitude poderia mudar a história.
Ninguém que tenha um coração e detenha poder conseguiria se afastar das imagens de uma noite em Shifa, sem assumir a determinação de dar um fim a essa matança do povo Palestino.
Mas os indivíduos sem coração e sem misericórdia já planearam outra “dahyia” — a doutrina da Dahyia é uma estratégia militar estabelecida pelo general israelita Gadi Eizenkot e diz respeito a uma guerra assimétrica em áreas urbanas, na qual o exército, de forma deliberada, procura destruir a infraestrutura civil, como um meio de infligir enorme sofrimento na população civil para estabelecer a detenção de todos.
Os rios de sangue continuarão correndo hoje a noite. Eu posso ouvir os assassinos afinando seus instrumentos de morte.
Por favor, façam o que for possível. Isso, ISSO não pode continuar.
Mads
Gaza, Palestina Ocupada.
Dr. Mads Gilbert, PhD.
PERANTE TUDO ISTO A MINHA BOCA FICA SECA, A PELE GELADA.... O ASSASSÍNIO DE CRIANÇAS... VITIMAS INOCENTES, UMA GUERRA SEM FIM, MOVIDA PELO ÓDIO, PELA ESTUPIDEZ, PELA RELIGIÃO...
E O MUNDO PERMITE...
O MEU RESPEITO POR ESTE MÉDICO E TODOS OS OUTROS MÉDICOS, ENFERMEIROS, AUXILIARES E SOCORRISTAS QUE DIARIAMENTE VIVEM UM FILME DE TERROR, COLOCANDO AS SUAS PRÓPRIAS VIDAS EM RISCO, PARA TENTAR SALVAR UMA VIDA
PERANTE TUDO ISTO SÓ ME VEM A CABEÇA ESTA MÚSICA... DO MELHOR CANTOR DE TODOS OS TEMPOS
terça-feira, 15 de julho de 2014
Opiniões XI - Desabafos de assistentes operacionais
Publicada por
Guilherme de Carmo
Sei que não é nestes comentários que devia escrever o que me vai na alma. Não sei como escrever em outro sitio. O que se passa no hospital com os serviços gerais é de outro mundo que não aquele em que vivo. Eu pergunto a mim mesma e já agora a quem souber, por favor, responda: - a que se deve a falta de assistentes operacionais? As escalas não têm número suficiente de assistentes operacionais para as encarregadas as fazerem. O porquê de haver assistentes operacionais no meu serviço a aguardarem há meses, em casa, a renovação dos contratos, quando se vê funcionários de outras classes a serem contratados. É loucura total a exigirem das encarregadas os rácios, quando é visível que não têm assistentes operacionais para manterem esses rácios. Por favor respondam-me, de quem é a responsabilidade destas situações. Sei que por vezes são atacadas porque nos põem cinco dias seguidos a trabalhar, mas faço mea culpa elas não conseguem. Não há alguém do conselho de administração que veja o que se está a passar? É uma súplica que faço, por favor não nos devorem. Somos funcionários que temos o valor que temos, para alguns nenhum, mas temos, mas por vezes dou por mim a pensar será que temos? ou será que só nos querem para limpar o chão? mas quando alguma de nós falta cai o Carmo e a Trindade. Quando há quinze anos entrei para o hospital, o médico, o enfermeiro e a auxiliar eram uma equipa onde todos se respeitavam, todos trabalhavam em equipa, hoje somos meros números e poucas. Será que somos pessoas ou animais? Se alguém souber responda, se for eu a responder, respondo animais.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Carjacking no parque do Hospital
Publicada por
Guilherme de Carmo
Na passada 4ª feira, uma colega do Serviço de Pediatria foi vítima de carjacking em pleno parque de estacionamento do Hospital de Viana.
O criminoso levou-lhe o carro, sob ameaça de uma faca e consta que a coisa só não correu pior, porque a colega teve a coragem de um confronto verbal, evitando dessa forma o rapto que estaria planeado.
Fuga à Hollywood, com barra pelos ares, mas o meu ver o bandido até podia ir a 20 à hora e tocar na campainha ao segurança para abertura da barra, pois não havia ninguém para o apanhar (e mesmo que houvesse não o apanhavam certamente), ou câmara para o mostrar... (pelo que se fala, a câmara das barras está apontada para os pés do condutor... acho estranho, mas já acredito em tudo).
A Administração foi lesta em reunir com a PSP para encontrar formas de aumentar a segurança e a PSP supostamente estará a investigar... (vamos acreditar que sim). Mas.........
Depois de todo este filme, algumas questões perturbam-me...
Quem vai assumir os danos materiais e psicológicos desta enfermeira? Não sou perito em direito mas, na minha opinião, a responsabilidade deve ser do hospital. O hospital será responsável pela segurança dos seus funcionários em todo o perímetro hospitalar e isso obviamente engloba o parque.
Devemos ficar preocupados colegas. A nossa profissão já é de risco elevado, a segurança intra-hospitalar já está fortemente comprometida no nosso dia a dia e agora parece que até a "peri-hospitalar" está em risco.
Os avisos já tinham sido vários. Os assaltos a viaturas no parque já aconteceram e por mais que uma vez. O parque é um local mais que apetecível para os criminosos, há poucas ou nenhuma câmara, tem locais de fraca ou nenhuma iluminação, há horas em que o movimento é nulo ou quase nulo e qualquer pessoa tem acesso ao parque quer por norte, sul, este ou oeste.
Porque razão então não se tomaram medidas? O que é que vai ser feito agora? O que é que vai sair da reunião entre a PSP e a administração? Umas "rondas" da PSP de vez em quando pelo parque? Será que isso vai resolver? Evidente que não. É necessário analisar o problema de raiz, são necessárias obras para vedar o livre trânsito no parque, aproveitavam e alargavam-no, porque estacionar neste parque é uma aventura. Por muito que custe a muita gente, as entradas e saidas do perímetro do hospital, deverão ser limitadas, controladas e vigiadas.
Ajam!!... a fim de evitar uma tragédia maior
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Cheira-me a esturro
Publicada por
Guilherme de Carmo
Olá, olá!
Alguem sabe detalhes da empresa de contrataçao de assistentes operacionais para o hospital?
É que andam por ai uns comentários de que essas empresas são geridas por funcionários cá da casa.
Ao que vejo, neste país, ja acredito em tudo...
Alguem sabe detalhes da empresa de contrataçao de assistentes operacionais para o hospital?
É que andam por ai uns comentários de que essas empresas são geridas por funcionários cá da casa.
Ao que vejo, neste país, ja acredito em tudo...
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Gincana no Corredor do Serviço de Urgência
Publicada por
Guilherme de Carmo
Grande parte das macas do corredor do Serviço de urgência foram substituídas por camas modernas e aparentemente mais cómodas para o doente.
Louvámos a intenção de quem tomou tal decisão, de facto os doentes que continuam a permanecer longas horas a fio, no corredor, merecem pelo menos, menos desconforto.
No entanto há algo importante a relembrar a quem tomou tal decisão: Leis da física.
Se já anteriormente, com as macas encostadas à parede, de um e de outro lado do corredor, seria tarefa difícil para os Assistentes Operacionais, passarem com os doentes em maca ou cama, num corredor carregado de obstáculos, tornou-se agora por razões físicas, quase impossível.
O princípio básico de que um corredor de um Serviço de Urgência deva estar desimpedido para situações de emergência, desapareceu agora com esta mudança.
Por vezes temos as melhores das intenções, mas como dizia o outro, "é preciso ber! Ber!"
Finalizo questionando se camas no corredor, não será também um convite para deixar os doentes no Serviço de Urgência...
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Reparos do Utente - Hospital de Braga
Publicada por
Guilherme de Carmo
- Mas é que se estas pessoas fossem antipáticas mas fossem competentes ainda se admitia... mas parece que nem isso...
Dos exames que fiz dois deles correram nitidamente mal. Num deles era preciso que o acessório que foi aplicado vedasse em contacto com a pele, o que não aconteceu. Não aconteceu porque tinham falta de alguns tamanhos daquele acessório (mesmo assim a técnica deu o exame por concluido com sucesso e produziu um relatório como se nada fosse). Noutro exame um dos drenos que me foi aplicado acabou por sair numa altura critica em que o equipamento efectuava algumas leituras (apesar de não ter corrido muito bem, o exame não foi repetido e foi produzido um relatório que mais uma vez não referiu que o dreno saiu). Como podem imaginar fiquei com muitas reservas quanto ao resultado daqueles exames... os médicos que mandaram fazer os exames disseram que em face dos resultados estava tudo bem... e eu continuei com os sintomas sem que as causas fossem descobertas, ou fosse feito um diagnóstico para que o problema fosse resolvido. Quem sabe uns exames bem feitos permitissem resolver o meu problema de saúde...
Agora vivo noutra cidade, já tive que me servir do Hospital daqui e para já não tenho razões de queixa. O Hospital de Braga deixou-me uma péssima impressão, lamento dizer isto mas é a verdade!
Por um utente (como todos nós somos)
Carlos Mota
segunda-feira, 28 de abril de 2014
reduzir as quotas!!!
Publicada por
Guilherme de Carmo
Já há muito que andava para publicar este comentário de um colega, sobre o absurdo que pagamos em quotas para a Ordem dos Enfermeiros. Eu já há muito que deixei de pagar quotas e só o farei ou no final de cada ano, ou quando precisar. Estou farto de andar a pagar para coisas inúteis
Aqui fica a ideia do colega:
Viva Guilherme. Parabens por este post, nada poderia ser mais oportuno.
Está na altura de pensarmos global (nacional) e agirmos local (individualmente).
Passo a explicar-me.
Tenho falado com alguns colegas e a grande maioria está de acordo com a necessidade de reduzir as cotas.
Eu e alguns colegas já o começamos a fazer. Desde o inicio do ano que colocamos num envelope o dinheiro da cota mensalmente. Se só pagarmos no final do ano (em Dezembro) isto vai implicar um estragulamento da Ordem em termos finaceiros e vai obriga-los a ir á bolsa do que já amealharam e repensar os gastos que têm tido.
Repara:
1º - Por mês entram na Ordem cerca de €10,00*41000 membros = €410.000,00.
O quê?!?!?!?! Cada mês em cotas são mais de €400.000????
Em qualquer banco a um juro de 3 a 4% (esta quantia permite negociar juros especiais de 4 a 5% ao ano) permitia um ganho mensal de €8.400,00 acumulado todos os meses com as cotas desse mês e dos meses seuintes. É só fazer as contas.
Por ano são 410.000/mês * 12 meses /ano = €4.920.000 (quase 5 milhões de euros/ano)?!?!?!?!!?
Agora perceberam como se compram antigos palacetes para sedes e delegações regionias?!?!?!
2º - imagina que todos os enfemeiros deixam de pagar mensalmente as cotas da ordem e só a pagam no final do ano. A torneira vai fechar e vai ajudar aquelas mentes a repensar o seu modo de vida.
Quando pagarmos a cotas todas no final do ano, vai ser uma enxurrada de dinheiro mas, até lá, já reformularam muitas das despesas e dos gastos.
Se pensarmos naquilo que podemos fazer individualmente mas com sentido colectivo, as coisas mudam mais rápido.
Proponho então o seguinte:
- De imediato deixar de pagar mensalmente as cotas da ordem e colocar esse dinheiro de reserva para no final do ano podermos pagar as cotas.
- Organizarmos-nos em grupos ou até em autocarro e irmos a Lisboa à votação da Assembleia da Ordem no dia 21 de Março. Podemos começar por nos organizarmos nos serviços e alargar aos serviços vizinhos ou com menos capacidade de mobilização, centros de saúde, clinicas, etc.
Vais ver que VAMOS CONSEGUIR.
Força
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Opiniões X - A senhora de Castro Laboreiro
Publicada por
Guilherme de Carmo
Provavelmente o comentário mais intenso que alguma vez recebi...
Excelências,
Ditou-me a sorte e o infortúnio que nascesse nos contrafortes da Serra da Peneda, mais precisamente no lugar da Seara da Freguesia de Castro Laboreiro.
A sorte permitiu-me que cedo abalasse encostas abaixo e “a salto” descesse a Entrimo, por carreiros que anos de pastorícia me tinham ensinado, subisse as encostas de Bande até criar raízes em terras Galegas, onde, desde há anos sou benificiário do “SERGAS”, que em nada enferma das maleitas do SNS, das bandas de lá do Lima.
O infortúnio, de ter deixado a minha querida mãe, que já conta mais de oitenta e cinco Primaveras, nas varandas da Corga dos Enforcados a 150 quilómetros da capital do Distrito.
Mas nem a sorte de poder respirar os ares da serra, o cheiro das urzes e das carrascas, preveniram as cicatrizes que as amarguras da vida e os anos de solidão deixaram na minha mãe. A dor de ter de ver partir os seus oito filhos, a solidão e a incerteza de poder ver regressar os netos a este País que teima em cavar sepulturas em vez de alicerçar Maternidades, quase a mataram.
O infortúnio de ter que suportar as mazelas que os anos trazem aos seios que deram de mamar aos oito filhos que a custo criou, e que agora os Médicos lhas palpam com a força, que nenhum dos mais esfomeados e irrequietos dos seus pupilos o tinha feito.
Foi então num vaivém entre Castro e “Biana”, que lhe disseram, lá no hospital, que tinha uns “caroços” nos seios, que a obrigavam a ir fazer uns exames ao Porto.
Ao Porto senhor doutor, perguntava a minha pobre mãe, com tanto de assustada quanto de incrédula. Sim minha senhora respondia educadamente o médico. Mas vocês aqui não fazem senhor doutor? É que eu nunca fui ao Porto. Retorquia a minha mãe.
Com paciência pouco habitual lá foi dizendo o médico. Só no Porto minha Senhora; tem que ser no Porto.
Excelências;
Castro Laboreiro fica a 250 quilómetros do Porto, sendo que a viagem mais próxima é com parte do percurso em estradas Galegas! Na melhor das hipóteses a viagem, ida e volta, demora cinco horas. A idade da minha mãe e de outras mães do Distrito de Viana do Castelo, já não suportam os abalos que as centenas de curvas e de euros que nos separam do Porto.
Senhoras e Senhores Deputados da Nação;
Rogo-vos em nome da minha mãe e de outras mães do Distrito de Viana do Castelo, pois julgo que tal nobre apelo, por tão nobre causa, me perdoam deste altivo impulso, que perguntem a quem, o direito de o fazer Vos assiste:
Qual a razão dos habitantes de Viana do Castelo, Mulheres e Homens se de deslocarem ao Porto para fazer exames radiológicos?
Existem ou não meios técnicos no Distrito para dar uma resposta a esta situação?
Que fundamentos justificam tão violentos sacrifícios e avultados custos?
(foto retirada da internet, sem qualquer relação com a pessoa em causa)
III Jornadas do Serviço de Urgência Básica de Ponte de Lima
Publicada por
Guilherme de Carmo
A pedido de um colega da organização, é com muita honra e prazer que divulgo as já famosas Jornadas na ULSAM Ponte de Lima.
Estimados colegas,
Nos dias 15 e 16 de Maio de 2014, iremos realizar as III Jornadas do SUB de Ponte de Lima.
O Programa aborda temas que julgamos ser pertinentes e que poderão ajudar a responder aos desafios que as Equipas Multidisciplinares que actuam nos Serviços de Urgência e Emergência encontram no seu dia-a-dia.
Contamos com a V. presença e divulgação deste evento.
Agradecemos desde já a V. Colaboração na divulgação das mesmas.
Estejam à vontade para colocar qualquer questão. Tentaremos responder em tempo útil.
Com os melhores cumprimentos
P´la Organização das III Jornadas da SUB de Ponte de Lima
Email: jornadas.sub.pontedelima@gmail.com
Uma curiosidade...
Lanche Regional com prova de Vinhos "Verde de Honra"
Estimados Colegas,
A Comissão Organizadora das III Jornadas do SUB de Ponte de Lima, vem por este meio informar Vossas Excªs que por MOTIVOS QUE NOS TRANSCENDEM, o local da realização das Jornadas passa do TEATRO DIOGO BERNARDES, para o AUDITÓRIO RIO LIMA (Junto às Escolas), no Centro Comercial Rio Lima.
O Restante Programa mantêm-se inalterado.
Desde já, as nossas mais sinceras desculpas.
(clicar nas imagens para aumentar)
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Fico alarmado com o poder das chefias...
Publicada por
Guilherme de Carmo
Olá amigos! Voltei! É que com esta história das 40 horas não tenho tempo para nada... e o Blog fica para 4º ou 5º plano infelizmente.
Outro dia ao vestir a farda reparei na verdade desta etiqueta, se por um lado tem a sua piada, tem o seu "quê" de alarmante também.
Não sei porque razão mas veio-me logo à cabeça o colega que contra sua vontade, foi empurrado do seu serviço, a Unidade de Cuidados Intensivos, para o Serviço de Urgência.
Consta que a chefia o apontava como um elemento "destabilizador" da equipa, alguém inconveniente para o harmonioso funcionamento da UCI.
O mais curioso é que toda a equipa gostava deste elemento, tanto gostava que vários foram defendê-lo, procurando dessa forma dissuadir a decisão da enfermeira-chefe.
Esta estaria irredutível, era irreversível!
Nem o "diálogo", aquele que deveria ser o pressuposto básico de uma chefia, foi considerado. Nem a "nova oportunidade", mesmo que não tivesse qualquer sentido ou justificação, foi considerada.
Era e é um colega conhecido por ser defensor dos direitos laborais dos enfermeiros, reivindicativo quando tal o exigia e talvez por isso, inconveniente.
Fico alarmado com o poder das chefias... e chego à conclusão que o autor da etiqueta é que deve ter razão
Ponham-se finos ou qualquer dia estão na Esterilização!
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Movimento - Baixa A Quota da O€
Publicada por
Robin dos Hospitais
Tomo a liberdade de divulgar a iniciativa Baixa A quota da O€, que tem surgido aí em força, principalmente no Facebook. Penso que o seu mentor não levará a mal, ou mentores!
(tudo o que é dito a partir daqui é da minha inteira responsabilidade - ROBIN dos HOSPITAIS. Nada do que será dito está relacionado com o movimento referido).
Apelo veementemente a todos os colegas que apoiem e adiram a esta causa, para bem dos nossos bolsos e acima de tudo para impedir o roubo a que a OE nos tem sujeitado!
É mesmo isso que leram, eu sinto-me roubado! E digo-vos mais! Apenas não irei a tal AG porque não tenho as quotas em dia! Assumo aqui perante todos, que devo já vários meses porque não tenho dinheiro para pagar e tendo que fazer cortes, a mensalidade à OE foi logo o primeiro!
Recebo um ordenado vergonhoso, muito graças a OE, que não é capaz de nos elevar ao nível que merecemos e por isso tenho tanto que poupar, ao ponto de ter pausar os pagamentos que me obrigam a efectuar a OE! E a minha vontade era de nunca pagar! "Mas tem que ser", dizem-me... "são eles que te dão o título" Dão-me o tanas! Eles não me dão nada! Sou enfermeiro graças aos meus pais, a mim e a Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo!
O que é que eles fizeram por mim? NADA!
O que é que até hoje fizeram para nos valorizar? NADA!
Onde está o nosso dinheiro? Em mansões, mega viagens para NADA, projectos que não interessam a NADA e mais onde há-de lá saber-se...
10 euros a sair por mês dos bolsos de todos os enfermeiros (que são pouquinhos...)??? Imaginam bem a fortuna que não estará lá naqueles cofres? Parece a Santa Casa da Misericórdia aquele antro!
É o dinheiro que mais me custa a dar, vocês nem imaginam o que me custa ter que pagar 10 eur à OE todos os meses... sinto-me como se todos os meses, um pirata informático invadisse a minha net e me roubasse 10 eur... pelo menos este é honesto e assume que é um pirata!
Não brinquem com o meu dinheirinho, que muito me custa a ganhar! 10 eur??!!
Com todo o respeito pelos colegas do movimento, nem 7,50!
5 e já era muito bom! Antes da troika já mantinha este número, então agora é que o mantenho mesmo!
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Pense duas vezes antes de entrar
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Guilherme de Carmo
O Serviço de Urgência esteve em obras, levou umas pequenas remodelações.
A antiga sala de enfermagem/gabinete do enfermeiro chefe, passou a ser uma sala de ortopedia.
Esta era uma sala utilizada por todos os grupos profissionais, servindo muitas vezes de copa, sala de convívio ou descanso e acima de tudo sala de passagem, pois quem pretendia instalações sanitárias, passava por lá, mas não esqueçamos, era uma sala dos enfermeiros!
Alguns não concordam com esta mudança, outros não se manifestaram, eu cá até achei que houve melhorias, principalmente para o doente.
Agora os enfermeiros reúnem-se numa outra sala, mais pequena e quando pensava eu que íamos ficar mais resguardados, continuamos a ter uma sala de passagem, para que outros interrompam passagens de turno, assinem livros de ponto, etc, etc (mas aqui a culpa também é nossa, os livros de ponto de outros profissionais não deveriam estar lá).
Não sou um defensor de divisões radicais e apesar de ter ficado indignado com a relíquia de aviso na nova sala de ortopedia (foto em cima), começo a percebê-lo. Por isso, recomendo que deixemos de ser totós e sugiro um aviso para a nossa sala:
Só para terminar e mudando de assunto, acho que deveriam deslocar o aviso (foto em cima), para a porta de entrada do gabinete e colocar um "mesmo" entre "Pense" e "duas"... tipo um reforço de ideia.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Portugal está morto para os enfermeiros
Publicada por
Guilherme de Carmo
Dia para dia, penso cada vez mais em emigrar. O desejo de sair deste país que tem tanto de belo como de podre, tem-se intensificado, como eu nunca imaginaria que se intensifica-se.
Pesa muito abandonar a família, amigos, deixar de ir aqueles sítios que gostamos, abdicar de certos rituais, hobbies, mas por outro lado também pesa muito sermos desrespeitados no nosso trabalho e humilhados com o ordenado que levamos para casa.
Por muito que possa querer resistir, a ideia de emigrar parece que me persegue. Nas notícias é assunto constante, com a etiqueta sucesso colada, na internet invejo a satisfação de muitos colegas que relatam as boas mudanças, que com ela vieram e por cá vários são os colegas que cada vez falam mais no assunto, alguns até com a decisão já tomada.
Por cá a motivação é abaixo de zero, as perspectivas de melhorias são nulas, os investimentos na profissão de nada servem, progredir e carreira são palavras que caíram em desuso no vocabulário de um enfermeiro português, quase tudo piorou.
E agora?
Aproveito este post para pedir a colegas emigrantes que nos contem as vossas experiências, que ajudem tantos como eu, que pretendem mudar, a dar os passos certos nesta difícil decisão que é emigrar.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Assistentes Operacionais roubados
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Guilherme de Carmo
Ficamos frustrados, indignados por nos pagarem muito abaixo do justo, para aquilo que é a nossa competência e responsabilidade. Ficamos revoltados com os cortes no vencimento, com o corte nas horas extraordinárias.
Agora imaginem como se sente um Assistente operacional que trabalha no duro (os que trabalham) e recebe 400 eur, sem direito a ser recompensado pelas horas extraordinárias, caso faça turnos extra.
No mesmo meio temos os 2 extremos,alguns médicos com vencimentos, que nos dias que correm, podem ser considerados milionários, com o acréscimo de lhes serem bem pagas as muitas horas extra que fazem e no outro extremo funcionários com o salário mínimo nacional, que nem horas extraordinárias recebem.
Os sindicatos andam a dormir, o governo a roubar o pobre e os portugueses a taparem os olhos.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Ponto de ebulição no Serviço de Urgência de .....
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Guilherme de Carmo
Tal como se previa, a equipa de enfermagem do Serviço de Urgência de ..... chegou ao ponto de ebulição, depois de longo tempo numa espécie de banho-maria escaldado.
Vários são os assuntos que estão a deixar a equipa revoltada e esgotada, alguns já foram aqui enumerados. Continuemos com a análise:
Desde longa data que a equipa de enfermagem reivindica o aumento do rácio de enfermeiros por turno para pelo menos mais 1 elemento, baseados no aumento da segurança e qualidade de cuidados e condições de trabalho. Ainda muito antes do aumento exponencial do número de admissões de utentes, principalmente desde o fecho de SAP´s de vários Centros de Saúde, falava-se já desta necessidade, porém este assunto, aos olhos de quem manda no hospital, caiu em saco roto!
Criou-se um anexo do Serviço de Urgência, ou "contentor", como muitos lhes chamam, que basicamente é um pré-fabricado com algumas divisões, onde os utentes são observados e permanecem sob a responsabilidade de 2 médicos de clínica geral e 1 enfermeiro. Será importante reforçar a parte dos 2 médicos e 1 enfermeiro, já vão perceber porquê.
Neste local, diariamente são atendidos (bem) mais de 150 utentes. Cada médico vê os seus utentes, mais coisa menos coisa, será metade para cada, mas todos passam pela mão do enfermeiro, pela mão de 1 enfermeiro por turno.
Imaginam o que será 2 médicos a prescrever medicação, técnicas de enfermagem, análises e alguns prescrevem como se tivessem a fazer uma lista de compras de mercearia, para 1 enfermeiro?
Não seria o normal, o expectável, ter 2 médicos e 2 enfermeiros? Seria, mas aos olhos de quem manda no hospital, não é.
Assim sendo o stress geral da equipa vai continuando, o enfermeiro deste contentor continuará solitário, perante a avalanche de utentes que se tem verificado nos últimos tempos, que ainda mais intensa é, nesta época gripal. Continuará sem ajuda para responder às muitas situações urgentes, porque os seus colegas estão distantes, os assistentes operacionais ausentes, ocupados com outros serviços, porque também são poucos e os médicos afastados, fechados nos seus gabinetes.
O stress geral da equipa vai continuando porque há enfermeiros que vão almoçar às 15h e outros saem até sem almoçar, porque matematicamente é impossível rendê-los a tempo.
O stress geral da equipa vai continuando, porque quase sempre é o enfermeiro o alvo das reclamações dos utentes, pela demora no atendimento, porque a paciência também tem limites.
Solução para estes e outro males: mais um enfermeiro e fecho dos contentores das 24h às 8h. É só o que peço, é só o que se pede.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Médicos vigiam Michael Shumacher hora a hora
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Guilherme de Carmo
A propósito do grave traumatismo craniano de Michael Schumacher, dizia-se numa reportagem na TVI: "Os médicos do Hospital Universitário de Grenoble vigiam Michael Schumacher hora a hora..." é lamentável quando nem os jornalistas sabem quais as funções de um enfermeiro.
É triste isto ser habitual nas notícias. Sem qualquer tipo de vitimização, os médicos são importantes na recuperação de um doente e o enfermeiro também o é, principalmente na vigilância, pois essa é uma das principais funções de enfermagem. Temos que ensinar isto aos senhores jornalistas.
ver vídeo aqui
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Mensagem de Natal!
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Guilherme de Carmo
Feliz Natal para todo o mundo, em especial para todos os profissionais de saúde, que nesta quadra estão em trabalho, longe da família e (mais especialmente ainda) para todos os emigrantes enfermeiros (ou não)!!
Que o novo ano nos traga mais felicidade! Pois ultimamente isto não anda fácil para ninguém...
Fiquem com um dos pinheirinhos mais original que vi desde que tenho memória... o do meu Serviço!
Beijos para todos
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Urgência implementa mudanças importantes
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Guilherme de Carmo
Assistimos recentemente a mudanças consideráveis na estrutura e organização do Serviço de Urgência:
1ª A Urgência pediátrica passou a pertencer ao Serviço de internamento de Pediatria, deixando de ser da responsabilidade dos enfermeiros do Serviço de Urgência.
2ª O Serviço de Urgência passou a ter apoio presencial dos técnicos de cardiologia, nomeadamente para a realização de electrocardiogramas.
3ª A Triagem Geral passou a funcionar 24 horas no pré-fabricado, anexo ao Serviço de Urgência, mais conhecido pelos "contentores". Anteriormente estas instalações funcionavam das 8h às 24h, assegurando os cuidados aos doentes menos graves, com 1 enfermeiro e 2 médicos (clínica geral).
Muitas reclamações pairam no ar, todas elas devido à terceira mudança. A minha opinião vai de encontro a essas reclamações.
De louvar as duas primeiras medidas. É imperativo que uma criança, em qualquer que seja o contexto, seja cuidada por um(a) enfermeiro(a) especializado(a) em Pediatria e é benéfico para o doente ter um técnico de cardiologia por perto.
Totalmente contra a terceira medida, tal como todos os colegas que comentam sobre o assunto.
Analisemos o que se está a passar.
Os doentes que estão a aguardar decisão de uma especialidade médica, permanecem, ate à 1h - 2h da manhã, na primeira metade do Serviço de Urgência propriamente dito, que é uma estrutura construída com tijolos e cimento, ou seja, um edifício.
Depois ou têm alta ou são encaminhados para os diferentes internamentos, ou ainda (o que acontece com mais frequência) são desviados para a segunda metade do Serviço de Urgência propriamente dito, mais conhecido pelo OBS macas ou vulgarmente chamado "corredor". Desta forma, como decerto concluem, na tal primeira metade do Serviço de Urgência propriamente dito, deixa de haver doentes.
Todos os outros doentes, que anteriormente passavam às 24h, para o Serviço de Urgência propriamente dito, permanecem no pré-fabricado, o tal "contentor", um espaço ladeado por painéis de pladur, ou outro qualquer material pouco resistente, um espaço ôco e desviado do principal circuito de emergência, onde os doentes e profissionais se queixam frequentemente do frio e/ou das constantes alterações de temperatura, devido aos fraquíssimos aparelhos de ar condicionado e pelo ar que circula entre a terra e a placa de pladur do chão.
Todos os doentes que chegam durante a madrugada, são encaminhados então para este contentor e o Serviço de Urgência propriamente dito, nomeadamente a primeira metade, continua vazio.
Perguntam vocês, qual a vantagem desta mudança? Não sei, respondo eu.
Há quem diga que é para "limpar" o serviço de urgência propriamente dito aos olhos dos maiorais, há quem diga que é para que os médicos das especialidades sejam obrigados a despachar os doentes e há ainda quem diga que é para dar uso a uma estrutura que custou e continua a custar largos milhares de euros em aluguer, ao contribuinte.
O que eu sei é enumerar as desvantagens do não encerramento do contentor entre as 0h - 8h, comecemos então:
1ª Frio/mudanças bruscas de temperatura para o doente e profissionais. (No Verão será o calor extremo)
2ª Distanciamento entre elementos da equipa de enfermagem, o que é um RISCO em situações de emergência.
3ª Distanciamento entre enfermeiros e restantes elementos da equipa multidisciplinar (médicos e auxiliares), o que é um RISCO em situações de emergência.
4ª Falta de material específico para responder a situações de emergência.
5ª Distanciamento da Sala de Emergência (nos casos em que é necessário levar o doente do contentor para a sala de emergência)
6ª Distanciamento da Sala de Emergência (nos casos onde o médico tem que se deslocar do seu local de trabalho, ou seja, do contentor para a sala de emergência)
7ª Ausência de médico para assistir um doente emergente (nos casos onde o doente emergente entra directamente para a sala de emergência, não tendo o médico conhecimento imediato do que está a acontecer, o que leva a que se perca tempo e profissionais a chamá-lo)
8ª Distanciamento do Segurança/Porteiro do local onde efectivamente estão os doentes, o que provoca ainda mais insegurança em situações de conflito (cada vez mais frequentes).
9ª Desaproveitamento do espaço físico do Serviço de urgência propriamente dito que, mesmo com os seus defeitos, é muito superior ao contentor.
10ª Ruído permanente em dias de chuva, provocado pelo som das gotas a baterem nas placas
Caro colega, caro cidadão, o que pensa disto?
Nota: a repetição de "Serviço de Urgência propriamente dito" e "contentor" foi propositada.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Curtas estapafúrdias Vol XI - O hospital não tem vagas, fechou.
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Guilherme de Carmo
Centro de saúde:
Sr. Doutor - Têm que levar a senhora para o hospital. Tem que ficar internada. Mas vá para o Particular porque no outro (público) não há vagas!
Mais um habilidoso a tentar enganar o doente. Os médicos do Centro de saúde não sabem se há, ou não há vagas no hospital.
Vagas no Serviço de Urgência haverá sempre (seria bom que assim não fosse) e nos internamentos as vagas variam em curtos intervalos de tempo.
Mesmo assim as dúvidas dissipam-se quando se vai a ver e o Sr. Doutor era primo de um dos donos do Hospital Particular. Está tudo explicado.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Os incentivos
Publicada por
Guilherme de Carmo
Outro dia tive uma conversa com um colega de uma USF. Dizia-me a propósito das 40h semanais, que já há muito que as faziam, às vezes ultrapassavam-nas até. Pelo que percebi, não lhes eram pagas as horas que faziam em acréscimo, mas recebiam ao final do mês aquilo que todos conhecemos pelos denominados "incentivos". O seu ordenado (e falámos de alguém com poucos anos de carreira) por vezes chegava aos 1400 eur "limpos"!
Dizia-me também que trabalham num forte espírito de equipa, pois só assim conseguem atingir os objectivos que são propostos e só assim, recebem os tais "incentivos" ao final do mês.
Desconheço em pormenor estes objectivos, mas passa mais coisa menos coisa, por atingir uma determinada percentagem de consultas a grávidas, por exemplo, conseguir chegar a um x de consultas de planeamento familiar, ou prevenção de hipertensão, diabetes, etc.
O grau de satisfação dos utentes, pelo que estou a ver na minha curta pesquisa, também entra para as contas e no final, se todos trabalharem bem, há a recompensa, há o tal "incentivo".
No final da conversa desejei - Também quero trabalhar com incentivos! E senti um misto de orgulho e revolta. Orgulho porque vejo um colega de profissão receber um ordenado compatível com aquilo que é a sua formação, competência e responsabilidade, um ordenado de um licenciado em enfermagem e REVOLTA porque eu sou um enfermeiro com a mesma formação, competência e responsabilidade que ele e recebo ao final do mês BEM menos. REVOLTA porque sou um enfermeiro do Estado, tal como ele e sou descriminado.
A única diferença entre nós é que ele trabalha em cuidados de saúde primários (centros de saúde) e eu em cuidados de saúde secundários (hospital), o que me leva a pensar que, por parte do Estado, há uma indiferença pelos hospitais, rejeição até (talvez seja por isso que os estejam a privatizar) e uma predileção pelas USFs, o filho querido das reformas em saúde.
No final da conversa questionei-me, eu também trabalho numa equipa que se une para atingir objectivos, onde estão os nossos incentivos?
Os nossos objectivos são, por exemplo: minimizar a dor de um doente, aliviar a falta de ar, corrigir desequilíbrios graves, contornar incapacidades e limitações agudas e crónicas, cuidar de doentes vitimas de enfartes, avc´s, vítimas de acidentes de viação graves, entre muitos e muitos outros objectivos.
O nosso objectivo principal é salvar vidas! Será que não temos direito também a incentivos ?
Se calhar não.
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No Hospital de Braga existe uma grande desorganização bem patente. Falta de sinalização adequada dos diferentes serviços e funcionários antipáticos, desde os que estão ao balcão a receber as pessoas até aos médicos que as tratam.
Infelizmente tive que recorrer a diferentes serviços e fiquei muito mal impressionado. Vai-se para uma fila antes de ir à consulta e depois da consulta tem que se ir novamente para a mesma fila para validar os papeis ( receitas, próxima consulta, etc.). Por vezes depois das cinco, após a consulta, já não está ninguém ao balcão (apesar de existirem vários médicos a dar consulta), e isso pode significar ter que regressar ao hospital no dia seguinte para validar os papeis ou pedir alguma informação adicional. O telefone não funciona. Ninguém atende o telefone no Hospital de Braga. Já fiquei um dia inteiro a tentar ligar de 10 em 10 minutos sem sucesso. Toca toca e ninguém atende.
O pessoal que está nos balcões a receber as pessoas no Hospital de Braga por vezes é muito antipático, a um simples pedido de informação por vezes reagem mal, respondendo de uma forma completamente inadequada. O Hospital funciona mal, está mal sinalizado, por vezes é preciso perguntar o que se deve fazer, em que zona de espera esperar, qual foi o nome que foi chamado pelo intercomunicador (o sistema de som funciona mal, muitas vezes não se percebe qual o nome que estão a chamar) etc. Os utentes não sabem estas coisas, principalmente se é a 1ª vez. Da forma como os funcionários respondem parece que os doentes são obrigados a adivinhar.
Certos profissionais de saúde, em algumas zonas do Hospital, podem ser encontrados na cavaqueira uns com os outros. Aconteceu-me isso quando me mandaram entrar num dos corredores e procurar a enfermeira de serviço. Esta estava numa animada conversa com uma colega do serviço. Quando me apresentei, e disse que ia fazer um exame, levantou-se com um ar muito contrariado e lá foi para o gabinete do médico onde eu ia fazer o exame. Noutra situação foi preciso ir buscar o meu processo pois não estava em poder do médico que fazia a consulta. A auxiliar não estava ocupada mas também foi contra a vontade ao outro piso buscar o processo. Ao regressar ainda desabafou com o médico, dizendo que não devia ter sido ela a ir buscar o processo, porque quando chegou lá abaixo os colegas daquele serviço estavam na conversa e podiam muito bem ser eles a trazerem o processo. Mas que desorganização, inércia, falta de vontade de trabalhar, e tanto costume de passar o tempo a conversar em vez de trabalhar... E os contribuintes a pagar!
Alguns médicos atendem os pacientes sem o mínimo de consideração nem profissionalismo. Foram contratados médicos da América Latina, que me deixaram muitas dúvidas quanto à sua competência. Porque? Porque não gostam de explicar as suas decisões e conclusões. Ora o doente tem o direito de saber da sua situação, de qual o diagnóstico, dos fundamentos médicos, etc. Penso que um dos piores médicos que anda ali é o diretor do serviço de Urologia. Evitem este médico. Parece um animal de tanta insensibilidade. Trata os doentes como coisas. Cuidado, muito cuidado. Este senhor nunca devia ter seguido a carreira de médico. Este apesar de ser português também não gosta de explicar nada aos doentes. Não cumprimenta o doente com um Bom dia ou Boa tarde. Quase que não dirige a palavra ao doente nem gosta que este lhe dirija a palavra. Deve ser bruxo e adivinha o que o paciente tem sem sequer saber muito bem do que ele se queixa. Quem realmente sabe o que está a fazer não tem problemas em responder às dúvidas dos doentes, mas este individuo reage mal a perguntas, parece que se sente questionado... Fujam deste médico, é o meu conselho. No Hospital tratam-no por "professor". Se ensina em alguma universidade isso talvez explique as manias que ele tem, mas sinceramente não é bom ter um "médico" destes a ensinar outras pessoas... Que médicos vamos ter no futuro com professores destes?