Na passada 4ª feira, uma colega do Serviço de Pediatria foi vítima de carjacking em pleno parque de estacionamento do Hospital de Viana.
O criminoso levou-lhe o carro, sob ameaça de uma faca e consta que a coisa só não correu pior, porque a colega teve a coragem de um confronto verbal, evitando dessa forma o rapto que estaria planeado.
Fuga à Hollywood, com barra pelos ares, mas o meu ver o bandido até podia ir a 20 à hora e tocar na campainha ao segurança para abertura da barra, pois não havia ninguém para o apanhar (e mesmo que houvesse não o apanhavam certamente), ou câmara para o mostrar... (pelo que se fala, a câmara das barras está apontada para os pés do condutor... acho estranho, mas já acredito em tudo).
A Administração foi lesta em reunir com a PSP para encontrar formas de aumentar a segurança e a PSP supostamente estará a investigar... (vamos acreditar que sim). Mas.........
Depois de todo este filme, algumas questões perturbam-me...
Quem vai assumir os danos materiais e psicológicos desta enfermeira? Não sou perito em direito mas, na minha opinião, a responsabilidade deve ser do hospital. O hospital será responsável pela segurança dos seus funcionários em todo o perímetro hospitalar e isso obviamente engloba o parque.
Devemos ficar preocupados colegas. A nossa profissão já é de risco elevado, a segurança intra-hospitalar já está fortemente comprometida no nosso dia a dia e agora parece que até a "peri-hospitalar" está em risco.
Os avisos já tinham sido vários. Os assaltos a viaturas no parque já aconteceram e por mais que uma vez. O parque é um local mais que apetecível para os criminosos, há poucas ou nenhuma câmara, tem locais de fraca ou nenhuma iluminação, há horas em que o movimento é nulo ou quase nulo e qualquer pessoa tem acesso ao parque quer por norte, sul, este ou oeste.
Porque razão então não se tomaram medidas? O que é que vai ser feito agora? O que é que vai sair da reunião entre a PSP e a administração? Umas "rondas" da PSP de vez em quando pelo parque? Será que isso vai resolver? Evidente que não. É necessário analisar o problema de raiz, são necessárias obras para vedar o livre trânsito no parque, aproveitavam e alargavam-no, porque estacionar neste parque é uma aventura. Por muito que custe a muita gente, as entradas e saidas do perímetro do hospital, deverão ser limitadas, controladas e vigiadas.
Ajam!!... a fim de evitar uma tragédia maior


















No Hospital de Braga existe uma grande desorganização bem patente. Falta de sinalização adequada dos diferentes serviços e funcionários antipáticos, desde os que estão ao balcão a receber as pessoas até aos médicos que as tratam.
Infelizmente tive que recorrer a diferentes serviços e fiquei muito mal impressionado. Vai-se para uma fila antes de ir à consulta e depois da consulta tem que se ir novamente para a mesma fila para validar os papeis ( receitas, próxima consulta, etc.). Por vezes depois das cinco, após a consulta, já não está ninguém ao balcão (apesar de existirem vários médicos a dar consulta), e isso pode significar ter que regressar ao hospital no dia seguinte para validar os papeis ou pedir alguma informação adicional. O telefone não funciona. Ninguém atende o telefone no Hospital de Braga. Já fiquei um dia inteiro a tentar ligar de 10 em 10 minutos sem sucesso. Toca toca e ninguém atende.
O pessoal que está nos balcões a receber as pessoas no Hospital de Braga por vezes é muito antipático, a um simples pedido de informação por vezes reagem mal, respondendo de uma forma completamente inadequada. O Hospital funciona mal, está mal sinalizado, por vezes é preciso perguntar o que se deve fazer, em que zona de espera esperar, qual foi o nome que foi chamado pelo intercomunicador (o sistema de som funciona mal, muitas vezes não se percebe qual o nome que estão a chamar) etc. Os utentes não sabem estas coisas, principalmente se é a 1ª vez. Da forma como os funcionários respondem parece que os doentes são obrigados a adivinhar.
Certos profissionais de saúde, em algumas zonas do Hospital, podem ser encontrados na cavaqueira uns com os outros. Aconteceu-me isso quando me mandaram entrar num dos corredores e procurar a enfermeira de serviço. Esta estava numa animada conversa com uma colega do serviço. Quando me apresentei, e disse que ia fazer um exame, levantou-se com um ar muito contrariado e lá foi para o gabinete do médico onde eu ia fazer o exame. Noutra situação foi preciso ir buscar o meu processo pois não estava em poder do médico que fazia a consulta. A auxiliar não estava ocupada mas também foi contra a vontade ao outro piso buscar o processo. Ao regressar ainda desabafou com o médico, dizendo que não devia ter sido ela a ir buscar o processo, porque quando chegou lá abaixo os colegas daquele serviço estavam na conversa e podiam muito bem ser eles a trazerem o processo. Mas que desorganização, inércia, falta de vontade de trabalhar, e tanto costume de passar o tempo a conversar em vez de trabalhar... E os contribuintes a pagar!
Alguns médicos atendem os pacientes sem o mínimo de consideração nem profissionalismo. Foram contratados médicos da América Latina, que me deixaram muitas dúvidas quanto à sua competência. Porque? Porque não gostam de explicar as suas decisões e conclusões. Ora o doente tem o direito de saber da sua situação, de qual o diagnóstico, dos fundamentos médicos, etc. Penso que um dos piores médicos que anda ali é o diretor do serviço de Urologia. Evitem este médico. Parece um animal de tanta insensibilidade. Trata os doentes como coisas. Cuidado, muito cuidado. Este senhor nunca devia ter seguido a carreira de médico. Este apesar de ser português também não gosta de explicar nada aos doentes. Não cumprimenta o doente com um Bom dia ou Boa tarde. Quase que não dirige a palavra ao doente nem gosta que este lhe dirija a palavra. Deve ser bruxo e adivinha o que o paciente tem sem sequer saber muito bem do que ele se queixa. Quem realmente sabe o que está a fazer não tem problemas em responder às dúvidas dos doentes, mas este individuo reage mal a perguntas, parece que se sente questionado... Fujam deste médico, é o meu conselho. No Hospital tratam-no por "professor". Se ensina em alguma universidade isso talvez explique as manias que ele tem, mas sinceramente não é bom ter um "médico" destes a ensinar outras pessoas... Que médicos vamos ter no futuro com professores destes?