Assistimos recentemente a mudanças consideráveis na estrutura e organização do Serviço de Urgência:
1ª A Urgência pediátrica passou a pertencer ao Serviço de internamento de Pediatria, deixando de ser da responsabilidade dos enfermeiros do Serviço de Urgência.
2ª O Serviço de Urgência passou a ter apoio presencial dos técnicos de cardiologia, nomeadamente para a realização de electrocardiogramas.
3ª A Triagem Geral passou a funcionar 24 horas no pré-fabricado, anexo ao Serviço de Urgência, mais conhecido pelos "contentores". Anteriormente estas instalações funcionavam das 8h às 24h, assegurando os cuidados aos doentes menos graves, com 1 enfermeiro e 2 médicos (clínica geral).
Muitas reclamações pairam no ar, todas elas devido à terceira mudança. A minha opinião vai de encontro a essas reclamações.
De louvar as duas primeiras medidas. É imperativo que uma criança, em qualquer que seja o contexto, seja cuidada por um(a) enfermeiro(a) especializado(a) em Pediatria e é benéfico para o doente ter um técnico de cardiologia por perto.
Totalmente contra a terceira medida, tal como todos os colegas que comentam sobre o assunto.
Analisemos o que se está a passar.
Os doentes que estão a aguardar decisão de uma especialidade médica, permanecem, ate à 1h - 2h da manhã, na primeira metade do Serviço de Urgência propriamente dito, que é uma estrutura construída com tijolos e cimento, ou seja, um edifício.
Depois ou têm alta ou são encaminhados para os diferentes internamentos, ou ainda (o que acontece com mais frequência) são desviados para a segunda metade do Serviço de Urgência propriamente dito, mais conhecido pelo OBS macas ou vulgarmente chamado "corredor". Desta forma, como decerto concluem, na tal primeira metade do Serviço de Urgência propriamente dito, deixa de haver doentes.
Todos os outros doentes, que anteriormente passavam às 24h, para o Serviço de Urgência propriamente dito, permanecem no pré-fabricado, o tal "contentor", um espaço ladeado por painéis de pladur, ou outro qualquer material pouco resistente, um espaço ôco e desviado do principal circuito de emergência, onde os doentes e profissionais se queixam frequentemente do frio e/ou das constantes alterações de temperatura, devido aos fraquíssimos aparelhos de ar condicionado e pelo ar que circula entre a terra e a placa de pladur do chão.
Todos os doentes que chegam durante a madrugada, são encaminhados então para este contentor e o Serviço de Urgência propriamente dito, nomeadamente a primeira metade, continua vazio.
Perguntam vocês, qual a vantagem desta mudança? Não sei, respondo eu.
Há quem diga que é para "limpar" o serviço de urgência propriamente dito aos olhos dos maiorais, há quem diga que é para que os médicos das especialidades sejam obrigados a despachar os doentes e há ainda quem diga que é para dar uso a uma estrutura que custou e continua a custar largos milhares de euros em aluguer, ao contribuinte.
O que eu sei é enumerar as desvantagens do não encerramento do contentor entre as 0h - 8h, comecemos então:
1ª Frio/mudanças bruscas de temperatura para o doente e profissionais. (No Verão será o calor extremo)
2ª Distanciamento entre elementos da equipa de enfermagem, o que é um RISCO em situações de emergência.
3ª Distanciamento entre enfermeiros e restantes elementos da equipa multidisciplinar (médicos e auxiliares), o que é um RISCO em situações de emergência.
4ª Falta de material específico para responder a situações de emergência.
5ª Distanciamento da Sala de Emergência (nos casos em que é necessário levar o doente do contentor para a sala de emergência)
6ª Distanciamento da Sala de Emergência (nos casos onde o médico tem que se deslocar do seu local de trabalho, ou seja, do contentor para a sala de emergência)
7ª Ausência de médico para assistir um doente emergente (nos casos onde o doente emergente entra directamente para a sala de emergência, não tendo o médico conhecimento imediato do que está a acontecer, o que leva a que se perca tempo e profissionais a chamá-lo)
8ª Distanciamento do Segurança/Porteiro do local onde efectivamente estão os doentes, o que provoca ainda mais insegurança em situações de conflito (cada vez mais frequentes).
9ª Desaproveitamento do espaço físico do Serviço de urgência propriamente dito que, mesmo com os seus defeitos, é muito superior ao contentor.
10ª Ruído permanente em dias de chuva, provocado pelo som das gotas a baterem nas placas
Caro colega, caro cidadão, o que pensa disto?
Nota: a repetição de "Serviço de Urgência propriamente dito" e "contentor" foi propositada.
No Hospital de Braga existe uma grande desorganização bem patente. Falta de sinalização adequada dos diferentes serviços e funcionários antipáticos, desde os que estão ao balcão a receber as pessoas até aos médicos que as tratam.
Infelizmente tive que recorrer a diferentes serviços e fiquei muito mal impressionado. Vai-se para uma fila antes de ir à consulta e depois da consulta tem que se ir novamente para a mesma fila para validar os papeis ( receitas, próxima consulta, etc.). Por vezes depois das cinco, após a consulta, já não está ninguém ao balcão (apesar de existirem vários médicos a dar consulta), e isso pode significar ter que regressar ao hospital no dia seguinte para validar os papeis ou pedir alguma informação adicional. O telefone não funciona. Ninguém atende o telefone no Hospital de Braga. Já fiquei um dia inteiro a tentar ligar de 10 em 10 minutos sem sucesso. Toca toca e ninguém atende.
O pessoal que está nos balcões a receber as pessoas no Hospital de Braga por vezes é muito antipático, a um simples pedido de informação por vezes reagem mal, respondendo de uma forma completamente inadequada. O Hospital funciona mal, está mal sinalizado, por vezes é preciso perguntar o que se deve fazer, em que zona de espera esperar, qual foi o nome que foi chamado pelo intercomunicador (o sistema de som funciona mal, muitas vezes não se percebe qual o nome que estão a chamar) etc. Os utentes não sabem estas coisas, principalmente se é a 1ª vez. Da forma como os funcionários respondem parece que os doentes são obrigados a adivinhar.
Certos profissionais de saúde, em algumas zonas do Hospital, podem ser encontrados na cavaqueira uns com os outros. Aconteceu-me isso quando me mandaram entrar num dos corredores e procurar a enfermeira de serviço. Esta estava numa animada conversa com uma colega do serviço. Quando me apresentei, e disse que ia fazer um exame, levantou-se com um ar muito contrariado e lá foi para o gabinete do médico onde eu ia fazer o exame. Noutra situação foi preciso ir buscar o meu processo pois não estava em poder do médico que fazia a consulta. A auxiliar não estava ocupada mas também foi contra a vontade ao outro piso buscar o processo. Ao regressar ainda desabafou com o médico, dizendo que não devia ter sido ela a ir buscar o processo, porque quando chegou lá abaixo os colegas daquele serviço estavam na conversa e podiam muito bem ser eles a trazerem o processo. Mas que desorganização, inércia, falta de vontade de trabalhar, e tanto costume de passar o tempo a conversar em vez de trabalhar... E os contribuintes a pagar!
Alguns médicos atendem os pacientes sem o mínimo de consideração nem profissionalismo. Foram contratados médicos da América Latina, que me deixaram muitas dúvidas quanto à sua competência. Porque? Porque não gostam de explicar as suas decisões e conclusões. Ora o doente tem o direito de saber da sua situação, de qual o diagnóstico, dos fundamentos médicos, etc. Penso que um dos piores médicos que anda ali é o diretor do serviço de Urologia. Evitem este médico. Parece um animal de tanta insensibilidade. Trata os doentes como coisas. Cuidado, muito cuidado. Este senhor nunca devia ter seguido a carreira de médico. Este apesar de ser português também não gosta de explicar nada aos doentes. Não cumprimenta o doente com um Bom dia ou Boa tarde. Quase que não dirige a palavra ao doente nem gosta que este lhe dirija a palavra. Deve ser bruxo e adivinha o que o paciente tem sem sequer saber muito bem do que ele se queixa. Quem realmente sabe o que está a fazer não tem problemas em responder às dúvidas dos doentes, mas este individuo reage mal a perguntas, parece que se sente questionado... Fujam deste médico, é o meu conselho. No Hospital tratam-no por "professor". Se ensina em alguma universidade isso talvez explique as manias que ele tem, mas sinceramente não é bom ter um "médico" destes a ensinar outras pessoas... Que médicos vamos ter no futuro com professores destes?