quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Enfermagem faz greve à greve


Decerto o José Carlos Martins (Presidente SEP) não se importará que publique as suas palavras de reflexão em torno da greve de 24 de Novembro. 
Acho que será a mensagem ideal para todos nós.

"De acordo com os dados disponibilizados pela CGTP e o balanço final feito pelas Centrais Sindicais, esta Greve Geral foi um importantíssimo dia de protesto e exigência nacional, com uma significativa paralisação do geral dos trabalhadores e uma fortíssima expressão do sector dos transportes. Mesmo em dia de Greve Geral e com paralisação dos transportes, a Manifestação em Lisboa juntou milhares de trabalhadores.

Os Enfermeiros deram o seu contributo. Os dados de adesão a esta Greve Geral são inferiores aos da última Greve Geral (24/Nov/2010) e, naturalmente, bastante inferiores às Greves de Enfermeiros em torno da Carreira. Todos sabemos que a insatisfação e a revolta contra as medidas do Governo são muito superiores ao n.º dos que fizeram Greve. Mas, então, porque não fizeram Greve? Cada um terá as suas razões objetivas e subjetivas. Serão diversas. Mas, certamente, haverá uma grande “mancha” onde a resignação … o não acreditar que é possível, com a luta, mudar … a ausência de esperança em que as “coisas” melhorem … determinou a sua não adesão (isto em articulação com a perda de um dia de salário … que não é o caso no Turno da Noite=Minimos). Para além das pressões e das precariedades.

Neste contexto, de profunda impregnação social da inevitabilidade das medidas movida pela máquina de propaganda do Governo, a nossa/vossa  acção de informação, esclarecimento e de mobilização foi fundamental. Vai continuar a ser fundamental. Cada vez será mais determinante. Isto porque, contrariamente ao “comum” dos enfermeiros,  somos dos que temos consciência que:
- a guerra é longa – é um combate de desgaste – os resultados não se atingem no imediato, após uma batalha, após uma Greve
Teremos de fazer muitas mais guerras… muitas mais Manifestações e Greves … MAS A HISTÓRIA DEMONSTRA, ATÉ “AO TUTANO”, QUE É O MOVIMENTO DE LUTA ORGANIZADO DOS TRABALHADORES QUE PROMOVE/DETERMINA AS MUDANÇAS, AS MELHORIAS, O PROGRESSO… E ELES (GOVERNOS, PATRONATO, FINANÇA) SABEM ISTO …e por isso nos querem desgastar, abater, desalentar.
ESTÃO ROTUNDAMENTE ENGANADOS.
É A CONSCIÊNCIA DISTO QUE NOS MOVE E DÁ ALENTO PARA AS PRÓXIMAS BATALHAS QUE SE AVIZINHAM

A LUTA CONTINUA
FORÇA
ABRAÇO
JCMARTINS"

Concordo em pleno com tudo isto. É por tudo isto que este blog tem o nome que tem. Porque às vezes dá vontade de desistir ao ver tanta descrença e acomodação na maioria dos enfermeiros. 
Só te queixas, criticas tudo e todos, falas mal da Ordem, dos sindicatos. Mas já paraste para pensar?? Já paraste para pensar o que é que tu fizeste para mudar de rumo. Que moral tens tu para criticar, se nem uma greve geral de trabalhadores fazes? Que moral tens tu, se nem no momento de maior expressão de revolta do povo, correspondes com o maior sinal de indignação. Que moral tens tu, se nem uma palha moves pela luta? Sim, porque só com a luta é que se chega lá. A história assim o prova. É pelo dinheiro perdido? É pela descrença? E se todos desacreditarem, para onde vamos?
E se todos acreditássemos, para onde iríamos?
Acorda




sábado, 19 de novembro de 2011

Médicos recebem "subsídio" de "reanimação" ??!



Consta que existe no nosso hospital um certo "subsídio" de cerca de 800 eur/mês para alguns médicos. Esse "subsidio" é-lhes pago por fazerem trabalho de reanimação.

Agora questiono?

E os outros médicos que também integram as equipas de reanimação não teriam igualmente direito a esse "subsídio"?

E os enfermeiros que também integram as equipas de reanimação não teriam igualmente direito a esse "subsídio"?

É que todos têm papel de igual importância no trabalho de reanimação.

Discriminações aparte, A QUE PROPÓSITO ESTE "SUBSÍDIO" EXISTE? 

O trabalho de reanimação não faz parte das funções de qualquer médico?

E os médicos já não são pagos  pelo seu trabalho?

ENTÃO COMO É POSSÍVEL QUE EXISTA ESTE "SUBSIDIO"?

COMO É POSSÍVEL QUE, NOS TEMPOS EM QUE VIVEMOS, SE PERMITA A VERGONHA QUE É ESTE "SUBSÍDIO"?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Enfermeiros contratados vão pro desemprego


Achei importante publicar o seguinte comentário enviado no último post,


A denúncia parte do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que fala em perigos para a saúde pública: 100 enfermeiros do Hospital de São João (HSJ), no Porto, estão a perder o emprego por não verem renovados os seus contratos.
A administração do HSJ só confirma 9 casos. Em comunicado, o SEP salienta que são 14.000 horas de cuidados de enfermagem por mês que deixarão de ser prestados aos utentes do hospital. “Todos estes enfermeiros, à semelhança do que acontece em outras instituições, ainda que em situação precária, foram admitidos para fazer face a necessidades permanentes. Estes enfermeiros são necessários! O seu despedimento demonstra a irresponsabilidade do Governo”, realça o sindicato.
Para o SEP, “o aumento dos riscos e as suas consequências resultantes da diminuição de enfermeiros (…) será da responsabilidade do Conselho de Administração do Hospital, dos ministros da Saúde e das Finanças e, por último, do primeiro-ministro”. “Inadmissivelmente, os ministérios da Saúde e das Finanças continuam sem tomar medidas que permitam a permanência dos enfermeiros em situação precária nos serviços”, critica o sindicato, lamentando que a administração do hospital ainda não tenha respondido a um pedido de reunião feito pelo SEP.
Fátima Monteiro, do SEP, refere que já foram dispensados do São João “dezenas de enfermeiros” contratados, estando os restantes a sair à medida que terminam os seus contratos. Segundo Fátima Monteiro, o hospital tem atualmente cerca de 1.700 enfermeiros, mas nalguns serviços a saída de contratados está a reduzir o número de enfermeiros para menos de metade. “É uma situação alarmante. Depois admirem-se que a taxa de infeção hospitalar suba, como foi revelado recentemente num estudo”, frisou.
Fonte do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João referiu que “no dia de hoje contam-se em 9 o número de contratos de trabalho de enfermeiros (…) que terminaram e ainda não foram renovados”. Em causa está o despacho 12.083/2011, de 15 de Setembro, dos ministérios das Finanças e da Saúde, que obriga os hospitais a enviarem às administrações regionais de saúde e esta ao Ministério da Saúde “informação detalhada e casuística” que demonstre a imprescindibilidade de contratação ou renovação de contratos.
O MESMO SE ESTA A PASSAR NA ULSAM!!!!!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Que desperdício!



Há um programa interessante na cabo onde um chef de renome, dono de cadeias de restaurantes famosos, vai tentar relançar restaurantes que estão em pré-falência.
Gordon Ramsey, o chef, é implacável na crítica e ríspido no relacionamento, mas o que é certo é que o homem consegue reanimar aqueles restaurantes. Trata-se de um excelente gestor pois não está com rodeios para eliminar os obstáculos para o sucesso.

Num dos episódios alertou o patrão para o desperdício, para o exagero de comida confecionada. Rapidamente percebeu que esse seria um dos motivos para o insucesso do restaurante em “crise”, ensinando ao patrão que um dos segredos para uma boa gestão passava por evitar o desperdício.


E perguntam-me vocês, mas por que carga de água está este lunático a falar em culinária, chefs e gestão de restaurantes, num blog de saúde?!

Eu explico, tudo isto foi para chegar ao ponto-chave deste post, que é o Combate ao desperdício. Portanto fui dar uma grande volta e no fundo o post começa agora. Peço desculpa, às vezes dá-me para estas coisas.


Em qualquer sistema empresarial que se preze, o desperdício é evitado, caso contrário alguém vai acabar por sofrer as consequências.

A minha realidade, que como vocês sabem é um Serviço de Urgência, pertence a um grande sistema empresarial de nome, ULSAM. A ULSAM é uma Unidade de Saúde, que tal como muitas outras Unidades de Saúde, luta para evitar o défice e diminuir os milhões de eur de prejuízo do estado, responsáveis pela crise do país.

O combate à crise depende exclusivamente de uma boa gestão e uma boa gestão começa nas pequenas coisas, como por exemplo a eliminação do desperdício.

Muito haveria por fazer para se poupar num hospital e mais ainda se poderia fazer com os gastos na saúde de uma forma geral, alguns desses temas já foram cá discutidos e brevemente voltarão a ser, mas hoje falaremos apenas no desperdício.

No meu serviço, lamentavelmente, vejo muito desperdício. O local onde ele se torna absurdamente evidente é na Triagem Geral. Alguns médicos de clínica geral prescrevem sistematicamente terapêutica desnecessária, sem qualquer critério ou justificação clínica. Não sou eu apenas que o digo, toda a gente o diz, mas o que é certo é que a situação mantém-se e uma simples indisposição é corrida com soro, antipirético EV, análises a sangue e urina, RX, etc, etc. Já para não falar das prescrições efetuadas sem os doentes serem vistos e das prescrições efetuadas como que a "castigar" a vinda desnecessária do utente ao SU (ex: 2 ampolas Atarax IM, que doi que se farta e furosemida sem qualquer justificação, para o utente urinar várias vezes etc etc). 

Seria oportuno que o programa ALERT só deixasse que uma prescrição ou pedido fosse consumado, caso o clínico digitasse uma justificação, mas que não fosse um simples (.) como frequentemente se vê. Aí talvez se entendesse por que razão a uma pessoa com tonturas, logo à partida se prescreva soro fisiológico.

Não há turnos iguais, mas eles serão completamente diferentes, se estamos a trabalhar com os médicos  X e Y, que prescrevem desmesuradamente ou com os médicos Q e W que prescrevem criteriosamente.

O dinheiro que o hospital não pouparia se não contivesse estes gastos inusitados, este desperdício sem fim, chamem o Gordon Ramsey.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quero receber menos 20 eur ao final do mês

Já é de conhecimento geral que os vencimentos da função pública acima dos 1000 euros, vão sofrer os cortes dos “subsídios” de Natal, Férias e o rai q´o parta.


A minha reflexão sobre isso:


Sou contratado. Tenho um contrato sem termo. Não pertenço, nem nunca pertenci aos quadros da função pública. Tenho um vencimento base de 1020 eur (mas ao fim do mês, com os descontos, levo bem menos do que isso).
Trabalho há quase 10 anos e hoje levo menos dinheiro para casa, do que quando iniciei funções.
Nunca subi na carreira porque ela deixou de existir desde que comecei a trabalhar.


Posto isto, gostava de partilhar convosco as seguintes observações:


Para os benefícios como ADSE ou ex-ADSE, estatuto de bolseiro e outros e para os legítimos direitos, como o pagamento dos suplementos correspondentes às horas de valor (fins-de-semana, feriados, noites) e outros, nunca fui considerado um triste de um funcionário público, mas sim um ludibriado contratado e por isso não tinha, nem tenho esses direitos consagrados na lei e ganhos com justiça no passado
Para ficar sem os “subsídios” de Natal, férias e o rai q´o parta, já sou triste de um funcionário público.
Sendo assim e como se não bastasse, por causa de 20 eur, vão-me roubar (a mim e a tantos como eu) aquilo que é meu (nosso) por direito.


Essa corja anda mas é a gozar com a nossa cara. Até quando vamos ficar serenos, passivos ao roubo?


Com toda a convicção vos digo, tenho mais desprezo por estes políticos sujos e canalhas, do que o desprezo que tenho a um ladrão de multibanco.
Achei então oportuno criar um movimento no facebook “Quero receber menos 20 eur ao final do mês!”, cujo apelo é o seguinte:


"Sr Passos Coelho, não quero ganhar tanto ao final do mês!! Recebo 1020, peço-lhe encarecidamente para passar a receber 1000!! 
Fiquem com esses 20 eur, para ajudar nas vossas despesas e nas despesas do estado, que contribua para voarem novamente em primeira classe, que contribua para pagar um pouco mais aos gestores de empresas públicas que estão tão desgraçadinhos, na miséria. Podem até deixar estar os subsídios ou reformas vitalícias para os políticos como Duarte Lima, coitados que trabalham tanto são tao honestos e ganham tão pouco. Que contribua para pagar os flops dos estádios, auto-estradas e que o utilizem para dar seguimento as ideias fantásticas dos TGV´s, aeroportos, e outros projetos inteligentes e que contribua também para revitalizar o BCP BPN e toda a banca miserável que está nas lonas..
Agora tu que ganhas 1020 eur, ou que até estás solidário com esta causa, junta-te a ela, nunca se sabe até onde ela pode chegar." 


nota: (todos os factos descritos na primeira pessoa, mas muitos como eu encontram-se na mesma situação. As aspas são utilizadas como sarcasmo porque subsídio de férias e Natal nunca deveria existir, é dinheiro nosso por direito.. Não é nenhuma esmola nem nenhum subsidio).

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Porque é que há enfermeiros e médicos tão gananciosos?



Não sou contra o duplo emprego de um prof. de saúde (caso o segundo seja considerado como que um part time, um local onde se vá fazer mais umas horas).
Sou profundamente contra tudo o que seja mais que isso.
Quem não conhece enfermeiros e médicos que trabalham em vários locais, com um total de horas semanal inacreditável??
Cada um faz o que quer com o seu tempo, mas o que coloco em causa é o rendimento destas pessoas. Nalguns o rendimento não é muito afectado, cumprem as suas funções de forma eficaz (pelo menos por enquanto), mas em muitos é afectado e em larga escala. Arrastam-se, dormem nos gabinetes durante o dia, são pouco tolerantes, falam mal para as pessoas, trabalham menos, produzem menos, erram mais… Isto vê-se, mas também se comprova em estudos. (justo será acrescentar que este tipo comportamento é mais evidente nos médicos, pois são aqueles que fazem mais horas seguidas)
E será que estas pessoas têm qualidade de vida? É pelo dinheiro que fazem horas a fio? É que a trabalhar desse jeito nem tempo têm para o gastar… Podem estar a poupá-lo prá herança.
Desfrutem da vida...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Médicos costa-riquenhos com férias pagas pelo governo português


Ainda no mandato socretino, Foram contratados vários médicos costa-riquenhos para tentar atenuar a falta de médicos no país. O problema é que passados 4 meses estes médicos continuam em turismo pago, com um bónus de 1800 eur mensais.

Mais uma façanha do Sócrates em parceria com a ordem dos médicos..

Parece que tudo estará preso por um acordo de reciprocidade... Caso haja algum médico português que queira trabalho na Costa Rica. (lol)… só da pra rir mesmo

Mais uma vergonha neste nosso país que até está tão bem de economias..

O que são 1800 eur, vezes 4 meses, vezes número de médicos contratados? Nada!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

3 anos de PDDSE



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Após 3 anos, são números que me enchem de orgulho e que me levam a pensar que aquilo que começou por uma curiosidade, uma brincadeira, tornou-se uma página de reflexão e discussão, com alguma credibilidade e visibilidade.
 Nada seria sem a vossa participação, colaboração e apoio.
Os problemas nas relações entre profissionais de saúde, os problemas entre profissionais de saúde e utentes, os conflitos, os conflitos de interesses, as injustiças nas carreiras, o que se deve louvar, o que deve repudiar, os momentos divertidos, os momentos infelizes, o desrespeito do profissional para com o sistema, o desrespeito do sistema para com o profissional, os podres na saúde, os podres na formação, os podres nas escolas, os podres nos serviços, os momentos caricatos, os momentos difíceis, os bons momentos, as mágoas, as revoltas, as más atitudes dos enfermeiros, as más atitudes dos médicos, as más atitudes dos auxiliares e as boas atitudes também, os stresses, as paranóias, os vícios, as polémicas, as ideias, as sugestões e os pensamentos.
Foi tudo isto e mais ainda…
E assim espero que continue… mas que os factos positivos se sobreponham aos negativos, ao contrário do que até aqui.

Obrigado!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Triste saúde

…doente com 42 anos com diagnóstico de fibromialgia há 5 anos, seguida em reumatologia, vem com dores musculares. Estava a tomar Lyrica, Cymbalta e Cloxam e estava melhor. Porém, por razões financeiras, foi-lhe mudada medicação para Fluoxetina, Daizepan, Diclofenac e Trazodona e tem vindo a piorar…

Custa-me ler isto, quando temos toxicodependentes que são isentos.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Trabalhar no Novo Hospital de Braga


Acho que seria importante que todos tivessem conhecimento acerca da realidade de um hospital Publico privado, ou melhor Privado (e muito pouco de ) público. Trata-se de um relato de um enfermeiro (anónimo) do hospital Escala-Braga, cujo objectivo será decerto difundir a sua mensagem ao maior número de pessoas possível. O meu comentário segue no final

“Trabalhar no Novo Hospital de Braga

Como Enfermeiro no novo Hospital de Braga, venho manifestar a minha insatisfação e preocupação, pela forma como foram calculados os rácios do número de doentes por Enfermeiro, em quase todos os serviços de internamento.
É humanamente impossível prestar cuidados de saúde de excelência. A Sr.ª Enfermeira Directora, com a conivência das Enfermeiras Chefes dos serviços de internamento, disponibiliza diariamente das 20:30 horas às 09:00 horas apenas dois Enfermeiros e um Técnico Operacional (Auxiliar de Acção Médica) para um total de 30 doentes internados. Durante a tarde, fins de semana e feriados, todo o dia, cada enfermeiro fica responsável por 10 doentes!
Gostaria de lembrar que somos um Hospital Central (do SNS), de doentes agudos e instáveis, que requerem muita vigilância e cuidados diferenciados. Para além de que é referência para toda a região do Minho (mais de um milhão de habitantes).
A agravar as condições de assistência médica tem sido prática recorrente, e por decisão da administração, encerrar alas completas de determinadas especialidades. Obrigando, consequentemente, à passagem dos doentes para outros serviços, muitas vezes, de especialidades totalmente diferentes, e com outras especificidades.
Isto acontece por motivos puramente economicistas, que colocam em causa os interesses primordiais do doente. Mas também os profissionais de Saúde são afectados com estas políticas da administração do Hospital. Muitos têm sido frequentemente mudados de serviço, dispensados, por vezes, acontece a meio de uma jornada de trabalho, etc. Isto traduz-se, obviamente, numa enorme instabilidade profissional e familiar (sim, porque, não se lembram estes senhores, mas também temos famílias, que também sofrem com toda esta situação). Obviamente, com todas estas ocorrências, os enfermeiros, nunca são integrados nos novos serviços (muitas vezes, radicalmente diferentes), e deparam-se com 10 doentes, ou mais, ao seu cuidado, com características e cuidados exigidos, com os quais podem os profissionais não estar tão familiarizados. Sofremos nós, os enfermeiros, mas sofrem ainda mais os doentes.
A agravar este cenário, assistimos mensalmente, a mudanças na organização do tempo de trabalho. Em poucos meses de vida, este novo hospital já nos proporcionou os mais diversos e engenhosos tipos de horários! Tudo para tentar economizar mais alguns trocos! Seja por omissão de passagens de turno ou por redução de elementos em determinadas sobreposições, mais uma vez, as opiniões e interesses dos profissionais, não são tidos em conta. E muito menos pensa o Hospital se estas constantes alterações nas rotinas de trabalho afectam os doentes.
Quase todos os dias confrontamos as nossas Enfermeiras Chefes com as dificuldades que enfrentamos: o número reduzido de profissionais (Enfermeiros e Assistentes Operacionais) nos respectivos turnos de trabalho; a dificuldade de vigilância dos doentes; a impossibilidade de prestar cuidados de saúde de excelência. Para espanto nosso, as nossas chefias (Enfermeiras Chefes) não nos apresentam soluções e “choram como Madalenas arrependidas”!
Custa-nos entender que tenham este tipo de atitudes, quando a maioria delas antes da Parceria Público Privado com o Grupo Mello eram reivindicativas e firmes quanto aos rácios do número de doentes por Enfermeiro. E, algumas delas, ainda têm a “lata” de responder agora que “temos de ajudar o Grupo Mello”.
Nós profissionais, pensava-mos que ia ser um orgulho inaugurar um Hospital novo, com condições de resposta muito boas para todos: profissionais e doentes. Enganámo-nos redondamente! Condições para os doentes e visitas, sim. Melhorou substancialmente. Embora já se comece a notar que a escolha, da generalidade dos materiais, foi de péssima qualidade. Já existem muitas coisas estragadas e partidas, ainda com tão pouco tempo de uso (o ar condicionado continua a não funcionar correctamente, o sinal nas TVs é vergonhoso, inúmeras fechaduras danificadas tal como o porta papel dos WC, etc.)
Quanto às condições de trabalho para nós profissionais, falta quase tudo… Só para dar dois exemplos: os gabinetes de Enfermagem são minúsculos (não cabemos todos, nas passagens de turno, quando transmitimos aos colegas que nos vêm substituir, toda a informação importante dos doentes que estão internados); e é inadmissível não haver uma televisão para que consigamos estar despertos durante a noite (já que passamos 24 horas por dia com o doente); mas em cada enfermaria de duas camas, existem duas televisões LCD).
É também preocupante, que em certos períodos (feriados e fins de semana), exista apenas um maqueiro para dar apoio a todos os serviços de internamento do Hospital. Por norma, e na melhor das hipóteses, um exame “urgente” pedido de manhã é realizado ao final do dia, ou então no dia seguinte. Tem sido, muitas vezes, a boa vontade dos Enfermeiros e dos Assistentes Operacionais a evitar que muitos doentes não agravem o seu estado clínico ou algo mais grave, porque não realizaram um determinado exame atempadamente. Tudo porque o Hospital não quer pagar a mais alguns maqueiros.
A alimentação dos doentes, é também uma situação embaraçosa. É recorrente faltarem dietas, outras vêm incorrectas. Muitas vezes a porção do peixe e /ou da carne, é minúscula, etc. Tudo isto, começou apenas a acontecer, e de forma sistemática, após a privatização da cozinha do hospital.
Não menos frequente, é o facto de muitas vezes, quando se pede medicação à farmácia para os doentes, aparecer uma nota a dizer que o fármaco está esgotado. O que obriga o médico, a prescrever uma alternativa, se existir. Outra solução, que tem acontecido, é pedir à família para ir comprar a uma farmácia do exterior. Só assim o doente que está internado num hospital do SNS, pode fazer convenientemente a sua medicação; para não falar da medicação diária para o doente internado (designada unidose), que chega aos diversos serviços “tarde e a más horas”, mal identificada e com inúmeras faltas, enfim uma “balbúrdia”, o que nos obriga a nós Enfermeiros a uma atenção redobrada, para não haver troca de medicação.
E que dizer do ultraje, que é o parque de estacionamento do novo Hospital para os funcionários?! Ser obrigado a pagar 40,00€, ou mais, por mês, para poder exercer a profissão, é no mínimo um abuso. Para um Assistente Operacional, por exemplo, representa num ano o subsídio de Natal.
Para terminar, quero ainda denunciar o facto de existirem neste Hospital muitas disparidades no que toca à remuneração de profissionais iguais, que desempenham as mesmas funções. Após a privatização, profissionais que já trabalhavam há muitos anos no Hospital de São Marcos, foram “forçados” a mudar o seu contrato e, consequentemente, a trabalhar mais horas (de 35h para 40h semanais). No entanto, passaram a receber menos dinheiro, pois os suplementos nocturnos e de fim-de-semana, foram reduzidos de 50 e 100% para 25% e 0%. Ora, se estes profissionais, continuam a desempenhar as mesmas funções e a trabalhar para o mesmo SNS, não se compreende a sua desvalorização financeira, quando outros colegas mantêm a mesma remuneração.
Com tudo isto, penso que os profissionais de Saúde e a população utente do novo Hospital de Braga, ficou a perder em relação ao “velhinho” Hospital de São Marcos. Os profissionais de Saúde sentem-se desmotivados com todas estas situações. Eu próprio, sinto vergonha de ser Enfermeiro (profissão que sempre adorei e adoro) no novo Hospital de Braga. Aqui não me considero Enfermeiro, mas sim um “Jornaleiro” (sem desprazer pelos jornaleiros), a prestar cuidados a doentes, que necessitam de atenção da nossa parte, e que não a têm, pois já não temos tempo para lha dar.
Este sentimento aqui expresso por mim, é comum a todos os profissionais desta Instituição.
Com tudo isto, eu espero que a nossa Ordem, os Sindicatos, a Entidade Reguladora da Saúde e os Líderes parlamentares dos vários partidos pelo círculo de Braga, tomem uma posição, para que se possa mudar algo no nosso Hospital. Temos de voltar a prestar cuidados de Saúde de excelência, e a ter orgulho de ser Enfermeiro e de trabalhar no Hospital de Braga.

Um Enfermeiro"

Apesar de haver um ou outro pormenor que achei irrelevante que o autor referisse, pois a maioria das pessoas não entenderão (como a TV para os profissionais poderem ver), são gritantes as mudanças para pior no nosso sistema de saúde, tanto para os doentes, como para os profissionais. Algumas delas já aqui no PDDSE têm sido referidas, mas nunca é demais voltar a lembrar. A ver se despertámos para a podridão em que isto se está a tornar. A crise não pode ser a desculpa pelas injustiças que se cometem desde muito tempo antes de se ouvir falar em crise.

sábado, 24 de setembro de 2011

Esgotaram os colares cervicais


Há uns dias atrás o Primeiro-ministro assegurava que a qualidade dos cuidados de saúde não ia ser posta em causa, com todas esta políticas de austeridade.
No nosso hospital de Viana consta que já não há dinheiro para pagar aos fornecedores de colares cervicais. Estes cansaram-se de não receber e cortaram com o fornecimento.
O estado tem fama de ser mau pagador.. Já toda a gente o sabe, já há vários anos ouço falar em dívidas a fornecedores, bombeiros, etc...
Agora não ter dinheiro para pagar um colar cervical, que é uma material relativamente barato e imprescindível, é algo que nos deve deixar bastante apreensivos.

Então Dr. Passos coelho? É esta a qualidade que assegura?
Vamos passar a fazer imobilizações cervicais com os olhos...

sábado, 17 de setembro de 2011

Curtas estapafúrdias Vol IX - O ecstasy e o psicopata


Na triagem geral

Entra no su um casal de adolescentes, queriam um médico urgentemente. Tinham tomado ecstasy e estavam em pânico.
Após observação o próprio médico oferece comprimidos de diazepan.
Um dos jovens agoniados questiona:

"E isto não me vai fazer mal Sr doutor??!" 

Na triagem Manchester….

"Dói-me as mãos, os punhos e este ombro. Ate já fui vista por um psicopata… "

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Só uma pergunta...



O conceito de auxiliar de acção médica (AAM) nos serviços de saúde vai (e bem) mudar.

Cada vez se ouve falar mais em formações, cursos, etc.

Agora pergunto, será que depois destas mudanças as AAM ou assistentes operacionais vão continuar a fazer e desfazer as camas aos médicos?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Casarder



Um idoso chega de taxi à urgência e passados uns tempos, já lá dentro, entra em paragem cardio-respiratória. É entubado, ligado ao ventilador, efectuada uma série de cuidados emergentes e levado para a Unidade de cuidados intensivos.

Já na UCI, após melhorar acorda e diz: "tenho que me ir embora que tenho o taxi à minha espera..."

Faz-me lembrar o outro que tinha a casa quase a arder mas tinha q ir embora porque tinha uma consulta

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Enfermagem intercontinental


Deixo-vos com uma pequena conversa por email, sobre a realidade da Enfermagem no Brasil.
Email enviado pelo Thiago, colega brasileiro:

"Olá Guilherme, há tempos tivemos uma rápida conversa através de seu blog sobre a enfermagem e ser enfermeiro. Sou enfermeiro, formando pela Universidade Federal da Bahia, atualmente estou desempregado, uma forte crise abate a grande área da saúde no Brasil, pela saturação de mão-de-obra, independente da categoria profissional (enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos...) e a escassez de postos de trabalho. Sofremos muito pela precarização do trabalho, pelos baixos salários (de € 332,00 a 1400,00), jornada de trabalho ainda não estabelecida, em média 36 horas semanais. Estamos na luta por 30 horas semanais, assim como as outra categorias, por um piso salarial nacional de 1969,00, ambos projetos de lei que estão tramitando no congresso nacional, faltando apenas a aprovação no senado. Temos problemas com a fragmentação da enfermagem, temos enfermeiros - bacharel universitário, técnicos de enfermagem - nível médio de ensino, equivalente ao enino secundário português, e auxiliares de enfermagem - nível fundamental, equivalente ao ensino básico. Um dos maiores problemas é que as lutas se tornam fragmentadas e individuais, além da falta de capacitação constante através de uma educação permanente e crítica.
Enfim, continuo lendo e seguindo o seu blog e divulgando para os amigos!"

Resposta:

"Ola Thiago!
Em Portugal a situação é semelhante. a questão das 30 horas não se coloca cá.. há horários de 35h e 40h principalmente.
Os auxiliares de enfermagem vao começar a aparecer... ainda desconheço em que moldes.
Nos últimos tempos lutou-se intensamente por uma carreira mais digna, com  justos salários, no entanto esta crise global atenuou a luta...
Basicamente estamos uma merda...
Abraço e volta sempre! vou publicar a nossa conversa.. é importante os leitores portugueses terem a perspectiva dai"

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A gorjeta

Outro dia quiseram oferecer-me 10 eur pelo meu trabalho, pelo minha atenção em proporcionar o melhor cuidado ao doente, em procurar uma melhoria ao doente, no fundo quiseram pagar-me por ser enfermeiro.
À amável senhora, amada esposa do doente que batalhava para respirar, expliquei: “Agradeço, mas deixe estar, o estado já me paga”. Resposta típica de quem no passado se sentia um pouco ofendido nas várias vezes que uma situação semelhante ocorreu ao longo da minha carreira. Fazia-me sentir um pouco como o garçon ou o bagageiro que recebe gorjetas (sem menosprezo).
Mas digo-vos uma coisa, este sentimento acabou. Fui para casa a pensar “Eu devia ter aceite aqueles 10 eur… o estado paga-me, mas paga mal e porcamente… 10 euros sempre da pra ir várias vezes à padaria… ou algumas, que o pão tá um roubo.”
A minha perspectiva mudou naquele dia, o orgulho vai-me cair e com toda a sinceridade e frontalidade vos digo, vou passar a aceitar “gorjetas”. É dado de coração e o dinheiro escasseia.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Cultura machista nos assistentes operacionais

Ser assistente operacional ou melhor, ser uma boa assistente operacional não é nada fácil. Elas trabalham que se fartam. Reparem que estou a realçar o sexo feminino, porque também há assistentes operacionais masculinos.
No fundo pertencem todos a mesma carreira e todos têm ou deveriam ter os mesmos deveres funcionais, no entanto elas aspiram e limpam o chão, limpam armários, bancas e WC´s. Aquecem, preparam e dão refeições aos doentes. Vestem, despem e lavam doentes. Desinfectam e fazem camas. Transportam o que for necessário, inclusivamente macas. Colaboram nos diferentes cuidados médicos e de enfermagem como p.e. algaliações, entubações, aspirações, punções, posicionamentos, banhos na cama etc. Têm responsabilidades na esterilização, roupa de doentes e fardas de enfermeiros. Lavam e desinfectam material e repõem caso seja necessário. Transportam e colocam arrastadeiras e urinóis, limpam vómitos, reúnem o lixo, mudam os sacos de lixo, etc etc..
Os assistentes operacionais homens transportam macas e um ou outro tipo de material e repõem material (a maioria contrariado... dizem que não faz parte dos seus deveres). Quando um toma a iniciativa de fazer algo que está "subentendido" ser função da assistente operacional mulher, é criticado pelos seus colegas homens.
A culpa não será deles, a culpa é de quem instituiu ao longo dos anos uma certa cultura machista dos assistentes operacionais  homens ("maqueiros") e de quem é responsável pela gestão e formação de recursos humanos. Conheço alguns hospitais, principalmente da zona norte onde esta cultura não existe. Assistentes operacionais são todos, com as mesmas funções, independentemente do sexo. Se um assistente operacional homem tiver que mudar uma fralda fá-lo, tal como a assistente operacional mulher o faz.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O funcionário ausente

O funcionário ausente é aquele que recebe o vencimento por trabalhos não prestados.
Por outras palavras é pago, mas não trabalha… nem sequer põe os pés no trabalho… não faz um corno, népia, zero, rien.

E perguntam vocês como é isso possível? Também quero!
Então metam-se na política e no sindicato e adquiram uma licença de dispensa vitalícia…

Crise? Qual crise? Este é o pais do xico esperto e dos xicos burros que permitem este tipo de vergonha.
Eu tinha vergonha na cara…

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Desabafo urgente

Caro Guilherme e restantes colegas do SU do HSL (ULSAM). Por momentos achei que já tinhamos batido no fundo e era impossivel piorar, enganei-me. Aquilo que era desrespeito pela dignidade profissional dos enfermeiros transformou-se em violação da dignidade humana das pessoas que exercem enfermagem naquele serviço. Acontece que agora já sou mais cauteloso quando me questiono se será ainda possivel piorar mais, pois acredito que embora díficil basta pensar um pouco para encontrar uma ideia manhosa para tapar mais um buraco.

Outra questão que me coloco é até quando isto irá continuar?
Obviamente que não consigo responder. Todos os meus anteriores prognósticos foram totalmente erróneos.
A equipa de enfermagem está totalmente fraccionada e desgastada, que nem para lutar consegue arranjar forças, torna-se facilmente manipulável. A maior parte dos colegas perdeu o respeito por si próprios.

Reconheço que mesmo nestas condições parte significativas dos colegas conseguem manter um nível de qualidade e profissionalismo magnificos. Agora peço-vos um esforço mental para imaginar enfermagem de urgencia/emergência se se cumprissem algumas metas fundamenais:

- racios seguros;
- horários normais (35h/semana);
- formação em serviço;
- supervisão clinica em enfermagem;
- organização dos medicamentos e material de consumo clinico;
- integração e acompanhamento dos elementos recém-chegados;
- equipa de transferência de doente crítico;
- reuniões de serviço para aferir formas de actuação, resolver confiltos e estabelecer objectivos alcansáveis;
- manutenção adequados dos equipamentos;
- dotação de Assistentes Operacionais adequadas;
- orientação desses mesmos Assistentes Operacionais sobre estratégias de trabalho e objectivos a atingir;
- Reuniões multiprofissionais para construir objectivos e estratégias comuns (respeito efectivos pelas várias classes profissionais, nomeadamente os menos diferenciados, porque como seres humanos são iguais ao director de serviço ou ao primeiro ministro)
...
.....

Ops, desculpem estava a sonhar!
Voltando à realidade.
Este comentário serve apenas para desabafar. Não vai trazer qualquer mais-valia. Tem o valor que lhe os leitores lhe queiram dar. Para mim ajudou a fazer um pouco se psicoterapia.

Não me identifico por razões óbvias.
Perguntarão vocês porquê? E eu repondo... Já vi coisas que pensei não serem possiveis.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Serviço de urgência com falta de soluções

Ano após ano, com início da época de férias sente-se a angústia da equipa de enfermagem pelo excesso de carga de trabalho.
Para aqueles que desconhecem como as coisas funcionam, numa empresa normal os rácios podem ficar diminuídos durante as férias, porque o trabalho de X pode esperar, ou até pode ser substituído pelo de Y, ou a produção pode até passar a ser menor, mas numa empresa de saúde, isso não pode acontecer. Os rácios têm que ser mantidos e assim, com as férias, surgem os problemas que tardam a ser solucionados. Os que lá estão, quer queiram quer não, têm que dar resposta e fazer bastantes mais horas do que aquelas estipuladas.
Na minha opinião, quando há problemas deste género num hospital o serviço de urgência deveria ser o primeiro a ser resguardado com um reforço de recursos humanos, nem que fosse temporário. Mas ano após ano a história repete-se e a indignação da equipa pela inércia sucessiva dos responsáveis aumenta.

terça-feira, 14 de junho de 2011

TV enfermagem

Passo por aqui para vos recomendar o novo canal de enfermagem, "TV enfermagem".
Não sei se será bem bem novo, mas pelo menos parece e promete. Digo isso porque já no ano passado tinha falado num canal de enfermagem, mas não sei se será o mesmo.
Seja como for aborda assuntos que são do nosso interesse e eu gosto sempre de divulgar tudo o que seja pela enfermagem.
Além disso fiquem atentos porque pode ser que apareça numa reportagem! (olha o gajo convencido.... :))

Beijos

ps tive a ver melhor e afinal parece que é mesmo novo...