
domingo, 14 de março de 2010
Vais de ambulância? Não!.. Vou na "carreira"

sábado, 6 de março de 2010
O chat do SEP

terça-feira, 2 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Já não se pode ser original e divertido sem se passar por bêbado

- Maria Conceição Oliveira, sala 25;
- Manuel dos Passos Coelho, sala 18
e de repente, ouve-se em voz paternal:
- Susana (pausa....) Susaninha Matinhos!, sala 17, faz favor!
O pai vira-se para o miúdo:
- Uuui.. o médico deve tar cá com uma bebedeira..
A vida tem destes momentos únicos, que contados poderão não ter muita piada, mas ao vivo...
Agora penso, já não se pode ser original e divertido, sem se passar por bêbado.
Os meus parabéns ao Dr. Teixeira, como vou elogiá-lo, poderei dizer o seu nome. Tem a invulgar capacidade de conjugar ser bom médico e boa pessoa... e ainda por cima é original e divertido.
Nota: (todos os outros nomes são inventados)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Opiniões V - MDP

A ideia de sermos todos especialistas parece-me um pouco "inadequada"...
A ideia luminosa de sermos todos especialistas com base num portfolio (à RVCC - Novas Oportunidades), parece-me um atentado à dignidade da enfermagem. Quantas pessoas "tiraram" o 9º ano assim? Agora também o 12º e agora também ser enfermeiro especialista - que dignificante!
Quem defende este modelo comparando-o com o internato médico, devia conhecer melhor como funciona o internato médico. Depois há uma questão simples e básica que os nossos amigos da OE ignoram: com Bolonha os médicos (e muitas outras profissões) saem com a sua formação ao nível do 2º ciclo de estudos (mestrado). Muitas outras profissões funcionam num modelo formativo 3+2 em que o mestrado acaba por ser uma especialização numa área mais específica.
Se os enfermeiros não querem ficar para trás, tem de ser obrigatório existirem mestrados profissionalizantes nas várias áreas de especialização em enfermagem. Depois que venha o tal EPT ...
A habilitação académica mínima para se ser especialista em enfermagem tem de ser o mestrado (2º ciclo de estudos de Bolonha)...
NOTA: Sou enfermeiro graduado ligado à prática profissional, não tenho qualquer ligação ao ensino. As consequências futuras do que estamos a semear agora vão passar por uma completa vulgarização das especialidades e desvalorização académica da enfermagem...escolham!!
Peço a vossa opinião e reflexão e que a façam chegar à OE, SFF.
FILIPE
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Indignadinho de merda
Coisas que nos caem mal - "Está todo cagado!"
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
TV Enfermagem

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Curtas estapafúrdias IV - o 1º dia de aulas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
As aventuras de um grevista

domingo, 31 de janeiro de 2010
Enfermeiros, classe profissional ostracizada in Jornal "O Público"

Não sou enfermeiro. Sou jurista. Enfermeiros, classe ignorada De há uns tempos a esta parte temos vindo a assistir ao envolvimento quase messiânico da imprensa e, naturalmente, dos visados, na questão do estatuto dos docentes e, ultimamente, da sua avaliação, com evidentes consequências nas respectivas carreiras. Não se questiona a legitimidade nem a oportunidade de tais empenhos, muito menos o relevo social de tal classe profissional que, de resto, alcançou recentemente os seus objectivos. O que curamos aqui de advogar é evidenciar uma classe profissional esquecida e, ultimamente, explorada sob vários prismas, a qual, pelos vistos, e como a mais recente imprensa reconheceu, corre o risco de ser prejudicada com aquele sucesso. Referimo-nos aos enfermeiros. Constatamos, antes de mais, uma aparente contradição: tratar-se de classe profissional reconhecida e acarinhada casuisticamente quando confrontada em ambiente hospitalar ou similar e à qual se reconhece a dedicação, o carinho, a entrega até à exaustão e com forte componente emotiva, percebendo-se o desgaste profissional, com cargas horárias exageradas e, na maioria das vezes, com horários descontinuados, com noites sofridas. Em contraponto constatar-se que é uma classe profissional a que não é conferida uma digna contrapartida estatutária. Estes profissionais são licenciados, alguns com mestrado, academicamente ao nível de todos os outros profissionais licenciados (docentes, licenciados em história, psicologia, biologia, filologias, etc… etc…). Porém, o Estado, na perspectiva dos diversos serviços, ainda não interiorizou que os enfermeiros têm de ter idêntico tratamento aos demais licenciados, desde logo ao nível remuneratório e evolução de carreira. Não se compreende como o Ministério da Saúde e outras entidades continuem a equiparar, na prática, os enfermeiros a meros bacharéis e não licenciados que são e a permitir que estes profissionais, trabalhando 40 horas semanalmente, a que acrescem sempre turnos diferenciados onde se incluem os nocturnos, aufiram salários singelos, sem acréscimos dignos e, pior, sem um horizonte de evolução de carreira, particularmente quanto aos jovens enfermeiros, curiosamente, os academicamente mais habilitados. Bastará atentar mensalmente na listagem dos aposentados do Estado e comparar as pensões dos enfermeiros (em fim de carreira, note-se!) com os demais licenciados, particularmente com os docentes (educadores de infância e professores do ensino secundário), para se concluir quão injustiçados aqueles têm estado. Não se trata de censurar o que se atribui aos demais profissionais referidos, longe disso, mas tão somente usá-los como termo de comparação próximo para alicerçar a afirmaçãode que os enfermeiros têm sido efectivamente o parente mais pobre dos licenciados, e, na prática, não reconhecidos como tal, sobretudo, há que dizê-lo sem constrangimentos, quando são os que têm uma função física e psicológica mais desgastante comparativamente com os demais, à excepção dos médicos. Só quem não conhece o meio hospitalar pode não estar de acordo. Veja-se o tratamento do Estado a estes profissionais neste simples exemplo que me foi transmitido: consta que nas forças armadas os enfermeiros licenciados são os únicos licenciados que enquadram a classe dos sargentos enquanto todos os demais (seja qual for a licenciatura) enquadram a classe dos oficiais. Porquê? Pergunto: a licenciatura em enfermagem, com forte componente científica, merece menor qualificação que outra qualquer licenciatura (história, psicologia, filologia, etc… etc…?). Porque não se lhe atribui, como aos demais licenciados, idêntica qualificação? Estamos, sem dúvida, num Estado/sociedade onde complexos socioprofissionais se mantêm como há 40 anos, com uma agravante: Há 40 anos ao enfermeiro bastava a formação pouco mais do que básica. Hoje, além do 12º ano da área de ciências, como para qualquer licenciatura em ciências, exige-se uma licenciatura técnico/científica. Exige-se dedicação plena e exige-se elevada responsabilidade profissional. Em contrapartida uma mão cheia de muito pouco e infelizmente cheia de desilusão. Esta intervenção é apenas um contributo para que uma classe profissional (dos enfermeiros) obtenha a mesma atenção e reconhecimento atribuídos a outras classes profissionais que têm dominado o espectro político e jornalístico. Especialmente neste momento em que os responsáveis políticos não só não efectivam uma justa revisão da respectiva carreira, no mínimo equiparando-a às carreiras de técnicos licenciados e docentes, como, pasme-se, apresenta uma nova proposta que mais não é senão uma diminuição daquilo que se apresenta actualmente injusto e indigno para estes profissionais LICENCIADOS. Isto deve-se, quiçá, ao facto desta classe profissional não ter elementos seus ocupando lugares no poder político ou dele próximos e influentes nem servir de objecto jornalístico apetecível(?). Mas é também por estes motivos que o dever de cidadania efectiva numa democracia também efectiva e não meramente formal me impõe este dever de intervir por esta via, além de outras que assumi.
Por Jjunior
domingo, 24 de janeiro de 2010
Voltamos à carga...

Hoje, para meu regozijo, tenho que alterar este "rascunho". Assiste-se a um novo movimento, muitos de nós parece que finalmente acordaram e decidiram mexer-se contra este insulto à classe de enfermagem. Será que já foi tarde?? Tenho finalmente a impressão que a greve e a manifestação de dia 29 vão causar mossa no Ministério. É já noticia que largas centenas de enfermeiros se dirigem para Lisboa e a adesão à greve promete ser bastante significativa. Será que o pessoal vai aguentar o barco? Que é que vocês acham? Sentem-se capazes?? É que isto vai começar a apertar!! Já não andamos a brincar às greves... o caminho aponta para medidas radicais?? Estão prontos?? Eu apesar de estar saturado com tudo isto, tal como o colega que de seguida escreve (post abaixo), estou pronto e irei até às últimas consequências, porque não gosto que me ofendam. E tu? Vais até às últimas consequências? Ou vais querer continuar a ser explorado? Vê lá se acordas!! (esta última é só para alguns)
Opiniões IV - A realidade aos olhos da experiência

Recebi em comentários, o seguinte testemunho, que achei ser do vosso interesse.
Gosto do que faço. Sei fazê-lo bem. Profissionalmente, sou reconhecido pelos meus pares (e não só) como responsável, competente, autónomo e idóneo. O meu 2º emprego é a nível domiciliário, como profissional liberal e dou-me muito bem (quantidade de trabalho e remuneração do mesmo). Por isso, o meu ego está bem em cima. Por isso vou continuar a ser Enfermeiro.
Mas .... de modo algum me revejo nesta Carreira. Acho-a desmotivadora. Ignora todo um passado. Favorece o apadrinhamento. Retira o mérito.
Sempre me mantive nas lutas sindicais, quer aderindo às greves quer participando nas manifestações (ajuntamentos) frente ao MS, embora não seja sindicalizado (mas isso é outra história). Greves que muitas das vezes nada tinham a ver com os meus interesses, mas que visavam defender os mais novos.
Sinto-me defraudado pelos sindicatos. Não conseguiram transmitir para o exterior as reais dificuldades negociais e não souberam (ou não quiseram) envolver os pares.
A minha preocupação não é com os vencimentos (que não acautelaram). É com o reconhecimento que a nível do governo é dado à formação pós base. Como querem obter o reconhecimento da população ? Os enfermeiros continuam a vender-se barato (alguns até trabalham de borla).
Os (novos) enfermeiros não participam na vida sindical. Mas como os motivaram para essa vertente? Como se identificam eles com os sindicatos? Numa reunião havida recentemente na instituição onde trabalho, barraram a entrada aos mais novos porque "não tens as cotas em dia"; "ainda não és sindicalizado". Suou um pouco a reunião maçónica. Felizmente que os conteúdos foram iguais ao do comunicado que tinham distribuído 15 dias antes. Assim todos ficamos informados.
Ordem, Sindicatos, Escolas; Públicos e Privados. Cada um preocupa-se com os seus interesses particulares. Nunca houve tanta ignorância, (digo falta de informação), desmotivação e divisão como agora. Falta um elemento aglutinador que não se vislumbra no horizonte.
O desemprego na enfermagem é uma realidade cruel que pelos vistos há interesse em manter - pelo menos para os privados é maravilhosa esta situação. A migração é uma realidade. Do Norte para o Sul e para essa Europa fora. Uns são enfermeiros, outros "servents" mas ambos ganham honestamente o seu ordenado.
Qualquer dia, já que tenho que trabalhar até andar de bengala, também emigro - só pelo gozo de conhecer outras gentes.
Desculpem se alguém se sentiu "atacado" ou ofendido. São desabafos de um cota cada vez mais desiludido com o rumo da profissão e com os novos profissionais (são bons, esforçam-se, chegam mal preparados, mas procuram aprender e evoluir)."
14 de Janeiro de 2010 00:12
Anónimo por obrigação, cadaverisquisito@hotmail.com por opção
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Carta ao Presidente da República

"Será que o Presidente da República sabe? Será que ele tem noção do que se passa com a nossa profissão, com a nossa Carreira e como estamos a ser humilhados pelo Governo ???
Podemos e devemos questionar isso directamente. É para isso que ele está lá. Para escutar TODOS os Portugueses.E nós somos Portugueses.
Por isso proponho, que cada um de nós, em nome individual mostre a sua indignação, raiva, revolta ou outro estado de alma que atravesse neste momento face ao que os enfermeiros estão a passar.
É fácil. Basta clicar aqui
Eu cliquei e enviei a seguinte carta,
Ex.mo Sr. Presidente da República
Venho por este meio comunicar-lhe a minha extrema indignação com a forma como o governo português lida com o processo negocial da carreira dos enfermeiros portugueses. A situação está a deteriorar-se gradualmente, na proxima semana haverá muito provavelmente uma greve de 3 dias e futuramente, caso não haja avanços nas negociações, os processos de luta irão continuar e radicalizar. Falo em meu nome pessoal e em nome de todos os meus colegas que se sentem frustrados por a sua licenciatura não ser considerada como tal. Falo como enfermeiro na verdadeira essencia, que apenas quer contribuir para o bem estar da comunidade e que quer a todo o custo evitar as consequências negativas para as pessoas, de todos os processos de luta, que já há demasiado tempo têm vindo a acontecer. Com o poder que lhe é conferido, peço-lhe para intervir e pedir esclarecimento da situação vergonhosa que se passa nas dezenas de reuniões negociais. Não permita que haja enfermeiros portugueses a serem remunerados a 3 euros por hora, não permita o descalabro de desemprego que se tem vindo a verificar, quando o nosso país carece em demasia de cuidados de enfermagem em pleno. Não permita a descriminação que os enfermeiros estão a ser sujeitos em relação a outras classes de funcionários públicos.
Atenciosamente
Guilherme de Carmo
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Carta à ministra

"Colegas, face aos recentes eventos que envolvem Ministério da Saúde e Enfermeiros, o MS INSULTA a classe de Enfermagem com propostas salariais VERGONHOSAS!!"
"Estão já agendados 3 dias de greve (algo que não acontece no nosso país há cerca de 20 anos!), nos dias 27, 28, e 29 deste mês.
Como o tempo é de luta, solicito aos colegas que ENTUPAM o Ministério com as nossas palavras de revolta. Imprimam a carta que reenvio em baixo, e enviem-na ao Ministério da Saúde. Perderem uns 40 cêntimos e 5 minutos, não será pedir muito..?!
Todos sabemos que, esta situação de não sermos pagos como licenciados, perdura há mais de 10 anos!!
Uma década de contratempos e malabarismos do Governo, creio que já chegam para encher a cabeça de qualquer um!
Defendam a vossa profissão. Lutem pelo que merecem!
Não percam esta oportunidade de se manifestarem!!
Só nós podemos reivindicar o que merecemos! "
CARTA À MINISTRA DA SAÚDE ANA JORGE (redigida pelo SE):
Ministra: Ana Jorge
Morada: Av. João Crisóstomo, 9, 6º -1049-062 Lisboa
Exma. Sra. Ministra da Saúde
Dra. Ana Jorge
Assunto: Enquadramento dos Enfermeiros
Senhora Ministra
Não posso deixar de demonstrar a minha INDIGNAÇÃO e REVOLTA perante a proposta de remunerações e transições que o seu Ministério da Saúde (MS) apresentou à FENSE (SIPE – Sindicato Independente Profissionais de Enfermagem e SE – Sindicato dos Enfermeiros) em reunião decorrida no passado dia 11 de Janeiro de 2010.
É de todo INACEITÁVEL, entre outros aspectos, que o MS:
• Proponha que a remuneração base para os enfermeiros que venham a iniciar funções seja de 995,51€, abaixo do que hoje já auferem -1 020,06€ e do que aufere qualquer licenciado das carreiras gerais (1 201,48€); NÃO ADMITO A DESVALORIZAÇÃO DA MINHA FUNÇÃO SOCIAL, DA ENFERMAGEM, que a Sr.ª está a promover;
• Proponha que na transição para a nova grelha salarial, não tenha ganhos económicos. Ou seja,
estamos a ser penalizados pelo esforço da aquisição de níveis habilitacionais superiores – Grau de Licenciado, com acréscimo de competências que daí lhes adveio e mais responsabilidade, nomeadamente, no levar por diante as reformas no sector que o Ministério da Saúde está a implementar – INQUALIFICÁVEL;
• Não proponha qualquer revalorização económica para os Enfermeiros Especialistas e da área da Gestão, impondo, inclusive, a sua descategorização /mudança de funções (da gestão para a prestação) dos actuais Enfermeiros Chefes e Supervisores – INTOLERÁVEL;
• Proponha um Rácio para Enf.º Principal sem qualquer fundamento e totalmente desenquadrado das necessidades dos Serviços – INADMISSÍVEL;
Como tal, ao subscrever esta missiva, EXIJO TRATAMENTO DIGNO E RESPEITO na defesa do que sei que sou e da minha profissão, demonstrando-me disponível para aderir a todas as formas de luta que venham a ser decretadas pelos Sindicatos que visem o repúdio da inconcebível e humilhante proposta apresentada pelo seu MS.
Janeiro de 2010
Podem enviar para: gms@ms.gov.pt
Eu já enviei a minha
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Curtas estapafúrdias lll - Matreirices do Sistema Nervoso Central

Enfermeiro - Nao! Quem é que lhe disse isso?!
Sr José - Morreu, morreu... O Pinto da costa morreu. Responde igualmente convicto.
Enfermeiro - Nao morreu nada! Está enganado. Se tivesse morrido, era luto nacional!
Sr José - Humm... Então foi o Salazar!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Carta da Bastonária da Ordem dos Enfermeiros ao Pai Natal

Este ano portei-me bem, por isso a minha lista de presentes vai ser mais comprida do que o costume. Não sei te lembras, mas no ano passado, só pedi uma coisita: “mais Enfermeiros!” Realmente tive mais Enfermeiros, o problema é que as quotas são baratas e preciso ainda de mais... pois, como deves saber, estas "obras" cá na Ordem não são pagas com ar e vento, não é? Sabes, tive um sonho: sonhei que Portugal um dia terá muitos Enfermeiros. Tantos, que os rácios não serão traduzidos mais pela razão enfermeiro/utente, mas sim por utente/enfermeiro. Quero mais Enfermeiros!
Noutro dia fui ao hipermercado. Estava muito calor lá dentro e senti-me mal. Uma empregada simpática (do hipermercado), perguntou pelos altifalantes se havia algum médico ou Enfermeiro lá presentes para ajudar... Não apareceu nenhum médico, mas enfermeiros estavam muitos. Acho que só o homem do talho é que não era Enfermeiro. (...)
Cá na Ordem vai tudo bem. Tenho mais empregados novos! Até o jardineiro tem o curso de Enfermagem! Isto só traz vantagens: noutro dia vi-o pela janela a dar um sermão de ética aos peixinhos do lago aqui do jardim! Isto faz-me lembrar uma coisa ridícula que me aconteceu noutro dia: veio cá um "totó" a dizer que era Enfermeiro e que estava no desemprego... Perguntei-lhe logo se era para os apanhados! Ele disse que não! Vê-se logo que ele não percebia nada de rácios, enfim... aparece-me aqui cada um! Onde já se viu um enfermeiro desempregado?!
Ando um pouco triste. O meu gato anda doente. Levei-o a um Enfermeiro veterinário, daqueles que eu ainda me manifestei contra, mas de nada valeu, ou melhor ninguém me ligou, ele até era bom rapaz... Era ainda estagiário, andava a estudar o modelo de Nancy Roper para cães e não me pôde ajudar muito! Sabias que já dei um nome ao meu gatinho? Chama-se "Rácio". Gosto de animais. Na semana passada comprei um papagaio. Ensinei-o a falar, já sabe dizer "Quero mais Enfermeiros!" Agora a ando a ver se ele aprende a dizer "Quero inflacionar as quotas!" A menos com os meus animais de estimação tenho paz. Nem me quero lembrar do outro dia, em que fui visitar um hospital e tive de fugir pela janela, pois quando olhei para traz vinham umas centenas de Enfermeiros a correr em direcção a mim com cara de poucos amigos! Livra!! Não os entendo. O que é que eles querem? A maior parte deles ganha melhor que uma mulher-a-dias!! (sem desprimor para estas) (…)
Bom, não te quero aborrecer mais, mas este ano queria ainda mais Enfermeiros! E se fosses amigo, deixavas abrir mais duas ou três escolitas de Enfermagem. Tenho uma amiga ali perto de Pitões das Júnias (fronteira com Espanha) que diz que lá ainda não há escolas de Enfermagem. Foi uma desatenção minha! Há lá estábulos porreiros! Davam bons campos de estágios de obstetrícia: treina-se nos cavalos! É tudo a mesma coisa! O estágio de ortopedia podia ser na mercearia do Ti Rodrigo! As escadas são escorregadias, e muita gente parte lá as pernas e braços! Vai ser uma maravilha!
Abraços.
P.s. Pai Natal, é verdade que estás a pensar em ingressar em Enfermagem?"
Autor: Doutor Enfermeiro (2007) mas ainda se aplica aos dias de hoje...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Guerra entre aliados

O ambiente da nossa equipa está a deteriorar-se. Tal como se previa num anterior post, a equipa está mesmo a ruir. Já não se nota o espírito de entreajuda, que nos caracterizava, agora é mais o espírito de "cada um que se amanhe".
Em OBS, com o serviço continuamente carregado, com doentes ventilados a olho, cada um se defende com as armas que tem, do ataque do invasor. O invasor é a urgência geral, por sua vez bombardeada ininterruptamente por doenças ou pseudo-doenças. E aqui também, igualmente com as armas e estratégia militar de cada um, procura-se aliviar o campo de batalha, escoando os feridos o mais rapidamente possível, levando ao aperto do hospital de campanha (OBS). É isso mesmo meus amigos, estamos em guerra! Soldados e cabos já começaram a disparar e a guerra promete durar. Que se emita um tratado de paz, tratado este que partirá da boa vontade dos tenentes e generais. Será que estes se entendem? Vamos esperar que sim... caso contrário haverão baixas evitáveis no campo de batalha. Esta das baixas saiu-me bem... estou a ficar perito em trocadilhos
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Sr. Utente, se tiver um Enfarte, trate-o em casa. As Urgências estão lotadas…

domingo, 13 de dezembro de 2009
Teoria da conspiração ou da verdade?! - ex-ministra da saúde Finlândia
... e o Dignissímo Senhor Bastonário da Ordem dos médicos ainda dizia que os enfermeiros eram ignorantes ao não fazer a vacina... Não sei qual será o ignorante...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Curtas estapafúrdias II - Matreirices do Sistema Nervoso Central
O Sr. Fernando, igualmente desorientado, mas numa versão mais agitada, precisou de ser imobilizado ao leito, por segurança do próprio. Como ninguém gosta de se ver preso, pede insistentemente por ajuda.
E há-de ser o Sócrates a salvá-lo... Talvez o Sr. Haloperidol... digo eu
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Opiniões III - Evidências & lamentações

A criação dos hospitais EPE teve como objectivo reduzir os gastos mas em vez disso esses aumentam significativamente, basta ver o relatório respeitante aos custos da saúde em Portugal no que se refere aos EPE’s; PREJUÍZO. Mas pergunto? Onde se tem gasto tanto dinheiro? Será má gestão dos recursos materiais e humanos?
Tem sido hábito em todas as instituições EPE’S, e não só, manter o número de enfermeiros abaixo do nível seguro e necessário. Propala-se aos ventos a qualidade da prestação dos cuidados de saúde dos quais os de Enfermagem são essenciais, mas mantêm-se as equipas de Enfermagem no fio da navalha , sujeitando os Enfermeiros a horários e a condições de trabalho miseráveis e desumanas.
Não só desrespeitam o direito dos Enfermeiros com a Lei. E fazem-no impunemente por falta de denúncia a quem de direito. A Ordem e os sindicatos.
Muitos dirão: “A Ordem e os sindicatos não fazem nada!", mas se as denúncias não lhes chegarem por email ou telefone , nada poderá ser feito e o tango continuará.
Diz o Artigo 124º da Lei 59/2008 que a entidade empregadora pública “deve observar o princípio geral da adaptação do trabalho ao homem, (…) em função do tipo de actividade e das exigências em matéria de segurança e saúde, em especial no que se refere às pausas durante o tempo de trabalho.
Ora em cada turno os enfermeiros têm direito 15 minutos de pausa a meio da manhã ou da tarde e a 30 minutos para o almoço e jantar. (Pausas Obrigatórias)
Alimentar o corpo é uma das necessidades básicas do ser humano, por isso é inadmissível que os enfermeiros não tenham condições que permitam reconstruir essas necessidades. Os enfermeiros têm de começar a exigir os direitos e a não se deixarem atropelar por arbitrariedades . É nas cedências pontuais que fazemos hoje, amanhã e depois que se perdem as garantias e os direitos e se transformam as ilegalidades em norma. Enquanto nós Enfermeiros continuarmos a andar com "a língua de fora" para cumprirmos o plano de trabalho na totalidade , sem olharmos para nós, estaremos sujeitos a maior exigência e a mais arbitariedades.
Os critérios especiais da definição do horário de trabalho estão no Artigo 134º da mesma Lei , que diz o seguinte:
1 - Na definição do horário de trabalho, a entidade empregadora pública deve facilitar ao trabalhador a frequência de cursos escolares, em especial os de formação técnica ou profissional.
2 - Na definição do horário de trabalho são prioritárias as exigências de protecção da segurança e saúde dos trabalhadores.
3 - Havendo trabalhadores pertencentes ao mesmo agregado familiar, a fixação do horário de trabalho deve tomar sempre em conta esse facto.
São prioritárias as exigências de protecção da segurança e saúde dos trabalhadores. Aqui estão incluídos o tipo de horário , o tipo de exigência de cumprimento do plano de trabalho , o tipo de actividade e sua penosidade , os tempos para formação , as pausas obrigatórias (Artigo 136 e 137).
Um comentador focou as prioridades na prestação dos cuidados de Enfermagem , pode ser e é uma boa ideia , mas tal não basta , porque os enfermeiros acabam por correr para tudo fazerem.
No hospital de Guimarães a urgência entupiu porque só havia três médicos, mas logo passaram a cinco. Quantos enfermeiros a mais colocaram ? ZERO. Porque fazem "das tripas coração" para que tudo seja feito mesmo com prejuízo dos seus direitos mais elementares. É tempo de dizer BASTA.
Quanto às enfermeiras chefes, que dispensam enfermeiros de um qualquer turno que acabam por ficar com “ horas negativas”, mesmo contra a vontade destes, só posso dizer que tal comportamento é ilegal porque nenhum chefe tem poder para proceder à "suspensão do contrato de trabalho" ou para "redução do horário de trabalho" . E é nisso que se traduz o reenvio do enfermeiro para casa. Tal situação não se coloca se houver concordância do trabalhador. E para facultar mais esclarecimento refiro o Artigo 135º da lei 59/2008 que diz:
1 - Não podem ser unilateralmente alterados os horários individualmente acordados.
2 - Todas as alterações dos horários de trabalho devem ser fundamentadas e precedidas de consulta aos trabalhadores afectados, à comissão de trabalhadores ou, na sua falta, à comissão sindical ou intersindical ou aos delegados sindicais e ser afixadas no órgão ou serviço com antecedência de sete dias, ainda que vigore um regime de adaptabilidade.
Artigo 136.º
Intervalo de descanso
A jornada de trabalho diária deve ser interrompida por um intervalo de descanso, de duração não inferior a uma hora nem superior a duas, de modo que os trabalhadores não prestem mais de cinco horas de trabalho consecutivo.
Embora o intervalo de descanso esteja alterado para a jornada contínua, está previsto , no mínimo , o intervalo necessário para a alimentação .
Os Enfermeiros não podem fazer tudo , com prejuízo da sua saúde, já que esta é um dos bens de elevado valor para qualquer ser humano, e enfermeiro não está excluído desta condição de humanidade.
Ora será que o trabalho dos enfermeiros não pode ser interrompido para usufruírem do que a lei prevê ?
Não percam direitos Colegas . DENUNCIEM ILEGALIDADES mesmo que pareçam insignificantes . Não se auto-flagelem…
por Margarida Barros
2º
A total insatisfação com o nosso trabalho;
A terrível sensação de que algo ficou por fazer aos doentes;
A sensação de Impotência para responder às solicitações;
O sentimento de incapacidade para resolver os problemas e intervir para criar uma dinâmica de mudança…
Todos estes sentimentos têm origem no meio de nós!
Sem dúvida que os enfermeiros com funções de direcção (sejam eles chefes, supervisores ou directores) são o eixo e a origem da actual situação mas não podemos negligenciar os contributos diários de todos os outros enfermeiros (prestadores de cuidados de enfermagem) para o cimentar do edifício concebido e estruturado pelos primeiros.
Alguém comentava que enquanto um Director de Serviço (médico) ou um Director Clínico (médico) nunca imporá condições de trabalho para a classe médica abaixo de um determinado limite porque mais tarde ou mais cedo (quando deixar de ser director) irá trabalhar com e nas condições que criou. Ou melhor, ele já trabalha no dia-a-dia nas condições por si criadas (seja na urgência, na UCI, no BO, nos Intermédios, no Internamento, na Consulta, etc.).
Na enfermagem é o oposto. Seja ele Enfermeiro Director, seja Enfermeiro Chefe, seja Enfermeiro Supervisor, sabe que por mais que degrade as condições do exercício da profissão, por pior ambiente de trabalho que exista, por mais instabilidade individual ou colectiva (equipa) que exista, SABE QUE NUNCA IRÁ PRESTAR CUIDADOS NESSAS CONDIÇÕES, aturar doentes insatisfeitos, doentes em sofrimento e sem capacidade para responder às suas necessidades, familiares angustiados ou implicativos devido á incapacidade do enfermeiro em responder às suas solicitações. Graças a uma carreira que diferencia a gestão de cuidados da sua prestação e as torna estanquem uma da outra.
Contou num dia deste um médico que certo dia um director de serviço entra no gabinete da enfermeira chefe e solicita o apoio de uma enfermeira para realizar um procedimento a um doente. A enfermeira chefe diz que não podia disponibilizar ninguém porque já faltava uma enfermeira e estavam todas ocupadas. O director de serviço disse-lhe “ Minha Sr.ª, eu sou Director de Serviço, fiz urgência esta noite, vou ver doentes na consulta e vou fazer uma série de exames a doentes,… eu sou médico.” Após uma pausa continuou: “ A Sr.ª… é … Enfermeira!”
!!! Ponto paragrafo !!!
Há tempos contava-me um(a) Enfermeiro(a) Chefe que nas reuniões da Direcção de Enfermagem era habitual referirem-se aos enfermeiros da prestação de cuidados por:
“Eles isto…”; “Eles aquilo…”; “Eles querem assim…”; “Eles vão…”
Eu prefiro falar em NÓS. Nós todos os enfermeiros independentemente da categoria.
E NÓS nos últimos anos fomo-nos vendendo e vendendo a profissão aos pouco e poucos;
Vendemo-nos pelo horário acrescido e por umas horas extraordinárias;
Vendemo-nos por um horário que permitisse acumular na clínica, na fábrica, na escola, no particular;
Vendemo-nos pelo SIGIC;
Vendemo-nos para não mudar de serviço durante o complemento, ou durante a especialidade ou pós-graduação;
Vendemo-nos para ficar mais “amigos” da chefia e termos a vida “facilitada”;
Vendemo-nos para evitar chatices com os dirigentes;
Vendemo-nos para mostrar que somos melhores e que fazemos melhor que o dirigente que esteve lá antes;
Vendemo-nos para manter o posto;
Vendemo-nos sem olhar às consequências dos nossos actos para a profissão e para os colegas.
A ENFERMAGEM SÓ SE PODE QUEIXAR DOS ENFERMEIROS.
E EU SÓ ME POSSO QUEIXAR DE MIM MESMO POR NÃO TER ACTUADO QUANDO DEVIA
PDSE: bem haja!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Missão sorriso - S. Pediatria ULSAM
Em 2009 estão a concurso 27 projectos oriundos de Hospitais Pediátricos, Maternidades ou Hospitais com serviço de Pediatria e/ou Obstetrícia
Este ano, a Missão Sorriso, convida a população a votar no projecto apresentado pelo hospital da sua localidade.
Toda a População Pediátrica do Alto Minho, isto é, cerca de 44.000 crianças e jovens, que são os utentes do Serviço de Pediatria do Hospital de Santa Luzia.
OBJECTIVO
Remodelar o Serviço de Internamento de Pediatria, de modo a criar condições para que as crianças e adolescentes fiquem internadas por grupos etários, num ambiente mais seguro e confortável. Transformar as enfermarias em quartos com um máximo de duas camas e instalações sanitárias privativas. Climatização de todo o Serviço, melhorando o bem-estar dos doentes, e criando condições mais favoráveis à cura. Criar espaço lúdico para os jovens (até aos 18 anos) internados, independente do dos mais pequenos.
Vamos ajudar este projecto a vencer!
Há 27 projectos em concurso, mas só 5 serão contemplados.
Para votar basta "clicar" no link
Precisamos da ajuda de todos os amigos!!!!!!
Vamos fazer com que a região do ALTO MINHO tenha melhores cuidados Pediátricos.

