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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Sr Enf Azevedo - São estes os líderes sindicais que queremos?



Após ter feito uma critica à postura do Sindicato dos Enfermeiros (SE) perante o movimento dos EESMOS, recebo o seguinte comentário do Sr. Enfº Azevedo, líder do SE. "Do coice de um burro ninguém está livre muito menos de um sujeito que deixou de ser o que nunca foi: enfermeiro."

A critica podem-na consultar aqui, fiz a minha interpretação dos factos àquela data, dei uma opinião, a minha, que vale o que vale, mas tal como todas as opiniões, deveria ser respeitada.

Se fosse insultado por um qualquer colega anónimo ou não, seria lamentável, mas quando somos insultados por um senhor que é presidente de um sindicato de enfermagem, um senhor que supostamente deveria dar-se ao respeito e que desempenha um papel de elevada responsabilidade na classe, então algo vai muito mal.
Sr Enf Azevedo, eu sei que a idade já é avançada. A atenção e a visão já não são o que eram e os pormenores podem escapar. Eu nunca deixei de ser enfermeiro, o título do blog tem um parênteses, um sub-título (que está logo abaixo do título!) e quem se julga o senhor para pôr em causa o meu profissionalismo? Mesmo que me conhecesse de algum lado, como ousa afirmar que nunca fui enfermeiro?

Sempre torci e muito o nariz à postura deste senhor. Já vem de há muitos anos atrás, quando organizou um plenário solitário em Viana. Tenho umas recordações desse dia, lembro-me que saímos todos da sala com um misto de admiração e estupefacção. Admiração, porque de facto ele tinha aquele dom que está ao alcance de poucos, de saber cativar os ouvintes e estupefacção, porque ficámos um pouco na dúvida se ele era deste planeta. Recordo-me que a plateia se ria de algumas piadas e histórias, mas também me recordo de muita bazófia.
Depois perdi-lhe o rasto, sempre tentei perceber ao longo da minha carreira, quais os seus feitos sindicais, mas eles não apareciam.
Volta e meia lá lia umas ofensas e insultos no facebook, vindos do seu blog, a um vasto leque de pessoas, que mais adiante comprovaremos e que vão desde bastonários, médicos, enfermeiros, sindicalistas, políticos, é tudo corrido a pente fino.
Apesar de alguma comichão me fazer, não estava para me incomodar, mais uma vez passava-me ao lado, não ia estar a perder o meu tempo com pessoas que não o merecem.
Mas depois do tal comentário, já não poderia ficar calado. Não gosto que me pisem. Então decidi tentar reunir todos os seus insultos, provocações e ofensas, que são públicos e estão no seu blog Ser Sindicalista. A tarefa tornou-se árdua, porque o blog é demasiadamente extenso, por isso apresento-vos apenas alguns que demonstram até onde consegue descer este senhor, para que ninguém se esqueça.




"Estamos a fazer uma lista negra (...) e vão pagar com língua de palmo" mas onde é que nós estamos? Idade Média?!


"Esta pomba branca" referindo-se a Guadalupe Simões, utilizando uma foto privada, uma foto de cariz pessoal. Ora isto, a meu ver, não tem classificação possível, seria um caso de polícia.
A falta de respeito por alguém, que além de ser sua colega de profissão, é sua colega sindicalista. Por muito que se oponha às suas ideias e convicções, que tenha educação, tenha classe. As referências à Enf Guadalupe são tantas ao longo do seu blog, que o único diagnóstico possível, é um distúrbio obsessivo.
Estamos a falar, sem exagero, de uma (1) referência em cada 10 posts e olhem que o senhor escreve muito (apesar de muitas vezes se repetir), são possivelmente mais de 3000 posts.... É só fazer contas.


A paródia ao PCP também é persistente, aliás toda a esquerda é vaiada. Só não entendo porque não encontro ofensas ao Passos Coelho e ao Paulo Macedo, será que eles são inocentes pelo facto da enfermagem estar na lama? 
Será que no mandato do PSD, o senhor Enf Azevedo tirou umas férias prolongadas ? 
Ou será por ele ser de direita, do PSD? Pois... É isso.
Este senhor acusa persistentemente o SEP de ser um dos braços do PCP, mas não se demarca do PSD, não disfarça o seu gosto.
Curioso também o facto de nunca atacar a Enf Ana Rita Cavaco... Ah já sei, não é nada curioso, a Sr Enf é do PSD também!
Os "seps" são um dos principais visados e os enfermeiros que os seguem, são uns "faceboqueiros  de serviço".
"Estamos a pôr areia na vaselina" é uma das ordinarices mais frequentes ao longo do seu blog. A interpretação fica ao vosso cargo, porque até tenho medo de a fazer, mas julgo que é suficientemente explícita e visual para se perceber.









A personificação por animais também é uma das suas figuras de estilo favoritas. Ora são papagaios, vacas, catatuas (está numa das figuras em baixo), macacos, burros, porcos...
O melhor fica para o fim: "não leio (o seu blog) porque você até chama vacas às enfermeiras" Sem comentários...































Os trocadilhos com o nome e o gozo à vice-presidente do SEP continuam e o descrédito ao SEP também.
E o melhor fica para o fim: "Vem lá da Guarda (ó da guarda) um idiota, provavelmente sócio do SEP".
Ora reparem bem na linha de pensamento deste iluminado: é um idiota e se é idiota provavelmente deve ser do SEP. Não tenho a certeza a quem ele pertence, mas se é idiota deve ser do SEP.
O trocadilho com o "Ó da guarda" também tá giro, fartei-me de rir!











Os ataques a outras classes também são naturais no seu blog.
É sempre bom, um senhor que supostamente representa os enfermeiros do país, lançar umas farpas a outros profissionais de saúde e não só. É bom para o ambiente que se vive nas equipas multidisciplinares!







O enfermeiro que "vai limpar o tubo de escape"!!!! Menos Sr Enf, menos!
"Apertar o laço anti-salamandra"??!! Não percebi essa, mas não deve ser boa...
"Ignaro"!! este termo reconheço que não conhecia, tive que ir ao dicionário... sinónimo de estúpido, ignorante, etc... era o que eu previa.
"Limparem a unha do dedo... podendo limpar o anus..." ui ui ui, vamos ficar por aqui!.. como diz o Diácono - "Não havia necessidade", que porcalhice aqui vai...






Aqui foi quando fez um post sobre o PDDSE, o meu blog, referindo-se à entrevista da Enf Graça Machado.
Já nem me lembrava, tamanha foi a importância que lhe dei, só agora na pesquisa o reencontrei. 
Só para mostrar, mais uma vez o discurso ofensivo e lamentável, agora contra a colega, ex-vice-presidente da OE, já para não falar da provocação ao meu blog, mais uma vez com o descuido de referir que deixei de ser enfermeiro. 


















Aqui temos um variadíssimo leque de insultos: 
o Enf Sérgio, o moralista, o Enf Rui Carlos Santos, o obcecado, mais uns cromos, uma besta quadrada, uns chico-espertos, mais uns estúpidos, cretinos, sábios inatos e uma fedevelha (!)



E o melhor fica para o fim. Leiam por favor o texto em cima, retirado da Cogitare Em Saúde.
Em 2012 ou 2013, o digníssimo Sr enf Azevedo, após uma colega lhe ter escrito a pedir uma resposta a uma dúvida, decide ridicularizá-la, tal como constatam acima.
Demorei um dia a tentar encontrar este material, mas desapareceu, consta que a colega visada colocou um processo em tribunal a quem a denegriu e o material desapareceu.
Lembro que a pergunta era algo ingénua, mas também ninguém tem que saber tudo e sempre nos disseram em aulas, formações, congressos, etc "coloquem as dúvidas por mais parvas que possam parecer!"
Resumindo, a colega pediu uma ajuda e foi gozada em praça pública. E é isto...


Sr Enf Azevedo faço um apelo, o senhor que supostamente luta contra o desemprego na enfermagem, não acha que está na hora de dar lugar a outro e ir gozar a reforma, dar uns passeios, escrever um livro, quiçá??!
É que se reparar já está no sindicalismo há 40 anos, fora os anteriores em que teve no São João, em gestão.
Deixe o seu lugar para um enfermeiro que vem da prestação e esse enfermeiro dará lugar a um colega desempregado ou emigrado... dê o exemplo! Ou está obcecado pelo trabalho! 
Afinal sejamos realistas, com todo o respeito, que idade tem o senhor?
Sabe que no meu hospital andava por lá um médico já com 70 e muitos e ninguém o podia já aturar, doentes, colegas e outros profissionais incluídos, principalmente enfermeiros. Dizia ele que não queria ir para casa, porque não estava para aturar a mulher e os netos. E o SNS lá o ia suportando e pagando um vencimento surreal, quando tinha tantos outros jovens médicos sedentos pelo seu lugar.

"Sossega Jacaré, porque a lagoa está a secar e vai secar mesmo"

Respondendo antecipadamente aos defensores do Sr Enf Azevedo, é importante que percebam que este trabalho de recolha tem o único objectivo de expôr o que este senhor enfermeiro tem dito e escrito.
Foi um trabalho pensado a partir do momento (recente) em que ele me ofende e terminado agora, porque como entendem, eu tenho outras coisas que fazer.
Ninguém vai deixar de fazer greve ao ler este post, porque o SE não é (espero eu) o Sr Enf Azevedo, o SE é um sindicato que eu tenho aprendido a respeitar. Já o critiquei, mas também reconheço que algumas dessas críticas foram exageradas e reconheço o seu trabalho, principalmente nestes últimos tempos.
Identifico-me com o SEP, sou sócio do SEP, sou defensor de um só sindicato em enfermagem, mas isso não é possível, por isso termino com um apelo às duas plataformas sindicais (FENSE e CNESE) neste momento delicado, entendam-se de uma vez por todas, os enfermeiros já estão fartos, reúnam-se à mesa negocial e atinjam os objectivos que há demasiados anos aguardamos.


A arte de vender tapetes - a propósito da notícia do JN


A propósito da notícia polémica do JN, sobre os "enfermeiros que querem ganhar mais que os médicos"  ver aqui os artigos () e ()

Provavelmente vou comprar mais uns tantos inimigos e mais uns tantos colegas a ofenderem-me, como quando foi o caso recente da minha opinião sobre o protesto dos EESMOS, mas é mais forte que eu... é o meu pensamento e esse comanda a minha vida. Espero é não ser expulso pela 3ª vez da página do facebook "ENFERMEIROS"! 

Há várias formas de negociar. Há quem seja um pouco mais comedido e realista e há quem seja um aventureiro arrojado. Não condeno nenhum destes estilos, todos eles têm as suas vantagens e desvantagens. 

Quando estamos, por exemplo, a negociar um tapete em Marrocos, atirámos um preço lá para baixo a ver se cola. Corremos o risco do vendedor ficar ofendido, mas muito provavelmente, se ainda houver condições para tal, inicia-se a negociação, normalmente há, eles são muito persistentes. Ele pede 3000, eu ofereço 400, ele 2500, eu 1000, ele 2000 e por aí adiante. Isto é uma negociação arrojada, mas com riscos. 

Com a proposta dos (cerca de) 2000 eur do SE para início de carreira, passa-se mais ou menos o mesmo. Neste caso o SE é o vendedor de tapetes e disparou o preço lá para cima, o comprador é o governo que assustou-se com o preço, achou ridículo e estagnou a negociação. 

Como em tudo na vida, há um concorrente directo, há um outro vendedor de tapetes mais realista - SEP. Quem venderá o tapete? Na  minha opinião por muito má que seja a relação de vendedores, talvez a solução seja mesmo sentarem-se todos à mesa e talvez tentar vender dois tapetes a preço de saldo... digo eu com os nervos... sem prejuízo para os vendedores, nem comprador.

A proposta foi de facto arrojada e irrealista e quem a lançou decerto deveria estar ciente dos riscos, ou não. 

Os riscos eram estes, a opinião pública virar-se contra nós, através de opinion makers como esse senhor Domingos de Andrade (não sei se foi ele a escrever o artigo original, mas é o director-executivo do JN e por isso assumiu a responsabilidade e as consequências) e, recentemente do Marques Mendes. E reparem, são opiniões que vão de uma esquerda provável a uma direita, politicamente falando, por isso, falar em manipulação política da notícia, não sei se será precipitado.

Sejamos francos, a notícia do JN é sensacionalista e injusta, mas ele não mentiu, foi despropositado é certo, mas não mentiu. Com os 2000 eur para início de carreira, ficaríamos a ganhar mais que os (cerca de) 1800 eur dos médicos em início de carreira. Poderão dizer-me - mas são internos! Ok, mas já estão a ser remunerados pelo Estado, já estão a descontar e isso aos olhos de quem procura notícia, pouco interessa, é um pormenor.
Se gostava de ganhar 2000 EUR? Claro que sim, para as responsabilidades que tenho, seria justo. Se acho adequado, na nossa realidade, no nosso país? Não, não acho. Se o propunha para negociação? Talvez não, talvez encontrasse um meio termo entre o arrojado e o realista.

É evidente que esta notícia, pelo ambiente que se vive, traz revolta, mas sejamos inteligentes e tenhamos bom senso. Somos enfermeiros, não somos mercenários, não insultem o homem, não o ameacem. Nem a ele, nem à sua família!!!! Haja classe e respeito! Algo que há muito nos falta.

ps. reparem que o tapete não foi escolhido ao acaso. Feita a analogia com o nosso trabalho, que é o que está em causa, poderemos dizer que é extraordinariamente belo. Quem o faz é sem dúvida um artista.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Reflexões sobre EESMOs, sindicatos, actas e óculos 3D



Olá, Olá pessoal! Então que tal essas férias? Espero que tenham sido boas ou que ainda venham a ser!
Essencialmente que descansem... precisamos de descanso! Atravessámos momentos agitados!


Algumas reflexões sobre estes momentos...

Uns criticam, outros aplaudem o movimento dos EESMOs (enf. especialistas em saúde materna e obstetrícia). Eu estou mais numa coisa intermédia. Acho muito bem que um grupo de enfermeiros se tenha organizado para procurar justiça. Mexeram-se, ao contrário da maioria, e bem. Foi uma forma de pressionar (ilegal, é certo) mas pelos vistos foram bem sucedidos, porque foram ouvidos pelo Ministro e a comunicação social andava muito atenta.
Muitos criticaram e continuam a criticar a postura do SEP em relação a este e a outros assuntos. Por vezes perco o meu tempo a ler comentários no Facebook, chego à conclusão que é muito por esta desunião e falta de respeito que não chegamos a lado nenhum. Às vezes chateia ler alguns comentários ignorantes e ofensivos, dá vontade de responder na mesma moeda, mas fecho a janela, não vou perder tempo, nem ganhar stress. Aliás, faço um apelo aos dirigentes do SEP para que não percam tempo a responder a gente triste e mal educada. A melhor forma de responder à ignorância e falta de educação é com indiferença e silêncio.
Quem vai seguindo mais ou menos o blog sabe que acompanho e que me identifico mais com o SEP, não escondo isso, não sou nenhum advogado de defesa, mas também me revolta assistir a sistemáticos ataques sem fundamento. Sei que o SEP não é um sindicato perfeito, comete erros, mas pelo menos não é um sindicato oportunista, não apoia condutas ilegais, nem passa o seu tempo em blogs e facebook com provocações e ofensas.
Aquilo que se iniciou, a meu ver, como um movimento livre e espontâneo de um grupo de enfermeiros (EESMOs), rapidamente foi aproveitado pela FENSE para que atingisse o tão desejado protagonismo.
Felizmente e surpreendentemente não há conhecimento de processos disciplinares ou processos crime, decorrentes do abandono de funções dos EESMOs. Consta que houve um ou dois casos de despedimento num hospital particular, mas por sorte, pelo menos que se saiba e por enquanto, não houve mais nenhum. Mas poderia haver e a FENSE que deveria ser uma estrutura que obrigatoriamente tem que estar por dentro da lei, apoiou esta ilegal medida.
Nessa altura decretou-se a greve de 4 ou 5 dias, o ministro passa a estar aberto ao diálogo com este movimento/FENSE (sim, porque com o SEP já estava e está em negociação há já algum tempo) e a greve é suspensa. Agora questiono, quantos de vós líderes, sócios e apoiantes da FENSE apontou o dedo ao SEP por ter suspenso a última greve que tinha decretado? Afinal de contas o SEP fez exactamente a mesma coisa que a FENSE, suspendeu (e bem, na minha opinião) uma greve, porque houve um avanço, um comprometimento por parte do Ministro de que se iriam (re)iniciar as negociações em todas as matérias críticas da enfermagem. Onde estão agora os iluminados e defensores da FENSE, que tanto enxovalham o SEP de forma sistemática no facebook?!
Depois disso surge o Sr. Enfº Azevedo na TV a congratular-se com um marco histórico atingido, vai-se iniciar o processo negocial!! (como se fosse o primeiro!). O que a maioria dos enfermeiros não sabe é que o Ministro, dias antes, tinha dito já exactamente o mesmo ao SEP, aliás, já estão há algum tempo em negociação, basta ver os comunicados do SEP. A diferença é que o Sr. Enfº Azevedo apareceu na TV em horário nobre, a reboque do movimento das EESMOS.... Sim porque convenhamos, qual o interesse da comunicação social na FENSE? O interesse está em tudo o que estava e está associado ao movimento EESMOs. 
O SEP, bem ou mal, tem uma postura mais discreta. Não faz conferências de imprensa com a Ordem, sabe distinguir papéis. Por vezes parece-me que cumprem bem de mais as regras. Talvez precisem de ser um pouco mais arrojados, populistas e dominadores das redes sociais, como tem sido a Ordem e a FENSE. Só peço é que não façam aqueles vídeos como faz a FENSE, com os dois líderes sindicais envoltos por uma auréola num cenário futurista, porque senão tenho que arranjar uns óculos para ver filmes em 3D.
Depois disto e já num passado recente sai a ridícula acta da reunião entre FENSE e ACSS.
Ora tomem nota do que lá está escrito.:

"precisamente sobre o movimento a ACSS perguntou se o que se pretende é apenas salvaguardar a situação dos EESMOs, (a pergunta ratoeira!) tendo a FENSE referido que não. (e deviam ter ficado por aqui, mas há um mas, a verdadeira aberração!) Todavia, tendo sido este movimento quem tem assumido a liderança do processo, sejam eles os primeiros a ser beneficiados com qualquer solução que venha a ser encontrada. (aqui então mais uma vez confirmamos o oportunismo. Não é a FENSE, que supostamente é um (ou dois) sindicato(s) que lidera o processo, é o movimento de Facebook. QUALQUER, notem bem, qualquer solução (pode ser qualquer merda) que venha a ser encontrada, primeiro é para os EESMOS!!! O lema central de um sindicato, que supostamente deveria ser *somos todos iguais*, fica de parte.
E depois continua....
"Tomando a palavra o representante do movimento dos EESMOs que participava na reunião como observador e salientando que não representava os demais enfermeiros, evidenciou (...)" (Não há misturas meus amigos! Vamos olhar para a nossa barriguinha, quero lá saber dos outros, estamos aqui pelos EESMOS, a enfermagem unida e uniformizada fica para segundo plano!
É isto que temos...
Que se pronunciem agora as mentes iluminadas acérrimas defensoras da FENSE e do Sr Enf Azevedo.
É muito por esta desunião e mesquinhice que o titulo/subtítulo deste blog faz todo sentido.
Tenham vergonha! 


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Zelai por nós!


Afinal como estamos de greve de zelo? Falou-se disso no primeiro dia de greve, com muito pouco impacto (obviamente após falarem da dos médicos) e depois ardeu...
Ainda estamos em greve? Alguém dá por ela? No meu hospital lamento, mas ninguém dá por ela. Qual a adesão? Quais os resultados?
Sou sindicalizado no SEP, mas não foi por isso que não fiz greve. Acho que tomei a decisão acertada em não fazer. Ficaria muito satisfeito e provavelmente mudaria de opinião, se isto tivesse tido impacto e resultados. Mas o que se vê? Dúvidas e insegurança na classe e picardias entre sindicatos e Ordem... desde o início.
Tanto na net, como no Hospital, deparo-me com inúmeros colegas cheios de dúvidas, relativamente ao que é afinal uma greve de zelo. Quem é que nos apoia? Quem é que nos acompanha nas instituições? A informação no Hospital é inexistente. Alguém tem dúvidas??! Que consulte o blog do Sr Enfº Azevedo, lê-se na net... Mas o que é isto?! Lê-se que a greve de zelo é qualquer coisa do tipo: ser exímio, perfeccionista a cuidar de um doente e depois, por exemplo, não se faz registos.
As dúvidas são claramente legítimas, mas em vez de tentar apagar os fogos, o mentor da ideia, resolve irritar-se contra os enfermeiros.
Sou sindicalizado no SEP e sempre defendi um só sindicato de enfermagem para que haja apenas uma força e não contra-forças. Porque razão não optei por sindicalizar-me no SE ou SIPE? Porque na minha realidade, no meu hospital, no meu distrito e na minha região, apenas vejo e sempre vi desde o primeiro ano que trabalho, a acção do SEP. Qual a acção que vejo e que me revolta, da parte do líder do SE? Ataques baixos, insípidos e recorrentes ao SEP, basta consultar o seu blog e facebook.
No momento em que o SEP anuncia (mal ou bem) a desconvocação da greve, por estar em processo negocial e porque o MS comprometeu-se com a resolução de vários assuntos, o SE/SIPE, resolve convocar uma greve de zelo por tempo indeterminado. O que será isto, senão uma provocação dirigida?! Respeito o senhor e acho que dedicou muito da sua vida a tentar melhorar a vida para os enfermeiros, mas perde-se em quezílias. Na minha opinião, já é tempo de dar a vez a outros, sair de cena e ir gozar a reforma. Reconheço-lhe de facto capacidade, conseguiu sentar na mesma mesa a digníssima bastonária a apoiar a sua iniciativa (!!!). A minha análise? Mais uma provocação ao SEP e mais uma má imagem da Ordem que (mais) uma vez mete-se em questões que não lhe dizem respeito. Porque é que não se dedicam empenhadamente e exclusivamente àquilo que são as suas funções? Uma coisa é emitirem um comunicado referindo que estão do lado das reivindicações dos enfermeiros, outra coisa é sentarem-se ao lado de um líder sindical, numa conferência de imprensa de anúncio da greve de zelo. Desculpem-me mas para mim, isto tem sido uma trapalhada brutal. Não quero de todo ser gerador de mais conflitos, gostava de fazer parte da resolução, mas isto é o que sinto, é o que vejo e... doa a quem doer.


terça-feira, 4 de abril de 2017

Mini-resenha histórica da Guerra OE-SEP

Vivem-se momentos conturbados em enfermagem. Temos que ver o lado bom da coisa, pelo menos falam mais em nós, pode ser que se vire a nosso favor..
A relação entre Sindicato (*) e Ordem dos Enfermeiros (OE), como dizem os nossos primos brasileiros, nunca foi muito amistosa, era marcada, a meu ver por uma pseudo-tolerância e sorrisos amarelos. Agora estalou o verniz de vez. Façamos uma mini-resenha histórica:

Tudo começou na Assembleia Geral (AG) da OE, onde se previa barulho, depois da polémica "As contas da Ordem" na TVI. Coloquei seriamente a possibilidade em lá ir, mas a distância e outros compromissos demoveram-me. Pelo que se leu nas redes sociais, consta que de um lado havia a "facção" OE e do outro a "facção" sindicato.
A "facção" OE queixa-se de que o Sindicato organizou uma "facção" do Contra. Muitas vozes se ergueram a reprovar o facto... eu aplaudo. E porquê?
Não terá o OE também se organizado para ter uma votação de aprovação massiva? A AG aconteceu no dia 25 e nesse mesmo dia, na véspera e no dia seguinte havia o Encontro dos Órgãos da OE com os ELOS em Sesimbra. Este Encontro normalmente realiza-se logo no início do ano, com o objectivo de o planear, desta vez foi já perto de Abril, logo no momento da AG, coincidências?! Falemos um pouco desse Encontro.


Tá falado...
Depois de tudo o que se disse dos dinheiros gastos na OE, custa um pouco ver isto. Cada um que faça as suas reflexões.
Voltando atrás. A meu ver, caso o SEP se tenha mesmo organizado, respondeu na mesma moeda. Manifesta-se contra esta direcção e tem toda a legitimidade, porque efectivamente além de os colegas que lá apareceram serem sindicalizados, antes disso também são membros da OE, com direito de voto, tal como os outros. Vejo estes colegas, além de interessados num bem comum, que é a melhoria das condições para os enfermeiros, preocupados também com a verdade e transparência na OE. Quem os critica, está a pôr em causa a sua consciência, pois eu não acredito que alguém tenha lá ido votar, sem o ter feito em consciência e de livre e expontânea vontade. Não acredito que alguém tenha perdido grande parte de um sábado a mando de alguém, para um voto no não, só porque sim. Se houve alguém ou alguns que tenham organizado um movimento ou ajuntamento, tanto melhor.. nós só lá vamos organizados.

Sobre a AG propriamente dita e pela informação que tive acesso e pelo que li, na minha opinião, foi uma meia vergonha. O relatório de contas foi chumbado com 232 votos contra, 183 a favor e 7 abstenções, mas no momento de votação do plano de actividades e orçamento para 2017, a grande maioria dos enfermeiros do contra, já tinha abandonado a sala, porque tinham que estar nos autocarros cedidos pela OE, às 20:30, para partir rumo a norte. Esta informação foi inclusivamente relembrada pelo presidente da AG, não tivessem os enfermeiros esquecidos que tinham que se pôr a andar, para pelo menos meia parte da AG correr dentro do desejável! Resultado: 174 votos a favor, 25 abstenções e 1 contra. A conclusão que eu faço é que, o plano de actividades e orçamento para 2017 foi aprovado devido à falta de organização da AG. A AG terá já começado tarde, andou-se a perder tempo em discussões inusitadas e discursos que deveriam ter durado 3 minutos, mas duraram 30, mesmo com a Assembleia em assobio. Adivinhem de quem terá sido.

A guerra continuou e continua, com a vontade expressa da OE em querer ser observadora nas negociações entre Sindicatos e Ministério. Na minha opinião também tem toda a legitimidade em querer sê-lo. Não pode, mas tem o direito em querer. Não pode porque não é legal, nem está inserido naquilo que deveriam ser as suas funções. Se outros o fazem, é com eles. Querem alterar isso? Sugiram a discussão e a mudança da lei. As negociações só por si já são difíceis, imaginem então com alguém que não tem sido muito aliado, nas costas a inspeccionar. Eu se fosse "negociador" não me iria sentir muito à vontade.
Depois da nega, surgiu o ataque directo ao SEP,


Aqui confesso o meu medo e incredulidade. Perante: "a Ordem irá exercer a sua regulação sobre todos os enfermeiros e estará atenta à actuação dos dirigentes sindicais nos seus locais de trabalho", teremos que pensar seriamente com quem é que estamos a lidar? Quem é que nos está a representar? Quem tal afirma, só poderá ser perigoso(a) e vingativo(a). Recuamos ao tempo em que os sindicatos moviam-se na clandestinidade?! Vigiados e intimidados?
Isto faz-me lembrar aquele cliente que é barrado pelo porteiro, à entrada de um bar, por não reunir as condições necessárias para entrar, mas não desiste, chama a polícia e ameaça: "Não perdes pelas demora!" hic!
O ataque foi incompreensivelmente apenas dirigido ao SEP, no entanto pela menos nesta matéria, todos os outros sindicatos partilharam a mesma posição, como se comprova na figura seguinte. Será que vão alterar o comunicado na page da OE? É que o título deveria ser: "Governo e sindicatos boicotam direito..."

Para terminar leio no Correio da Manhã mais um ataque infeliz da OE ao SEP e à ex ex Bastonária Enf Maria Augusta. Parece que as granadas já estão prontas antecipadamente e são lançadas no momento que consideram mais oportuno, mais desapropriado e desconexo, diria eu.
Desta vez foram ao fundo do baú buscar uma que roça o ridículo. Queixam-se que a Enf Guadalupe foi até a Austrália e Japão com a viagem paga pela OE. Não disseram é que foram lá em trabalho, como delegação, Ordem, Sindicato e Associações profissionais, em conjunto, a um congresso internacional onde o pressuposto seria de que as despesas eram pagas pela Ordem.


Faz um pouco lembrar aquele tipo que se vira para o outro e diz:
Olha, lembras-te há 10 anos atrás, quando nós éramos mais ou menos amigos e eu te paguei uma viagem à Madeira? Afinal não o queria ter feito e agora estou chateado... devolves-me o guito?

Além disso também não convém falar muito em congressos internacionais. É que ainda há pouco tempo houve alguém que foi a um, na Suiça, durante vários dias, mas o que apareceu nas redes sociais foram fotos dos Alpes. Foram 2 horas de congresso, o resto é paisagem.


(*) Sempre que me refiro a Sindicato, refiro-me ao SEP. É o único que conheço e reconheço. Os outros sei que existem. Com todo o respeito, mas não passa disso.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Greve 13 e 14 de Outubro - Água mole em pedra dura tanto bate até que fura



Compreendo aqueles que dizem que estão cansados de tanta greve. Todos estamos, ninguém as quer, mas enquanto não virmos alguma evolução no sentido de chegarmos aos objectivos que todos consideramos mais que justos, as greves e a sua continuidade são inevitáveis.
Não compreendo aqueles que dizem que nada se consegue, porque algo se consegue sempre. Por muito pouco que possamos considerar que seja, uma simples pressão faz pelo menos com que nos sentemos e discutamos com aqueles que têm o poder de decisão.
Não consigo compreender aqueles que não fazem greve. Só conseguiria perceber, se fossem contra admissão de mais enfermeiros, contra as progressões, aberturas de concursos para principais, contra a reposição do valor das horas de qualidade, pagamento de h. extra, etc etc, (ver comunicado) mas decerto não o são. Então porquê?
"Porque trabalhamos mais que num dia normal e ganhamos menos!"
ERRADO! Trabalham mais porque são cobardes, porque têm receio de assumir que não fizeram determinado procedimento, porque tal procedimento não é uma necessidade impreterível, não é uma emergência para a saúde daquele doente e o "ganhar menos" é outro mito, porque quem faz greve e assegura os cuidados mínimos as 8 horas do seu horário normal, vai receber o seu vencimento na integra. 
Temos a razão e a lei do nosso lado, porque razão haveremos de nos colocar uns contra os outros, porque um faz greve e outro não faz e o que não faz tem o direito a ser rendido e fica indignado porque o colega que faz greve também tem um direito que prevalece sobre o seu, o direito à opção de não o render e este por sua vez também fica indignado porque está a lutar e a defender um princípio que provavelmente o seu colega não grevista também defende. 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

35 horas, mas não para todos !?!


Após alguma incerteza e inverdade, após avanços e recuos, as 35h vão finalmente ser devolvidas aos enfermeiros. Foi uma temporada extremamente difícil marcada por uma tremenda injustiça e discriminação entre a classe. 
Trabalhar 40 horas semanais, por si só já é duro, fazê-las sem ver um único acréscimo no vencimento, ultrapassa todos os limites daquilo que é direito laboral actual.
Defendo as 35h para qualquer área, mas mais ainda para a enfermagem, por sabermos e está comprovado, que o trabalho em saúde é de maior desgaste e risco, principalmente pelo trabalho por turnos.
Ontem, dia 2 de Junho, na Assembleia da República, ficou decidido as 35h apartir do próximo dia 1 de Julho, sem faseamentos, para os CTFP, com votos favoráveis do PS, PCP, Verdes, BE e PAN e votos contra (como seria de prever) da direita.
Esta foi uma batalha ganha, muito pela pressão do Sindicato e quando digo sindicato refiro-me apenas ao singular, porque o que se viu foi movimento do Sindicato dos Enfermeiros, mais concretamente do SEP, não vi sindicatos de outros sectores muito preocupados com esta matéria.
A batalha foi ganha, mas não a guerra, porque o que se pretende é que as 35h sejam para todos, independentemente do vínculo (posição marcada pela PCP, Verdes e BE), porque caso contrário estamos a fazer com que a injustiça persista, já que os CITs não foram abrangidos.
Da mesma forma que os CITs que já faziam as 35h se solidarizaram com esta luta, aderindo a greves por esta causa, espero eu, que quando os CTFP tiverem as 35h, se solidarizem pela luta que agora se adivinha, dos CITs com 40h.
Dia 6 de Junho haverá uma nova etapa decisiva sobre esta matéria, numa reunião entre Ministério da Saíde e SEP, onde se pretende negociar um Acordo colectivo de trabalho (ACT) para a aplicação das 35h semanais aos CITs.
Lutar pelos nossos direitos, por justiça laboral afinal faz sentido!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Site do SEP bloqueado para os enfermeiros



Já há uns meses tinha reparado que o site do SEP (Sindicato dos Enfermeiros Portugueses) estava bloqueado no hospital. Pensava que seria qualquer erro, problema de internet, mas não. Tive acesso à informação que foi por "ordens superiores" que vedaram o acesso apenas para os enfermeiros, ao site do SEP. Eu não queria acreditar. Será mesmo? Alguém fez o teste e de facto o site estava bloqueado para enfermeiros, mas não estava para as outras classes profissionais.  Porque razão alguém se haveria de dar ao trabalho de tal acto?
Será que o SEP é visto como um inconveniente para o hospital, um inimigo? Para mim é uma instituição que procura defender os direitos da maior classe a nível hospitalar: enfermagem, é uma instituição que procura (mal para uns, bem para outros) elucidar e proporcionar caminhos para o entendimento entre patrão e funcionário, dentro das premissas legais. A ser verdade, o que terão eles feito de mal para serem bloqueados? 
Como em qualquer empresa que se preze, redes sociais e outros sites lúdicos sempre tiveram e muito bem, bloqueados, mas um site meramente informativo e importante para o apoio legal, laboral e sindical da maior classe a nível de cuidados de cuidados de saúde, porque está vedado?
Não se entende até, que se possa ter acesso a páginas de desporto, apostas, filmes, etc e não se possa ter acesso à pagina da mais representativa e relevante plataforma de defesa da classe de enfermagem.
Seja qual for a origem e a causa da decisão, é na minha opinião grave, que nos dias de hoje recuemos décadas, para tempos onde a liberdade de acesso à informação era condicionada.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

E depois da greve!


Depois da greve de 29 de Janeiro, chego à conclusão que:

1. Ainda há muitos enfermeiros satisfeitos com as 40h, enfermeiros esses que passaram das 35h para as 40h, vendo o seu ordenado reduzido em vez de aumentado.
2. Ainda há muitos enfermeiros que não fazem greve, por perderem um dia de vencimento. Sei que ganhamos pouco, mas será a perda de um dia de vencimento que vai pôr em causa um orçamento familiar mensal? O ganho desta causa não será superior a esta perda passageira?
3. Ainda há muitos enfermeiros que fazem greve sem convicção, apenas a fazem para não terem que seguir turno, prova disso é a diminuição da percentagem de adesão: 77 -» 70,5 -» 68,5
4. Ainda há enfermeiros que mesmo com motivos de greve mais que legítimos, preferem seguir turno a fazer greve.
5. Ainda há enfermeiros que não sabem que se fizerem greve, assegurando os serviços mínimos, vão receber posteriormente esse dia de trabalho, praticamente na totalidade.
6. Ainda há enfermeiros que em dia de greve fazem tanto ou mais do que num dia normal de trabalho.

Finalizada esta greve falta-nos saber como é isto vai ficar.

Sempre vamos passar para as 35h?
Quando?
E quem?

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Regulamentos de horários - Queremos ou não queremos?


Ainda em dia de aniversário do Blog, levanto a discussão a temática do regulamento de horários de enfermagem, que tanto se tem falado por estas bandas.
Tanto nos preocupa que levou a uma enchente ao auditório do nosso Hospital, para esgrimir factos e opiniões com dirigentes do SEP, enchente essa que nunca se terá verificado para discussão de outros assuntos tão ou mais importantes para a enfermagem. Enfim, percebe-se e não se percebe.

Pontos a reter:

1- Em enfermagem, os turnos de 12 horas são ilegais e o sindicato, neste caso (SEP) não pode defender uma ilegalidade, por isso e por outros atropelos denunciados, propôs um regulamento de horário, que foi avaliado pela Administração e, pelo que consta, será implementado.

2- Todos os enfermeiros têm as suas preferências, uns preferem fazer turnos de 8 horas, outros 12, outros até nem se importariam de 24. Uns não querem fazer noites, outros não querem fazer tardes. Uns são rigorosos e exigem uma folga a seguir a uma noite, outros não se importam de trabalhar, porque até têm outro emprego e precisam de ceder, para receber. Todos têm o seu direito, mas para que seja possível conciliar os direitos e deveres de cada um, terá que haver um regulamento justo e abrangente, que contrarie o que demasiadamente se verifica, que se prende com o facto de uns serem persistentemente beneficiados em detrimento de outros, no que concerne à equitatividade de turnos.

3- Todos gostaríamos de estar mais dias em casa. Com 35h/semana e turnos de 8 horas já é complicado, mas ainda se torna, com 40h/semana. Os turnos de 12 horas iriam minimizar este prejuízo, mas todos temos que ter a noção e está estudado e comprovado, que turnos que ultrapassam as 8 horas são um risco para o utente e profissional, devido ao cansaço. E todos sabemos o desgaste a que muitas vezes estamos sujeitos.

4- Cada serviço, mediante a sua especificidade e motivação da equipa, pode em conjunto com a Administração, chegar a um "acordo" sobre a tipologia de horário. Poderá eventualmente acordar em turnos de 12 horas, mas em caso de problema grave associado à prestação de cuidados de saúde por um enfermeiro, nem Ordem nem Sindicato virá em defesa. Além disso, em caso de denúncia e visita da ACT, quem come a fava é a instituição.

5- Todos estes problemas terminariam e (quase) todos iríamos passar novamente a preferir turnos de 8 horas, se as 35h/semana regressassem. Esta é a batalha que se mantém a nível sindical e judicial e que muitos ilustres já defenderam para a função pública. É uma batalha muito nossa, porque sabemos que temos uma profissão de maior desgaste e por isso só com união e horizontes alinhados lá regressaremos.

domingo, 23 de agosto de 2015

Greve dia 20 de Agosto - Adesão preocupante em Viana..


Quais as interpretações após mais uma greve de enfermagem?

Se a nível nacional fiquei mais ou menos animado com uma adesão a rondar os 70%. A nível local fiquei desapontado... 30% de adesão.

Não podemos ficar demasiadamente optimistas com uma adesão geral de 70%. Não é um numero animador, isto porque num passado recente, a adesão foi superior.
Para o governo pode ser um sinal de recuo.
Este resultado demonstra que deveremos continuar atentos, que não podemos esmorecer e que acima de tudo não podemos desistir dos inúmeros assuntos que estão pendentes há demasiados anos. A razão está do nosso lado, apenas queremos o que é justo.
Este é o período essencial, o período pré-eleitoral.

E o que correu mal a nível local?

Haverá maior motivação profissional?
Haverá mais medo?
Ter sido feriado municipal?
Descrença nos sindicatos?