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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os incentivos


Outro dia tive uma conversa com um colega de uma USF. Dizia-me a propósito das 40h semanais, que já há muito que as faziam, às vezes ultrapassavam-nas até. Pelo que percebi, não lhes eram pagas as horas que faziam em acréscimo, mas recebiam ao final do mês aquilo que todos conhecemos pelos denominados "incentivos". O seu ordenado (e falámos de alguém com poucos anos de carreira) por vezes chegava aos 1400 eur "limpos"!

Dizia-me também que trabalham num forte espírito de equipa, pois só assim conseguem atingir os objectivos que são propostos e só assim, recebem os tais "incentivos" ao final do mês.

Desconheço em pormenor estes objectivos, mas passa mais coisa menos coisa, por atingir uma determinada percentagem de consultas a grávidas, por exemplo, conseguir chegar a um x de consultas de planeamento familiar, ou prevenção de hipertensão, diabetes, etc.

O grau de satisfação dos utentes, pelo que estou a ver na minha curta pesquisa, também entra para as contas e no final, se todos trabalharem bem, há a recompensa, há o tal "incentivo".

No final da conversa desejei - Também quero trabalhar com incentivos! E senti um misto de orgulho e revolta. Orgulho porque vejo um colega de profissão receber um ordenado compatível com aquilo que é a sua formação, competência e responsabilidade, um ordenado de um licenciado em enfermagem e REVOLTA porque eu sou um enfermeiro com a mesma formação, competência e responsabilidade que ele e recebo ao final do mês BEM menos. REVOLTA porque sou um enfermeiro do Estado, tal como ele e sou descriminado.

A única diferença entre nós é que ele trabalha em cuidados de saúde primários (centros de saúde) e eu em cuidados de saúde secundários (hospital), o que me leva a pensar que, por parte do Estado, há uma indiferença pelos hospitais, rejeição até (talvez seja por isso que os estejam a privatizar) e uma predileção pelas USFs, o filho querido das reformas em saúde.

No final da conversa questionei-me, eu também trabalho numa equipa que se une para atingir objectivos, onde estão os nossos incentivos? 

Os nossos objectivos são, por exemplo: minimizar a dor de um doente, aliviar a falta de ar, corrigir desequilíbrios graves, contornar incapacidades e limitações agudas e crónicas, cuidar de doentes vitimas de enfartes, avc´s, vítimas de acidentes de viação graves, entre muitos e muitos outros objectivos. 

O nosso objectivo principal é salvar vidas! Será que não temos direito também a incentivos ?
Se calhar não. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Imagino-me com 43 anos de carreira...


A notícia da enfermeira de Braga acusada por homicídio por negligência deve-nos preocupar a todos!
Para mim a principal responsabilidade deste erro, é de quem aumenta o número de horas de carga de trabalho semanal, é de quem aumenta abruptamente a idade de reforma em profissões consideradas de grande risco, com elevada penosidade, como é enfermagem. 
Desconheço pormenores deste lamentável acidente, lamento profundamente pelos familiares da vítima e pela profissional envolvida, apenas leio notícias sumárias, mas o que me saltou desde logo à vista e que me preocupou profundamente, foi quando li "enfermeira com mais de 30 anos de carreira". 
Imagino-me com mais de 30 anos de carreira, imagino-me com 43 anos de carreira para ser mais preciso (!), que é o que me espera, imagino os meus colegas e posso garantir-vos, irei assistir a muitos erros destes. 
Com 65 anos a prestar cuidados de saúde aos doentes, tenho muitas, mas muitas dúvidas se não cometerei um erro que comprometa a saúde de uma pessoa.
Pensem nisso... enfermeiros e utentes!



quarta-feira, 26 de junho de 2013

40 horas?! N Ã O! - Pela tua segurança, pela segurança dos doentes!



Tenho assistido a vários lamentos e preocupações sobre a questão das 40 horas de trabalho semanais. Ou melhor... tenho assistido a vários lamentos e preocupações dos enfermeiros por uma série de ofensas e abusos à nossa profissão, mas recentemente o que mais se tem falado é mesmo das 40 horas.

Afinal em que ficámos? Vamos permitir mais este roubo?

Temos estudos e mais estudos que comprovam que um numero superior a 35 horas de trabalho semanal é prejudicial para a qualidade de vida de profissionais de saúde, neste caso, enfermeiros.

Fala-se também que a eventual passagem para as 40 horas, não traz nenhum acréscimo salarial.
E estão já a ver onde isto vai levar... mais desemprego, menos admissões de novos enfermeiros.

Temos um vencimento que em vez de subir, desce.

Trabalhamos por turnos, 24 horas/dia, 365 dias/ano e sofremos corte brutal nessas horas suplementares (noites, fins de semana, feriados, natais e afins)

Temos uma carreira que se eclipsou.

Vemos os professores que tudo conseguem, porque lutam e provocam mudança. Ainda hoje o líder da Fenprof dizia em jeito de conclusão de mais uma vitória dos professores: "Se lutarmos, por vezes podemos perder, mas se baixarmos os braços, perdemos sempre" Subscrevo!

Vamos permitir mais esta exploração? Vamos ficar calados? Vamos dizer não à greve e dar razão ao governo?

Vamos permitir que interfiram ainda mais na nossa qualidade de vida, que já não é de todo saudável??

Por estas e por outras mexe-te! Greve a 27 de Junho! Paralização nacional!! Mobilização nacional!!

Acorda!!


quarta-feira, 13 de março de 2013

Coisas que imbecis dizem


"Qualquer dia querem que o líder parlamentar do PS ande de Clio."

Francisco Assis, ex-líder parlamentar do PS, 2013.


Ainda pesquisei pelo facebook deste senhor, mas não tive sorte. Gostaria de ter a oportunidade de lhe dizer:

Analisando (ou não) a situação grave em que se encontram milhares de famílias portuguesas, apraz-me dizer-lhe que, qualquer dia vão é querer que o senhor ande mas é a rasto, sua cavalgadura, seu imbecil.

Pronto, estou mais aliviado.

São estes os políticos que temos, que só se preocupam com as aparências. Se pensassem em andar de Clio, ou mesmo de transportes públicos, a aprovação e o respeito que não teriam de todos os portugueses.
Consultem a página criada no Facebook, para outros pormenores e para consulta dos soberbos comentários que por lá se escreve em Francisco Assis de Clio

terça-feira, 12 de março de 2013

Bora lá pessoal, despertar!!



Para mim os fenómenos não são os Justins Biebers, o Tony Carreira ou o CR7!
São sim, estes senhores, que ganharam um festival da canção pela originalidade, irreverência e inconformismo.
São estes senhores, porque representam o povo, lutam pelo povo e essencialmente trabalham para unir o povo!!
A estes sim, eu faço uma vénia, estes sim, são o verdadeiro fenómeno da nossa sociedade!
Continuem a luta pa! Não nos abandonem!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

As diferenças entre professores e enfermeiros


Na semana passada via na TV uma professora do quadro, com a sua situação profissional segura e assegurada, a lutar numa manifestação, pelos seus colegas que passam por um momento de injustiça devido ao horário zero. Pensei... nunca vi disto em enfermagem, UNIÃO.

Quem não se lembra também da mega-manifestação de professores, que causou tumulto na opinião pública e muito amargo de boca ao governo? Pensei... nunca vi disto em enfermagem, FORÇA.

Quem não conhece aquele senhor de bigodinho da FENPROF, que tantas vezes aparece a falar na comunicação social? Já repararam que os professores falam a uma só voz, com uma única e poderosa plataforma sindical (FENPROF)? Penso... nunca vi disto em enfermagem, COORDENAÇÃO

PENSEM NISSO TAMBÉM

 Robin dos Hospitais, um enfermeiro contratado

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Serviço de Obstetrícia de Viana em risco de fechar

Com as recentes notícias do fecho da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, saliento também o risco de fecho do Serviço de Obstetrícia de Viana. Com todas estas políticas economicistas, com encerramentos de Unidades, Serviços, Hospitais e Centros de Saúde pelo país, há um risco considerável de fechar.
Consta que se não forem atingidos os 1500 partos anuais, haverá essa possibilidade e o que parece ser uma realidade é o decréscimo constante de partos ano após ano, pelos motivos que todos conhecem. Os últimos dados eram de 1800, quando num passado recente ultrapassava os 2000 (que me corrijam em caso de erro)
Obviamente todos esperamos que algo não aconteça, pois trata-se de um serviço de referência, com elevado nível de profissionalismo.

sábado, 19 de novembro de 2011

Médicos recebem "subsídio" de "reanimação" ??!



Consta que existe no nosso hospital um certo "subsídio" de cerca de 800 eur/mês para alguns médicos. Esse "subsidio" é-lhes pago por fazerem trabalho de reanimação.

Agora questiono?

E os outros médicos que também integram as equipas de reanimação não teriam igualmente direito a esse "subsídio"?

E os enfermeiros que também integram as equipas de reanimação não teriam igualmente direito a esse "subsídio"?

É que todos têm papel de igual importância no trabalho de reanimação.

Discriminações aparte, A QUE PROPÓSITO ESTE "SUBSÍDIO" EXISTE? 

O trabalho de reanimação não faz parte das funções de qualquer médico?

E os médicos já não são pagos  pelo seu trabalho?

ENTÃO COMO É POSSÍVEL QUE EXISTA ESTE "SUBSIDIO"?

COMO É POSSÍVEL QUE, NOS TEMPOS EM QUE VIVEMOS, SE PERMITA A VERGONHA QUE É ESTE "SUBSÍDIO"?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quero receber menos 20 eur ao final do mês

Já é de conhecimento geral que os vencimentos da função pública acima dos 1000 euros, vão sofrer os cortes dos “subsídios” de Natal, Férias e o rai q´o parta.


A minha reflexão sobre isso:


Sou contratado. Tenho um contrato sem termo. Não pertenço, nem nunca pertenci aos quadros da função pública. Tenho um vencimento base de 1020 eur (mas ao fim do mês, com os descontos, levo bem menos do que isso).
Trabalho há quase 10 anos e hoje levo menos dinheiro para casa, do que quando iniciei funções.
Nunca subi na carreira porque ela deixou de existir desde que comecei a trabalhar.


Posto isto, gostava de partilhar convosco as seguintes observações:


Para os benefícios como ADSE ou ex-ADSE, estatuto de bolseiro e outros e para os legítimos direitos, como o pagamento dos suplementos correspondentes às horas de valor (fins-de-semana, feriados, noites) e outros, nunca fui considerado um triste de um funcionário público, mas sim um ludibriado contratado e por isso não tinha, nem tenho esses direitos consagrados na lei e ganhos com justiça no passado
Para ficar sem os “subsídios” de Natal, férias e o rai q´o parta, já sou triste de um funcionário público.
Sendo assim e como se não bastasse, por causa de 20 eur, vão-me roubar (a mim e a tantos como eu) aquilo que é meu (nosso) por direito.


Essa corja anda mas é a gozar com a nossa cara. Até quando vamos ficar serenos, passivos ao roubo?


Com toda a convicção vos digo, tenho mais desprezo por estes políticos sujos e canalhas, do que o desprezo que tenho a um ladrão de multibanco.
Achei então oportuno criar um movimento no facebook “Quero receber menos 20 eur ao final do mês!”, cujo apelo é o seguinte:


"Sr Passos Coelho, não quero ganhar tanto ao final do mês!! Recebo 1020, peço-lhe encarecidamente para passar a receber 1000!! 
Fiquem com esses 20 eur, para ajudar nas vossas despesas e nas despesas do estado, que contribua para voarem novamente em primeira classe, que contribua para pagar um pouco mais aos gestores de empresas públicas que estão tão desgraçadinhos, na miséria. Podem até deixar estar os subsídios ou reformas vitalícias para os políticos como Duarte Lima, coitados que trabalham tanto são tao honestos e ganham tão pouco. Que contribua para pagar os flops dos estádios, auto-estradas e que o utilizem para dar seguimento as ideias fantásticas dos TGV´s, aeroportos, e outros projetos inteligentes e que contribua também para revitalizar o BCP BPN e toda a banca miserável que está nas lonas..
Agora tu que ganhas 1020 eur, ou que até estás solidário com esta causa, junta-te a ela, nunca se sabe até onde ela pode chegar." 


nota: (todos os factos descritos na primeira pessoa, mas muitos como eu encontram-se na mesma situação. As aspas são utilizadas como sarcasmo porque subsídio de férias e Natal nunca deveria existir, é dinheiro nosso por direito.. Não é nenhuma esmola nem nenhum subsidio).

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Médicos costa-riquenhos com férias pagas pelo governo português


Ainda no mandato socretino, Foram contratados vários médicos costa-riquenhos para tentar atenuar a falta de médicos no país. O problema é que passados 4 meses estes médicos continuam em turismo pago, com um bónus de 1800 eur mensais.

Mais uma façanha do Sócrates em parceria com a ordem dos médicos..

Parece que tudo estará preso por um acordo de reciprocidade... Caso haja algum médico português que queira trabalho na Costa Rica. (lol)… só da pra rir mesmo

Mais uma vergonha neste nosso país que até está tão bem de economias..

O que são 1800 eur, vezes 4 meses, vezes número de médicos contratados? Nada!

sábado, 24 de setembro de 2011

Esgotaram os colares cervicais


Há uns dias atrás o Primeiro-ministro assegurava que a qualidade dos cuidados de saúde não ia ser posta em causa, com todas esta políticas de austeridade.
No nosso hospital de Viana consta que já não há dinheiro para pagar aos fornecedores de colares cervicais. Estes cansaram-se de não receber e cortaram com o fornecimento.
O estado tem fama de ser mau pagador.. Já toda a gente o sabe, já há vários anos ouço falar em dívidas a fornecedores, bombeiros, etc...
Agora não ter dinheiro para pagar um colar cervical, que é uma material relativamente barato e imprescindível, é algo que nos deve deixar bastante apreensivos.

Então Dr. Passos coelho? É esta a qualidade que assegura?
Vamos passar a fazer imobilizações cervicais com os olhos...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O funcionário ausente

O funcionário ausente é aquele que recebe o vencimento por trabalhos não prestados.
Por outras palavras é pago, mas não trabalha… nem sequer põe os pés no trabalho… não faz um corno, népia, zero, rien.

E perguntam vocês como é isso possível? Também quero!
Então metam-se na política e no sindicato e adquiram uma licença de dispensa vitalícia…

Crise? Qual crise? Este é o pais do xico esperto e dos xicos burros que permitem este tipo de vergonha.
Eu tinha vergonha na cara…

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A década da decadência - Vol II


Ainda recordo o tempo em que haviam escolas de enfermagem que só admitiam alunos com uma nota mínima de 17. Eram raras as escolas com nota mínima de acesso abaixo de 14.
Hoje com 9,6 val. já se vai para enfermagem.
Enfermagem agora é um curso de escape para se entrar no ensino superior.
Passou de curso de primeira linha, a curso terciário. Desvalorizado completamente, passou de uma meta a um meio para atingir outra qualquer meta.
Quem é que no seu perfeito juízo vai colocar enfermagem nas suas opções de entrada no ensino superior?!
Perdeu-se por completo o rumo, as escolas estão pura e simplesmente a formar para o desemprego ou emigração.
Durante este trágico período, construíram-se novas escolas, aumentou-se exponencialmente o número de vagas, numa sede incontrolável de formação para o vazio.
Brevemente já nem os países importadores de enfermeiros aceitam novas remessas, já devem estar quase lotados.
Tenho fortes dúvidas sobre a competência das entidades que regulam este tipo de coisas. Tenho vergonha deste país que permite estas políticas.
Por muitos de defeitos que tenha a classe médica, dou-lhes valor, pois têm a inteligência de se resguardarem numa redoma, regulando assim as entradas para medicina.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A década da decadência - Vol I


Há uns tempos li um post dos colegas do Cogitare forumenfermagem, sobre alguns dos problemas que enfermagem atravessa e atravessou, ao longo destes últimos 10 anos. Esse título fez-me ver que, de facto, esta foi a... DÉCADA DA DECADÊNCIA PARA ENFERMAGEM.
E então lembrei-me de iniciar aqui uma colectânea de posts sobre este assunto. Vamos ver se não tem muitos volumes... A tua colaboração será sempre bem-vinda, caso esqueça algum ponto relevante, relembrem-me.
                                              .....

Após uma época de orgulho e sentimento de dever cumprido, com a conquista da legítima licenciatura para os enfermeiros, inicia-se inesperadamente a época negra para enfermagem.
Por pouco ou nada que ela viesse acrescentar (outros assuntos...), os enfermeiros eram definitiva e justamente licenciados.
O compromisso tinha sido estabelecido, os enfermeiros passariam brevemente a ser pagos e reconhecidos como licenciados.
Passados todos estes anos... nem uma coisa, nem outra.
A situação manteve-se e, para alguns, até se agravou.
A frustração, desmotivação e sentimento de injustiça e desconsideração são por demais evidentes nos discursos dos enfermeiros.
Continuamos uns simples técnicos bacharéis...

CONTINUA...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

GANÂNCIA, MANIPULAÇÃO E PASSIVIDADE

A ganância e manipulação incomodam-me profundamente.
Enquanto que, há VÁRIOS MESES, os enfermeiros esperam que lhes sejam pagas as horas extraordinárias, de turnos que são mesmo extraordinários, temos médicos, directores de serviço, que "sugam" as horas extraordinárias para si e são-lhes pagas pequenas fortunas a tempo e horas. Ou seja, fazem todos aqueles turnos valiosos de fins de semana e afins, onde são pagos a peso de ouro, porque estão no topo da hierarquia.
Vemos folhas de vencimento deste senhores com valores (SÓ DE PAGAMENTOS DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS) superiores a 5000 euros.
Como é que isto acontece? Como é que isto é permitido? Expliquem-me!

Se os administradores hospitalares quiserem de facto demonstrar trabalho e poupança ao Sócrates, que tanto se queixa da crise, sejam justos, coerentes e rigorosos e não permitam esta vergonha!
Existe um site criado pelo PSD, que possibilita que o cidadão sugira medidas de poupança. Eu fiz o meu dever, expus este facto vergonhoso e ao mesmo tempo deixei uma alternativa, que não é nada mais nada menos, do que analisar esta situação e não permitir esta manipulação gananciosa.
Visitem http://www.cortardespesas.com/ e façam também a vossa sugestão. Ela é analisada obrigatoriamente pelo gabinete de estudos nacionais do PSD e eventualmente, caso seja pertinente, poderá ir à Assembleia. Depois não digam que ninguém vos ouve. Cá está a vossa oportunidade!
POR ROBIN DOS HOSPITAIS

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Allez up, allez up! Força papa faz o goool!


A (absurda) tolerância dada pela vinda do papa, afinal parece que é só para alguns. Os profissionais de um tipo de hospital, podem retirar o dia para visitar Sua Santidade ou meditar sobre os problemas mundiais, enquanto que os profissionais de outro tipo de hospital não têm o mesmo direito. Se já é um erro dar esta tolerância, erro a dobrar é discriminar... parece-me que isso não vá de encontro aos princípios da igreja!
Por falar em igreja e em papa, não me cai muito bem que tirem dias de escola aos míudos, para prepararem a visita ao papa e ainda por cima que os obriguem a dizer que amam um senhor que nem conhecem. É tanta a euforia que depois começam a gritar Olé Olé papa Oléeee! Como se tivessem no estádio a ver o Benfica... por pouco não começavam, E quem não salta, não é do papa!
Eu cá diria, Allez up, allez up! Força papa faz o goool!
Curiosa também foi a ideia do Xico esperto do Sócrates lançar as medidas de austeridade do PEC, no dia em que os portugueses estão pacíficos e compenetrados no 13 de Maio, dia da Nossa Senhora de Fátima. Pra ver se as medidas passam despercebidas... finório o gajo! Aperta o cintooo!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Ganhem juízo!!


Consta para os lados do Hospital de Viana que por lá há enfermeiros de 1ª e de 2ª categoria... (Será uma nova carreira??)
Constou-se também que enfermeiros de um determinado serviço estavam a "anos luz" dos de outro serviço??!! Sim!! Não estou a brincar... Podia ser um exagero de um ou de outro... mas não, foi mesmo verdade, pois a novidade foi noticiada por vários e difundiu-se à mesma velocidade que o H1N1 se propaga! (por falar de h1n1.. onde é que ele anda esse malandro?!).
E depois também se falou que o facto de alguns colegas saírem tarde e a más horas do serviço, deve-se unicamente à sua própria desorganização de trabalho... a enfermeiros desorganizados... Ufff.. já estou com opressão torácica, a minha angina de peito já está a disparar... é que injustiças e "machadadas" nas costas é coisa que o Robin não tolera... Mas que merda é esta??!! Andamos a trabalhar que nem bestas e depois cospem-nos na cara??! Pedem-nos para falarmos na essência dos cuidados de enfermagem e depois quando se diz que não há almofadas para pôr aos doentes, já não estamos a falar em cuidados de enfermagem??! Então estamos a falar de quê porraaaaa??!!
Zelamos pelo bem-estar do doente, temos mais doentes sob a nossa responsabilidade do que aqueles que devíamos, temos "papelada e mais papelada" para tratar, andamos a 200 à hora, saímos tarde e mal para tentar passar um turno decente ao colega e depois dizem-nos que só saímos tarde porque fomos desorganizados??!! Por favor... tenham respeito... o mínimo de respeito... para não dizer mesmo, não me f...dam! Um enfermeiro poderá ser desorganizado, mas serão todos??!! Não será o próprio serviço que estará desorganizado?? E quem são os responsáveis máximos de enfermagem pela desorganização dos serviços??! Sim, porque quando um enfermeiro sai meia hora mais tarde é porque perdeu uma hora a fazer algo que não será da sua competência... poderia deixar aqui uma lista dessas acções, mas deixava isso para um colega aventureiro que me acompanhasse neste meu desafogo... Mas afinal o que se passa nestas mentes captas? Será do H1N1?! É o flagelo na enfermagem atacam-se uns aos outros quando devíamos era atacar os que estão no topo, exigindo melhores condições de trabalho...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

o perdedor que venceu


Pela sondagem no pddse, o Bloco de esquerda ganharia com maioria absoluta. Em vez disso temos uma maioria relativa de um partido liderado por um vendedor, (sem desprimor pelos vendedores) onde são mais os maus do que os bons políticos. Deixo-vos com a análise de um entendido na matéria e com um vídeo delicioso. Agora cada qual faça a sua análise

O perdedor que venceu
por Baptista-Bastos

A "extraordinária vitória" do PS, proclamada pelo secretário-geral do partido, não assegura uma identidade "socialista". Coloquemos a euforia em formol, paremos um pouco para pensar, e verificaremos, assim, que o vencedor é refém da fluidez da sua vitória. O reordenamento parlamentar, com as subidas (essas, sim, extraordinárias) do Bloco e do CDS, causam uma dependência política do PS, sob uma espécie de dupla imposição, incapaz de afrouxar pela própria índole daqueles dois partidos. Não auguro nada de bom, para todos nós, nos próximos tempos.
O PSD está esfrangalhado. Não é de agora. Depois dos intermezzos cómicos de Durão e de Santana, Luís Filipe Menezes tentou conciliar o partido com o respeito por si mesmo. Menezes é um homem culto, lido, cortês, que procurou, na prática, ter em conta as "sensibilidades" do PSD e, acaso, restitui-lo à matriz inicial. Foi dizimado, entre outros, por Pacheco Pereira, para quem a convivência política torna-se num impedimento a suprimir. Com a derrota do PSD, o Pacheco é, por sua vez, olhado de viés, e os ajustes de contas não tardarão. Que faz correr, e ter atitudes intelectualmente reprováveis, este homem calculado, gelado e inteligente? O atabalhoamento com que tenta atenuar a derrota da sua estratégia chega a ser uma piada cruel, como abundantemente ficou demonstrado anteontem, na SIC-Notícias, no encontro com Pedro Silva Pereira.
Manuela Ferreira Leite, católica, antiga e distante, foi, de repente, colocada à frente de um partido cujas características variam, por ausência total de ideologia e excesso de ressentimentos. Dois terços do PSD não a tomavam a sério. O outro terço bajulava-a sem convicção. Uma fatia larga da vitória do PS deve-se à sua total incapacidade de criar laços e ao canhestro das suas proposições; não propostas, proposições.
Este imenso cenário está montado numa extraordinária bizarria do sistema. Vejamos: todos os partidos aumentaram de deputados, incluindo o PSD. O PS, o único que perdeu em votos e em parlamentares, foi, afinal de contas, o vencedor.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Carreira, manifestação e política


... e a história continua, adiamento, reunião, retrocesso, manifestação.... e por aí adiante. Está mais que comprovado que o MS goza com os enfermeiros e trata-os com uma indiferença desmesurada.
Dou uma passagem pelos diversos comentários do blog doutor enfermeiro e desacredito cada vez mais na nossa capacidade em encontrar saída para este buraco, onde enfermagem se está a afundar. Vejo a maioria revoltada, furiosa com sindicatos, contra as formas de luta, (neste caso manifestações) e questiono-me, Porquê? Por que se revoltam contra as formas de luta, contra os sindicatos e não se revoltam contra o governo, mostrando a indignação.

E como se mostra a indignação?! A história prova-nos que é com manifestações, com a revolta na rua, diante do povo. Mas não... os enfermeiros são finos de mais, são chiques de mais para irem a manifestações, fica mal andar a gritar e a levantar bandeiras.
Claro que as greves são fundamentais, mas, lembrem-se disto colegas, para o povo, que é aquele que devemos ter como aliado, a manifestação é o maior sinal de injustiça. Mais uma vez vejam os professores e tantos outros exemplos, neste e noutros países, onde as classes saíram para a rua em massa e os governos tremeram e até ruíram. Imaginem uma manifestação de enfermeiros em larga escala!
Já há semanas, houve uma "campanha" anti PS pela blogsfera: "Enfermeiro não vota PS". Eu não quero acreditar que haja enfermeiros que o façam, que continuem a confiar na política que pisou esta e outras classes de trabalhadores, mais concretamente dentro da FP.
Eu não iniciarei campanha nenhuma, cada qual votará conforme os seus ideais, mas se de alguma forma vos ajudar com a alguma suposta indecisão e se vos interessar, deixo a minha preferência.
Eu cá votarei Bloco de Esquerda, e faço-o porque acredito no seu líder. Claro que os políticos são um pouco como os bancários, aliciar é com eles, mas na hora do aperto são como lobos, é sempre preciso ter o pé atrás. Mesmo assim, vejo o Louça como alguém inteligente, justo e com coragem, o único que, para mim, poderá constituir a solução dentro do vazio que nos apresentam.
O BE será o único partido com referências concretas a enfermagem, nos seus programas: Gestão das unidades do SNS: administradores seleccionados por concurso e directores técnicos por eleição dos respectivos corpos profissionais (médicos, enfermeiros); gestão participada por utentes e autarquias, sujeita a avaliação periódica pág. 22-Um programa de emergência para a formação de profissionais de saúde e para responder ao risco de ruptura de médio prazo com o agravamento da falta de enfermeiros e médicos;(pág. 24)-Integração de todos os técnicos de saúde especializados (médicos, enfermeiros, auxiliares) nos mapas de pessoal em regime de contrato de funções públicas.(pág. 25)-Providenciar formação continuada e ao longo da vida, enquadrada dentro da carreira profissional (carreira médica, carreira de enfermagem), e que não seja dominada pela indústria farmacêutica ou com custos incomportáveis para quem dela pretende usufruir.(pág. 26)-A formação de técnicos tais como médicos do trabalho, enfermeiros do trabalho, psicólogos, técnicos de segurança e outros, de molde a criar um quadro técnico competente e em número suficiente para cobrir as necessidades. (pág. 33)-O Bloco de Esquerda defende o princípio fundamental da separação entre o exercício de actividades privadas e públicas, criando-se uma carreira específica para profissionais de saúde dedicados em exclusivo ao SNS.
Estes são os temas, carreira, manifestação e política, quem quiser mande a sua posta e já agora vote na sondagem